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Hack Van Let

Hack Van Let
Filho(a) de Ares
Filho(a) de Ares
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Nome da narração: O Canto Profano, Capítulo 1 - A Valsa das Folhas e das Sombras
Objetivo da narração: Tomar conhecimento e ir atrás de um necromante fugitivo do submundo. A Narracao será dividida em três capitulos, sendo este o primeiro, quem a inicio e rumo à história.
Quantidade de desafios: Dois no meio da história.
Quantidade de monstros: 4
Espécie dos monstros: Harpias




O Canto Profano, Capítulo I - A Valsa das Folhas e das Sombras

A tarde estava clara. As nuvens, brancas como algodões, deslizavam pelo azul do céu como barcos sobre um vasto oceano anil. Tudo estava tranquilo no Acampamento. Os filhos de apolo treinavam seu tiro com arco. Os filhos de Hefesto trabalhavam em algum projeto estranho do lado de fora das forjas. Aparentemente, era uma antena parabólica mágica capaz de captar todos os canais privados da TV Hefesto, a rede oficial do Olimpo. Ouvi boatos de que tinham os melhores canais de filmes de ação e desenhos. Eu daria uma passada lá depois, sem dúvidas.

No chão, a grama se esverdeava timidamente. O frio monocromático do inverno aos poucos dava lugar às calor colorido da primavera. O verde voltava aos bosques e o vermelho aos morangos de nossas plantações. Eu, por sinal, estava lá, servindo de escravo para os filhos de Deméter.

— Vamos, Hack — Falou Andrew, conselheiro de Deméter — Você precisa capinar esta área!

Olhei para ele, respirando fundo. Eu me orgulhava de ser, provavelmente, o filho de Ares mais zen do acampamento. Mas aquilo já estava começando a me irritar. Levantei a enxada e voltei ao trabalho, abrindo talhos no chão para que Andrew e seus irmãos pudessem seguir, plantando as sementes e fazendo-as crescer em minutos o que mortais levariam semanas e talvez meses lutando para conseguir.

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No fim do dia, eu estava exausto. Fui até o chalé, tomei um banho demorado, ignorando as batidas de meus irmãos na porta e as ameaças de surra, e logo em seguida fui pro refeitório. Como sempre, minhas manoplas estavam penduradas no cinto. Alguns filhos de ares jamais saiam do chalé sem sua lança ou espada. No meu caso, as manoplas era que eram inseparáveis.

Sentei-me à mesa do chalé de Hecate, ignorando os olhares de reprovação dos outros ali. Sentei bem do lado de Korra. Era uma garota legal e, até então, minha melhor amiga no Acampamento. Chegara na mesma semana que eu, e logo começamos a nos entrosar.

Depois de algum tempo, a mesa encheu-se de comida. Como sempre os pratos vieram voando, trazidos pelas ninfas dos ventos. Enchi o meu com uma grande porção de arroz, frango, ovos mexidos e cenoura, e estava me levantando quando um brilho me chamou a atenção. Olhei na direção do reflexo, e me vi encarando dois pares de olhos entre as árvores da floresta. Órbitas vazias, cheias de chamas brancas e roxas. Um esqueleto caminhava na direção do refeitório, trajando uma armadura velha e rachada de bronze. Aparentemente não o haviam notado ainda, mas logo ele estaria em cima da mesa mais afastada; a que eu estava.

— Korra — Falei, apontando na direção do esqueleto a 7 metros.

Ela olhou para ele e levantou-se rapidamente, alertando os outros irmãos. Logo todos haviam notado a aproximação da criatura.

Eu me apressei em pôr as manoplas, mas não foi necessário. Como primeiros a serem alertados, os filhos de hecate também foram os primeiros a reagir. E diferente dos outros, sequer precisavam de armas para lidar com o problema.

Senti o ar vibrar ao meu redor enquanto magias de diferentes naturezas eram evocadas contra o esqueleto. Quase senti pena dele enquanto o via ser torrado por raios, lampejos mágicos e chamas multicoloridas, se reduzindo a uma pilha de cinzas no chão. Até mesmo sua armadura se esfarelou, virando po de bronze.

Alguns semideuses voltaram a comer imediatamente. Outros ficaram alertas, olhando ao redor, à espera de mais. Eu olhei para a direção que havia visto o esqueleto sair das árvores, e não me decepcionei em ver um vulto ali. No momento em que pus meus olhos nele, senti um calafrio me subindo pela espinha. De alguma forma eu sabia que a criatura, fosse o que fosse, estava olhando direto para mim. A forma parecia com a de um homem, encapuzado, e aos poucos se recolheu mais adentro entre as árvores, desaparecendo.

— Korra — chamei — Venha aqui um instante, por favor.

Caminhei com ela até o monte de cinzas e pó, e pedi a Ela que examinasse, tentasse descobrir a origem daquilo. Em meio às cinzas, havia um patinho. Provavelmente obra de Nathan, conselheiro do chalé de Hecate. Havia ouvido boatos de que ele costumava transformar os inimigos em patinhos de borracha. O ar ao redor do monte de cinzas ainda parecia vibrar e torcer, sob efeitos das diferentes espécies de magia ali lançadas. Ela passou a mão sobre as cinzas, e assoprou-as, vendo-as serem levadas contra o vento. Depois de um tempo, dei-me conta: contra o vento, não a favor dele.

— Hoho. Parece que o amiguinho aqui não apareceu à toa. Foi invocado por alguém.

Ela assoprou com mais força, e as cinzas foram levadas, flutuando, na direção contrária à que soprava a brisa, voltando para a floresta, de onde tinha vindo. O patinho também alçou voo, mas o agarrei no ar, olhando-o com curiosidade, e o coloquei de volta no chão, entre os restos de cinzas. De alguma forma, eu soube naquele momento que a aparição do morto vivo tinha algo a ver com o vulto na floresta. Bem, um sentimento de ansiedade brotou em meu leito. Se havia alguma espécie de necromante dentro dos limites de nosso acampamento, dentro da floresta, invocando mortos... Estaríamos em perigo todos os dias, a qualquer momento. Decidi que falaria com quiron depois das refeições.
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Não foi bem assim. Logo depois que a janta ao redor da fogueira acabou, Roran me puxou pelo ombro em direção às forjas. Aparentemente, a antena fora um sucesso, e eles estariam exibindo sua criação em uma telona lá perto.

Conversa vai, conversa vem, quase todos estavam ali para assistir e se divertir. Os filhos de Hermes conseguiram roubar um estoque dos copos mágicos de Dionísio, que se enchiam com qualquer coisa, e os distribuíram por ali. Quiron tentou nos enviar para a cama, sob o toque de recolher. As harpias também tentaram comer alguns campistas, mas não eram idiotas o suficiente para atacar metade do acampamento que estava ali, munidos de espadas e de sede por canais divinos de desenhos, lutas, filmes de ação e culinária (?). Roran conversava animadamente, sentado no colo de Blaze. Eu achava-os um casal tão legal quanto improvável. Um filho de Hefesto e um filho de Hades. Dahora.

Em determinado momento Alvelin tomou o controle da mão de um irmão e começou a mudar os canais. Ele passou por um canal de desenhos, um canal de dicas de beleza (os filhos de Afrodite berraram de desespero nesta hora), e por fim, um canal de notícias. Quando ele passou por este canal, meu coração quase saiu pela boca.

"... Fugiu do submundo nesta terça feira. O necromante, chamado de Karthus, fora aprisionado cinco décadas atrás no submu..."

Foi tudo o que consegui ouvir antes que ele passasse o canal de novo. Na tela, por um momento, surgira a imagem do mesmo vulto indistinto que eu havia visto na floresta, dando-me a mesma sensação de desconforto que antes. Aparentemente os outros também foram afetados, pois o silêncio se ergueu como uma serpente venenosa entre todos ali. Aos poucos, estremecendo para livrar-se dos calafrios, todos voltaram a conversar. Mas eu me levantei, pedindo lincenca a roran e Blaze, e fui em direção à casa grande.

Entrei sem bater, e não fiquei surpreso ao ouvir os gritos das harpias lá dentro, questionando quiron pela ousadia dos semideuses. A primeira delas se virou em minha direção, e sem pensar duas vezes atacou. Quiron berrou, aterrorizado, mandando-a parar. Afinal, eu estava desarmado. Mas eu, dentre a maioria, era especialmente bom em me virar sem armas.

Girei para um lado,,evitando as garras da monstra, e apliquei um golpe contra sua nuca com a lateral da mão, usando o giro para dar mais força ao golpe. A harpia simplesmente caiu no chão, com os olhos virando nas órbitas.
As outras monstras gritaram enfurecidas. Eram um total de três agora. Já estava me preparando para a batalha, os instintos de filho de Ares assumindo o comando, entrando em Modo de combate instantaneamente, mas não foi preciso mais nada.

— CHEGA!

O chão de madeira rachou sob o golpe de casco de quiron, que ecoou por todo o cômodo. As harpias se encolheram sob suas asas, olhando assustadas para o centauro.
— Saiam. Vão para a floresta. Vocês estão dispensadas de seu serviço de vigia hoje. VÃO.

Apressei-me em me afastar da porta, permanecendo longe das harpias, que pegaram sua companheira desfalecida no chão e saíram, lançando-me olhares de puro ódio. Eu sabia que cedo ou tarde elas viriam atrás de mim. Elas não gostavam de ser contrariadas.

— Foi um bom movimento — falou quiron, suspirando — Mas diga. O que o trás aqui?

Lembrei-me do porque havia ido até ali.
Contei então a quiron sobre o trecho da reportagem que havia visto na TV dos filhos de Hefesto, e também sobre o vulto que havia visto na floresta. Falei a ele que tinha plena certeza de que se tratava da mesma criatura da TV, e que gostaria da permissão dele para ir atrás do tal necromante.
— Karthus... Eu já ouvi falar dele. Não sei muito sobre, não houve muita repercução, mas do que eu me lembro, trata-se de um mortal, que se tornou Sacerdote de Hecate. Um dos mais poderosos seguidores da deusa. Reconhecido como tal, recebeu de sua patrona a semi-imortalidade, como as caçadoras, mas seus estudos das artes negras acabaram por corrompe-lo. Sua natureza nunca foi boa, veja bem. Depois de evocar espíritos e passar mais tempos com os mortos do que com os vivos, ele decidiu que seria melhor se todos os vivos estivessem mortos. Assim, ele poderia controlá-los, como necromante. É um louco. E não deixarei que você vá até a floresta, sozinho, atrás de alguém assim. E não precisa se preocupar, eu vou tomar uma atitude sobre isso. Temos pessoas mais indicadas para ir atrás dele... Daniel. Ou quem sabe Blaze e Hegulos. Os filhos de Hades devem lidar com isso melhor do que os outros.

Com isso, ele me dispensou. Mas não fiquei exatamente conformado com aquilo.

Quando saí da casa grande, olhei em direção à floresta. Tranquila. As árvores balançavam em uma valsa sincronizada com o vento, suas sombras acompanhando seus movimentos suaves. Suspirei e fui em direção ao meu chalé. Mas uma sombra me encobriu, e no momento seguinte me vi jogado de cara no chão, com meus ombros doendo. Uma pena caiu na frente de meu rosto, e entendi que as harpias decidiram se vingar mais cedo do que eu havia previsto.
— VOCÊ! Você vai pagar pelo que fez! E por todos os outros!
Senti um deslocamento de ar e o som de pés sobre a grama quando outra harpia pousou ao meu lado, e percebi que a coisa ia ficar feia se eu não saísse logo dali.

Usando toda a força de um filho de Ares e Atleta de Heracles, empurrei o chão com as mãos, fazendo uma espécie de flexão com a harpia acima de mim. Girei o corpo, forçando-a a soltar meus ombros, e caí de costas no chão. Chutei-a para longe e então joguei as pernas por cima da cabeça, dando uma cambalhota para trás e saltando para longe em seguida.

Três harpias estavam à minha frente. Pareciam hesitantes em avançar, apesar de cheias de ódio. Afinal de contas, haviam visto a facilidade com que eu havia dispensado a sua primeira companheira, mesmo estando desarmado. Mas eu não poderia lidar com as três daquele jeito. Não COMPLETAMENTE desarmado. Eu precisava de... Tempo.
— Vocês são irmãs daquela outra idiota que eu bati? — Perguntei, puxando a manopla do cinto e começando a calça-la na mão direita.

— NÃO FALE DE VIVIANE!

A harpia do meio avançou. A mesma que havia saltado sobre mim, mas ela foi lenta demais. Puxei a borda da manopla, esticando os dedos e encaixando-os dentro dela. Tarde demais para a harpia. Fechei o punho com força, ativando o elemento elétrico na manopla, e avancei em posição de luta, passando direto entre suas garras estendidas e socando-a na cara com toda a força, usando a sua própria velocidade contra ela. A harpia mal teve tempo de gritar, e se desfez em um turbilhão de pó e penas, cercando-me em um tornado nojento de resto-de-monstro.

— U CANT TOUCH THIS!

Com este grito de guerra, avancei contra as outras duas, que berraram enlouquecidas ao ver sua outra companheira virar pó. A primeira saltou sobre mim com as garras em riste. Me joguei e rolei pelo chão, passando por debaixo dela, e ao levantar esquivei para o lado, evitando as garras de sua outra irmã. Agarrei esta pelo mesmo braço que usou para me atacar, segurando-o com a manopla e descarregando uma corrente contínua de eletricidade na harpia, que berrou e caiu de joelhos. Soltei seu braço e a soquei no queixo, usando todo o peso do corpo para dar mais força ao golpe, e como sua outra companheira, ela virou pó.

A que sobrou demonstrou todo o seu intelecto de galinha, voando para mim mesmo após ver suas duas amigas virarem pó. Por um momento tive certo trabalho, desviando de suas garras inferiores enquanto ela se mantinha no ar, planando em minha direção e atacando vorazmente com os pés. Mas achei uma abertura em meio à sua sequência, e consegui desviar de uma pata e socar a outra na junta, paralisando seus nervos com a descarga de eletricidade, e distrai do a harpia por tempo suficiente.
Saltei, agarrando-a pelo pescoço com a mão armada, eletrocutando-a como havia feito com a outra companheira, e segurei-a assim por algum tempo. Por fim, deixei-a cair de joelhos no chão, com a boça espumando, e soquei sua cara, fazendo-a virar pó como as outras, sob o violento golpe de bronze celestial.

Fiquei ali por um tempo, inspirando fundo. Decidi que fora bom aquele ataque repentino. Meus ombros doíam, devido ao primeiro ataque surpresa, mas as garrada maldita harpia não haviam chegado a perfurar a carne. Assim, conclui que estava bem, e fui em direção ao meu chalé, passando por trás de todos que assistiam a uma luta entre dois deuses em uma arena no Olimpo.

Entrei no chalé, pegando a minha lança e calçando as botas de combate. Respirei fundo. Bebi uma água. E sai novamente.

Três minutos depois, eu estava na orla da floresta. Havia passado no refeitório, onde o esqueleto havia sido explodido pelos filhos de hecate. No chão, eu peguei o patinho de borracha em rio aos restos de cinza, soltando-o no ar. Ele voltou a flutuar lentamente na direção da floresta. Guardei-o no bolso e segui para a orla.

Um vento frio assoprava por entre as árvores, bagunçando meus cabelos, sussurrando entre as folhas. As copas ainda balançavam, dançando com suas próprias sombras sob a melodia fúnebre do vento. Sorri. Em algum lugar na floresta, imaginei os mortos dançando à mesma música, sob o regente necromante. Uma valsa de sombras , uma dança de mortos.

Com este pensamento feliz, adentrei a floresta, pegando o patinho no bolso e soltando-o no ar, vendo-o flutuar fantasmagoricamente entre as árvores, seguindo na direção do escuro. Suspirei e calcei minha outra manopla, flexionando os dedos, e segui as cinzas flutuantes que seriam minha guia, sob a tímida luz da lua que conseguia passar pelas copas das árvores e a aura do bronze que brilhava timidamente, guiado por um pato de borracha mágico.

#1

Poseidon

Poseidon
Deus Olimpiano
Deus Olimpiano
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Parte 1 aceita.

Exp: 900
Dracmas: 550


Espero ansiosamente a parte 2 e 3 ^=^

#2

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