Herois do Olimpo RPG

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Pã
Deus Menor
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A missão do herói é ir até o submundo e resgatar Vincent Winchester.

Johnny está na casa de seu antigo tutor Buck, em uma noite fria, e resolve ir atras da alma de seu amigo Vincent. Na casa de Buck ele não será atacado por conta das armadilhas contra monstros feitas polo próprio Buck antes de morrer.

O herói deverá caminhar pela interestadual, na direção da rodoviária da cidade, até acabar as o perímetro das armadilhas. Quando isso acontecer, dois Cíclopes o atacarão. Ambos estão armados com porretes e são extremamente burros. Caso vença, ele deverá decidir se continuara caminhando, ou irá voando.



Última edição por Pã em Qua 28 Ago 2013 - 12:50, editado 1 vez(es)

#1

Re: Entrando no Submundo| Missão on-post Johnny Singer

por Convidado em Sex 19 Jul 2013 - 15:13

Convidado

Anonymous
Convidado
A noite fria não me deixava dormir, o vento batia sobre as frestas da janela de madeira velha e fazia um som que arrepiava minha espinha. Mas a verdade não era por conta disso que eu não conseguia descansar. Desde o dia do ataque ao acampamento tenho tido pesadelo sempre coma mesma pessoa, Vincent Winchester. Neles, Vincent está no meio de um turbilhão de almas atormentas. Esse cara foi um dos primeiros a me ajudar no acampamento, um dos meus primeiros amigos. Com certeza ele era louco o bastante para arriscar a sua vida indo no submundo para tentar me salvar e eu devia fazer o mesmo. Eu estava na minha antiga casa, aonde eu fui levado logo após Buck me resgatar. Ela estava a mesma desde quando parti p o acampamento no mesmo verão em que Buck havia morrido não ser pelo piu de Sophie a casa estava em total silencio. N aguentava mais esperar ali. Fui até o guarda-roupa e peguei minha mochila, ela sempre estava pronta para caso eu tivesse que sair as pressas. Coloca meus anéis e o medalhão que havia ganhado na luta contra dragões. Vou até o poleiro gigantesco de Sophie, ela estava acordada, seus olhos encontraram os meus e ela apenas fez um movimento com a cabeça. Já tínhamos passados por bons momentos e ela me entendia como ninguém. Eu decidi voltar para casa depois de tudo o que aconteceu. Não podia ficar em um lugar onde todos estavam tristes e mesmo assim ainda obedeciam as ordens dos Deuses. O que eles fizeram por nós afinal? Se não fosse por eles nossas vidas seriam menos complicadas, menos cheias de dor e sofrerem Ao abrir a porta de entrada da casa senti a brisa entrar e gel até meus ossos. Sophie não parecia se importar, sua áurea era tão gelada quanto aquela noite de inverno. Ela deu um impulso com as patas, começou a bater as assas e voar em círculos no céu. Deveria ser umas 3h da madrugada então não quis acordar nenhum dos antigos membros da gangue Ironside para me levar até a rodoviária.

Comecei a caminhar pela interestadual que cruzava a cidade. Andando por alguns minutos eu chegaria na rodoviária municipal. Vejo que Sophie estava um pouco agitada. Por mais que ela estivesse nos céus eu podia sentir como se ela estivesse do meu lado.

"O que foi guria? Esta com medo de ir tão longe?" Pergunto mentalmente para a minha fênix.

"Claro que não, idiota. Só estou sentindo o cheiro de monstros logo a frente. Consigo ver algumas formas grandes se movimentando por entre as arvores."
Eu havia ficado a salvo por um bom tempo sem me preocupar com criatura querendo me comer. Eu tinha achado armadilhas para monstros postas em 1Km de raio da minha casa. Buck teve um grande trabalho em me proteger.

"Tudo bem preta, estava começando a ficar entediado."

"É, você esta ficando gordo mesmo" Responde Sophie com um tom irônico. "Pelo menos dessa vez você vai usar seu martelo? Por que das outras vezes tua preguiça falou mais alto e você usou seus poderes e dizimou os coitados."

"Aff. Gorda é a sua mãe... maldita hora em que eu te comp..." Não consegui completar a frase pois uma bola de fogo negro explodiu na minha frente derretendo o asfalto. "Calma pô! Eu tava só brincando."

"Eu também." Então ela deu um pio que mais parecia uma risada.

Após alguns minutos andando, baforadas de vapor saiam da minha boca parecendo fumaça. Vejo as ultimas armadilhas a poucos metros de mim, isso me dizia que as férias haviam acabado.Instantes depois de atravessa-las, Sophie me alerta. "É melhor pegar o martelo, gordo."

Bufo tentando parecer irritado, mas a verdade é que eu não conseguia. Sophie era uma das poucas criaturas que falava o que queria para mim e saia viva para contas a história.

Invoco o meu martelo gigante de dois gumes das minhas tatuagens mágicas e o seguro com a mão direita. Poucos semideuses conseguiriam erguer aquele martelo, e os que conseguem, mal o levantavam do chão. Eu sentia todos os músculos do meu braço rígidos como aço quando começava a lutar com essa arma.

Os monstros não demoraram muito para aparecer, dois ciclopes carregando bastões de madeira do tamanho de postes.

"Sério que você me fez invocar o martelo por isso?" Pergunto indignado para Sophie.

Expulso o martelo para a tatuagem e transmuto dois de meus anéis nas Luvas de Neméia. Eram luvas de metal com o formato da cabeça do leão de Neméia, dentro de suas bocas havia amplificadores que emitiam um som tão alto que deixava qualquer um por perto beirando a loucura. Por isso mandei forjar os meus filtros auriculares, eles me deixavam imune de efeitos causados pelo som.

-Vamos ver do que vocês são feitos. -Olho para as criaturas fazendo um movimento com o braço chamando-os.

Logo o primeiro começou a correr com o seu bastão erguido para os seus. As passadas do monstrengo eram grandes, o que fazia com que ele percorresse uma grande distância em poucos segundos, porem sua agilidade era nula o que impossibilitava uma mudança de curso em seu ataque.

O ciclope da um pulo e por alguns segundos tenho a pior visão do mundo. Ele vestia somente uma tanga de couro esfarrapada. Não deixo aquela imagem atrapalhar meu raciocínio. Dou um salto para cima no mesmo instante em que transmuto a minha armadura já com as asas. Bato-as algumas vezes para me deixar em uma altura razoável. O monstro passa com o seu bastão fazendo vento nos meus calcanhares e cai em pé, batendo sua arma de madeira no chão, fazendo com que algumas farpas voem para os lados.

Giro o meu corpo no ar rapidamente e faço a armadura se transformar novamente em anel. Pegando o impulso da queda, dou um soco no meio da cabeça do Ciclope com a minha Luva, que alias aumenta a força dos Atletas de Héracles, e o transformo em pó dourado. Caio no chão com uma parte do ombro direito e costas, dando um típico rolinho e já ficando de pé.

Escuto os berros do outro monstro lamentando a perda de seu irmão. -Maninho! Purpurina! Matar o homem com cheiro de churrasco!!!! -Essa ultima parte me pareceu uma ameaça.

Me viro e o monstrengo já avançava na minha direção balançando sua arma. Parecia que ele queria pegar impulso para o golpe sair mais forte. Estendo as mãos nas costas pegando dois itens presos na minha mochila, cutelos.

-Vamos assar uma carne! -Grito em tom irônico.

"Ta cada vez mais engraçado. Dormiu com o Bozo essa noite? Teve aula com o Patati?" Disse Sophie em minha mente.

Miro na testa do Ciclope e atiro um dos cutelos que o acerta em cheio, porem com a parte do cabo. O que fez o ciclope parar de correr. A criatura solta sua arma e coloca as mãos na testa lamentando o machucado que sangrava um pouco. A criatura fica assim por algum tempo até serrar seus punhos, apontar pra mim e dizer alguma coisa que eu não entendi, pois assim que sua testa ficou livre atirei o outro cutelo que cravou profundamente em seu crânio. A criatura cai para trás e também acaba virando pó dourado.

"Nada mal... para um gordo."

"Se não calar a boca vou acabar te assando" Digo em um tom firme para Sophie que retruca com um "Ui!"

Pego meus cutelos cheio de purpurina e os limpo para colocar de volta em seus lugares.

"Iron, tem muitos monstros a nossa frente, vamos ficar aqui a noite toda se continuarmos assim. Eu não gosto muito da ideia, mas o que acha em ser carregado." Essa parecia a única frase de Sophie em horas que não era ofensiva. "Carregar um gordo é foda..." Ou não.

Tirando as zombarias, ela tinha razão. Eu não podia ficar perdendo tempo com esses monstros, eles não me levariam a nada. Porem eu precisava que Sophia estivesse 100% para o que iríamos enfrentar.

"Você tem razão, temos que ir voando."

Sinto que Sophie começa a descer para me apanhar, então peço a ajuda de meu pai e invoco uma águia gigante toda feita de prata. Ela deveria ter 3 metros de altura e 7 de largura, era um autômato muito bonito.

"Não preta, preciso de você bem para daqui a pouco. Fique junto comigo na águia para não se cansar. Isso é uma ordem" Então Sophie simplesmente se aprumou do meu lado. Ela sabia ser séria quando era necessário.

O automato era lindo. Uma criação perfeita de Hefesto. Suas penas cintilavam a luz da lua e o tom prateado lhe cabia muito bem.
Ela começou a bater as asas e em pouco tempo estavamos a uns 200 metros de alturas.
No meio do que seria as costas da águia, havia um pequeno botão com o simbolo de "play". Quando eu o apertei, a musica Dust in the Wind começou a tocar.

"Essa carroça não vai mais rápido? Tem 5 grifos, 3 furias, 3 harpias e alguns espiritos da tempestade nos seguindo pelo ar, fora os por terra."
Olhei para baixo e vi vultos correndo entre as poucas árvores que haviam nequele terreno arenoso. Parecia que o meu cheiro trouxe muitas criaturas para perto do local ao longo do mês, nunca tinha visto tantos em um mesmo lugar.

"Parece que os espiritos da tempestade estão indo embora... não, pera..." Sophie ficou calada por um tempo. "Eles estão se dividindo para nos cercar."

Em pouco tempo eles estavam na nossa frente, atraz e dos nossos lados, formando um circulo quase perfeito. Eram criaturas em formas de pequenos passaros, eles eram feitos de ar. Pareciam varios redemoinhos de nuvens que tomaram forma. As vezes luzes de um relámpago passavam pelos seus corpos.
Eu resolvi então fazer pequenas bolas de fogo em minhas mãos e atirar contra eles. Quando o fogo chegou perto ele se apagou com uma rajada de vento. Começo a perceber que um redemoinho começava a se formar em nossa volta, então mando a águia parar.

Os espíritos não se aproximavam, apenas estavam fazendo aquele turbilhão. No começo eu não tinha entendido muito bem qual a finalidade daquele ataque, mas então eu começo a ficar sem ar. Parece que as correntes de vento ao meu redor estavam tirando todo o oxigênio do centro.

Tento novamente criar fogo em minhas mãos mas é inútil, sem oxigênio não há fogo. Vejo que Sophie também já estava muito tonta e cambaleava em cima do automato.

Quando eu já estava pensando que esse seria o meu fim uma sensação estranha começa a emergir do meu peito. Era como se uma brasa de carvão em chamas estivesse encostada em mim. Vi então que se tratava do colar do Dragão que esta brilhando em vermelho.

Sinto então uma forte fisgada na minha barriga, muito mais forte do que quando se está com fome. Fico de pé rapidamente e, abrindo a boca, começo a soltar uma baforada de fogo muito intensa. Os espíritos que estavam logo na minha frente foram dizimados instantaneamente, então giro o meu corpo para matar o restante. O calor e as labaredas eram tão intensas que os meus olhos ficaram ardendo por causa da luz.

"Tudo bem?" Pergunto preocupado para Sophie?

"Claro..." Respondeu ofegante."Não se preocupe comigo, gordo. Temos que sair daqui, os outros já estão chegando.

Transmuto meu anel para armadura. A viseira do meu elmo era especial, ela foi forjada com muitas propriedades mágicas, uma delas era me fazer enxergar no escuro e ver muito mas longe do que eu poderia normalmente. Olho para baixo e vejo um pequeno celeiro no meio do campo. Havia uma casa logo na frente mas as luzes estavam apagas. Ou eles estavam dormindo, ou não havia ninguém.

Dou um comando para a águia, que agora tocava Hells Bells, para dar um mergulho na direção do celeiro. O automato, por mais que fosse feito de metal e era muito pesado se movia muito rápido e em poucos segundos já estávamos na frente das portas do lugar.

Mandei o automato ficar sobrevoando o céu em cima do celeiro e esperar por mim. Empurro as portas de madeira que era bastante pesadas e adentro ao local. Havia feno cobrindo o chão do local inteiro e algumas pilhas dele amarradas para a direita. Do lado da porta tinha um armário todo de ferro muito pesado, provavelmente era usado para guardar ferramentas. Também tinha alguns ganchos pendurados nas armações de madeira no teto.

"Sinto uma corrente de ar vinda do chão. Provavelmente tem algum alçapão por aqui."

"Tudo bem nega, tente achá-lo enquanto eu dou um jeito na porta."

Levanto uma tora de madeira muito pesada do lado da porta e coloco nas travas para trancar as portas. Uso minha habilidades e amaço os pés da direita do armário de ferro que acaba tombando na frente da entrada, assim os monstros demorariam mais tempo para entrar.

"Achei" Sophia estava em cima de um amontoado de feno no final do seleiro a direita.

Corro em sua direção, ao chegar lá limpo o feno e encontro um elo preso a um alçapão, o puxo pra cima e uma escada aparece descendo para subsolo. Espero Sophia entrar, então escuto batidas fortes nas portas de madeira. Então resolvo fazer com que o celeiro inteiro fosse coberto por cinzas de vulcão. Era uma habilidade muito útil que nós, filhos de Hefesto, tínhamos.

Em poucos segundos o local fica completamente quente. Se eu não fosse filho de Hefesto também não conseguiria enxergar nada. Pulo para dentro do buraco e fecho o alçapão.

O porão do lugar era pouco espaçoso. Havia uma lampada na qual eu acendi que iluminava o pequeno local. Tinha algumas ferramentas enferrujadas, alguns galões de óleo ao lado de um aquecedor, um motor com uma bomba que provavelmente puxava água de algum poço e algumas tubulações de cobre antigas expostas.

Ouço o barulho de madeira arrebentando e metal sendo arrastado. Os monstros conseguiram entrar no local e agora seria questão de tempo até eles nos encontrarem. Estávamos encurralados e eu precisava agir rápido. Faço um pequeno furo em um dos canos de cobre e um finíssimo jato de água começou a sair dele e a borrifar o ar como se fosse um spray e a luz da lampada fez aparecer um pequeno arco-íris.

Pego um dos meus dracmas e atiro rezando a Íris que atendesse o meu pedido aquela hora da noite. Ao passar pelo pequeno chafariz o dracma desaparece, então digo: - Daniel Ritter, acampamento meio-sangue, chalé de Hades, ,por favor.

Aparentemente nada acontece, então a imagem de um garoto de costas aparece na minha frente. Seus cabelos lisos e sedosos eram inconfundíveis.

-Dani? Filha da |Meretriz|, olha pra cá. - Então o príncipe do submundo se vira mostrando um taco, comida mexicana, em sua boca.

-Fala tetudo. - Responde o garoto com a boca cheia.

-Preciso de um favor teu. Quero saber onde fica uma entrada para o submundo que quase ninguém use, que só você saberia da existência. - O garoto fica quieto e acaba de engolir o pedaço da comida.

-Bom, acho que eu sei de um lugar... ele é usado para levar coisas grandes para o meu pai. Eles tem usado agora para levar materiais para Dédalo acabar de construir as suas pontes. A segurança é fraca, alguém burro como você deve conseguir entrar lá facilmente. - Diz ele como se eu fosse o homem mais burro da face da terra. - Porem fica longe e eu acho que você vai morrer antes de chegar lá. Fica na cidade de Oymyakon, República de Sakha, nordeste da Rússia. Simplesmente o lugar mais frio do mundo. - Ele deu uma risada com o canto da boca, parecia estar se divertindo ao ver que eu iria me fod** pra conseguir chegar lá.

-Ok, se congelar minha bunda eu te mato. - Ele da uma risada e a imagem desaparece. Agora eu só tinha que sair de um celeiro cheio de monstros que queriam me comer para ir para a cidade mais fria do mundo. Ótimo, por que não? Quando eu trouxer o Vincent de volta ele vai estar me devendo o brioco.

"Sophie, consegue nos teleportar para cima do telhado do celeiro?"

"Claro que consigo. Seu peso não vai quebrar as telhas?"

Encosto em sua cabeça e sinto tudo ficar escuro e depois já estava em cima do telhado.

"Você está bem preta?" Se movimentar pelas sombras exigia uma quantidade enorme de energia e eu não sabia o quanto ela podia aguentar.

"Estou sim, a distância não foi tão grande então eu to de boa."

Faço um sinal para a águia que continuava circulando bem em cima de nós e ela desceu. Subo rapidamente em suas costas seguido por Sophia, ordeno para que ela alçasse voo leve. Levantamos alguns metros do telhado e então invoco minha  Franchi SPAS-12, também conhecida como "ass kicker" e atiro no telhado abrindo um enorme buraco. Os monstros olham para cima sem entender muita coisa, então pego um frasco com fogo negro que havia na mochila e atiro para dentro do celeiro através da abertura na telha e ordeno para o águia subir.

Em poucos segundos o local começa a pegar fogo e logo depois explode, provavelmente por conta do óleo do aquecedor que deve ter entrado em contato com o fogo. Então o fogo negro queimou mais alto ainda com suas labaredas verdes. Os canos de água devem ter arrebentado com a explosão do óleo e atiçado-o.

Não fiquei para olhar o espetáculo dos fogos pois tinha um longo, imenso, gigantesco e quase impossível caminho pela frente, chegar na Russia. Quando pensei nisso me deu uma vontade de rir, essa ideia era estupida por si só. Viajar do Texas até a Russia em cima de um automato em forma de águia. Talvez o Dani tenha acertado, eu realmente era muito estupido, mas não via outra alternativa.

-Pai! - Falei em voz alta. - Eu peço sua ajuda agora, nunca fui de pedir muito, mas eu realmente preciso. Se for de agrado do Olimpo, me ajude a chegar até a Russia rápido, se não for... Apenas deixe eu seguir o meu caminho e não derrube essa águia... - Eu realmente estava desesperado, então esperei por uma resposta, mas não ouvia nada.

Era estranho, eu realmente não ouvia nada. Mesmo voando rápido com aquela águia, o som do vento parece que deixou de existir. Aquele silencio perdurou uns 2 minutos e eu pensei que tivesse ficado surdo até que o som voltou. Então a águia começou a fazer uns barulhos estranhos, eu olhei para a sua calda e vi que elas começaram e se contorcer e ficar na forma de um cilindro. Seu bico ficou mais para baixo e as penas de seu pescoço se abriram e ficaram maiores. As suas costas afundaram um pouco formando uma espécie de banco. Então percebi para que servia as penas do pescoço, elas nos protegiam do vento.

Depois de um tempo fazendo mais algumas alterações internas um fogo intenso começou a sair da forma cilíndrica onde antes era sua calda. Meu pai havia transformado o automato em uma águia ajato e eu realmente adorei aquilo.

-Muito obrigado pai!

Eu não sabia como, mas sabia que já tínhamos atravessado a barreira do som. Mesmo assim não precisava de mascara de oxigênio para respirar, nem sentia que minha cabeça ia explodir. Provavelmente era alguma magia envolta da águia que causava isso.

Mesmo com uma águia supersônica a distância até a Russia era muito grande e eu estava ficando cansado.

"Então nega, vamos dormir um pouco, amanha vai ser um longo dia frio pra caralho. É bom estarmos bem pra enfrentá-lo."

Então nos encostamos e dormimos. Os sonhos que tive naquela noite foram os mesmos que estava tendo todas as noites. Eu via Vincent no meio de muitas almas que pediam por socorro, ele parecia estar atormentado e com muita dor. Porem, dessa vez o sonho mudou. Eu via Vincent preso com correntes em uma pedra, ele estava raquítico e com o abdome aberto e dilacerado. Ele gritava de dor e continuava consciente, então as feridas se fecharam e uma água apareceu. Ela começou a comer a barriga de Vincent e ele voltou a agonizar em dor.

Então eu acordei com Sophie gritando na minha cabeça."Acorda carai! Estamos caindo!"

Abro os olhos e vejo a águia despencando para baixo. Ela estava coberta por uma grossa camada de gelo, provavelmente isso fizera os motores dela congelar. Como eu não tinha pensado nisso antes? Minha cabeça estava girando, eu tentava pensar em uma solução para sairmos com vida dali.

Eu não conseguia enxergar muito bem mas tudo o que eu vi era branco ao nosso redor. "Neve?" pensei comigo, provavelmente já estávamos na Russia, mas não era hora para pensar nisso.

"Sophia, temos que sair daqui o mais rápido possível. Consegue nos descer?"

A fênix assentiu com a cabeça, então ela me agarrou pelos ombros e nós pulamos da águia...

Eu não saberia explicar com palavras o que senti nesse momento, por isso só soltei um: -ARRRRRGGGGGHHHHHHTTTTT!!!!!

O frio era tão intenso que eu mal conseguia respirar. Sophie estava sentindo o mesmo, por mais que ela gostasse do frio aquilo era demais para nós dois. Ela não conseguiu me segurar e muito menos bater as asas. Começamos a cair rápido e girando, uma morte bem rápida. Se não morrêssemos congelados antes de chegar ao chão, então iríamos morrer com o impacto.

Meu corpo tremia feito nunca, porem eu não podia deixar que as coisas acabassem assim, tão simplesmente. Estendo os braços e alcanço Sophie.

"Se agarre em mim garota" Essa foi a única vez que eu sentia a aura gélida dela um pouco quente e acolhedora.

Transmuto as asas da minha armadura e as faço bater. Elas começam a se movimentar mas a velocidade da queda não diminui muito, então uso minhas habilidades de controle sobre o metal para fazer com que a minha armadura suba e nos ajude a diminuir a velocidade. Isso acontece, mas não o suficiente, vejo aquele deserto branco de neve se aproximando e então tudo fica escuro.

Acordo muito tonto, não conseguia abrir meus olhos direito e me sentia... aconchegante... De certo eu estava morto... Mas pera, o submundo não é um lugar aconchegante.

Abro os olhos e fico com eles cerrados. Percebo que estava dentro de uma barraca e perto de uma fogueira. Conseguia sentir que Sophie estava perto de mim. Olho para os lados e vejo uma pessoa vestida com uma roupa branca, daquelas que os militares usam para se camuflar na neve, mexendo em uma mochila igualmente camuflada.

-Lhokita? -Pergunto com receio.

-Que diabos você estava fazendo voando? - Fala Lhokita com indiferença

-Estava tentando chegar na Russia, tenho uma missão importante. -Respondo. - Onde diabos eu estou? E o que você esta fazendo aqui?

Lhokita explica que estava caçando alguns monstros que estavam fugindo e que eu havia chegado na Russia.

-Entendo. -Falo pensativo. -Você não sentiu mais nenhum cheiro estranho por aqui? Algo fora do normal?

-Eu senti um cheiro forte vindo do norte, não parecia ser algo maligno, mas havia algo envolvido com morte lá.

-Você pode me levar até lá?

-Claro... que não. Estou a serviço de Ártemis, não posso te ajudar.

Acento com a cabeça e me levanto, vejo que ela havia cuidado dos meus ferimentos e os de Sophie também. A caçadora me empresta uma jaqueta camuflada, parecida com a dela só que bem maior. Ela passa um óleo estranhos nas plumas de Sophie, que parece não gostar no começo, mas que depois fica quieta.

"O que foi garota?"

"Estou quetinha... que merda é essa que ela passou em mim?"

Riu um pouco e saiu para fora da barraca, acompanhado de Sophie e da Caçadora. Percebo que tudo na minha frente era neve e nada mais. Quando olho para traz a barraca já havia virado uma pequena caixa de sapatos.

-O norte fica para lá. -Aponta Lhokita para o meu lado direito. -Até mais, homem. -A caçadora começa a correr e desaparece no meio do branco.

Era estranho, mas aquela jaqueta era realmente boa. Eu me sentia quente no meio de muito gelo, e isso era ótimo. Começo a caminhar na direção que Lhokita havia me apontado. Após algumas horas caminhando, Sophie me avisa que conseguia sentir o cheiro de coisas estranhas logo a frente.

Em uma depressão, haviam várias caixas gigantescas sendo carregadas por diferentes monstros e humanos. Eram fênix e dragões passavam de um lado para o outro carregando pesos enormes, enquanto alguns homens carregavam as caixas menores. Era como se aquilo fosse um estoque gigante ao ar livre.

Havia uma caverna aonde as criaturas entravam e saiam, em cima dela havia um letreiro dizendo: Almoxarifado do Submundo.

Havia mais duas placas na frente da caverna dizendo respectivamente: "Obra das pontes: Estamos a 127 dias sem acidente. Engenheiro Dédalo" "Caso você acabe morrendo esmagado por uma caixa, Hades deixara você vivo até acabar o serviço."

Aquilo com certeza era a coisa mais estranha que eu já vi em toda a minha vida.

Resolvo tentar me infiltrar com os demais trabalhadores. Desso o declive chegando até uma caixa, pego-a nos braços e começo a caminhar para dentro da caverna.

"Faça o mesmo." Digo a Sohpie.

Eu e a minha preta começamos a avançar sem sermos percebidos e em pouco tempo já estávamos dentro de um túnel feito de pedra que ia descendo em linha reta. Eu caminhava em fila indiana com mais outras pessoas, enquanto Sophie sobrevoava logo acima de mim.

Depois de alguns minutos caminhando as paredes começam a ficar mais largas e revelam um verdadeiro canteiro de obras. Vigas gigantescas estavam sendo erguidas, enquanto algumas pontes já estavam no meio de suas construções. Era realmente algo magnifico e gigantesco.

Largo minha caixa juntos aos demais quando sou alertado por Sophie.

"Olha, ali em cima."

Estendo meus olhos para o alto e vejo em cima de um hangar duas pessoas conversando. Um homem de uns vinte e poucos anos que usava um capacete amarelo com os dizeres: "Engenheiro Dédalo." E ao seu lado um homem sombrio, com um manto negro com detalhes em roxo e um almo que assustaria até mesmo Héracles. Esse eu não precisava ler seu nome em um capacete, eu tinha certeza que era Hades.

Fico um pouco apreensivo para não ser descoberto, não tinha medo de lutar contra o Deus e morrer, mas não queria fracassar em minha missão. Fico com os olhos atento aos dois quando do nada Hades vira sombras e desaparece.

-Não vai achar nada aqui, semideus. -Diz uma voz sombria e melancólica atras de mim.

Me viro rapidamente e vejo Hades, o Rei do Submundo.

-Como sabe o que procuro? E como me percebeu? - Pergunto já serrando os punhos.

-Acha mesmo que alguém entra em meus domínios sem eu perceber. E não feche os punhos para mim, moleque, ou vai acabar perdendo a mão por nada.

Relaxo um pouco, afinal, se ele me quisesse morto eu já estaria.

-Então o que vai ser? -Pergunto com indiferença para o Deus.

-Estou aqui para te levar aos campos Elíseos. -Hades encosta no meu ombro e minha visão escurece. Sinto uma terrível fisgada no umbigo e quando volto a mim estava vomitando na beira de uma corrente de um rio.

-Não vomite no Rio Lete, Johnny. -Diz Hades.

Olho para os lados e vejo as paisagens mais belas que poderiam existir. Não vou conseguir descrever com palavras o quão bonito e prazeroso era, mas eu trocaria as minhas forjas por aquele lugar.

-Por que me trouxe aqui? -Digo limpando a boca.

-Por causa daquilo. -Aponta Hades para a beira do rio, perto de onde eu estava.

Um homem estava debruçado estendendo as mãos no rio e vindo com elas até a sua boca. Ele só parava de tomar água quando começava a rir freneticamente. Eu conhecia aquele homem, era Vincent. Corro até ele com o máximo de rapidez que eu podia e o puxo para o campo gramado.

-O que está fazendo Vincent? -Pergunto indignado.

-Eu sou a Dona Marocas, quer um pouquinho de chá? Vou pegar água para o meu cházinho das 15h. Gostou do meu chapéu? Diz que gostou! Ele é bonito, tem até uma pena. A dona Maria disse que não combina com o meu sapato.

Fico olhando para Vincent, incrédulo. _Então ele começa a rir feito louco novamente e volta para perto do rio e começa a beber de novo.

-Ele está assim desde que chegou aqui. -Diz Hades. -Como ele já morreu 3 vezes, e todas as vezes foram em nome dos Deuses, eu o mandei direto para cá, mas algo nele está errado. Sua alma parece ter quebrado, tudo o que ele faz é tomar água do Rio Lete, falar coisas sem sentido e rir como agora. Já disse que ele poderia voltar, mas ele parece não me escutar. Acho que de repente você poderia salvá-lo.

Aquilo era demais para mim, não podia acreditar no que estava vendo e ouvindo.

-Você fizeram isso com eles! E fazem com todos os seus filhos! Nos mandam em missões suicidas, nos amaldiçoam se não fizemos o que vocês querem. Estamos sempre morrendo por vocês e não recebemos nenhum tipo de recompensa. Eu nunca conheci a minha mãe por que Hefesto deixou que ela morresse e você...

Não consegui terminar a frase pois levei um tapa na cara... de Vincent. Ele estava do meu lado com o seu semblante sério.

-Não morri todas essas vezes somente pelos Deuses, morri por você, pelos meus irmãos, pelo meu pai e por todos aqueles que amo. -Diz o garoto sério. -Não fale da sua mãe como se ela tivesse morrido por nada. Ela morreu para te salvar, assim como eu morri para salvar o acampamento. Todos nós sabemos que os Deuses não podem interferir, não é uma questão de querer e sim poder.

Fico completamente sem reação. Não sabia o que fazer, lagrimas escorrem pelos meus olhos ao pensar se eu estava errado.

-Peço desculpas pela minha insanidade temporária. Morrer, as vezes, não é muito legal. -Diz Vincent dando uma risada marota.

Olho para Hades e vejo algo escorrendo de seus olhos. Era um metal negro! Hades chorou uma lágrima de ferro! Percebo então que não deveria ser nada fácil para os Deuses, que possuíam tamanho poder, serem impotentes e ver seus filhos falecerem sem poder fazer nada.

Hades tira a lágrima de seu rosto e ela se transforma em uma espada curta. Ele a estende e da para Vincent.

-Pegue essa espada como presente pela sua dedicação a nós. Ela é feita de Ferro Estígio, só você poderá usá-la, alem dos meus filhos, sem morrer. -Ele da a espada para Vincent que a pega sem pensar duas vezes. -Vou levá-los para casa agora, não morram mais antes do tempo.

Ele toca nossos ombros e sinto mais uma visgada forte no estomago, mas agora quando volto não estava mais vomitando, acho que estava começando a me acostumar. Estávamos no meio dos chalés no acampamento. Vincent estava do meu lado sorrindo, tento secar as lágrimas nos meus olhos e rapidamente eramos cercados por campistas gritando alegremente de surpresa e cheios de perguntas que seriam respondidas mais tarde.

Olho para Vincent e nós dois começamos a rir, finalmente estávamos no acampamento juntos.


#2

Ártemis

Ártemis
Deusa Olimpiana
Deusa Olimpiana
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|Missão aceita|

Johnny Singer
EXP: 8.000
Dracmas: 4.000


Vincent Winchester de volta à vida
Ps.: Se morrer de novo não poderá mais voltar



OBS. 1: Será att quando Pã arrumar seu post de acordo com o tutorial de missões one-post
OBS. 2: Exp será dobrada



#3

Conteúdo patrocinado


#4

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