Herois do Olimpo RPG

Fórum de Mitologia Grega baseado em Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo!




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Por isso peço encarecidamente que sempre estejam olhando este tópico e que o enviem aos novatos para se ater das mesmas coisas que vocês, avisem colegas e amigos sempre que virem algo novo acontecendo.
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Dionísio

Dionísio
Deus Olimpiano
Deus Olimpiano
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Algo estranho estava acontecendo na Plantação de Morangos. Estranhos fogos de artifício estavam explodindo a noite inteira, não deixando ninguém além de os filhos de Hipnos dormirem. Nada mais natural que algumas pessoas sem sono ou curiosas fossem verificar.

Pontos Obrigatórios na Narrativa:
1) Narre você não conseguindo dormir por causa dos fogos de artifício (ou, no caso de filho de Hipnos, a curiosidade);
2) Você deverá ir para a Plantação de Morangos, para verificar. A princípio os fogos cessarão enquanto estiver lá. Quando se virar para sair, os fogos voltam;
3) Ache um motivo para que isso esteja acontecendo, e uma forma de resolver. Quanto mais criativo melhor, porém sem perder a coerência!
4) Reporte à Quíron após resolver.

Observações:
- Postar até o dia 01/09/2014, às 18h;
- Não há limite máximo de pessoas (todos que postarem, avaliarei);
- A missão é atemporal (mesmo quem está em missão pode fazer);
- Me surpreenda. Não se atenha ao que é obrigatório, vá além;
- Não é obrigatória a ocorrência de uma batalha;
- APENAS semideuses gregos!;
- Boa sorte!

PS: Caso não esteja entendendo nada, leia esse tópico: http://www.heroisdoolimporpg.com/t1801-novidade-missoes-one-post-abertas

#1

Ω Gerrard Fernandes

Ω Gerrard Fernandes
Filho(a) de Quione
Filho(a) de Quione
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Ps: Já faz bastante tempo que não posto nada então provavelmente em algum ponto eu dei uma viajada legal, malz por isso. E Também to um pouco enferrujado em usar a criatividade.



Era uma quarta feira de verão meio incomum. Havia poucos campistas no acampamento, maioria ou com seus parentes mortais ou em missões. Restava no acampamento apenas alguns irmãos meus, e alguns filhos de Hermes, Hypnos e algumas filhas de Afrodite.

Mesmo com pouca gente o acampamento não mudou muito, os filhos de Hypnos dormindo a maior parte do tempo, nós filhos de Quione enfiados dentro do chalé por causa do calor na rua, filhos de Hermes pregando peças e tentando trovar as filhas de Afrodite, aproveitando que os filhos de Apolo e outros que digamos, chamem mais atenção que eles, não estavam no acampamento. Nada fora do comum… Até a noite chegar.

O barulho era frequente e irritante, mas apesar de soar como fogos de artifício não aparecia luz ou explosão alguma no céu. Ninguém conseguia dormir além dos filhos de Hypnos, que foram acordados a força por ordem de Quíron para que ajudassem aqueles que não conseguiam à dormir.

Quíron aproveitou que todos estavam na rua porque ninguém conseguia dormir e perguntou se alguém se oferecia para ir à plantação de morangos, pelo jeito de lá que vinha o som, ver o que estava acontecendo. Folgados os filhos de Hermes recusaram e arrastaram alguns filhos de Hypnos para seu chalé para que os fizessem dormir, as filhas da beleza arrastaram quase todos que sobraram para que eles fizessem elas voltarem logo para seu sono de beleza. E meus irmão pegaram o único que sobrou e o arrastou a força para o chalé para que saíssem do calor da noite logo.

Já que eu era o único conselheiro no acampamento além do chalé de Hypnos, ele provavelmente estava ocupado fazendo os outros dormir. eu me ofereci. Não me armei muito, apenas peguei minha Lança Média [Gélida] para afastar qualquer animal ou moleque que quisesse me atacar/roubar.

O barulho me irritava cada vez mais e no meio do caminho resolvi correr pra acabar com isso logo. Logo que tomo vista da plantação, para a alegria dos meus ouvidos o barulho parou. Estranhei o porquê de parar tão de repente, chego mais perto para ver se tinha algum safado em volta mas não vejo ninguém. Se tinha devia ter corrido e parado com o que estava fazendo quando me viu, eu pensei.  Mas logo que viro de costas e dou um passo outra “explosão” acontece.

“Ta fudendo comigo…” eu pensei e virei rápido e o barulho parou novamente. Começo a correr em volta e dentro da plantação procurando alguma movimentação. Mas nada.

Depois de sair da plantação percebi que um liquido gosmento e transparente ficou preso na minha camisa. Tiro ela para dar uma olhada melhor e no que eu tiro minha atenção dos morangos o barulho volta, agora quase ensurdecedor por estar tão perto. E tenho uma idéia, jogo minha camisa camisa longe e olho para o outro lado.

Como eu suspeitava, a camisa fez o som de fogos mas quando eu me virei para ela, ela estava lá ainda. Quando chego mais perto para olhar melhor que vejo que um pouco do liquido se espalhou para longe mas a maioria dele sumiu. E quando eu toco na camisa ela estava muito quente.

Nisso eu percebo que o som da plantação parou, mas eu não estava olhando… Alguém estava ali comigo. Eu largo minha lança no chão e grito:

_Pode aparecer, eu não quero confusão. Larguei minha arma está vendo? Se quiser me ajudar a acabar com essa merda de barulho apenas vem aqui do meu lado. Se correr vou tomar você como culpado e vo te caçar, pode ter certeza dis...

Não precisei nem terminar minha frase que um guri, uns 2 anos mais novo que eu aparece com as mãos atrás da cabeça, ele levou a sério até de mais o que eu falei. O garoto estava pálido e assustado, mas parecia que estava com medo de mim, não do barulho ou seja la o que estava acontecendo. Ele me fala que é filho de Hermes e que veio ver o que havia acontecido também.

_Então… Porque você fez isso mesmo? -eu pergunto- Sei que filhos de Hermes gostam de aprontrar mas você acordou até o Quíron com essa brincadeira idiota.

_Mas como você sab…

_É obvio. - falo interrompendo ele - Pra começar que ninguém veio para cá depois dos barulhos começarem além de mim. E tu veio do meio dos morangos, não do acampamento. Agora se explica ou tua punição vai ser bem pior, eu te garanto.

O moleque gaguejou, quase chorou, mas explicou tudo que sabia. Ele havia lido em um livro sobre um substância que ao não estar sendo observada esquentava a ponto de “estourar” e causar um som alto, a substância não era mortal se não fosse ingerida, mas foi proibida justamente quando um campista a ingeriu sem saber o que era e o liquido “estourou” enquanto passava pela garganta causando uma queimadura severa e o deixando mudo. Achei estranho algo que apenas deixou mudo alguém ser proibido quando nós lidávamos com lanças e espadas todos os dias, mas tentei não pensar muito nisso.

_Mas espera, quanto desse liquido tu produziu? Porque o barulho, desde que começou, não parou até eu chegar aqui, e isso deu cerca de uma hora. Que que tu queria com isso?

_Eu não fiz muito, mas quando eu fui testar em um morango ele, por ser pequeno explodiu, e começou a se espalhar pelos outros morangos e a partir dae você já sabe. Eu ia distrair as pessoas com o barulho e ia pegar as coisas delas depois… Ia dar tudo certo, ninguém ia ver da onde saiu o barulho pelo liquido ser transparente e o barulho é muito maior que uma bombinha maior. Eu não queria acordar todo mundo ou estragar a plantação... Me desculpa - Ele fala começando a chorar e gaguejar no fim.

_Você realmente vai se dar mal com isso, usando substância proibida e para esses fim. Mas só uma pequena parte do liquido se espalha, o resto some… A substância deve ter algum tipo de reação com as substâncias do morango… Provavelmente por isso foi proibida, para evitar esse dano na plantação do Sr. D… Espere aqui parado, vou falar com o Quíron sobre o que podemos fazer. Nem tente fugir que os morangos vão te entregar se o fizer.

Começo a ir em direção da cabana e no meio do caminho passo por sátiro que havia perdido o sono também. Mando ele ir para a plantação e ficar de olho no moleque e que se ele fugisse era para o sátiro apenas tapar os ouvidos e não olhar para a plantação.

Quando chego na Casa Grande explico tudo para Quíron.

_E quanto a o que podemos fazer com a plantação, acho que o Sr D não iria querer que nós queimássemos tudo e começássemos de novo. Deixe sempre pelo menos um sátiro ou um campista de guarda para evitar mais danos para plantação e assim que algum filho de Poseidon chegar peça ajuda dele para retirar qualquer resto da substância que tiver lá, uma quantidade minima apenas poderia fazer tudo voltar a “explodir” de novo. Talvez eu e meus irmão consigamos congelar o liquido e retirar-lo de lá, mas não garanto nada. Mas retire todos os morangos agora presentes pois se alguém ingerir algum com a substância vai causar enormes problemas... Ou até a morte.

_Não se preocupe com o garoto, ele vai ter a punição que merece e quanto ao que devemos fazer com a plantação…  Mesmo que nós limpemos tudo não temos onde colocar todo o liquido e se tudo aquilo estourar de uma vez é possível que o som até quebre algumas janelas. Preciso que você vá à biblioteca pesquisar mais sobre a substância enquanto eu providencio o que fazer com o campista e que a plantação tenha a todo momento alguém observando-a.

Me pareceu justo então eu fui falar com o garoto para saber qual livro era e em qual parte da biblioteca estava. Depois de chegar na biblioteca eu achei sem dificuldade o livro mas dei mais uma olhada para ver se achava mais algum livro que comentasse sobre o liquido, tinha mais 2.

O livro que o garoto utilizara só falava superficialmente sobre o liquido e como produzi-lo, o segundo fala um pouco mais sobre ele e sobre possíveis usos para ele - incrivelmente não comentava sobre utiliza-lo contra monstros ou em possíveis guerras. - mas o terceiro tinha o que eu precisava. Era um livro em que cada capítulo falava sobre alguma substância magica, não foi difícil achar a que eu queria. Pulei a parte que falava sobre quem e como foi inventada, não podia me importar menos com isso agora, após passar o olho em algumas da páginas achei um quadrado no canto com o título: “Como neutralizar o efeito ativo”. BINGO! Falava que precisava secar o liquido com uma luz solar forte, do tipo que não acontece naturalmente. Basicamente nós precisávamos de alguns filhos de Apolo… Justo no momento em que todos estão fora e não sobrou nenhum no acampamento e o livro especificava que precisava ser luz solar.

Depois de reportar o que eu havia descoberto para Quíron nós concordamos que não havia porque continuar pensando nisso sendo que nem sol tínhamos no momento.

Acordei no dia seguinte relaxado por conseguir dormir sem o barulho dos fogos, devia ser meio-dia já. A rua estava um calor infernal, Quíron deve ter aumentado a temperatura do acampamento esperando secar a plantação, mas pelo fato dele estar ali do lado dela era prova
suficiente que não havia dado certo.

Quíron já havia avisado os campistas da situação mas nenhum estava dando muita bola, só alguns tristes que não poderiam comer os morangos. Nós discutimos algumas idéias mas nenhuma parecia boa o suficiente ou precisava de campistas que estavam fora em missões. Depois de uns vinte minutos conversando eu vejo um filho de Hermes, bem jovem queimando formigas com uma lupa e me veio a idéia que poderia dar certo.

Juntei todos meus meio-irmãos que conseguissem criar gelo forte o suficiente para não derreter no sol e com a ajuda deles nós fizemos varias lupas de tamanhos absurdos, precisa pelo menos de duas pessoas para conseguir segurar uma.

Juntamos duplas de campistas e os instruímos para que focassem a luz mas não de mais porque iria queimar as plantas. Depois de horas lentamente secando o liquido, algumas plantas queimadas e umas “lupas” quebradas resolvemos testar. Todo mundo saiu de perto e nos viramos de costas… Graças a deus deu certo.

Todo mundo foi descançar e fazer outras atividade, Quíron me agradeceu brevemente mas nada excepcional  e eu fui dormir mais um pouco. Tava morto de ficar pesquisando nos livros na noite passada.



Última edição por Ω Gerrard Fernandes em Ter 26 Ago 2014 - 18:59, editado 3 vez(es)

#2

Ω Enzo Stark

Ω Enzo Stark
Filho(a) de Apolo
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Sem dúvida alguma, o Acampamento Meio-Sangue era um local seguro e confortável, onde os filhos dos deuses gregos (Que para os mortais existiam apenas na mitologia, mas que eram bem reais) ficavam a maior parte do ano treinando seus poderes a fim de sobreviver no mundo mortal, onde monstros sempre espreitavam, a fim de nos transformar em sua refeição...

Era um local enorme e dividia os campistas de acordo com a sua filiação. Contava com um chalé para cada divindade e, neles, os filhos do respectivo deus os habitavam. Alguns eram bem mais preenchidos que outros. Dentre eles, o mais cheio era o chalé de Hermes, pois além dos filhos do deus dos ventos, nele também moravam os semideuses que ainda não haviam sido reclamados por seu pai ou mãe divinos... Uma coisa interessante é que os semideuses costumavam ter personalidades semelhantes às dos seus pais. Os filhos de Ares possuíam cabeça quente, os filhos de Afrodite eram vaidosos, os filhos de Atena eram inteligentes e os filhos de Apolo, como eu, adoravam música e poesia, por exemplo.

Certa noite, algo estranho aconteceu. Na plantação de morangos que existia no acampamento, surgiram fogos de artifício que faziam muito barulho. Praticamente ninguém conseguia dormir com tudo aquilo, exceto os filhos de Hypnos, que raramente saíam de seu estado de sono para entrar em modo sonâmbulo... Foi uma simples questão de tempo para que semideuses de todos os chalés se reunissem naquele local. O que ninguém esperava era chegar na plantação de morangos e ela estar lá, sem o menor sinal de que qualquer coisa estivesse acontecendo, e sem sinal nenhum de fogos de artifício também. Os filhos de Atena, com seu alto poder de dedução, descartaram imediatamente a possibilidade de ser obra de algum monstro, pois as fronteiras mágicas do acampamento estavam funcionando perfeitamente. Logo, aquilo poderia ser obra de alguém de dentro. Não necessariamente um semideus, mas uma ninfa ou sátiro que habitava o local. Porém, essa ideia também foi descartada, pois, além de brincadeiras daquele tipo não fazerem parte das regras do acampamento, eles estavam conseguindo dormir perfeitamente, tanto que encontramos vários deles dormindo feito bebês no caminho dos chalés até a plantação de morangos.

Os campistas, que em sua maioria estavam exaustos depois de um longo dia de treinamentos, resolveram voltar para seus chalés aos poucos, mas algo me dizia que aquela seria uma noite bem longa, tanto que me prontifico a fazer uma breve inspeção nos arredores do local. Como todos estavam cansados, não houve discussão sobre isso e eles voltaram aos seus chalés.

Enquanto eu caminhava pelas plantações de morango, tudo parecia extremamente calmo e normal, mas, sempre que eu virava as costas para sair, os fogos imediatamente voltavam a explodir e aquele barulho que já havia tornado-se insuportável voltava a zumbir nos meus ouvidos. Ouço então passos vindo da direção dos chalés até a plantação de morangos e percebo que eu estava certo... A noite estava apenas começando.

As coisas não ficaram nada interessantes. Alguns dos filhos de Ares, que já estavam enfurecidos, saíram com lanças e espadas em punho jurando matar o responsável por aquilo. Algumas filhas de Afrodite berravam com desgosto, dizendo que ficariam com olheiras no dia seguinte, e, mesmo alguns dos filhos de Dionísio, que eram loucos por festas e barulho, não estavam mais aguentando aquela situação.  Para piorar as coisas, alguns dos servos de Éris, a deusa da discórdia, começaram a plantar ideias nas mentes de inúmeros campistas, colocando a culpa daquele estranho acontecimento nos semideuses de diferentes chalés. O resultado disso obviamente foi a rápida instauração de um tumulto, que logo em seguida se tornou uma enorme briga entre semideuses de praticamente todos os chalés. Até mesmo meus irmãos acabaram envolvidos naquela situação.

Já era madrugada quando a batalha se iniciou. Havia campistas que se influenciaram mais rapidamente com os poderes dos servos de Éris, esses eram os filhos do deus da guerra. Isso aconteceu por alguns fatores, como eles possuírem temperamento explosivo, estarem de mau humor e claro, gostarem de uma boa briga. Os filhos de Afrodite eram os que mais ajudavam a acalmar a situação. Ao usar seu charme para apaziguar as coisas, eles conseguiram diminuir muito o estrago, mas não o suficiente. Àquela altura, já havia campistas feridos em batalha. Meus irmãos passaram então a levar os mais debilitados para a enfermaria. Eu resolvi não fazer isso porque percebi que algo não estava certo naquilo tudo... Apenas os semideuses estavam no campo de batalha. As ninfas e os sátiros em nenhum momento aparentavam estar incomodados com aquele barulho e também não apareceram nas plantações de morangos, mesmo aquele sendo um dos locais mais frequentados por eles... E por fim, os campistas que serviam a Éris, em nenhum momento pareciam incomodados com aquilo... Era como se eles já soubessem o que iria acontecer... Como se tudo já estivesse planejado...

Eu não poderia ter feito uma dedução melhor. Lembro-me que durante o dia, os campistas que serviam à deusa Éris haviam sido suspensos dos treinamentos do acampamento por incitarem a discórdia entre os campistas. Um deles, que se chamava Nathan e era filho de Hécate, e que foi o primeiro a plantar essas ideias, estava lá no meio da multidão de semideuses, porém intacto. Apenas observando com uma expressão de orgulho seus feitos. Era óbvio que ele havia articulado tudo aquilo. Concluo que os fogos de artifício eram obra das façanhas mágicas dele, pois ele era um campista muito forte e experiente, o conselheiro de seu chalé.
Quando penso em correr para o escritório de Quíron para reportar-lhe minhas descobertas, ele surge na plantação de morangos com sua velha, porém imponente armadura. Ele apenas faz um gesto com a mão na direção de Nathan e, como num passe de mágica, as pessoas que estavam sendo influenciadas pelos seus poderes de discórdia cessam os ataques, ao passo que se espantam com a presença do diretor de atividades do acampamento. Ele então levanta a mão para tomar a palavra e anuncia que quer todos os semideuses reunidos na fogueira imediatamente.

Ainda tento conversar com ele durante o caminho, mas o velho sátiro parecia irredutível. Não disse uma única palavra, ou melhor, nem parece ter me dado a menor atenção e apenas continuou a caminhar em direção à fogueira. Uma coisa interessante foi que após a aparição dele, os fogos de artifício e o barulho haviam cessado, mesmo depois de todos saírem da plantação de morangos.

Era perceptível o clima de inquietação por parte dos semideuses. Haviam muitos sentimentos de raiva por parte de alguns, que foram agredidos sem o menor sentido, de culpa por alguns terem agredido aos outros sem uma justificativa plausível ou até mesmo de medo que tudo aquilo voltasse a acontecer. Muitos campistas conversavam sobre isso nas mesas que ficavam ao redor da fogueira, mas, todas as vozes imediatamente se calaram quando Quíron levantou a mão, como gesto de quem vai tomar a palavra:

- Minhas crianças, - Começou o sátiro – Estou decepcionado com aquelas cenas que vi agora há pouco nas plantações de morangos. Vivo dizendo que todos aqui fazem parte de uma mesma família e na primeira oportunidade, vocês começam a brigar feito animais. Isso foi inconcebível. - Aquelas palavras deixaram muitos de meus colegas abatidos. Eles realmente estavam envergonhados por terem agido de forma tão impetuosa. – Contudo! – Continuou o sátiro – Quero que levem isso como aprendizado para o próximo teste de trabalho em equipe!

Muitas cabeças se levantaram com uma expressão de espanto.

- Como assim, Quíron? Próximo teste? – Disse uma das vozes que estava entre as mesas.

Quíron então fez um novo gesto e imediatamente cinco campistas se levantaram. Inclusive Nathan, o servo de Éris e conselheiro do chalé de Hécate. Os cinco então se aproximaram do sátiro e ele os apresentou como os responsáveis pelos fogos de artifício. E pelo barulho insuportável. Além de Nathan, havia um filho de Hefesto, dois filhos de Atena e uma filha de Hermes, todos servos de Éris que haviam sido suspensos do dia de treinamento pelo próprio diretor de atividades. Quíron então explicou que os servos de Éris na verdade não haviam sido suspensos do dia de treinamentos, o que me deixou espantado. Eles na verdade foram convocados para ajudarem no teste de trabalho em equipe que envolveria todo o acampamento. Desde o início, todos os acontecimentos, como o barulho, os fogos e até mesmo o tumulto na plantação de morangos, estavam sendo acobertados por Quíron.

- E como foi que fizeram aqueles fogos aparecerem e desaparecerem tão rápido? – Pergunto incrédulo – Pois eu mesmo fiz uma ronda sobre a plantação de morangos e ela estava aparentemente normal...

O filho de Hefesto então olha com um sorriso travesso e satisfeito para mim e explica que ele havia criado bombas com o formato de morangos e elas estavam escondidas entre a plantação.  Eram simplesmente imperceptíveis à primeira vista. Sua detonação era feita através de controle remoto pelos dois filhos de Atena, que estavam muito bem camuflados entre as folhagens. As bombas também tinham um atributo que as tornava sensíveis apenas aos ouvidos humanos, ou seja, somente os semideuses podiam ouvir sua detonação. Isso explicava o fato de sátiros e ninfas estarem completamente despreocupados com aquela situação, eles não podiam ouvir o barulho...

Quíron então parabeniza aos filhos de Atena que descartaram a possibilidade de ser obra de monstros e que deduziram que aquilo era obra de alguém de dentro do acampamento. Em seguida, me parabeniza por não ter caído no efeito dos poderes dos servos de Éris e por ter concluído que Nathan estava envolvido naquele acontecimento. Eu fico grato com o elogio, mas reconheço que nunca imaginei que aquilo era um teste coletivo envolvendo todo o acampamento, e muito menos que havia um grupo inteiro designado para realizar aquela tarefa. O sátiro então adverte a todos para melhorarem as relações de confiança no acampamento e reforça que aquilo foi apenas um teste, e que, portanto, precisaríamos melhorar muito nossas relações de confiança, que foram facilmente abaladas pelos servos de Éris. Em seguida, ele dispensa a todos e avisa que os treinamentos em equipe com semideuses de diferentes chalés serão uma prioridade daquele dia em diante.



#3

Richard Fray

Richard Fray
Filho(a) de Dionísio
Filho(a) de Dionísio
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Era mais um dia de treinamentos dentro do Acampamento Meio-Sangue. Apesar de ter entrado há pouco tempo, eu já estava me acostumando com essa nova rotina que me foi imposta. Fui reclamado como o filho do deus do vinho e das festas, Dionísio, que era também o diretor de todo o acampamento. Aquilo certamente era um fato que me deixava feliz e ao mesmo tempo inseguro, pois, de uma hora pra outra eu descubro que meu pai, o qual eu nunca tinha visto antes, era um deus que eu pensava existir somente nos contos mitológicos e, para completar, estou praticamente morando ao com ele... Uma mudança bem radical, se assim eu puder definir.

Eu estava tendo um dia bem cansativo. Treinei com alguns de meus irmãos na arena praticamente sem descanso. Como meu pai além de um deus era o diretor daquele local, podia aparecer a qualquer momento em qualquer lugar, e naquela ocasião, ele estava na arena dando um apoio... Encorajador, eu acho. Ele estava sentado em uma cadeira de balanço debaixo de uma espécie de barraca, que o protegia daquele sol escaldante. Vestia uma camisa roxa que tinha estampada em cor laranja a letra “D”, o que era estranho, pois ele costumava usar uma camisa do acampamento... Ele também Segurava uma garrafa de vinho que parecia interminável, já que ele bebia constantemente e não havia o menor sinal daquilo esvaziar. Lembro então que ele era proibido de beber no acampamento e um de meus irmãos diz que é apenas uma garrafa d’água comum. Havia também duas ninfas o abanando com folhas enormes, com sorrisos de orelha a orelha enquanto ele gritava:

- O que vocês pensam que estão fazendo, bando de molengas?! Pensam que é assim que se maneja uma arma? Estão parecendo moças! É melhor praticarem e melhorarem muito se não quiserem que eu os ensine com o método Sr. D. de aprendizagem, seus projetos de semideuses mal formados! Richard, seu moleque imbecil! É melhor você dominar esse sabre que eu te dei até o fim da tarde, se não você e seus irmãos vão sofrer também...

Por conta daqueles “incentivos”, eu, que era um simples novato, fiquei abalado e fui castigado sem dó nem piedade pelos meus irmãos veteranos, que queriam a todo custo impressionar nosso pai, mas mesmo eles não conseguiram nada além de outros belos discursos motivadores... O que me preocupava ainda mais era que eu certamente não ia dominar o manejo daquele sabre em tão pouco tempo. Por mais que eu tivesse certa afinidade com aquela arma, era necessário muito treinamento para dominá-la e fazer isso em pouco tempo era impossível, pelo menos para mim.

Fizemos uma pausa para o almoço. Aquela certamente era a melhor hora do dia. Os pratos e copos mágicos eram preenchidos com a comida e bebida que queríamos, o que era muito prático. Uma coisa que me chamou muito a atenção foi o fato de a comida estar com um sabor ainda mais agradável que o normal. Claro que aquilo era preenchido de acordo com nossas vontades, mas havia algo que a fazia tornar-se ainda melhor. Era a primeira vez que isso acontecia. Cheguei a comentar sobre isso com um filho de Hypnos, mas ele logo caiu de cabeça na comida, talvez nem tenha me escutado...

O treino da tarde foi mais interessante. Mesmo com a pressão imposta pelo meu pai, eu me saí melhor nas lutas com espadas, mas ele ainda dizia que eu não estava indo bem o suficiente e ainda tinha que melhorar muito. Passei muito tempo no campo da Arena e dessa vez intercalei meus treinos com outros semideuses. Alguns eu estava até conseguindo derrubar com certa facilidade. Era como se eles estivessem... Bêbados, ou seria eu que estava mais forte?

Naquela noite, eu estava literalmente destruído. Depois do jantar e de tomar um banho, caí em uma das várias camas que havia dentro do chalé do meu pai. Eu teria conseguido adormecer facilmente se não fosse um barulho irritante de fogos de artifício, que estava incomodando não somente a mim, mas também os campistas de praticamente todos os chalés. Os únicos que pareciam nem notar tal barulheira eram os filhos do deus do sono, Hypnos. Aqueles garotos se encaixavam perfeitamente no conceito de “Dormir como uma pedra”, pois nada os tirava daquele estado de hibernação.

Alguns de meus irmãos resolveram sair do chalé para tentar descobrir o que estava acontecendo. Resolvi acompanha-los, pois ficar ali naquela cama confortável sem poder dormir seria uma grande tortura, quase tão ruim como escutar seu próprio pai te destruindo o dia todo no treinamento, e seus irmãos te massacrando para tentar impressioná-lo... Logo que saímos, percebemos que já havia um aglomerado de semideuses incomodados com aquele barulho e que se preparavam para verificar aquele ocorrido...

Rapidamente descobrimos que aqueles estranhos fogos estavam vindo da plantação de morangos que existia dentro do acampamento. Além de barulhentas, aquelas coisas também tinham um grande efeito visual. Era bem óbvio que aqueles fogos de artifício não eram normais...

Enquanto caminhávamos em direção ao local, os fogos pareciam continuar sendo lançados sem nenhum intervalo, mas quando chegamos, não havia mais nada. Era como se todas as coisas que lá estavam tivessem sumido, evaporado por completo, como se fosse mágica.

Todos nós estávamos muito exaustos. Não tínhamos ideia do que estava acontecendo. O lado bom em tudo isso era que os fogos estranhos haviam cessado e nós poderíamos descansar... Mas quando nos viramos para voltar para o chalé. Os fogos voltaram a explodir junto daquele barulho insuportável. Quando nos viramos para ver, não havia nada. Aquilo certamente era muito estranho. Outros semideuses se juntaram ao local, alguns estavam furiosos com aquilo, como era o caso dos filhos de Ares, que já são esquentados por natureza, e mesmo alguns filhos de Atena, que alegavam não conseguir estudar com tanto barulho. Mas o fato é que aquilo estava definitivamente fora do comum... Se eu pudesse arriscar, diria que aquilo era até uma alucinação...

- Alucinação... É isso! – Digo ao sair correndo em disparada buscando a ninfa mais próxima.

Pergunto então a ela se ela viu ou ouviu esses tais fogos de artifício e ela simplesmente me faz um sorriso bobo, como se dissesse: “Esses filhos de Dionísio, sempre bêbados”. Faço então um grande esforço para lembrar os acontecimentos daquele dia. Quando foi que as coisas começaram a ficar estranhas?

Lembro então da hora do almoço. A comida com aquele sabor estranho, porém agradável a meu paladar. Os campistas que não eram filhos de Dionísio com um comportamento estranho no treinamento e os filhos de Dionísio como eu, se destacando depois desse horário... Baseado nisso formo uma teoria: Meu pai incrementou a comida do almoço. Deixou alguma substância que trouxe efeitos para todo o acampamento! Mas por que ele faria isso?

Vou até a casa grande para reportar o ocorrido a Quíron para que ele avaliasse a situação. O velho sátiro estava abaixo de meu pai na hierarquia do acampamento, mas aparentava saber a resposta daquele problema. Porém, antes de ele me dizer qualquer coisa, meu pai aparece e então começa a falar:

- Então até vocês estão sofrendo por causa de uma dose ridícula como aquelas? Como podem se chamar de meus filhos?

- Pai, o senhor por acaso tem algo a ver com esses fogos de artifício e esse barulho?

- Se eu tenho a ver? Claro que tenho, moleque! – Responde o deus em tom de desdém – Eu lembro de ter dito que vocês passariam pelo método Sr. D. de aprendizagem, e gostei tanto da ideia que resolvi aplicar para o acampamento todo! Primeiro deixei todos mais ativos incluindo um pouco de energia na alimentação de vocês e...


-Pai, o senhor colocou bebida na nossa comida? Era por isso que ela estava com gosto diferente? - Digo interrompendo-o.

Ele então me fuzila com o olhar por eu não ter deixado ele concluir a sentença, mas responde:

- Bebida? É, talvez. Só um pouquinho, porque eu não tenho autorização para dar álcool a fedelhos menores de idade. Mas resolvi experimentar já que eu mando nessa droga de acampamento – Disse ele olhando para os céus.

- Pai, isso é um problema. Ninguém consegue dormir por causa desses efeitos. Por favor, dê um jeito nisso!

Logo que concluí a sentença, percebi que não devia nem ter pensado em dizê-la. Meu pai me olhava com uma cara de quem ia me transformar em um cacho de uvas se eu ousasse dizer qualquer outra palavra. Eu realmente havia entrado numa tremenda encrenca...

Contudo, meu pai simplesmente mudou sua expressão para a clássica cara de desdém. Ele então estala os dedos e diz que o efeito todo foi cancelado:

-- Pronto, seus molengas. Se o que querem tanto é dormir, que seja. O jeito vai ser eu criar outro método pra treinar vocês. Onde já se viu? Não aguentarem uma quantidade ridícula de álcool. Eu nem cheguei a colocar uma garrafa. Espero que não se acostume com isso, sua sorte é que eu estou de bom humor! Da próxima vez que falar assim comigo, considere-se um rato morto. E já fique avisado: Amanhã os treinos serão bem mais complexos para você!


Depois disso ele se dissolveu em uma névoa e desapareceu. Quíron que observara toda a cena apenas se aproximou de mim para apontar na direção da plantação de morangos. De fato, eu não enxergava e nem ouvia mais nenhum som de fogos de artifício e voltei imediatamente para o chalé. O que eu encontrei foram todos os meus irmãos e irmãs dormindo como se nada tivesse acontecido. Eles nem imaginam que nosso pai era o responsável por tudo aquilo e eu não acredito que para resolver esse problema, tive que cair na mira do meu próprio pai, que iria me ferrar no dia seguinte sem sombra de dúvidas.



#4

Lucas Biasan

Lucas Biasan
Filho(a) de Poseidon
Filho(a) de Poseidon
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Like the sea, I also have my days of revolt


Mais um dia chegava ao fim, os semideuses após suas oferendas a seus pais e mão olimpianos retornam para seus devidos chalés em busca de descanso, pois o próximo dia seria recomeçaria a rotina de treinos, lutas e festivos.  Lucas não deixou de acompanhar seus irmãos, seguiu-os para o chalé 3 afim de recuperar suas energias após um longo dia de tarefas dedicadas ao acampamento.

Ao acomodar-se no local, o semideus pôs seu samba-canção e sua camiseta regata que possuía o esboço de um esqueleto de peixe bem no meio do tecido e foi deitar-se. Não demorou muito para pegar no sono e muito menos para começar a roncar. Todas as memórias do dia foram passando a sua mente como se uma reprise do que aconteceu passasse diante de suas pálpebras pesadas pelo sono e fazendo-o relembrar de cada ato feito.

De repente, Lucas saltou de sua cama com um susto inesperado de explosões vindas do lado de fora do seu quarto. Se não fosse pelo Box baixo, ele teria espatifado no chão com a pequena queda que teve ao desequilibrar-se.
- Mas que diabos é isso?! – murmurou o garoto enquanto estava todo enrolado no lençol da sua cama como se fosse uma mosca presa na teia de uma aranha.
Ninguém sabia o que se passava lá fora, mas o filho de Poseidon sabia que não foi o único a escutar o maldito barulho. Foi até a janela do seu chalé com as madrepérolas suplicando por silencio e viu o céu do acampamento todo iluminado, alguém estava soltando fogos de artificio em plena escuridão da noite. Naquela hora da madrugada era para todos estarem dormindo, inclusive os próprios fogos.

Trocou-se rapidamente, colocou seu colar e pegou o tridente, apesar de parecerem fogos, não queria ser surpreendido por algum monstro invocado dentro das fronteiras. Quando saiu do chalé, percebeu as luzes das demais casas sendo acesas transmitindo o praguejar de todos os semideuses que haviam acordado – era hora de sentir inveja dos filhos de Hipnos.

Furioso, Lucas dirigiu-se para o local de onde estavam vindo as luzes incandescentes até que chegou aos campos. Olhando de um lado para o outro, não conseguiu avistar nada além de uma nuvem de fumaça pairando sobre a plantação dos morangos – ninguém iria querer ver a expressão dos filhos de Deméter ao verem que seus moranguinhos estavam sendo sufocados.
Os fogos haviam passado, mas Biasan sentia uma inquietação no ar... Sabia que mais cedo ou mais tarde alguma coisa de ruim iria acontecer. Ainda procurando algum vestígio que pudesse certificar de que filhos de Hermes estavam aprontando outra, ficou a espreita do espectro noturno que não resultou em nada. Vendo Quíron saindo da Casa Grande com uma toquinha de dormir e meias coloridas recobrindo seus cascos, Lucas soltou uma risada falha e fez um sinal que não havia passado de um engano dando as costas para a plantação.

Assim que se virou, o cheiro de pólvora voltou a ficar forte e finalmente mais fogos foram lançados aos céus. Nem a situação de Quíron fez o garoto rir novamente, estava furioso com aquela brincadeira sem graça e sem nexo algum. Fez silêncio e foi cauteloso, caminhou rodeando a plantação e com o canto do olho viu o que se passava. Um grupo de 5 goblins traiçoeiros brincavam com um isqueiro pondo fogo nos pavios dos fogos de artifício que restaram da última festa, pareciam com aqueles de festa junina realizada uma vez ao ano - semideuses não costumavam realizar tais eventos folclóricos.
- Ei vocês! Parem agora mesmo! – gritei assustando os pequeninos apontando meu tridente para o grupo. Não era forte, mas contra goblins até filhos de Afrodite se davam bem.
- HAHAHHAHAHAH, Quem você pensa que é? – gargalhou o líder da trupe apontando um dos fogos para mim – Volte para sua piscininha filhinho de peixe! – seu subordinado aproximava-se enquanto armava o fogo do objeto.
- Largue já esse isqueiro ou serei obrigado a manda-los ao tártaro! – Não sabia que pequenos goblins conseguiriam me tirar do sério em plena noite, estava realmente furioso.
- Nos obrigue! – o líder acendeu a coluna de fogos que estava apontada para mim, por sorte a queima da pólvora era lenta o que facilitou minha esquiva para o lado.

Um dos fogos atingiu o solo a frente da casa grande deixando parte das gramíneas chamuscadas, além de não ter feito nada de mais com Quíron que permaneceu com sua expressão de sono – parecia um pônei sonambulo. O goblim líder não aguentou o impacto que cada foguete causava o que o fez desequilibrar e perder o controle dos mesmos.

A expressão de Lucas passou de fúria para desespero ao ver que um dos fogos atingira a plantação dos morangos, as chamas começaram a espalhar-se gradativamente e ficou totalmente distraído com as chamas que nem percebeu a fuga dos goblins adentrando a floresta antes que alguém os pusesse de castigo. Agora tinha uma colheita para ser salva e Biasan era o único disposto ali, os outros estavam dentro de seus chalés culpando uns aos outros sem saber o que estava acontecendo. E o diretor? Ah, vamos dar um desconto a ele, Quíron trabalha sem descansar o dia inteiro, não devia se preocupar com aquele incômodo.

Rapidamente o filho do deus dos mares apertou seu punho contra o colar de Peixinho concentrando uma porção de seu poder ao mesmo que ia saindo água do amuleto. Aquele presente seria bem útil para combater aquele fogo e tinha que fazê-lo antes que o fogo se espalhasse mais, caso contrário não daria conta. Finalmente, 2 litros de água estavam sob o controle das mãos de Lucas que manipulou uma pequena correnteza fazendo-a passar pelos pés de morango como uma serpente aquática e apagando as fagulhas das chamas pouco a pouco.

Ao atingir seu limite, não havia mais nenhum vestígio sequer de fogo deixando o semideus aliviado com seu feito e ao mesmo tempo preocupado que os outros pensassem que ele havia provocado aquele furdunço todo. Apressou-se e foi até a Casa Grande com certa dificuldade para mover-se, tinha usado de toda sua força para controlar uma massa grande de água e esgotado seu amuleto que ganhara de presente.
- Quíron, quíron! – segurei seus ombros e o balancei para que saísse de seu transe de sonambulismo.
- Eerr... – resmungou o diretor enquanto gotinhas de baba saiam de sua boca.
- Que seja, espero que tenha visto, foram os malditos goblins! Relate as ninfas, elas precisam saber que eles andam aprontando pela floresta! – meu desespero passou quando Quíron consentiu que captasse a mensagem e retornou para seus aposentos.

O horizonte já se tornava claro, e sem ter noção nenhuma de tempo, Lucas percebeu que estava prestes a amanhecer e não havia descansado nada. Voltou ao seu chalé na esperança de garantir mais algumas horinhas de descanso e voltou a roncar assim que bateu na cama do seu quarto – estava preparando-se para ouvir muito dos filhos de Deméter ao saberem que sua plantação foi corrompida por chamas e uma inundação.

Armas utilizadas:
- Tridente
- Colar de Peixinho¹: ¹Um colar com o esqueleto de um peixinho entalhado em uma rocha. O colar armazena magicamente 2l de água que poderão ser usados pelo filho de Poseidon. Depois de consumidos, este começará a encher novamente, usando a umidade do ar. Em condições normais demorará 5 rodadas para encher, e varia de acordo com a umidade do lugar.

Habilidades:
Nivel 1 - Hidrocinese I: O herói controla a água, não muito bem, mas pode controlar mesmo que seja pouco. Pode fazer pequenas agulhas com a água, por exemplo. O uso da habilidade requer 15 pontos de energia.



♦ Son of Poseidon ♦ @CG

#5

[One-Post Aberta] 'Cause baby you are a firework! Empty Vinho Batizado kkk

por Convidado em Sex 29 Ago 2014 - 23:25

Convidado

Anonymous
Convidado
Era um dia cheio. Eu havia chegado de uma missão sozinho a mando de Quíron e confiado pelo meu pai, Zeus.
Contemplava o acampamento enquanto descia pela colina. Não era uma visão incomum porque todos que passavam por aqui, mas eu era amante da beleza. Minha mãe passou esse gosto enquanto me ensinava sobre a arte em meu tempo.
Chegando no chalé, coloquei minhas coisas em seus respectivos lugares. Eu tinha orgulho em deixar o chalé de nossos irmãos e de meu pai impecável e meus poucos irmãos e irmãos faziam o mesmo sem pestanejar. Logo, tomei um banho demorado e relaxante. Era tarde e eu queria sonhar com o meu passado logo.
Em minha cama, já com a mente envolta em meus sonhos, eu via meu lar do passado. Esparta esplendorosa e imponente por aqueles vastos campos. Eu enfim, estava voltando para casa. Via ao longe minha mãe e meu pai adotivo com uma linha grande de guerreiros que me saldavam ao longe pela minha chegada mas uma luz ao longe, pela direita avistei. Meu coração se apertara.
Sons estrondosos e luzes riscavam os céus na direção de minha amada cidade. Eu corria, imaginava uma invasão mas o chão me puxava para trás. Tentei usar de minhas forças, habilidades mas eu era inútil a aquele momento.
Acordo suando frio em meio a barulhos estranhos vindo da plantação de morangos.
_Ahaaa! – Acordara assustado. Senti algo estranho. Fechei minha boca e olhei para os lados. Não vi ninguém.
Logo imaginei que teriam ido lá fora verificar o estranho barulho. Precavido, vesti minha armadura, coloquei meus equipamentos e peguei minha mochila.
Estavam arrumados e prontos para uma missão. Eu sempre fazia isso para poupar tempo.
Fui lá fora armado até os dentes. Segurava minha lança média elétrica e olhava para os lados. Estranhamente não avistava ninguém. Algo de estranho eu ainda sentia desde o momento que havia acordado. O pátio central abrigava todos os campistas. Não cria como não havia ninguém aqui fora para ver aquelas luzes e barulhos imensos saindo das plantações de morango.
Corri para o salão central. Nada. Ninguém. Corri para as plantações mas ao chegar um pouco da metade do caminho, uma quimera saltou em minha frente atirando uma gosma verde pela calda que possuía uma cabeça de serpente.


Recuei em modo defensivo para os lados. Quase fui pego de surpresa. Talvez se ela tivesse atirado antes de pular em minha frente. Agradeci a meu pai em silêncio.
_Seu pai não tem poder aqui criança perdida. – Olhei para a criatura assustado.
Em meus anos de acampamento, nunca tinha visto uma quimera que falasse. Tinha uma voz rouca e metálica. Também parecia que era mesclada com outras vozes. Os olhares de suas cabeças eram penetrantes e objetivos. Rapidamente fiz base de luta quando em um salto bem forte, a quimera aplicou contra mim.
Saltei para o lado enquanto aplicava uma estocada em seu ombro. Infelizmente quando fiz isso, meu escudo foi um pouco para o lado devido ao meu movimento e a calda com a cabeça de serpente me acertara.
Senti minha pele queimar depois da mordida. A quimera sorria. Rapidamente fui de encontro a ela. Surpreendendo-a com uma pancada forte com meu escudo espartano, jogando-a para trás.
Ela me olhava com espanto.
_Achas que vai me derrotar com uma simples mordida? Enquanto houver um sopro de vida, lutarei até a morte.
Os fogos continuavam, ninguém aparecia. Eu estava ficando agoniado.
Quebrando meus pensamentos, a quimera veio como um touro selvagem ao meu encontro. Saltei para o lado enquanto uma de suas patas passava por mim. Tentei aplicar uma estocada com a lança na sua lateral mas a mesma sabia do efeito que ela causara. Abocanhara minha lança ao mesmo tempo que saltava para o lado. Minha lança escorregara de minha mão e em seguida, a via sendo jogada para os lados.
A quimera era diferente, maior que a normal. Antes mesmo que eu percebesse onde a minha lança média elétrica tinha caído, uma segunda patada a mesma estava desferindo. Ela vinha de cima para baixo. Rolei para baixo da quimera que saltava em sequência mas eu já estava sacando minha espada espartana e quase como se fosse em sincronismo, apliquei a tempo um corte de baixo para cima.
Ambos recuavam e se fitavam.
O céu estava estranho. Em meio à tarde, uma tempestade rocha e negra com raios de cores estranhas cortavam os céus. O céu parecia pulsar.
_Vou te matar grego do passado. – A quimera gritava enquanto corria em minha direção.
Eu, por algum motivo, estava ficando tonto. Minhas vistas estavam ficando embaçadas. Fechei bem os olhos, buscando focar meu alvo. Com um grito forte, fui de encontro a quimera. Usei de minhas habilidades enquanto golpeava seu corpo com o escudo. Senti o impacto forte passando pelo meu corpo. Em meio aos nossos movimentos, aplicara uma estocada forte de lateralmente visando atingir seu coração, ela em sequência, mordera meu ombro e sua calda, mordia minha coxa. Com muita dor, enfiei minha espada com toda a minha força e logo senti um baque no peito.
A quimera virava pó enquanto eu caia no chão. Busquei em meio aos meus pertences, poções de cura e as usei. Embainhei minha espada e busquei minha lança. Minha cabeça estava girando e eu mal conseguia ir nas plantações mas eu fui.
Estranhamente, os barulhos de fogos não eram os mesmos. Por um tempo no acampamento, conheci tais artifícios criados para colorir os céus e alegrar as massas. Em meu tempo, na antiga Grécia, não havia essas coisas. As únicas coisas que cortavam os céus com brilhos únicos eram as bolas de fogo, jarros de fogo grego atiradas por catapultas. Aqueles fogos de artifícios estavam com um som diferente. Pareciam sons de uma máquina dando curto, algo familiar que outrora ouvira enquanto passava pelo chalé de Hefesto e pelas suas forjas.
Quando adentrei na plantação, o barulho se sessava. Algo como um vórtice de um tipo de portal, me sugava e logo não via mais nada.
Tomei minha consciência no momento que estavas chegando no acampamento, depois de minha missão entregue por Quíron e confiada pelo meu pai.
Olhei para o meu corpo rapidamente em busca de ferimentos. Coloquei minha mão em minha garganta.
_O que foi Alceu, perdeu alguma coisa? – Um filho de Hermes brinca quando me vê afoito.
Apenas balancei a cabeça perdido em minhas lembranças. Pensando como voltei para este momento. Era diferente, eu não havia encontrado ninguém quando descia para o meu chalé. Via as mesmas pessoas em seus afazeres mas não havia encontrado e falado com ninguém antes.
Apenas balanço a cabeça e parto para o meu chalé. Foi uma missão longa e cansativa. Provavelmente eu estava viajando em pensamentos, criando um próprio mundo em minha mente.
Comecei a fazer isso depois do divórcio. Não suportava a realidade. Ainda não suporto. Nesse momento, decido ir antes ver Quíron para pedir mais uma missão. Eu havia completado 8 seguidas, estava sempre fora. Acho que ninguém havia sentido minha falta. Somente Aaron, meu amigo, irmão com que eu sempre trocava palavras e experiências me tratava como um igual, como se nada estivesse acontecido, Quíron para me dar mais missões e os deuses com algum pedido a ser feito.
Avistei-o ao longe.
_Quíron!! – Acenei.
Chegando perto, expliquei que havia conseguido recuperar o artefato perdido de meu pai que estavam nas mãos de um grupo de semideuses renegados.
_Tem mais alguma? Gostaria de partir o quanto antes. – Tentava dar um sorriso apensar do cansaço.
_Você está a meses sempre fora Alceu. Se enterrar em missões não vai sarar seu coração.
Quíron olha para mim com uma certa tristeza enquanto colocava suas mãos em meus ombros. Abaixei minha cabeça enquanto algumas lágrimas insistiam em correr pela minha face cansada. Rapidamente enxuguei-as.
_Não se preocupe Quíron. Apensa desejo honrar meus pais e os deuses. Minha pequena vida não importa aqui.
Quíron olhava para mim com um olhar preocupado e muito analítico.
_Então está bem. Tem outra que provavelmente ninguém iria ir sem pestanejar mas acho que você não é assim.
_Dionísio perdera seu Cálice em um lago em Michigan. Ele está louco atrás dele e se quiser ir o quanto antes, acho que ele ficaria muito grato.
Aceito a missão balançando a cabeça.
_Claro. Só irei tomar um banho e partirei assim que todos irem dormir. – Consentimos e tomamos nossos caminhos.
Entrei em meu chalé e guardei meus equipamentos costumeiramente. Tomei um banho demorado, vesti minha roupa de dormir e antes de me deitar, coloquei o despertador programado.
Assim que encostei minha cabeça, senti o sono me levar para longe.
Comecei a ter sonhos estranhos. Sonhava que estava em um lugar amplo e totalmente branco de menos o chão. O chão era de terra batida mas havia sangue por toda parte. Uma mistura de tempestade com ventos fortes, raios e relâmpagos cortavam o céu branco. Parecia que o senário só se formava naquela parte onde eu estava. Não dava para descrever se era de dia ou a noite.
Eu não conseguia me mover. Avistei uma massa de energia vindo em minha direção. Tentei com todas as minhas forças sair do local mas meu corpo estava paralisado. Não era medo. O chão rachava. Parecia que minha força estava fora do normal. No mesmo, saíam almas mas elas pareciam fumaça. Por um instante, o tempo ficou lerdo. Reconhecia as almas que passavam para mim e iam para o buraco causado pela minha força. Eram meus amigos e o conselheiro do chalé de Hefesto. Meu amigo Alvelin. Eles passavam por mim falando mas eu não os escultavam.
Depois que Alvelin passou e fixou seus olhos em mim, ouvi algo. “Chave, sabotagem”. Logo depois disso um som imenso e no mesmo instante, senti meu corpo quente. Imaginei que era a massa de energia que por fim havia me acertado.
Levantei da cama assustado. Olhei para os lados e não avistei ninguém.
_Será que estou passando pelas mesmas coisas? – Ainda olhando em volta, me equipei, peguei meus equipamentos e fui ver que som era aquele que vinha das plantações de morango.
Meu relógio nem havia despertado. Não sabia que horas eram. O tempo estava parado e aquele som que eu ouvira na noite passada era o mesmo. Decido ir pelo outro lado. Queria evitar um confronto e partir para a plantação mas ao tentar passar por de trás do chalé e pegar um caminho alternativo, avisto um minotauro nunca jamais visto. Bem, pelo menos pra mim.
_Ei filho de Zeus, você mesmo. É, você mesmo. Ele vai explodir tudo, tudo.
Olhei sem entender nada. Ele segurava uma grande chave. Parecia uma alavanca. Ele tinha um elmo com olhos de vidro. Parecia de um engenheiro. Ao invés de armadura, havia um avental de couro. Aqueles usados em forjas.
_Quem vai destruir o que? – Perguntei mas segurando meu escudo e espada espartana.
Quando lhe fiz a pergunta, ele me olhava perdido.
_Você veio buscar a chave? – Ele a abraço contra o peito.
_Não vou te dar. Terá que me matar. – Ele a segurava como uma marreta gigante.
Antes mesmo que eu tentasse me explicar, ele veio com tudo para cima de mim. Saltei para o lado oposto de sua “marretada” e logo apliquei um golpe cortante lateral em suas costelas e recuei para trás.
Ele observava seu avental cortado. Parecia que dava mais importância para ele do que para o corte que eu lhe havia dado. Com um urro de raiva, seu semblante mudara. Seus olhos transbordavam fúria. Seu corpo ficara vermelho e senti que era a hora de me afastar.
Ele veio com muita velocidade. Abusei da minha habilidade de saltos. Ele aplicava não 1, 2 e 3 golpes mais 7 em sequência incansável. Eu saltava, rolava. Árvores de pequeno porte eram arrancadas e arremessadas para longe. Ele não deixava chegar perto mas era preciso. Apliquei um impulso no momento que ele acertara o chão mas ele parecia que havia adivinhado o que eu ia fazer. Ele em sequência, aplicou um soco bem forte. Usei de minha energia para invocar forças como atleta e a bloqueei com o meu escudo.
O choque de energia fora tão grande que ambos foram recuados uns 7 metros para trás. Ambos meios tontos por causa do baque mas eu ainda o tinha em meu campo de visão. Elevei a minha espada espartana aos céus para invocar um raio mas quando minha visão voltara ao normal, ele me acertara. Segurando suas duas mãos e aplicara um complete horizontal. Tentei segurar com o escudo mas não consegui a tempo, invocar mais energias para ter forças. O impacto me arremessara contra uma árvore de meio porte, quebrando-a e deslocando meu braço. Meu escudo já não via por onde havia caído.
_Você não levará a chave. – Ele me olhava com muita fúria.
_Quem vai destruir o que? – Perguntei mais uma vez tentando arrumar tempo para colocar meu braço no lugar.
_Você e aquele ligeiro de uma figa. Não vão levar minha chave. – Ele Praguejava e destruía algumas árvores por perto.
Eu tivera o tempo necessário. Com um grito e um ranger de dentes, coloquei meu braço no lugar, peguei minha espada e o olhei com ódio.
Não sentia isso a muito tempo. Seria pelo fato de tantas coisas ruins que estavam acontecendo comigo?
Corri de encontro a criatura. Senti minha energia e estava pronto para mostrar o tamanho da força de um filho de Zeus atleta de Héracles.
Avancei de encontro e assim que ele desferia um golpe, de cima para baixo, com sua “marreta”, saltei para o lado e em sequência o surpreendia com um avança, ficando frente a frente com ele. Usei de minhas habilidades para obter mais força e movimentos mais precisos em batalha. Segurei seu braço armado, puxando para frente no momento que ele atingira o chão. Isso o desequilibrou e em seguida, apliquei três golpes perfurantes em seu peito. Eu estava tão tomado pela raiva espontânea que não percebera que ele havia virado pó e que eu estava destruindo uma árvore.
Eu lutara contra muitos minotauros mas aquele era muito diferente. Suas palavras estavam martelando minha mente enquanto eu estava indo para as plantações ver o que estava acontecendo.
Eram os mesmos fogos de antes mas os sons eram diferentes. Seus sons eram como explosões. Não como fogos que explodiam e logo se ouvia um som agudo.
Entrei na plantação e não via nada, nem ouvia mais os sons. Tentei ver por onde tinha saído os fogos. Avistei um risco de um dos fogos, por onde um saíra próximo de mim e corri para ver o que era. Tentei correr mas parecia que a distância aumentava. Eu corria e corria. Tentava saltos longos mas a distância aumentava ainda mais. Parei para observar onde eu estava. Não lembrava que a plantação era tão grande. Olhava para os lados e foi então que eu avistei algo correndo pela plantação de morango.
_Ei!! Você!! – Corri atrás mas eu só escutava sorrisos que pareciam sorrisos travessos de uma criança. Ela corria muito. Imaginava que eram mais mas ela somente ela. Percebi quando eu a vi, saindo das plantações. Saí também e quando saí, os sons e os fogos voltaram. Escutei uma risada e quando olhei para o garoto, ele havia sumido.
Eu olhava para os lados e naquele instante, os céus pareciam que estavam caindo. O chão sumira e eu estava caindo e caindo. Um sono forte me envolvia e quando perdi minha consciência, eu me via descendo a colina, em meio ao pôr-do-sol.
Olhei para ver seu os meus equipamentos estavam comigo e estavam. Meu ombro nem doía. Nem parecia que eu havia deslocado.
Dessa vez eu tinha certeza que estava preso em algum espaço temporal, déjà vu.
Descia a colina e logo avistei com mais clareza algo acontecendo com a arena. Ela estava cheia e toda enfeitada. Me lembrei da Grécia e seus jogos por uns instantes. Eu ouvia gritos em meio à multidão. Ignorei e fui para o meu chalé.
Em meu chalé, joguei minhas coisas na cama. Estava pensativo e cansado de mais. Talvez um banho quente na banheira resolveria. Entrei e fiquei por um bom tempo.
Refleti por uns instantes sobre meu sonho com a minha família e aquelas luzes seguidos de explosões que vira caindo em minha cidade. Uma dor forte dominava meu peito e comecei a chorar em silêncio. Havia perdido minha família, meu tempo, minha esposa. Um turbilhão de sentimentos me dominava. Minhas lágrimas se misturavam as águas daquela banheira grande de mármore.
Balancei minha cabeça tentando afastar tais pensamentos. Foquei no que aquele minotauro havia falando comigo. Ele falava sobre a chave e que um ligeiro a tomaria dele. Foquei nas almas que vi de meus amigos e das palavras de Alvelin. “Chave e sabotagem”.
Cansado e perdido em meio aos meus pensamentos, adormeci. Não sabia por quanto tempo eu havia dormido mas acordei com os sons dos mesmos fogos de artifício.
_As plantações de morando. – Disse enquanto saía da banheira e me vestia. Peguei minhas coisas que havia deixando na cama e me equipei.
Saia do meu chalé com passos firmes mas foi então que vi alguém correr em meio as sombras e ir para trás dos chalés. Achei suspeito e fui ver o que rolava.
Chagava o mais silencioso o possível e foi quando vi um filho de Hermes ir sorrateiramente por trás dos chalés e chegar as costas do salão das forjas. Ele segurava um tipo de chave e parecia abrir alguma coisa. A luz dos fogos de artifício não brilhava o suficiente para ver quem era. Ignorei os fogos e segui para ver e tentar ouvir o que o suspeito pretendia.
_Vou abrir esse escapamento e sobrecarregar a forja fazendo explodir tudo hahaha
Chagava mais perto para ouvir mais.
_Óbvio que as chamas não os mataram mas os destroços sim muhahaha hehe
Fiquei espantado com a ousadia do cara. Saquei minha espada e isso foi o suficiente para ele ver que não estava sozinho. Ele se erguei de onde estava e olhava assustado para mim e recuava para as luzes das tochas. Eu não enxergava seu rosto. Parecia que uma aura o tampava. Só notei uma coisa peculiar em seu pescoço mesmo com a boa iluminação das tochas. Um pingente com o símbolo de Hermes.
_O que pensas que está fazendo?
_Não importa o que pretendes fazer. Não vou deixar que coloque a vida dos campistas que se encontram nas forjas.
Dizia com autoridade e um senso de dever.
_Você? – Ele começou a sorrir.
_Bem típico de você Alceu. Um filho de Zeus querendo por ordem.
_Matarei você e colocarei em prática minha vingança.
Não disse mais nada. Eu não retrucava provocações porque palavras nessas horas não cortavam mais que lâminas.
Ele veio a toda. Eu mal pude ver sua adagada. Ele cortara de leve meu braço e a lateral de minha cintura.
_Você nunca vai me pegar com essa velocidade cara.
_Saia daqui e eu finjo que não te vi e pouco sua vida.
Aquelas palavras de deboche me deixaram bem irritado. Tentei focar na luta que eu não queria deixar de ter e bolei um plano.
_Achas mesmo que esse graveto de palitar dentes vai me matar?
Sorri o provocando e via em seus olhos que havia dado certo. Sem dar uma palavra, ele veio a toda. Antes de correr, ele havia mirado sua adaga em meu peito. Nesse meio tempo, usei de minha habilidade como filho de Zeus para aumentar a velocidade e coloquei o escudo a frente de meu peito. Por um instante, nossas velocidades se equipararam mas não foi o suficiente para evitar que eu sofresse mais 2 ataques. Agora minhas costas e minha coxa esquerda estava sangrando.
_Nunca pensei que era tão fácil matar um filho de Zeus como você.
Eu estava caído devido os ferimentos e os mesmos começavam a queimar. Meu corpo tremia.
Ele se agachou e sussurrou em meus ouvidos.
_Perdeu sua família, milénios de sua vida preso naquele hotel, perdeu sua esposa que agora é desejada por todos, não tem ninguém, mais nada e agora perderá sua vida.
Eu via ele erguer aquela adaga. Desejei por uns instantes, ao fechar meus olhos, que me desse um fim tanto desejado. Relembrei os tempos de criança. Minha mãe sempre adorável, aquele olhar de ternura, os abraços de meu pai, dela, os sons de seus sorrisos que a milhares de anos eu havia esquecido. Pro um momento eu sorria. Olhei para os céus e via as mesmas estrelas as quais passava horas vendo e aprendendo com minha mãe.
“Dizem meu querido filho, que quando morremos, uma estrela nasce representando-nos. O brilho das estrelas ne nossos antepassados nos ilumina, nos guiando em meio as trevas.” Ela me abraçava. “Quando se sentir só, perdido e envolto as trevas em seu coração, basta olhar para as estrelas. Você não está sozinho”.
As lembranças e as palavras de minha mãe me deram forças. Ao mesmo tempo que olhava para os céus, senti uma força me revigorando.
_NÃO!!! – Gritei bem forte quando segurei no chão antes de encravar sua adaga em meu peito e dar fim a minha vida.
Os fogos de artifício ainda estouravam mas eu não estava mais interessado. Segurei o filho de Hermes com muita força pelos braços e invoquei um raio mais forte que eu conseguia.
O raio nos atingira e o joguei para frente.
_Como o efeito do meu veneno não está funcionando em você? – Ele me olhava assustado e caído no chão.
_Mais uns cortes e eu o mando para o submundo seu maldito. – Antes mesmo que ele terminasse de falar no chão, fechei as duas mãos e golpeei bem firme o chão. Uma onda de choque percorreu aquele local sacudindo o filho de Hermes. Sua arma caíra no chão. Antes mesmo que ele conseguisse seu equilíbrio e corresse, usei mais uma vez de minhas habilidades para o jogar o filho de Hermes de encontro a uma pilastra gigante de mármore. Manipulei o ar e o lancei para a pilastra perto de mim. Foi o suficiente para dar um fim naquele maldito.
Desarmado, prensei seu peito de contra a pilastra, fechei meus punhos e armei 3 socos fortes como uma marretada. Senti suas costelas se quebrarem como gravetos com o primeiro e o segundo soco e quando mirei em sua face e lhe dar um fim, eu acordei em meio a mesa dos filhos de Zeus. Eu estava em um jantar onde por coincidência era uma comemoração de boas-vindas a uns semideuses que voltaram de uma missão.
Não sabia como e porque eu tivera aquela visão. Não sabia também se era realmente uma visão ou sonho. Eu ainda segurava uma taça de vinho estranha que provavelmente eu havia bebido.
_E então filhos de Zeus, o vinho de sua época ainda é melhor que o meu vinho de nossas plantações? – Olhei meio tonto para a taça e para o Senhor D que falava comigo.
_Não. – Coloquei a mão na cabeça e fui de encontro ao senhor D.
_O vinho do senhor é bem forte e saboroso. – Entreguei a taça ao senhor D e voltei a mesa dos filhos de Zeus.
_Só tomou algumas goladas e já está tonto? Dionísio sorrio e os demais. Sorri em meio a brincadeira.
Naquele momento, uma pessoa me chamava a atenção. Ela se levantara dentre os filhos de Hermes, portava uma chave igual aos meus sonhos e ela ainda possuía o pingente com o símbolo de Hermes também igual aos meus sonhos.
Olhei meio assustado com aquilo e com as lembranças depois de beber aquele vinho. Os céus ainda eram tomados pelos fogos de artifício.
Me levantei rapidamente e olhei para o senhor D. Ele olhava fixamente para mim e logo acenou com a taça, como se me desse uma autorização. Percebi que era algo real e logo fui atrás do filho de Hermes sem que ele percebesse.
Fingi que ia no meu chalé pegar algo, inventei desculpas para os que me perguntavam para onde eu ia e logo, comecei a seguir com cautela o filho de Hermes.
Estávamos no mesmo lugar, atrás das forjas. Ele falava as mesmas coisas e tinha a mesma ideia.
_Você não vai se vingar de ninguém Rômulo.
Ele olhou assustado para mim.
_Como sabe que eu estaria aqui? Como adivinhou o que eu pretendia?
Ele possuía sim as mesmas coisas de meu sonho. Seu pingente e chave, suas vestes. Ignorando seus dizeres e indo para cima como eu havia feito, previ seus movimentos e o desarmei.
_Como em nome de meu pai, conseguiu ver meus movimentos? Como sabia de minhas intenções?
_Tive um bom pressentimento do que poderia fazer. – Apenas sorri para ele enquanto o segurava firme. Levei-o ao centro onde o jantar de boas-vindas ainda estava acontecendo.
No meio do local e em frente a todos e do senhor D eu disse.
_Senhor D, peguei Rômulo Tentando sabotar as forjas. Presumo que se algo acontecesse caso ele conseguisse, alguns amigos filhos que estavam nas forjas, sairiam bem machucados.
_Levem ele para o “canto” – Alguns campistas ficaram murmurando e meio assustados quando o senhor D falara “canto”.
Alguns sátiros o pegara e o levara.
_Calma meus jovens. Não precisam se assustar. Só crianças levadas vão para esse local e obrigado Alcípedes por ajudar.
_É Alceu senhor D – Sorri. Ele ainda não dizia corretamente nossos nomes. Eu sempre achei que era para fazer raiva mas eu sempre achei mais engraçado como ele fazia isso.
_Que seja. Continuem as festas.
Me sentei a mesa com meus irmãos e irmãs e logo recebi uma saudação de meus amigos filhos de Hefesto. Alvelin chegou perto de mim e me agradeceu com um aperto de mão e um papel depois me entregara.
_Isso é um cupom de desconto de 30% nas forjas de meu pai. Presente dele e obrigado cara.
Nos cumprimentamos e curtimos a festa. Olhei para as plantações de morango e sorri e disse:
_Agora sim dá para ver que são bonitas mas não mais bonitas que essa noite.
Olhei para as estrelas e agradeci para uns em especial. Fechei o punho e o coloquei a frente do coração.
“Pai e mãe, muito obrigado”.

#6

λ Charlie Milkovich

λ Charlie Milkovich
Filho(a) de Ares
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O acampamento Meio-Sangue era o local para onde eu tinha sido mandado pela minha mãe na última vez em que a vi. Foi um busca difícil, debaixo de muita perseguição, mas, eu finalmente havia chegado àquele lugar, que a partir de então, tornou-se meu lar. Diferente do que eu imaginava, havia muitas pessoas que nem eu. Muitos filhos de deuses, ou “semideuses”, como era o convencional para a definição de pessoas como nós. Eu fui recentemente reclamado como filho do deus da guerra, Ares, e me mudei para seu chalé, largando assim o chalé de Hermes, que foi onde passei minha primeira estadia.

Aquele lugar era muito interessante. As pessoas eram alocadas em moradas de seu respectivo pai/mãe divino, havendo também chalés representativos, como os das deusas Hera e Ártemis, além dos chalés de deuses menores. Havia também criaturas que para mim, existiam apenas nas histórias contadas pelos livros, como sátiros, centauros e ninfas. Vários deles viviam conosco sem causar problema algum. Inclusive, Quíron, que é o diretor de atividades de todo o acampamento é um centauro.

Assim como os seres humanos normais possuem suas tarefas diárias para manterem sua vida estável, nós, semideuses, também tínhamos inúmeras tarefas. A principal e mais agradável, pelo menos para mim, era a parte do treinamento. Quíron vivia falando que para sobreviver, era preciso treinar e tornar-se forte. Aquilo era algo mais que óbvio, afinal, pessoas comuns não teriam chances contra os monstros que viviam do lado de fora das fronteiras mágicas que rodeavam o camp.

Depois de uma tarde de árduos treinamentos e depois do jantar na fogueira, meus irmãos e eu voltávamos para nosso chalé dando muita risada com nosso tradicional clima de hostilidade, com xingamentos e comentários sobre os erros cometidos dentro da arena, como foi o meu caso, que ao invés de decepar a cabeça de um zumbi para acabar com ele de vez, me diverti pacientemente, arrancando seus membros. Aquilo certamente foi um motivo de piada, mas não tão grande quanto o de um de meus irmãos, que eliminou alguns lobos, mas sofreu um ferimento na mão porque quis escolher uma ordem para matar os bichos, como se a ordem da morte do inimigo importasse.

Na hora de dormir, me joguei em uma das camas sem fazer a menor escolha. Tanto eu quanto meus irmãos não nos importamos com esses princípios ou regras. Somos bem independentes nesse aspecto. Cada um faz o que quer.

De repente, um barulho dos infernos começa a soar do local onde fica a plantação de morangos. Dou uma breve olhada pela janela e vejo que o barulho é causado pela explosão de fogos de artifício, e observo que vários campistas estavam olhando para aquilo, sem entender nada, exatamente como eu. Isso era aceitável, pois que raios de criatura resolve soltar fogos de artifício no meio da noite?

Resolvo ir em direção àquele local com minhas armas em punho, junto de outros campistas de vários outros chalés para averiguar o que estava acontecendo. Eu estava determinado a matar o animal ou seja lá o que for que interrompeu meu descanso, afinal, temos horários rigorosos para seguir e eu não estava nada disposto a perder uma noite de sono por qualquer besteira.

Chegando ao local, algo que me deixa ainda mais |Castellan| me acontece. Não havia o menor sinal de que fogos de artifício ou qualquer outra coisa tivessem explodido naquele local. Seria isso uma peça dos filhos de Hermes ou um experimento dos filhos de Hefesto? Improvável, pois eles também estavam incomodados com o barulho.

Quando nos viramos para sair do local, uma coisa impressionante acontece. O barulho irritante dos fogos volta a aparecer, mas toda vez que olhamos a plantação, não há sinal de nada. Um filho de Hermes aparece correndo e nos conta desesperado que um grupo de anões havia conseguido fugir dos portões da arena.

Ao ouvir aquilo, deduzo imediatamente que aquela barulheira é obra desses cretinos. Eles estão na plantação escondidos e acham que podem pregar uma peça em todo o acampamento e sair impunes. Não podiam ser mais tolos. Não demora nada para que equipes de busca sejam formadas para que a captura deles seja efetivada. Ao vasculhar a plantação de morangos, todos eles, que formavam um total de 6, foram subjugados e amarrados.

Por mim, todos eles seriam degolados ali mesmo, mas os outros campistas que ajudaram na busca resolveram deixa-los viver e os mandaram de volta pelo portão da arena. Reporto a Quíron sobre o ocorrido e ele parabeniza o sucesso e a rapidez na resolução do problema e mais ainda o fato de terem deixado os anões vivos. Segundo ele, “é um exemplo de maturidade” por parte dos campistas, que só devem matar criaturas que representam ameaça às suas vidas.

Depois dessa, volto para o chalé e tento dormir as poucas horas que restaram. Afinal, o dia seguinte se aproximava e eu estava muito disposto a matar criaturas para compensar o fato de eu não ter matado nenhum daqueles anões...


#7

Dionísio

Dionísio
Deus Olimpiano
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| Missão One-Post Aberta Encerrada |

Ω Gerrard Fernandes

EXP Base: 500

Coerência: 0,8 {de 1,0}
Escrita: 0,9 {de 1,0}
Extras: 1,5
Interpretação: 2
EXP a receber: 1080
Dracmas a receber: 1080

-0 HP e -0 MP

Com exceção de o Acampamento estar praticamente vazio em pleno verão, tudo estava muito bom, parabéns pela criatividade!


Enzo Valentine

EXP Base: 500

Coerência: 0,7 {de 1,0}
Escrita: 0,8 {de 1,0}
Extras: 1,5
Interpretação: 1,5
EXP a receber: 630
Dracmas a receber: 630

-0 HP e -0 MP

Um pouco forçada a ideia de um teste para trabalho em equipe, mas gostei da criatividade!


Richard Dreyar

EXP Base: 500

Coerência: 0,2 {de 1,0}
Escrita: 1,0 {de 1,0}
Extras: 1 {valor neutro}
Interpretação: 1,5
EXP a receber: 150
Dracmas a receber: 150

-0 HP e -0 MP

Ideia bastante forçada. Dionísio jurou pelo Olimpo várias coisas, e não poderia fazer isso. Quem treina os semideuses é Quíron ou monitores. Cuidado!


Lucas Biasan

EXP Base: 500

Coerência: 0,9 {de 1,0}
Escrita: 0,9 {de 1,0}
Extras: 2
Interpretação: 2
EXP a receber: 1620
Dracmas a receber: 1620

-0 HP e -0 MP

Bastante criativo, gostei muito, rindo de várias partes também, parabéns!

Ω Alceu Dinarte

EXP Base: ???

Coerência: 0,0 {de 1,0}
Escrita: 0,5 {de 1,0}
Extras: 1 {valor neutro}
Interpretação: 1
EXP a receber: 0
Dracmas a receber: 0

-0 HP e -0 MP

História completamente sem sentido. Desculpe-me, não vou dar nenhuma recompensa por isso, muitíssimo forçado. Se fosse em alguma outra situação, talvez desse uma boa missão, mas não é o caso. Uma simples situação como essa deveria dar uma simples missão, não uma com tantos monstros e problemas. Cuidado com a ortografia também.

Charlie Milkovich

EXP Base: 500

Coerência: 0,8 {de 1,0}
Escrita: 0.8 {de 1,0}
Extras: 1,2 {valor neutro}
Interpretação: 1,3
EXP a receber: 499
Dracmas a receber: 499

-0 HP e -0 MP

Meio forçado, mas faz sentido até. Criativo!

#8

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