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Re: Henry e Dylan // O conde sangrento.

por Dylan C. em Qui 7 Maio 2015 - 9:49

Dylan C.

Dylan C.
Filho(a) de Marte
Filho(a) de Marte
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Toda a tensão que eu sentia pareceu sumir, meus pensamentos se tornaram livres de problemas. Eu me sentia mais relaxado depois do banho e do tratamento médico, mesmo achando que algum filho de Apolo seria muito mais útil que aquele pedaço de pano, mas fazer o que. Logo após me vestir o líder da cidade surge com as roupas que precisamos, e ao pega-las eu murmuro um "Obrigado".

Olho para céu, e percebo que logo seria meio-dia, a hora certa de agir. Me viro para o líder da cidade, e tento ser o mais simpático possível.

-- Senhor, poderia dizer se por aqui existe alguma forja? Precisamos muito de um pouco de prata para concluir nossos objetivos, -- espero a resposta dele, e caso for sim,  falo -- Então, poderia nos levar até lá? Ficaríamos muito gratas.

Acompanho ele para o tal lugar, e ao chegar lá falo com o forjador e pergunto se ele poderia banhar uma de minha katanas em prata e forjasse algumas flechas de prata pro Henry, e caso sim, eu lhe entrego minha katana e mais 10 dracmas. Sei que eles possivelmente não conhecem um dracmas, mas creio que ele deve ter algum valor graças ao seu material.

Depois disso eu vou até o Henry e falo:

-- Então, você já sabe como é o plano, um vou até o castelo conhecer o local e traçar algumas estratégias, enquanto você vai até a floresta em busca de ajuda e de distração. Com os lobos e vampiros batalhando um contra o outro será muito mais fácil roubar o medalhão.

Logo depois ouço o que Henry tem a dizer, e confirmo com a cabeça, essa tatuagem seria muito útil. Depois entrego minha armadura para ele, enquanto explico o motivo.

-- Quero que leve minha armadura, pois seria muito estranho uma simples empregada sair por ai usando uma armadura. Tome muito cuidado com ela, pode ser bem útil no futuro. -- dito isso sigo para o local marcado, mas antes de ir falo -- Alias, boa sorte Henry!

E então vou para o lugar marcado, e enquanto espero a tal caravana eu tomo uma Poção de energia Heroica.


Habilidades de Marte:

Nível 1 - Ambidestria: O herói controla armas com as duas mãos com total habilidade.

Nível 1 - Regeneração de Batalha I: Os heróis regeneram 5 pontos de vida por rodada, quando estão em batalha.

Nível 4 - Filho da Guerra: Em batalha, o filho de Marte dificilmente erra seu movimento, executando quase sempre com sucesso aquilo que nasceu para fazer. (+4 AGI)

Nível 4 - Flexibilidade com Armadura: O filho de Marte, poderá se locomover bem em batalhas, de forma que a armadura não lhe causa algum problema, desconforto ou atrapalhe.

Nível 5 - Comandante de Batalha: Aqueles que lutam a seu lado ganham capacidades extremas. (+5 FOR E AGI PARA OS ALIADOS)

Nível 6 - Instinto de Batalha: O filho de Marte consegue perceber a batalha por um ângulo completo, ciente mesmo dos golpes vindos por suas costas, dando-lhe chance de esquivar-se, defender-se ou mesmo de revidar.

Nível 7 - Fortitude: A Fortitude confere uma flexibilidade e vigor muito além até mesmo da resistência heroica normal. O herói recebe um pouco menos de dano, e atenua os efeitos de venenos muito fracos. (+8 CON)

Nível 8 - Instinto de Guerra: Ao enfrentar um exército de inimigos simultaneamente, o filho de Marte recebe bônus em todas as suas capacidades físicas e psicológicas, aprimorando seus reflexos, velocidade, força e precisão. (+10 EM TODOS OS ATRIBUTO SE ESTIVER NESSAS CONDIÇÕES)

Nível 9 - Potência: Os heróis dotados desta habilidade possuem uma força sobre-humana. A Potência permite que os heróis pulem distâncias tremendas, ergam pesos volumosos e golpeiem oponentes com uma força apavorante. (+8 FOR)

Nível 9 - Adaptador [Intermediário]: O filho de Marte, deverá escolher dentre três de todas as perícias possíveis para o nível [Intermediário]. Permite que as demais perícias sejam treinadas até o nível [Intermediário]. (+10 PONTOS CORRESPONDENTE A PERICIA ESCOLHIDA)

Nível 11 - Guerrear I: Os heróis são os melhores guerreiros no acampamento meio-sangue, sendo mais fortes e rápidos que outros semideuses. (+11 FOR, AGI)


Habilidades de Mercúrio:

Nível 1 - Sem Atrito: O filho de Mercúrio quando usa suas habilidades não sofrerá atrito com o ar.

Nível 1 - Destreza [Inicial]: O herói é mais rápido, ágil e veloz que os demais campistas. (+5 AGI)

Nível 2 - Fôlego: Os filhos de Mercúrio podem fazer exercícios e atividades físicas que não se cansam tão facilmente. (+5 CON)

Nível 5 - Golpe Duplo: O herói pode dar dois golpes em um post, desde que esteja utilizando armas leves (adaga ou espada curta) . (+2 AGI)

Nível 8 – Regeneração acelerada: Por serem tão rápidos, os filhos de Mercúrio têm um metabolismo extremamente acelerado que necessita de muita energia, no caso alimento, para se manter funcionando. Sendo assim, a recuperação do herói é muito mais rápida que a dos outros semideuses, recuperando sempre 20 pontos de vida e energia a cada 5 rodadas, e necessitando de alimento durante narrações mais do que os outros semideuses. O efeito é cancelado durante batalhas

Nível 9 - Esquiva: O Herói tem reflexos e uma habilidade em esquiva muito avançadas. (+3 REF)

#21

Re: Henry e Dylan // O conde sangrento.

por Hera em Qua 20 Maio 2015 - 3:16

Hera

Hera
Deusa Olimpiana
Deusa Olimpiana
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Talvez o filho de Afrodite estivesse tomando a decisão mais arriscada de sua vida, levando em consideração que sua Tatuagem Conciliadora tinha um limite de pessoas para manter a comunicação, mas mesmo assim, fixou seus olhos nos de Dylan e com toda a certeza que poderia ter, falou como um verdadeiro cavaleiro apesar de estar em um corpo feminino.

-- Dylan, nós vamos ter de nos separar. Descobrir o porquê de as duas tribos não lutarem mesmo sendo rivais e fazê-las se destruírem será nosso objetivo. Acho que acima do pingente de Macária, a segurança desse vilarejo é muito importante. Mas preciso te provar que não sou alguém traiçoeiro, então vou usar uma coisa bem importante em você como prova de que somos verdadeiros aliados.

Em um brilho rosa, a tatuagem se formou no antebraço do filho de Marte firmando a conciliação, e os dois guerreiros colocaram sua mente para funcionar. E o pessoal do vilarejo, deu um passo para trás reagindo àquilo. “Bruxaria” Alguns sussurraram, e outros comentaram coisas piores, mas logo o chefe do vilarejo acalmou-os. Afinal, estavam em débito com as duas visitantes.

-- O meu plano é fazer com que conquistemos a confiança dos dois lados. Eu dos lobisomens e você dos vampiros. Os lobos entregaram fácil a forma de mata-los. Prata. Precisamos inclusive conseguir isso. Vou tentar tirar informações sobre o porquê de os dois ainda não terem se enfrentado mesmo sendo rivais e você tenta fazer o mesmo do outro lado. Acho que dois ou três dias serão necessários pra isso. Aproveite para memorizar o máximo que puder dentro do castelo e trace nossas rotas de fuga. Vamos mandar mensagens pela tatuagem uma ou duas vezes por dia para atualizar informações ou no caso de alguma emergência. Se algum efeito colateral surgir, tente usar a tradicional mensagem de Íris.

Henry falou como um verdadeiro filho de Atena, afinal de contas ele realmente era inteligente, diferente dos seus demais. Era um filho de Afrodite único, suas características levantaram sua fama no Acampamento Meio-sangue muito rápido, afinal de contas ele é o único filho da Deusa do Amor, que carrega um diferencial nos olhos... Sede de poder. “Não basta ter sede de algo, é preciso busca-lo. E sua busca começa agora, em uma jornada banhada em desespero e Caos.” Tão gélida quanto o fio de uma lâmina beirando seu pescoço, uma voz sussurrou em sua mente, e seus pensamentos se ergueram para longe, onde essas palavras ecoavam várias e várias vezes em sua mente, quase sem parar e seu cérebro mergulhou em um estado caótico, ficando quase sem funcionar, mas foi acordado pela voz do corpo feminino de Dylan que falava com o chefe da vila.

-- Senhor, poderia dizer se por aqui existe alguma forja? Precisamos muito de um pouco de prata para concluir nossos objetivos.

-- Perdai-nos, senhoritas. Nossa vila vive apenas de serraria e madeiras. Mas tenho isso, que vossa mercê hei de apreciar.

O líder da vila levou a mão até o bolso, e tirou de lá uma faca. Aparentemente bem afiada mas não muito útil para uma batalha. Ou pelo menos uma batalha contra humanos, pois seu brilho refletido no sol da manhã revelava a densa prata que banhava o ferro. Ele entregou-a para Dylan (Decidam vocês dois, quem fica com a adaga).

-- Então, você já sabe como é o plano, um vou até o castelo conhecer o local e traçar algumas estratégias, enquanto você vai até a floresta em busca de ajuda e de distração. Com os lobos e vampiros batalhando um contra o outro será muito mais fácil roubar o medalhão. Quero que leve minha armadura, pois seria muito estranho uma simples empregada sair por ai usando uma armadura. Tome muito cuidado com ela, pode ser bem útil no futuro. Aliás, boa sorte Henry!

O filho de Marte entrega a sua armadura para o filho de Afrodite, e após despedidas, ambos caminham para se distanciar. Estavam alguns metros de distância um do outro, quando um estouro ecoou pelos céus, e nuvens encobriram o sol. E como se o próprio Zeus estivesse se divertindo com seu raio mestre, vários riscos ofuscantes e fantasmagóricos desenharam o céu banhando tudo em cinza, como em um verdadeiro filme de terror. Tiveram alguns momentos de paz naquela vila, embora durassem apenas algumas horas, mas estavam separando-se agora. Dylan ouviu, em meio aos trovões uma voz seca e tão sombria que poderia fazer um filho de Hades tremer sussurrando em sua mente. “Cada alma precisa ser ceifada, e cada vida tem seu ceifador, não foste trazido até aqui a toa, a alma do conde deve ser ceifada por você.” A voz não era nítida, mas gélida, como se as próprias sombras criassem voz e falassem na cabeça do filho de Marte.

No mesmo instante, o caos se reinstalou na cabeça de Henry, e a outra voz tornou a sussurrar a mesma frase de antes, várias e várias vezes, em vários tons diferentes, e a chuva caiu como chumbo enquanto os campistas se distanciavam, cada um ouvindo sua voz, cada um partindo em seu caminho, e quase por instinto olharam para trás encarando um ao outro. E um relâmpago cinzento que pareceu durar uma eternidade, iluminou o vilarejo e ambos sentiram as suas diferenças se exaltarem naquele momento. Grego e romano, Afrodite e Marte... Eram agora companheiros de missão, mas ambas as vozes sussurraram em uníssono, na mente de cada um. “Mate-o”, e cada um seguiu sua estrada, como vampiro e lobisomem.




Dylan foi para o lugar da caravana e encontrou várias garotas lá, aparentemente todas vestindo roupas de empregadas. Eram 11 no total, contando com o filho de Marte, e todas aparentemente esbeltas e com muitos atributos corporais, exceto o próprio romano, que em seu corpo feminino não tinha muitos seios ou outras coisas muito bem avantajadas como Henry, e pela primeira vez sentiu na pele como uma mulher fica ao sentir-se sem valor. O que sem dúvidas é uma sensação estranha. Todas conversavam, animada e educadamente. Exatamente como nos filmes da época exceto que pareciam com garotas normais, rindo sobre garotos e conversando sobre o quão antiquadas eram essas roupas e meio dia em ponto, uma carroça enorme chegou, carregada por 6 cavalos e com um motorista digno de filmes de terror antigos. Ele vestia roupas nobres e negras, semelhantes a um terno, junto de um chapéu que em meio à tempestade e a chuva ocultava quase metade do seu rosto. Todas as garotas silenciaram-se e entraram na carruagem, e Dylan fez o mesmo.

Se seu objetivo era coleta de informações, o momento era agora.




Henry saiu do vilarejo sem dificuldade, e logo entrou na floresta, que em meio a tempestade era um breu completo, salvo pelos relâmpagos que iluminavam aquele mato escuro e frio quase todo instante. De fato, o filho de Afrodite havia escolhido o pior caminho, a lama engolia seus sapatos a cada passo, dificultando a movimentação e quando tirava seus pés da terra molhada eles encharcavam-se mais ainda, tornando os passos pesados e cansativos.

A troca intensa de iluminação, junto com o som pesado da chuva trazia calafrios e dificultava a visão. Era uma troca constante de breu total e luz ofuscante e sombria, seria de fato útil se o sol saísse de trás das nuvens para dar uma forcinha para o grego.

Não demorou muito para o som de rosnados ecoar ao seu redor, e os instintos de Henry apitarem de perigo. Estava na Transilvânia, uma terra de criaturas lendárias e sombrias. Já era hora de inimigos aparecerem, e o que surgiu de trás das árvores era aparentemente tão poderoso quanto qualquer coisa já citada em lendas.

Spoiler:

Behemoth – 250/250 // Tamanho de um pitbull adulto. Parece não enfrentar dificuldades na lama, nem com os flashes do relâmpago.



You keep me under your spell...
#22

Ω Henry Liesdale

Ω Henry Liesdale
Filho(a) de Afrodite
Filho(a) de Afrodite
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Estava na hora de começar a colocar todo o plano traçado em prática e por um fim na missão de Macária. A ousadia daquela deusa em trocar nossos corpos ainda era algo imperdoável. Contudo, fazer com que eu tivesse minha primeira missão externa ao acampamento era algo que me beneficiava, pois fazia tempo que eu requisitava missões àquele centauro idiota e ele recusava dizendo que “o momento não havia chegado”.

Seguindo os planos, Dylan consegue uma adaga de prata ao conversar com o chefe daquela miserável aldeia, que estava impregnada com uma espécie de maldição, onde não existia uma boa morte. Fato que já havíamos comprovado presenciando sérias mutilações. Eu já havia percebido que entrar em combate aqui era uma coisa muito séria, pois ferimentos graves aconteciam com maior facilidade e as mortes... Eram bem mais frequentes em virtude disso.

Peço então para ficar com a adaga de prata. O motivo é mais que óbvio. Se eu estou indo para a toca dos lobisomens, nada mais justo que possuir algo que me permita combate-los. Acho que Dylan já havia entendido isso e espero que ele me permita ficar com a arma.

Depois da conversa e dos planos devidamente traçados, finalmente aconteceu uma coisa que há tempos eu esperava. A manifestação daquela pessoa:

“Não basta ter sede de algo, é preciso busca-lo. E sua busca começa agora, em uma jornada banhada em desespero e Caos.”

De início não tenho nenhuma reação além da surpresa de isso acontecer ali, de forma tão súbita. Mas mesmo assim não demonstro nada além de calma para aqueles que me viam, pois sou um [Dissimulador] profissional. Mas a alegria e satisfação que tomaram conta de meu interior ao ouvir aquelas palavras que se repetiam mais e mais vezes era algo que me deixava satisfeito, alegre e principalmente realizado.


---- Pequeno Flashback ----


Naquele fatídico dia em que meu pai tentava desesperadamente me levar até o Acampamento fomos atacados por uma maldita empousai. O controle do automóvel foi perdido e no acidente causado por isso ele acabou morrendo muito próximo da chegada. Lembro-me de ter sido salvo por um grupo de filhos de Apolo e ter sido escoltado com sucesso até o local. Mas a última palavra do meu velho é que nunca esquecerei: “Sobreviva”.

Os primeiros dias antes da reclamação, onde fiquei alocado no chalé de Hermes foram tranquilos. As pessoas apesar de um pouco estranhas eram receptivas. Mas isso mudou quando a deusa do amor, Afrodite, me reclamara como seu filho naquela cerimônia na fogueira. As mesmas pessoas legais passaram a me encarar com certo desprezo, fui taxado de ser arrogante e prepotente, e principalmente fraco. Nos treinos era motivo de piada por não saber empunhar uma espada ou qualquer outra arma porque não era “capacitado” para isso. Aquilo me encheu de raiva, mas o pior era ver muitos de meus irmãos se encaixarem nesse perfil por serem de fato arrogantes e despreocupados. Eles não ligavam em treinar porque estavam seguros nas fronteiras do acampamento. A SOBREVIVÊNCIA deles se limitava àquele espaço.

Os dias foram passando e sempre que podia estava treinando. Além de uma habilidade nata com chicote, aprendi a lutar com arco e flecha e espadas. Não era algo do estilo profissional, mas já era algum avanço. Mesmo assim, o isolamento dos filhos de Afrodite era algo difícil de se contornar. Nossa verdadeira e principal arma, o Charme era visto como algo traiçoeiro. De fato, era isso mesmo, mas no meu caso, estaria ligado à minha sobrevivência e força. Poder, era disso que eu precisava.

Em certa ocasião descobri que certa deusa concedia seu poder para aqueles que servissem a seus propósitos. Éris, a deusa da discórdia tinha um carisma que se sobressaía aos outros deuses, algo que poderia se equiparar ao dos filhos de Afrodite. Foi aí que percebi que poderia maximizar minhas habilidades e passei a me dedicar tanto no treinamento de armas quanto ao uso do charme, a fim de chamar sua atenção, na expectativa de que ela me notasse... Aparentemente, esse dia havia chegado.


---- Fim do Flashback----


Ao virar para Dylan em nosso breve momento de despedida a expressão “Mate-o” invadiu minha cabeça. Começo a me concentrar e mentalmente tento responder àquela voz, na expectativa de que ela ouça bem minhas palavras

Não há motivo para fazer isso. Ele é um aliado que vai desempenhar um papel de suma importância no plano que estou traçando. Acima de qualquer coisa, sobreviver é minha meta. Mas não se preocupe, uma oferenda caótica lhe aguarda. Aproveite e delicie-se com a sangrenta batalha de Lobisomens e Vampiros que terá meu nome gravado em sua última página, como o verdadeiro articulador desse acontecimento

Uma chuva forte carregada de relâmpagos estava começando a cair. Não era algo normal, foi súbito demais. Os raios que estavam a dificultar minha visão e o grande lamacento que se formava também fazia minha locomoção ficar comprometida. Eu já não me importava com meu visual, pois o charme e carisma de um filho de Afrodite são algo que está presente no sangue, um poder nato, que torna qualquer vaidade desnecessária a nós. Meus maiores poderes não estariam comprometidos e era isso que me tranquilizava.

De repente, rosnados começaram a ecoar no meio da floresta que mais se assemelhava a um breu. Uma criatura diferente do que eu havia visto em toda minha vida surge diante de mim. Eu já havia notado que viajamos ao passado e me pergunto se aquilo era um ancestral dos cães infernais. Talvez seja bobagem ter uma ideia como essa passando em minha cabeça, mas não deixava de ser algo engraçado e também muito importante. Esse seria meu primeiro combate solo com um monstro fora do acampamento. Meu primeiro real teste de sobrevivência.


Aquele animal obviamente me via como seu jantar, mas se ele acha que vou ser facilmente vencido ele está enganado. Eu sabia que não poderia lutar em movimento, logo, espada, adaga e chicote não eram boas opções iniciais. Restava então meu Arco Curto Composto e meu charme.

Pelo modo como aquela coisa me fitava, parecia que não era um problema os clarões frequentes. O chão de lama também parecia ser indiferente considerando aquelas patas horrendas que pareciam se adaptar ao solo.

Com o arco e uma flecha de bronze celestial em mãos, assumo posição de disparo. Aquilo era um animal, mas seria ele irracional? Isso eu precisaria descobrir em meu primeiro movimento. Combinando a [Luxúria] e [Aparência Agradável] que são maximizadas pelo meu [Anel da Rosa] encaro a criatura a fim de saber se ela estaria a contemplar minha beleza inicialmente ou não. [Harmonia Intocável] seria a primeira proteção, que já deveria estar fazendo algum efeito, afinal, ele não me atacou de cara ou de surpresa, o que me leva a concluir isso.

Acabar com isso de uma vez é o que eu preciso fazer. Sem o poder e influência da maldita Macária, a chance de eu morrer ou sofrer danos aumenta muito.’ – Penso ao mesmo tempo em que utilizo meu poder de [Confusão] caso perceba alguma mudança significativa no olhar da criatura, ou seja, se ela estiver sob influência do charme, essa será a cartada que me levará a uma vantagem considerável no caminho para a vitória.

Atiraria a [Flecha Certeira Inicial] na direção da jugular do monstro, antes que qualquer novo clarão venha a ofuscar minha visão. Eu sabia que teria apenas uma chance de fazer isso e as consequências eram óbvias: Ou o monstro morria de uma vez abrindo espaço para eu continuar, ou uma batalha feroz e com tremendas desvantagens me aguardaria. Mas mesmo que esta não morra, um ferimento seria o suficiente para cobrir as desvantagens, creio eu. Espero pelo melhor sempre atento a seus movimentos.

Habilidades Passivas:

Nível 1 - Aparência Agradável: Você tem uma beleza sobrenatural para os padrões de sua era. O Filho de Afrodite tem uma beleza erótica. (+5 CHA)

Nível 2 - Langage de L'amor: Filhos de Afrodite conseguem falar fluentemente o francês, e possuem bônus em suas Habilidades persuasivas quando falam nesta língua. O bônus somente é aplicado se interlocutor compreender francês.

Nível 3 - Luxúria [Inicial]: Você pode despertar o desejo dos outros com apenas um olhar, ou com uma passagem deixando seu perfume no ar. (+5 CHA)

Nível 3 - Perícia com Chicote [Inicial]: Confere nível de perícia [Inicial] para a perícia com chicotes. Permite que o herói treine suas outras perícias até o nível [Inicial]. (+5 AGI)

Nível 4 - Dissimulador: Os Filhos de Afrodite possuem total controle sobre suas emoções e conseguem escondê-las dos demais, tendo maior facilidade para mentir e dissimular seus pensamentos e sentimentos.

Nível 5 - Perícia com Arco e Flechas [Inicial]: Confere nível de [Inicial] para a perícia com arco e flechas. Os Filhos de Afrodite só recebem o nível inicial dessa perícia. Para conseguia os outros níveis, este Campista deverá treinar esta perícia. (+5 MIRA)

Nível 6 - Senhor das Aves: Filhos de Afrodite conseguem se comunicar com aves, e também conseguem obter um grande controle sobre pombos e cisnes (os símbolos de sua mãe).

Nível 7 - Harmonia Intocável: Raramente você irá ser escolhido como alvo de pessoas ou monstros, sua harmonia o protege de ações hostis. (+6 CHA)

Poderes Ativos:


Nível 3 - Flecha Certeira [Inicial]: Uma flecha que tem grandes chances de acertar o alvo. Requer 10 pontos de energia. Para conseguir os outros níveis dessa Habilidade a perícia com arco e flechas deverá ser treinada.

Nível 6 - Confusão: Com esta Habilidade, pode confundir o monstro/humano/semideus através da própria beleza, deixando-o desnorteado, ele esquece o que estava fazendo e para tudo para contemplar a beleza do Filho de Afrodite. O uso desta Habilidade requer 30 pontos de energia.

Observações dos Itens:

Anel da Rosa: Maximiza os poderes relacionados à beleza dos filhos de Afrodite



Última edição por Henry Truesdale em Qui 21 Maio 2015 - 12:10, editado 1 vez(es) (Razão : Colocar destaques em palavras-chave da batalha e interpretação.)

#23

Re: Henry e Dylan // O conde sangrento.

por Dylan C. em Qui 21 Maio 2015 - 15:38

Dylan C.

Dylan C.
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-- Perdai-nos, senhoritas. Nossa vila vive apenas de serraria e madeiras. Mas tenho isso, que vossa mercê hei de apreciar.

Peguei a faca que o homem me ofereceu e em uma breve analise notei que ela era apenas uma faca normal, bem afiada mas não muito útil para uma batalha, pelo menos contra um humano. Olhando bem percebi que ela refletia um brilho diferente quando ao sol, diferente de uma metal comum, mas semelhante a um bem conhecido por mim. Prata, pensei. Vejo que Henry havia me pedido para ficar com a adaga e a entrego sem hesitar, afinal quem iria para a toca dos lobos era ele.

Depois de me despedir de Henry eu caminhava para o lugar destinado. Vários pensamentos invadiam minha mente naquele momento, em especial lembranças. Alegre e dolorosas. Não me importava como eram, só sabia que eram meu passado. Um passado que muito eu tento esquecer, mas é inútil. As memorias sempre invadiam minha mente, me trazendo sentimentos que eu muito temia, mas que aos poucos eu me acostumava a aceitar.

Medo. Tristeza. Raiva. Ódio. Mais principalmente um desejo insaciável de vingança. Eu sempre busquei vingar a morte da minha mãe, e isso me dava determinação para lutar. Para sobreviver. Desde que me descobri um semideus eu havia ficado mais forte, eu havia enfrentado desafios e mais desafios, e aos poucos eu os vencia. Mas isso era pouco, eu precisava de mais poder, o poder para matar aqueles que destruíram minha vida. E parece que eu havia conseguido uma chance de conseguir isso.

O som dos meus passos era abafado pelos sons dos raios que riscavam os céus, e isso me intrigava ainda mais. Uma voz seca e sombria sussurrava em minha mente, e por um momento eu parei. "Cada alma precisa ser ceifada, e cada vida tem seu ceifador, não foste trazido até aqui a toa, a alma do conde deve ser ceifada por você." Eu olhava fixamente para o chão, suspirando. A chuva caia como chumbo contra minhas costas. Cada gota parecia uma bala que feria minha alma. Meu corpo tremia enquanto uma lembrança invadia minha mente, uma memória que me perturbava em todas as noites.

A arma estava apontada para a cabeça de minha mãe, o homem que a segurava olhava friamente para ela, sem demonstrar qualquer sinal de piedade. Ele não hesitou por um segundo antes de apertar o gatilho da arma, antes de matar uma pessoa, e apenas saiu após concluir o serviço. "Um já foi!", foi o que ele sussurrou antes de andar até a saída, mas parou antes de chegar lá e me encarou, seus olhos negros olhavam no fundo da minha alma. "Um dia você poderá ser útil, até lá apenas fique vivo!". Suas palavras ainda hoje me trazem pesadelos a noite.

Eu fiquei ali parado pelo que pareceu um minuto, enquanto falava para mim mesmo. "Seja forte, Dylan, seja forte!". Olhei para trás, para a direção em que Henry ia, e o encarei. Novamente a voz sussurrava em minha mente, mas desta vez era algo diferente. "Mate-o". Um suspiro foi minha única reação. Eu não seria capaz disso, Henry havia se tornado meu aliado, meu companheiro nessa batalha. E eu não iria fazer nada contra ele, apenas, é claro, se ele tentar algo contra mim antes.




Finalmente havia chegado ao lugar da caravana, que no momento estava cheio de outras garotas vestidas de empregadas, e ao contar notei que eram 10 no total, ficando 11 comigo. Eu tinha de admitir, todas elas eram lindas, seus corpos eram esbeltos, diferente do meu, que não tinha muito o que se admirar. Todas conversavam bastante animadas, sobre coisas como garotos e roupas, algo que não me atraiu muito. Eu tinha que achar um jeito de me enturmar com elas, e assim faço. Ando pelo lugar, puxando conversa com o máximo de garotas que conseguir, abusando da minha capacidade de fazer amizades, tentando conhecer sobre cada uma delas, como o nome por exemplo. Falo sobre qualquer coisa com elas, mas se não conseguir bons resultados, fico apenas ouvindo algumas conversas delas.

Por volta do meio dia uma enorme carroça chegou, puxada por 6 belos cavalos, diferente do motorista, que parecia ter saído de um daqueles filmes de terror bem antigos. Ele vestia roupas nobres, que se pareciam muito com um terno, juntamente com um chapéu que ocultava boa parte do seu rosto. Todas as garotas se calaram e entraram na carruagem, e eu apenas as segui, guardando minha Assassin Dagger em um local de fácil alcance.

Enquanto seguíamos para o tal castelo eu aproveito para tentar conseguir mais informações, como alguma informação sobre o tal conde e o castelo, algo que poderia me ajudar muito. E isso seria ainda mais fácil se eu já tivesse conseguido algumas novas amizades.

Amizade: O filho de Mercúrio assim como o seu pai e capaz de fazer amigos em qualquer lugar que vá, ele tem a lábia muito boa e pode vir a conseguir aliança em batalha com outros seres. (+5 CHA)

Charme : O Filho de Mercúrio desenvolve um Charme encantador. (+7 CHA)

#24

Re: Henry e Dylan // O conde sangrento.

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