Herois do Olimpo RPG

Fórum de Mitologia Grega baseado em Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo!




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Por isso peço encarecidamente que sempre estejam olhando este tópico e que o enviem aos novatos para se ater das mesmas coisas que vocês, avisem colegas e amigos sempre que virem algo novo acontecendo.
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λ Criptoniano

λ Criptoniano
Filho(a) de Ares
Filho(a) de Ares
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Formulário:

Nome da narração: Treinamento e Revelações
Objetivo da narração: Derrotar o Líder do ISIS
Quantidade de desafios: 2
Quantidade de monstros: 2 (Líder do ISIS e Criptoniano negro)
Espécie dos monstros: Humano, Semi-deus.

Era calada da noite quando acordei assustado no chalé de Ares.
Por algum motivo irracional, eu era o único que tinha acordado com um clarão gigantesco, pois mesmo tentando focalizar minha visão, só conseguia ver 2 vultos de pé no meio do chalé. Não, não eram inimigos. Toda minha experiência em batalha me falava que aqueles vultos eram divinos apenas pela irradiação de poder...
E apenas dois seres divinos me visitavam sempre sem agendar horário, então caio de joelhos no chão do chalé e me curvo perante a Hera e Ares.
Minhas suspeitas se tornaram realidade quando vi ambos em cima de mim. Meus irmãos ainda não tinham acordado após aquele clarão, mas os dois deuses ali presentes provavelmente assim queriam, então perguntei o que eles faziam aqui.
Ares foi o primeiro a falar ‘É o seguinte, moleque. Você é fraco. Sem mais. Sua matrona me pediu para atender meu dever como pai e te treinar, mas você terá que se provar digno. ’
Olho encucado para Hera e um pouco desafiador para Ares por alguns momentos. Em seguida já olho para Hera novamente, pois ela tinha começado a falar. ‘Crip, não posso explicar em detalhes agora, mas eu tenho uma missão para você, e temendo por sua vida nessa missão, chamei seu pai para te treinar para que você possa servir o Olimpo como ninguém jamais serviu antes... Nós voltaremos a nos encontrar, querido. ’
Após ouvir minha matrona se despedindo, já fechei os olhos. O vermelho que eu enxergava pelas pálpebras era suficiente para saber que ela tinha ido embora. Assim que me levanto vejo Ares com um sorriso e uma chave.
‘Aqui na América os pais dão carros para os filhos quando eles viram adultos né? Haha, acho que me esqueci disso, mas vai ver lá fora, a espera compensou.
Pego a chave com um pouco de receio enquanto me dirijo para fora do chalé... Será que era alguma pegadinha?
As palavras morrem em minha boca quando vejo uma Harley novinha em folha, com desenhos de chamas no escapamento e tudo de mais ‘badass’ que eu poderia desejar. O capacete (pendurado no retrovisor) tinha o formato de uma cabeça de leão, o que me fez pensar que meu pai tinha observado meu desempenho na masmorra.
Com um leve sorriso, olho para ele e pergunto ‘Tá, quem terei que matar?’
A expressão de Ares muda, e ele começa a falar meio enrolado sobre grupos islâmicos extremos como o ISIS e outros.
‘Tá, eu sei. Vi nos noticiários. ’
A verdade é que eu realmente tinha visto em uma missão. Esses caras eram radicalistas ao extremo e matavam inocentes e inimigos de maneira cruel...
Meus devaneios foram interrompidos por Ares ‘Nessa missão, Cripto, você não poderá usar suas armas, nem suas armadura, muito embora eu saiba que você encomendou umas pistolas... É, elas podem vir a calhar, leve-as’
Obviamente eu me indago sobre a missão, aquele assunto já estava demorando demais.
‘Certo... Sua missão será se infiltrar nas colunas do ISIS, subir de reputação rapidamente e matar o líder deles. Essa é a parte fácil. Após matá-lo, você deverá sumir sem deixar rastros da Siria, indo até o topo de uma montanha e esperando pelo resgate às 20:00 do dia 05 de abril.’
Olho estupefato para Ares. ‘Isso me dá um mês então para matar o líder de uma organização tão perigosa quanto o ISIS? Fichinha, Pô’.
Ares então dá um sorriso de lado e fala ‘Vou lhe transportar para a Síria. Você sabe que lá será um refugiado, um Zé ninguém. Fica contigo a missão de subir rapidamente entre as fileiras deles. ’
Algo me incomodava. Eu achava meio antiético um semideus fazer um trabalho sujo interferindo na história dos humanos comuns, então pergunto isso para Ares, e vejo pela primeira vez ele com um rosto triste.
‘Sabe Crip... Eu realmente não posso interferir, porém você deve saber julgar. E o que eles estão fazendo é extremamente desumano até para eles. Com a fé islâmica que eles estão difundindo, mais e mais humanos vão atender a um livro. Sério. Temos que parar isso.’
‘Ok, mas me fale então, Pai. O que eu estar ‘fraco’ tem a ver com isso?’
‘Um deus sempre paga suas dívidas. Assim que você quebrar esse galho para mim, treinaremos sobre a cachoeira congelada. Sim, eu sei que você a conhece dos ‘mitos e lendas’. Afinal quem você acha que treinou os berserkers que você tanto admira?’ Disse Ares antes de sumir em um clarão, me deixando meio cego por um instante...
Assim que esfreguei os olhos, estava em uma rua de areia com minha moto nova em folha estacionada na frente de algo que supus ser um bar ou algo do gênero.
Ao entrar, fiquei espantado. Aparentemente algum deus estava me ajudando, pois em um momento eu não entendia nada do que falavam, em outro eu entendia perfeitamente.
Curioso, penso. Olho para o lado enquanto me dirijo ao balcão e uma estranha enfiada dentro de um sobretudo marrom-creme abaixa os óculos e me da uma piscada com olhos cinzas de tempestade.
A meu ver, tinha mais de um deus me ajudando nessa missão.
Chegando ao balcão, tento falar em inglês mesmo. Eu realmente escuto minha voz em inglês, porém o barman me responde em uma língua que eu não conheço, embora entenda perfeitamente ‘Boa noite senhor, o que deseja?’
Peço uma água, novamente a mesma coisa acontece, eu falo em inglês e ele entende perfeitamente, me trazendo uma garrafa de água mineral.
Beberico a água enquanto me lembro de que não tinha dinheiro desse país. Com um grande ‘facepalm’ levo minha mão ao bolso, puxando de lá minha carteira, que soltava um fiapinho de fumaça. Um cartão tinha acabado de ser formado, com os dizeres ‘Criptoniano’, alguns números de série e de fundo, uma foto de Ares com um óculos e duas metralhadoras. Contendo minha gargalhada, entrego o cartão para o árabe em minha frente e peço para ele cobrar a água, enquanto eu me preparava para ir embora.
Assim que me viro, vejo alguns homens com fardas desconhecidas por mim entrando pela porta do bar. Só poderiam ser os soldados que lutavam nas colunas do ISIS
Decido não ir embora, peço uma cerveja dessa vez e fico no balcão. Por sorte ou coincidência, os três homens foram até o meu lado no balcão e pediram um drink... Uma tal de batida explosiva aparentemente.
A noite foi passando cada vez mais. Eu já estava na terceira cerveja enquanto os soldados estavam eufóricos já de tanto beber aquele drink estranho.
O que eu esperei a noite toda começou a acontecer. O da direita começou a falar mais do que deveria... ’E aquele piloto russo? Hahahahaha, capturado com sucesso. Parabéns Amir, melhor tiro de morteiro que eu já vi!’
O que aparentava ser o Amir fala em resposta ‘Pena que ainda não executaram ele, o que estão esperando mesmo?’
O último dos 3 fala em alto e bom som ‘Ele tem informações. Não falou ainda porque nosso torturador desertou... Se não me engano o velho Alkbar estava procurando um torturador substituto, mas isso é realmente difícil de encontrar por aqui... ’
Era minha deixa, senti isso na hora que ele falou Alkbar que esse deveria ser o chefe que eu deveria assassinar. Aproximo-me dos 3.
‘Então vocês estão sem um torturador? E onde eu levo meu currículo?’
Dou uma leve risada enquanto viro o resto do meu copo.
A expressão dos 3 mudou imediatamente. Eles tinham se dado conta de que haviam falado demais, então pagaram e saíram do bar sem falar mais nada.
Decepcionado, sento-me ao balcão e começo a brincar com o porta-copos.
Vendo meu estado, o barman chama minha atenção e começa a falar. ‘Se você realmente tiver experiência com torturas, eu sei onde você pode ir para conseguir se alistar nas fileiras do ISIS. Seu físico está bom, então se você realmente quer ajudar a combater, siga esse endereço. ’
Ao receber um papel com uma rota desenhada, sorrio e agradeço o barman, correndo até minha moto do lado de fora, partindo rumo ao desconhecido em um lugar remoto. Penso na missão com seriedade enquanto o meu capacete chiava ao vento devido à velocidade.

1ª Semana – Sou treinado militarmente.
Cheguei ao endereço indicado pela manhã. Obviamente eu tinha parado para dormir um pouco num posto de beira de estrada, então estava com a mente intacta e a barriga vazia.
Fui recepcionado por 2 monstros. Não do tipo asqueroso que eu geralmente matava na arena do acampamento, mas dois caras que facilmente passavam dos 2.10.
‘Que cê quer?’
‘Vim me candidatar para o cargo de torturador, que eu soube estar vazio.’
‘Eh? Você por acaso tem experiência?’
Olho para o guarda com o olhar mais intimidador que tenho e falo mantendo um tom calmo, porém perigoso ‘Ambos sabemos que isso aqui é desnecessário. Quero falar diretamente com quem administra a gestão de funcionários daqui, e não com dois capangas incompetentes. ’
Sinceramente? Achei que iria apanhar. Porém um olhou para o outro e balbuciando foi chamar um cara magricela de túnica, que se apresentou para mim como Marduk.
Marduk me levou até uma sala e me deu um papel para eu ler e preencher. Foi o que eu fiz, ficando consternado com uma questão do papel ‘Você mataria por seu Deus?’
Com certeza eu pensei em uma coisa quando escrevi sim que ele não pensou... Era impossível contar quantos inimigos eu já tinha matado por Ares.
Após olhar o papel, Marduk me levou até uma cela de prisão. Entramos em um breu ferrado. Eu não enxergava nada, até que um barulho daquelas chaves antigas de eletricidade é escutado e uma luz inunda a sala, me cegando momentaneamente.
Na minha frente tinha um pobre coitado com vestes esfarrapadas eu um rosto totalmente estourado. ‘Esse aí foi capturado recentemente. Quero que ele comece a falar. Agora. ‘
‘Qual era mesmo seu nome? Criptoniano né? Se ele não falar, vocês dois morrem. ‘
Agora sim a missão tinha assumido um peso radical. Teria já que usar meus poderes de semideus.
Chego até a frente do prisioneiro e puxo seus cabelos para trás, acordando-o de um estado de inércia total. Olho bem fundo nos olhos dele e ativo meu olhar aterrorizante, o fazendo ver os piores medos dele naquela encarnação de mal.
Assim que eu mantivesse o contato por 5 segundos, me afastaria e falaria ‘Fala tudo que você sabe. Agora. ‘
Se eu tivesse num momento um pouco menos aterrador, eu riria. O cheiro de merda subia enquanto o prisioneiro falava tudo que tinha.
Quando eu e Marduk saímos da cela ele instantaneamente me cumprimentou, dizendo ‘Vou te levar até seu quarto. Amanhã às 8 da manhã começa seu treinamento. ‘
Eu mal acreditava na minha sorte. Com um sorriso no rosto eu fui ate o quarto designado e encontrei um apartamento mobiliado, com Tv e banheira além de frigobar e ar condicionado. Peguei minha mochila e procurei alguma roupa limpa. Uma bermuda e uma camisa de manga curta. Após tomar um banho coloquei as peças e me olhei no espelho... Eu não parecia lá um torturador muito tradicional. Com um sorriso deito na cama e começo a compensar as horas de sono.
Tive um sonho meio esquisito sobre algo que eu supus ser um dragão imergindo da areia. Acordei suado com o despertador na hora em que eu caminhava na direção de sua boca...
Sem dar lá muita bola para isso, fui conhecer meus ‘amigos’.
Sério, o que eu vi na mesa de café da manhã me surpreendeu pra caramba.
Como num clima tão desértico eles conseguiam ter uma variedade tão grande de frutas? Incrível a tecnologia humana que permitia isso.
Sentei-me com alguns recrutas novos e nos apresentamos. Ninguém falou de onde vinha, mas também ninguém queria realmente saber.
Ao término do café, um cara de alta patente (aparentemente) chegou à nossa mesa e disse ‘Então vocês são os novos recrutas? Se apresentem para o comandante! ‘
Nesse momento eu não achei que ia odiar tanto esse cara quanto comecei a odiar dali para frente.
TODOS os dias, ele acordava nosso alojamento às 4 da manhã, nos levava para o meio do deserto e nos fazia correr até as 8. Sem-um-pingo-de-agua. Cara, eu tava ficando maluco. E cada vez que alguém caia no chão, eram mais 20 minutos de corrida.
Ao final da corrida, voltávamos para a base, onde nos abastecíamos e íamos para o estande de tiro. Lá eu praticava todos os dias com minhas pistolas Fus e Roh, minhas garantias de armas com dano em monstros.
Após o treino com armas, comíamos e íamos para a simulação de batalha, que nada mais era que uma partida de paintball... Porém usávamos túnicas finas demais, qualquer tiro doía que nem o inferno.
Após isso, moídos, destruídos por fora e por dentro, íamos fazer nossas obrigações na base. Quando tinha alguém para ser torturado, eu ia. Quando não, eu ia para o meu quarto e ficava lá pensando nos dias passando.
Até que finalmente o inferno acabou. 6 dias de sofrimento e estávamos livres do comandante. Tínhamos todos terminado o treinamento com louvor.
Agora eu trabalhava apenas como torturador. E isso estava começando a me consumir por dentro...

2 Semana – Criptoniano torturador exemplar.

A segunda semana começou pegando fogo.
Do meu quarto escutei gritos de súplica e medo... Estranho, voltei a dormir esperando que não viessem bater na minha porta.
‘Toc. Toc. Toc.’
‘Merda’, pensei.
Quando eu abri a porta, dei de cara com um guri que não deveria ter nem 12 anos. Ele apenas diz ‘Marduk tá chamando... Urgente’
Corri até a cela onde fazíamos os interrogatórios. Ao chegar lá todo suado, me surpreendi com o que vi.
Um dos meus companheiros de treino estava amarrado e com a cara amassada em vários lugares. Marduk olhou para mim e disse ‘Esse desgraçado *Com um chute forte na costela, o prisioneiro caí no chão, gemendo de dor* Era um espião da KGB o tempo inteiro. Pegamo-lo tentando escapar depois de mandar um monte de documentos importantes... Crip. Quero saber quais documentos. ‘
Eu estava perplexo. Olhei para aquele cara moído no chão e pensei ver meu rosto ali. Se eu não fosse tão experiente, provavelmente começaria a me borrar inteiro e entregaria meu disfarce...
Faço todos saírem da sala e me deixarem a sós com o espião. Tento o fazer sentar na cadeira, porém o desgraçado não parava de tremer... Com um tapa na cara dele ele ficou mais calmo e se sentou.
Pego um cigarro e o acendo, sentando de frente para ele. Após tragar um pouco, pergunto ‘Você sabe que sou bom no que eu faço... Teremos que recorrer ao meu método? Ou você vai começar a falar? ‘
O ser na minha frente começou imediatamente a chorar e se desfazer em lágrimas, dizendo que tinha família e 2 filhos... Sinceramente? Eu servia Hera, deusa da família e o caralho. Se eu tentasse fazer uma boa ação, provavelmente Hera ficaria contente. Já meus superiores da ISIS não.
Com um pouco de pena no coração, ativo meu olhar aterrorizante.
Minutos depois eu saia da sala e entregava uma lista para Marduk, com a relação de documentos vazados. ‘Crip, tem certeza de que são todos? ‘ ‘Sim, preciso dormir. ‘
Fui até meu quarto e me deitei, me sentindo horrível. Rapidamente adormeci e sonhei novamente com o dragão saindo da areia. Novamente eu caminhava em direção à boca dele, quando acordei suado com batidas na porta. Sério, eu precisava me mudar.
Novamente era Marduk. Porém ele não estava sozinho.

3 semana – Conheço meu alvo.

Esse aqui é Alkbar, líder do ISIS.
Rapidamente me coloco de joelho, o coração a mil por hora ‘Muito prazer senhor. ‘
‘Levante-se jovem, temos que gravar um vídeo e mandar para a Rússia. ‘
Sem opções, acompanho ambos, Marduk com sua túnica branca e Alkbar que mais parecia um embaixador árabe, com seus sapatos de camurça e seu terno de tweed.
Fomos até uma sala cinematográfica, onde colocamos máscaras e começamos a gravar. Éramos em 3 de pé sobre um corpo ajoelhado no chão com um capuz cobrindo a face. ‘Isso aqui, mãe Rússia, é o que fazemos com quem tenta espionar nossa base. ‘
Eu mantive meus olhos firmes enquanto decepavam meu colega de treino, embora meu estômago tenha embrulhado após o baque do corpo no chão. Marduk e Alkbar comemoravam na frente da câmera gritando ‘Allahu akbar, allahu akbar’ balançando a cabeça do pobre espião.
Mantive-me firme até o final da gravação, quando Akbar veio até mim e me congratulou. Eu vi que era minha chance. ‘Senhor Akbar, se me permite, queria convidar você para jogar poker comigo e os recrutas dia 05 de abril depois do almoço... Apostas altas em haha. ‘
Akbar me olha meio estranho, porém eu olho de volta com a mesma intensidade. Depois de algum tempo ele fala ‘Acho que não terá problema nenhum eu pegar um pouco de dinheiro de vocês hahaha, fechado, três horas apareçam no meu escritório! ‘
Mal acreditando na minha sorte, fui até meu quarto e comecei a dormir.

4 semana – Poker e fuga.

A minha última semana no quartel do ISIS foi a pior.
Todos os dias eu praticava com Fus e Roh no estande de tiro e cara... Eu tava ficando bom, conseguia matar um humano a 100m de distância se ele ficasse parado e esperasse eu dar uns 10 tiros.
Minha sorte é que eu era um guerreiro treinado, a expectativa não subiu minha cabeça e eu consegui ficar relaxado...
Até o dia do jogo.
Eu esperava o que? Quatro pessoas no máximo? Talvez. Mas o que realmente apareceu foram oito.
Oito soldados. Meu alvo. E eu. Na mesma sala... Isso começava a parecer impossível.
‘Estamos em 10 então? Recruta você dá as cartas, vamos lá. ’ Diz Alkbar.
As cartas caíram na mesa e eu peguei as minhas. O bom do pôquer era que eu poderia observar muito bem cada homem ali presente, e é isso que eu faço. Todos ali estavam armados fortemente, enquanto eu só levava Fus e Roh nos coldres. Embora ambas disparassem balas de bronze, eu tinha pegado um cartucho de metal humano e engatilhado nelas. Agora eu tinha a chance de conseguir realmente mata-los.
Olho para o relógio enquanto a aposta cresce e chega minha vez. Com uma dupla de ‘A’ na minha mão eu tinha uma vantagem gigantesca contra todos os outros ali. Decido crescer a aposta.
Éramos 10, 1 estava dando cartas enquanto eu e mais oito jogávamos. Quatro soldados já tinham corrido com meu aumento de aposta. Na mesa agora só eu, Alkbar e mais três pelegos.
Olho para o relógio novamente. Eu tinha que estar no topo da montanha em 2 horas, o tempo podia não ser suficiente.
Então eu reparo em Alkbar me encarando. Milhares de coisas passam em minha mente, indo desde ele descobrindo que eu era um traidor até não sei por qual motivo o acampamento pegando fogo. Essa última me assustou, então eu ouço ‘Eu sei que você não tem nada ai! All-in!’
Alkbar com um grande sorriso ganancioso empurrou todas suas fichas na mesa. Outros dois correram. Eu e outro recruta cobrimos e o carteador deu o flop.
Só uma coisa se passava em minha mente... Minha moto situada exatamente abaixo da janela da sala. Se eu matasse todos teria como fugir sem ser visto, embora escutado... ‘Droga!’ penso. Eu tinha largado os silenciadores no meu quarto, sem chance de voltar para pegá-los.
A primeira carta a virar foi um dois de paus. Uma gota de suor escorria de meu pescoço...
A segunda carta a virar foi um 8 de copas. Eu começava a ficar nervoso
A terceira carta foi um rei de paus um pouco modificado. Eu entendi assim que eu vi o rosto da figura na carta que certo deus estava observando minha missão também.
Instintivamente, pego uma arma e saco em um movimento de arco, batendo com tudo na mesa, fazendo as fichas voarem para todos os lados.
Porém as fichas nunca chegaram ao chão.
Estava tudo estático. Nada se mexia, embora eu pudesse caminhar normalmente na sala. Eu via Alkbar parado entre um grito de felicidade e um de raiva, enquanto alguns dos soldados mais espertos levavam suas mãos às armas. Mas eu sabia que eles nunca as alcançariam.
Com Fus, atiro na cabeça de todos, tirando Alkbar. Assim que eu chego à frente dele, puxo sua mandíbula para baixo e coloco o cano de Roh lá dentro, apertando com ódio o gatilho.

30 segundos depois eu já tinha pulado a janela, e tinha alguém sentado na minha moto. Obviamente aponto minhas pistolas para ele, até que reconheço o ser.
‘Opa, opa, opa, Você atiraria em um deus que acabou de te ajudar, parente?’
‘Hermes!’ Digo. Entre todos os outros deuses que não tinham ligação alguma comigo, Hermes era meu preferido. ‘Porque me ajudou?’
‘Cripo, entenda uma coisa. Ares e Hera estão te treinando para uma missão crucial. Por isso os deuses estão te ajudando. Muito em breve você fará um favor para nós que ficará escrito nos livros e será cantado nas canções. Porém agora você tem que ir. ’
Com um estalo, Hermes some.
Subo em minha moto quando escuto gritos na janela acima. Sem pensar duas vezes, vou embora em direção à montanha enorme, pensando em tudo que tinha acontecido e provavelmente aconteceria.
A estrada que levava até a montanha, era cercada de areia para os dois lados. Já começava a amanhecer quando algo chamou minha atenção.
Das areias do deserto, algo colossal começava a se erguer. Tinha o tamanho de 4 chalés empilhados e eu não conseguia distinguir o que era. Mas não era humano.
A estranha forma saiu das areias e alçou voo. Aquela merda vinha em minha direção, então eu simplesmente paro a moto e invoco minha armadura e montante, ficando preparado para o pior. E o pior era uma torrente de fogo escaldante, que vinha em minha direção.
‘Que porra!’ Penso. ‘Essa merda é um dragão. ’
Desvio da torrente de fogo quando me lembro da moto. Nem olho para trás, o cheiro de borracha queimada me indicava que meu brinquedo já era.
Já olho para o dragão de forma diferente. A fúria de Ares já irradiava de meus membros, quando o dragão pousa, tremendo o chão.
Minha montante já implorava para cortar o dragão inteiro quando das costas do monstro desce um cavaleiro tão alto quanto eu.
‘Então você é o garoto da profecia? Eu me apresentaria, mas preciso te matar e não quero intimidades. ’
O VNI (vadio-não-identificado) usava uma armadura totalmente negra com uma fênix roxa no peito. A armadura era basicamente igual à minha, embora parecesse mais velha e pesada. Eu não via nenhuma arma nas mãos dele, até que ele veio para cima de mim e eu dei um sorriso.
Fazendo contraste com minha montante flamejante, meu inimigo utilizava uma montante que parecia ser exatamente igual, embora de um metal completamente negro e as chamas que a arma exalava eram negras também.
O primeiro choque foi apenas para sentir a força de meu oponente. Nossas montantes fizeram um eco metálico naquela manhã. O eco incomodou o dragão, que deu uma respirada mais forte e soltou um pouco de fogo das narinas. Eu teria que enfrenta-lo depois.
Com um chute no meu peito, a disputa de forças foi interrompida. Era minha vez de avançar.
Dou um salto na direção de meu inimigo e tento um golpe esmagador com a montante visando cortá-lo ao meio. Ninguém escapava desse ataque facilmente, mas mesmo assim meu oponente aparou o ataque com a montante dele próprio. Cara... Eu estava começando a ficar |Castellan|. De todos os semi-deuses que eu conhecia ou tinha escutado falar, ninguém tinha uma perícia que se equiparasse à minha no quesito de montantes.
Essa dança de montante vermelha contra montante preta se estendeu por 40 minutos. Eu só tinha mais 1 hora para chegar ao topo da montanha, e tinha que terminar a batalha logo.
Ergo minha voz para meu oponente ‘Seguinte, porra. Ninguém nunca escapou desse ataque, prepare-se para morrer aqui! ‘.
Eu já estava cansando da batalha quando dei um salto na direção de meu inimigo com potência instantânea. Ativei ataque perfeito e impacto do aríete no meio do ar.
...
E meu oponente fez o mesmo.
O impacto gerou um estampido que eu senti que ficaria em meus ouvidos para sempre. Minha montante foi arremessada para longe, e a do meu oponente também. Estávamos ambos no chão quando em um súbito impulso de coragem, rolei até em cima do meu oponente e tirei seu elmo...
...
...
...
Eu estava olhando para mim mesmo.
Em um soco, meu oponente tirou meu elmo, e a expressão dele foi a mesma que a minha, embora ele mostrasse um sorriso.
‘Já começou garoto. Boa sorte daqui para frente. ’
Com um chute, meu inimigo me jogou para longe e pulou em cima do dragão, indo embora me deixando para trás com milhões de dúvidas na cabeça.
Só percebi o quanto eu estava cansado quando me levantei e expulsei a montante pra dentro da tatuagem. Ao expulsar a armadura, percebi que era ela quem me deixava em pé. Cai no chão e ali fiquei, escutando vento carregando areia assoviando em meus ouvidos. Eu tinha falhado na missão.
Como uma última tentativa, tentei me levantar, sem sucesso. Antes de cair de volta no chão, eu já tinha desmaiado.
Acordei com o cheiro de carne sendo assada. Ao olhar para o lado, vi Ares com uma expressão séria em cima de uma grelha com carne. Já era noite e eu estava no topo da montanha deitado.
‘Então filho, me fale o que aconteceu? O horário chegou e você não estava no ponto... Tive que voltar e te trazer para cá. ‘
Contei tudo, desde ao ataque no pôquer até minha luta contra meu eu maligno.
Quando falei da luta, Ares soltou um suspiro.
‘Crip. Aquele você com quem você lutou é o atual problema que vai acabar com o mundo. Um inimigo dos olimpianos abriu uma fenda na cortina do futuro, e agora todos os seus ‘eus’ do futuro saíram de lá, querendo matar o seus atuais para assumirem sua forma e posto. Se você tivesse perdido aquela luta, você seria morto e sua posição assumida pelo seu inimigo. Isso é muito perigoso, mas nos fala de algo. No futuro, você passará por uma provação. Uma escolha. Uma montante negra com chamas negras? Escolha do mal. Sobre a escolha do bem? Não faço ideia do que pode ser, nem se vai aparecer para você. Mas esses seus inimigos, serão escolhas que você poderá fazer no futuro. Uma dica? Não deixe isso influenciar suas escolhas. ‘
‘Agora você deve voltar ao acampamento. Avise Quíron que você deve ficar descansado. Muito em breve você será chamado para me ajudar a fechar a fenda. E essa será a missão mais difícil que você já realizou. Manterei contato. ‘
Antes mesmo de eu poder abocanhar a carne, fui teleportado para a varanda da casa grande, aos pés de Quíron, à quem contei toda a história, não incluindo minha luta com meu eu negro e nem meu encontro com Ares logo após.
O centauro parecia preocupado por eu ter sumido, mas me deixou ir até meu chalé, onde eu poderia descansar e me preparar para os tempos negros que estavam por vir.



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#1

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#2

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