Herois do Olimpo RPG

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Missão | Daniel Ritter - Página 2 Empty Re: Missão | Daniel Ritter

por Atena em Dom 2 Nov 2014 - 1:49

Atena

Atena
Deusa Olimpiana
Deusa Olimpiana
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Hades olhava para Daniel como se entendesse perfeitamente o que o garoto estava pensando, e seu olhar dava a entender que ele também já pensara o mesmo, mas então, ele volta a sua forma de deus do mundo inferior:

-Não. Você está dispensado.

Ele não disse aquilo por vontade própria, mas era como se sua boca o obrigasse a falar, a bancar o durão e humilhar os outros. Mesmo pedindo ajuda, ele deveria se manter acima de Daniel, pois se descesse ao nível do semideus... Não, ele tinha preocupações e obrigações demais. Não poderia ser como Poseidon, condescendente e atencioso, ou andar com um calção de surfista e visitar o filho no seu aniversário. Tudo aquilo passava pela mente do Deus dos Mortos, e por um momento, ele parecia um humano comum, com problemas comuns.

Depois de ver tudo isso, Daniel percebe que era hora de ir, mas não antes de registrar o último olhar do seu pai: o olhar de quem temia não ver nunca mais ele, talvez não vivo.



"Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la!"
#11

Missão | Daniel Ritter - Página 2 Empty Re: Missão | Daniel Ritter

por Daniel Ritter em Dom 2 Nov 2014 - 21:32

Daniel Ritter

Daniel Ritter
Filho(a) de Hades
Filho(a) de Hades
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"Eu voltarei". As palavras eram tão vivas que quase podia as ver dançando pelo ar. Não havia espaço para promessas ali. Encarei-o, ainda estático, por mais alguns segundos. Não quebrei o silêncio. Queria que ele o fizesse, que só por um momento deixasse de ser Hades e se tornasse algo mais primitivo. Meu pai. Não demorei, entretanto. Sabia que aquela esperança não era nada além de estupidez. Dei as costas ao Rei e me retirei de seu palácio, em silêncio.

-

-
Vamos ao Tártaro, velho amigo. - Sussurrei assim que deixei palácio. Mesmo sendo quem era, não me sentia bem no Tártaro. Talvez nem mesmo meu pai o fazia. - Eu quero que você não fique longe de mim, mas que procure vestígios do... crime? Não sei como definir o rapto da Morte. - Soltei uma gargalhada melódica que somente o dragão ouviu. Nosso elo mental era inseparável.

Eu estava a caminho dos Campos de Punição e me perguntava se aquele era um marco. Se algum homem com o coração ainda batendo já havia descido àquele lugar por vontade própria. Era provável que não. Ninguém poderia ser tão estúpido.



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The dragon has three heads.
#12

Missão | Daniel Ritter - Página 2 Empty Re: Missão | Daniel Ritter

por Atena em Seg 3 Nov 2014 - 23:02

Atena

Atena
Deusa Olimpiana
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Daniel saiu do palácio tirando suas próprias conclusões e logo as compartilhou com Fenrir. Apesar de achar que teria que descer ao Tártaro, o filho de Hades certamente não se atiraria no precipício sem antes ter certeza, por isso, resolve ir aos campos de punição investigar, além de pedir para o seu dragão fazer o mesmo.

No caminho para os campos de punição, Daniel passou pelo Elísio, e não pode deixar de observá-lo por um tempo. As construções tão brancas e lindas parecia um quadro num lugar tão escuro e deprimente como o submundo, e ainda pior, era ver a Ilha dos Abençoados - para os semideuses que reencarnavam três vezes, e nas três vidas conquistavam o Elísio - pois era ainda mais bela, com uma areia branca e fina, a água cristalina e coqueiros e palmeiras decorando o lugar. Um pedacinho de paraíso na terra dos mortos. Daniel não podia deixar de se perguntar se um dia chegaria lá.
Depois de algum tempo observando o lugar, Daniel volta a realidade, lembrando que sua missão era importante e não permitiria devaneios como aquele.

Logo ele estava de frente para os campos de punição. Parecia um pecado que lugares tão opostos ficassem tão próximos um do outro, um desacato à física, às leis da humanidade. A imagem dos campos era tão horrível quanto os berros que de lá saiam. Mesmo estando fora dos campos, Daniel podia ver fogueiras no horizonte e podia ver a diferença do ar. Se o ar do submundo no geral já era ruim, o dali era 10 vezes pior: pesado, escuro e denso. Mesmo assim, o garoto preferiu entrar.

A primeira coisa que ele notou, foram os ceifadores. Ele nunca parou pra pensar que haveria mais ceifadores de Tânatos, além dos colegas que ele conhecia no Acampamento, normalmente garotos e garotas extremamente estranhos, até mesmo na visão de um filho de Hades. Ali eles eram um pouco diferentes, pois usavam mantos que tornava impossível identificá-los e não pareciam jovens. Outra coisa que impressionou o garoto, foi o fato de esses ceifadores, aparentemente vigias, tinham dificuldades para controlar as almas punidas. Ele tinha praticamente certeza de que aquilo não era normal. O normal seria eles andarem tranquilamente por ali, somente impondo respeito sobre as almas punidas, que deveriam sofrer sem reclamar, mas a cena que ele via era de seres dos mais estranhos tipos, sofrendo penas horríveis, tentando se livrar das prisões e lançando pragas aos ceifadores, que pareciam estar gastando muita energia para mantê-los presos. Daniel tentou se aproximar de alguns, mas percebeu rapidamente que eles não seriam amistosos com ele e resolveu se afastar.

O semideus nunca se sentira tão impotente. Ele poderia ser um semideus poderosíssimo, um herói, mas nenhum ser daqueles parecia dar a mínima para quem ele era. Os mortos deveriam servir Daniel, mas somente no mundo dos vivos ou as almas dos Asfódelos, que eram vazias demais para ter uma opinião. Aquelas almas e seres estavam além de seu controle. Provavelmente havia semideuses velhos ali, como ceifadores, e os seres punidos deviam ter feito coisas mais horríveis do Daniel poderia imaginar. Ele não gostava de não impor medo, pois sempre fizera isso e estava acostumado demais com o poder para estar em um lugar onde era somente um intruso desagradável e insignificante.

Além dos seres que ali se encontravam, Daniel reparou no local em si. Primeiramente, os campos se estendiam até o horizonte, e ele não fazia a menor ideia de onde acabavam ou se sequer acabavam. Entretanto, ele reparou que a maior parte, indo pela sua esquerda e para frente, havia várias almas em fogueiras e várias punições da Santa Inquisição que ele preferia nem descrever, que gritavam, mas não pareciam rebeldes e também não possuíam a escolta de nenhum guarda ou ceifador. Logo ele deduziam que aquelas eram as almas mortais, dos seres humanos. Eram pequenos demais para receber atenção - mesmo estando em grande número, em imensa maioria - portanto somente sofriam sozinhos para sempre. A outra parte menor era ocupada pelo que ele já vira. Ao longe ele via cenas famosas, como Sísifo carregando sua pedra para o topo de uma colina e em seguida a pedra caía novamente, e também alguém que deveria ser Prometeu, amarrado em um tronco, com a barriga rasgada comida pelos corvos, por ter dado o fogo à humanidade. Isso o fez perceber o quanto os contos apresentados a eles por Quíron eram superficiais, pois aquelas punições que ele conhecia eram de longe as mais brandas que ele via no local.

A primeira coisa horrível que ele notou, foi que algumas almas, sentadas em bancos de arame farpado, colocavam o dedo em um copo, depois tiravam e ficavam imóveis por alguns segundos, então começavam a chorar e gritar, e talvez ficassem assim por horas, até estarem sem forças, para novamente recomeçar o ritual. Depois de um tempo olhando e pensando nisso, Daniel deduziu que nos copos havia água do rio Lete, e todas aquelas almas estavam tocando a água para perder a memória, e então de alguma forma elas assistiam um filme mentalmente que mostrava toda a dor e sofrimento delas, até se esgotarem de angústia, para então esquecer tudo de novo e sofrer novamente. Aquele era o pior castigo que Daniel podia imaginar e isso fez o seu coração ficar mais pesado que chumbo. Além disso, ele via algumas almas sendo queimadas em fogo grego ao mesmo tempo que era apagadas, mas de alguma forma aquilo doía absurdamente, e outras coisas que ele novamente preferia não comentar.

O garoto pensou que qualquer ser forte o suficiente para não morrer ali, ao passar uma estada mediana, voltaria para o mundo mortal como o melhor ser do mundo, ou talvez fosse só a sua impressão. As almas mortais eram muito primitivas, não conseguiam se manter puras por muito tempo, talvez nem presenciando aquilo.

Depois de algumas horas, ou talvez dias, já que ali a noção de tempo era diferente, Daniel encontrou um ceifador aparentemente mais jovem, que estava olhando para um alma caída, desmaiada. Aproveitando a oportunidade que parecia única, o garoto se aproximou e pigarreou. O ceifador olhou para ele, e Daniel quase deu um pulo. O garoto era certamente mais novo que ele. Talvez tivesse 16 anos, mas era esquelético e quase transparente, o que fazia o filho de Hades se perguntar se ele era mesmo um ceifador ou apenas mais uma das almas punidas. Ele pensou em se afastar e ir embora correndo. Ele precisava sair dali, se sentia derretendo, mas então o garoto ergueu a mão e disse:


-O que procuras, caro semideus?



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#13

Missão | Daniel Ritter - Página 2 Empty Re: Missão | Daniel Ritter

por Daniel Ritter em Ter 4 Nov 2014 - 1:32

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Filho(a) de Hades
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Às vezes eu achava que podia fazer chover no Acampamento.

Eu sabia que era impossível. E talvez nem mesmo os filhos de Zeus podiam faze-lo. Mas a minha presença era tão sombria e pesada que eu sempre encarava o céu e esperava que ele encarasse de volta com lágrimas. Era essa uma das razões por qual eu preferia a noite. Não era necessário encarar ninguém quando estava tão escuro que ninguém enxergava. Ninguém exceto eu. E encarar aquela, mais do que literal, visão do paraíso, me dava a extrema sensação de que eu não pertencia ali. Não pelo simples fato de ainda estar vivo, mas que minha presença ali seria um contraste totalmente desnecessário e corruptível dos conceitos de beleza que aquele lugar reservava. Era como salgar um bolo feito por anjos.

-

Os meus joelhos não se dobram com facilidade. E minha alma era ainda mais tenaz. Entretanto, estar naquele lugar era como voltar a ser uma criança indefesa. Perdida no escuro, com visões de dor, sofrimento e morte. Quanto mais eu caminhava sobre aquele lugar, mais eu percebia a razão de eu ser um príncipe que não era herdeiro. Nenhum antes de mim poderia ser, e certamente nenhum depois. Era impossível até mesmo para a alma mais treinada. Aquele era um trabalho que talvez nem mesmos outros deuses teriam estômago. Por mais que a figura do guardião solitário do Submundo fosse renegada pelos mortais e o Olimpo, Hades era rei.

Não sei exatamente quanto tempo havia passado. Poderia ser apenas alguns segundos, ou poderia ter se passado semanas. Tudo era diferente no Submundo, e a minha noção de tempo se perdia rapidamente. Imaginava se um dia eu ficaria ali por um longo período de tempo, e quando voltasse à superfície não restasse ninguém. Uma última alma errante num mundo vazio. Era uma ótima história de se conhecer, mas taciturna demais para se viver. Deixando de lado aqueles meus pensamentos que vinham de vez em quando para aliviar aquela realidade tão horrível, eu não aguentaria muito mais tempo ali. Eu vomitaria, ou simplesmente me transformaria em sombras para o lugar mais longe dali que eu poderia encontrar. Mas, como um perfeito anjo caído, um ceifeiro aparentemente desocupado. Encara-lo dava ainda mais sensação de urgência à minha necessidade de sair dali, mas eu apenas engoli em seco tudo aquilo e voltei a ser o Príncipe do Submundo. Mesmo que só por alguns momentos.

-
Procuro por um homem negro, mais ou menos dois metros de altura. Assas negras, musculoso, tranças no cabelo. Talvez você conheça, ele é o seu chefe. - Queria evitar nomes, quase nunca era uma boa ideia ter de dize-los, ainda mais em condições como aquela.



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#14

Missão | Daniel Ritter - Página 2 Empty Re: Missão | Daniel Ritter

por Atena em Ter 4 Nov 2014 - 21:01

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-Você foi inteligente em não dizer o nome dele. Mas então você é o herói ao qual Hades recorreu... Posso ver o porquê dentro de ti. De qualquer forma, eu não sei te dizer onde ele está, o que você já deveria imaginar, e sobre quem o sequestrou... Bem, vários monstros poderosos fugiram, logo não conhecemos o culpado. A única coisa que posso lhe dizer, que Hades não lhe contou, é que o medo do Senhor dos Mortos, é que nosso mestre não tenha sido sequestrado, mas sim convencido a fugir. É por isso que nenhum ceifador vai te receber bem aqui, pois nós não acreditamos nisso. O fato de discordarmos de Hades, além de fato da própria Morte ter sumido, faz com que as almas punidas se sintam mais fortes com nosso desequilíbrio, e nós - Mas ele dizia como se não se incluísse - sentimos um desejo secreto de libertá-las para punir Hades.

O garoto continuaria falando, mas Daniel percebeu um grande medo em seus olhos, e então percebeu o motivo olhando em volta. Dezenas de ceifadores começavam a andar em direção aos dois, talvez 30 ou 40, e eles não pareciam nada amistosos.



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#15

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por Daniel Ritter em Ter 4 Nov 2014 - 22:29

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Eu achava que, se você prestasse bastante atenção, podia ouvir a canção dos condenados. Mesmo quando fora do Submundo. Mas naquele momento tinha percebido que era somente o grito e o ranger dos dentes. O livro que a humanidade tanto idolatrava, no final das contas, estava certo.

Era claro que eu tinha mais perguntas pra fazer para aquele ceifador, e que obviamente gostaria de sair daquele lugar com vida. Mas esses dois desejos não podiam se correlacionar, então tive de escolher um. Abri os braços e girei o corpo, encarando cada um dos ceifeiros que se aproximava. Uma boa olhada no fundo dos olhos vinda do Príncipe do Submundo geralmente era o suficiente para os mortais, mas eu sabia que não seria desta vez.

-
Eu espero que ainda se lembram de onde estão, e quem é o soberano deste lugar. - Passei o olhar duramente novamente para o grupo que se formava, e então voltei-me ao ceifeiro mais jovem ao meu lado. - Tens meu agradecimento eterno.

Eu dificilmente esquecia um rosto. Uma qualidade necessária para quem guardava tanto rancor. Quando encontrasse a Morte e o trouxesse de volta, aquele ceifeiro teria atenção especial. Me certificaria disso. Apertei o punho da espada Loki sobre o repouso da bainha presa à minha cintura e contemplei o abismo em forma de dezenas de ceifadores. E o abismo também me contemplou.



    Considerar:
  • Nível 21 - Arcanjo das Trevas: Quando necessário, ou simplesmente o tempo todo, o Príncipe do Submundo mostra ser exatamente como o pesar do seu título aparenta. As luzes falham com a sua chegada, os que dormem encontram pesadelos só por estar perto, e os rígidos e frios dedos da morte parecem tocar em cada alma mortal ao redor. Trazendo frio, morte e medo só com a sua presença, o príncipe faz com que criaturas e humanos com a mente fraca encontrem a insanidade, faz com que os corajosos se escondam, e os mais corajosos à calarem a boca.



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#16

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por Atena em Ter 4 Nov 2014 - 22:40

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Trazer frio, morte e medo àqueles seres talvez não fosse nada demais, já que eles estavam mergulhados em cada uma dessas sensações o tempo todo, mas mesmo assim, as palavras de Daniel não eram vazias. Talvez não fosse por ser filho de Hades, nem pela sua experiência e nem por estar onde estava, mas sim por ser ele, o garoto que já fora um bebê e que vivera sua infância sem saber quem era.

Os ceifadores pararam por um segundo, somente rangendo os dentes, e o garoto pode ver no olho de cada um o que sentiam: Revolta. Ele sabia que não estaria seguro ali, pois eles temiam Hades, mas nem por isso deixariam de desafiá-lo.

Talvez o garoto pudesse se esforçar mais em mantê-los sob controle e conversar mais com o ceifador que lhe fora cordial, mas nesse momento ele sentiu que Fenrir estava preocupado. Provavelmente o dragão sentia o problema e o perigo de Daniel e não queria correr riscos. Daniel poderia escolher trazer seu dragão para impor respeito aos ceifadores ou deixá-los para trás e prosseguir sua missão.



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#17

Missão | Daniel Ritter - Página 2 Empty Re: Missão | Daniel Ritter

por Daniel Ritter em Ter 4 Nov 2014 - 23:05

Daniel Ritter

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A minha ligação com Fenrir era tão íntima que eu sabia que ele sentia o mesmo que eu naquele momento. Um sentimento que eu não podia exprimir. Era um misto de tantas coisas que era impossível definir com uma só palavra. Permaneci impassível, entretanto, e contatei mentalmente Fenrir:

-
O que há? Preciso de você aqui.



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#18

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por Atena em Qua 5 Nov 2014 - 12:16

Atena

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Alguns segundos depois, Fenrir aparece voando e fazendo ainda mais sombra nos campos de punição. O dragão pousa ao lado de Daniel, e todos os ceifadores se afastam contrariados.

Daniel ignora os seres que estava a sua volta e conversa calmamente com seu dragão. Ele conta que não viu nada de extraordinário em todo o submundo, só talvez que a entrada para o Tártaro parecesse mais forte do que antes, puxando o ar com mais força e velocidade, além de as almas estarem mais inquietas e a segurança da entrada do mundo inferior estivesse com mais problemas do que de costume.

Talvez os ceifadores pudessem ter ouvido o dragão, de alguma forma, pois Daniel foi pego de susto quando seu colega começa a falar novamente.

-Nós também suspeitamos disso, embora não tenhamos plena certeza. Pois isso mesmo não lhe contei essa suspeita. Se atirar no Tártaro por vontade própria sem ter certeza de que você deve ir para lá não é algo que se faça mais de uma vez na vida. Devo lhe advertir de duas coisas antes de ir: Primeiro, se um monstro desce ao Tártaro por vontade própria, como é o caso dos nossos fugitivos, eles devem planejar algo muito grande, caso contrário não fariam isso nem com uma ordem do próprio Cronos. Em segundo lugar, sugiro que fosse tenha cuidado com o seu dragão. Eu não aconselharia que ele descesse ao Tártaro, caso vá mesmo. Aquele lugar é a maior prisão para os monstros, e querendo ou não, seu dragão é um monstro. Ele pode ter a sua essência presa lá e não conseguirá mais sair. De qualquer forma, acho que não tenho mais nada para dizer. Só espero que você consiga resgatar nosso mestre e deter os fugitivos, pois isso pode restaurar a nossa confiança em seu pai, além de evitar uma guerra terrível que sairia das entranhas da Terra até chegar aos céus e ao Olimpo.



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#19

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por Daniel Ritter em Qua 5 Nov 2014 - 13:39

Daniel Ritter

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Quase azul.

Anuí sem muita expressão para o ceifeiro que me auxiliara com informações. Encarei o dragão ao meu lado e passei a mão sobre o seu corpo escamoso. A ligação fazia com que nós estivéssemos sempre perto, mas quando eu o tocava era quase como se fossemos o mesmo.

-
Nós podemos terraplanar esse lugar se eles continuar com isso, não é, velho amigo?- Eu duvidaria que fosse o caso, mas não era o passava sobre meu rosto. O olhar arrogante sobre os outros ceifadores, e o sorriso que quase queria dizer: Eu posso foder cada um de vocês. Provavelmente eles também sabiam que se tratava só de faixada, mas, beirava a insanidade duvidar do Príncipe do Submundo com um enorme dragão das trevas ao seu lado. - Eu vou sozinho a partir daqui, ok? Eu pediria pra você ficar aqui, patrulhando esse bando de urubus, mas nós dois sabemos que você só vai fazer o que quiser.


Uma das coisas que fazia do Submundo o meu lugar preferido, é o completo domínio das sombras naquele lugar. Aquilo me possibilitava de fazer exatamente o que faria a seguir: Camuflar-me na mais escura das trevas e sair daquele lugar o mais rápido possível. Eu estava indo pra outro que talvez fosse ainda pior, mas, se tivesse sorte, poderia respirar enquanto encarava de volta os Campos de Elísio.



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#20

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