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[One-Post Livre] Can't Leave Her

por Brendan Silver em Dom 31 Jan 2016 - 15:15

Brendan Silver

Brendan Silver
Filho(a) de Deméter
Filho(a) de Deméter
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Formulário:
Nome da narração: Can't Leave Her(Não posso deixá-la"
Objetivo da narração: Salvar sua vida de um lobo sem matá-lo.
Quantidade de desafios: Início; um. Fim; um.
Quantidade de monstros: Um.
Espécies dos monstros: Lobo e Meio-Lobo/Meio-Humana

Meus olhos ardiam enquanto corria pela floresta, pulando por cima dos galhos e dos montes de neve. Minha respiração estava ofegante e o suor banhava minha testa. Segurei meu escudo com mais força na mão esquerda, apertando o cabo da espada com a outra mão e tentando continuar a corrida para me manter vivo. Bem atrás de mim, os latidos só aumentavam. Podia ouvir o som das quatro patas batendo com um som surdo cada vez mais perto de mim na neve. Meus instintos gritaram, como no dia em que enfrentara uma harpia pela primeira vez, daquela vez só tinha pratos para me defender. Agora era diferente.

Joguei meu corpo na neve a minha frente, girando meu corpo em uma meia lua em pleno ar, ficando de olhos para o céu. Algo que eu não imaginava que poderia fazer, talvez agilidade natural de um semideus. Os músculos de minha perna doíam e o frio em meu pescoço era barrado por meu cachecol, que descia até meu peitoral de couro. Em um movimento de extrema sorte, ao cair no chão, vi o lobo passar reto por cima de mim, abocanhando o próprio ar e cobrindo a luz fraca do sol em minha visão com sua pelagem cinza. Errando uma investida. Suspirei fundo e por um segundo breve emiti um sorriso de satisfação, levantando-me e fitando o monstro com um olhar vazio, com o escudo frente a meu corpo em um gesto de defesa. Só faziam alguns minutos desde que estava nos campos de morangos, apreciando a plantação, quando alguns filhos de Hermes soltaram aquele animal para cima de mim em uma brincadeira, particularmente, sem graça(apesar de não gostar de julgar). Perante um animal e vários semideuses tentando me segurar, corri para o único lugar seguro, a floresta.

Agora, não sabia o que fazer. Se lutava ou continuava fugindo. Não queria batalhar com ele, uma criatura inocente, tão vítima quanto eu daquelas brincadeiras. Não, não poderia feri-lo. Tinha de atrasá-lo até achar uma brecha para fora daquele lugar. Perguntei-me silenciosamente se conseguiria fazê-lo sozinho. Estava no acampamento faziam poucos dias. Tinha participado de aulas de esgrima e exercícios, mas não sabia se conseguiria me defender sem contra-atacar. Bom, essa era a oportunidade perfeita para saber na prática. Brandi minha espada em ameaça com um arco horizontal a minha frente, tentando fazê-lo voltar passos. Um gesto um tanto desajeitado. O animal grunhiu e se preparou para saltar em minha direção, vendo a inexperiência que me cobria, aparentemente ele não se importava em ser ferido, sua coragem era admirável apesar de não saudável para mim nas circunstâncias atuais. Recuei a lâmina e saltei para o lado, jogando meu escudo em direção ao seu corpo, tentando não me deixar ser ferido, procurando jogá-lo para o lado. O lobo bateu seu rosto contra a madeira e caiu na neve quando joguei-o para o lado, recuando alguns passos em direção a uma árvore, dolorido com o sua própria força. Senti uma pontada de dó e culpa ao mesmo tempo em meu coração quando vi o que tinha feito. Não havia feito-o sangrar, mas fora tão pior quanto. Havia o ferido, e não me importava se fosse ou não auto-defesa. Estava dando meu máximo para não machucá-lo, mas sabia que não conseguiria. Precisava correr.

Bati minha espada contra a madeira, como tinha visto alguns filhos de Ares fazerem para provocar seus oponentes, tentando fazê-lo vir em minha direção. Se eu conseguisse driblá-lo novamente, talvez tivesse espaço para uma fuga. Talvez pudesse correr para o chalé de Hécate e chamar alguém para dominar o lobo. Talvez pudesse salvar tanto a minha vida quanto a vida do animal.

Decididamente, a provocação havia dado certo. O monstro grunhiu e avançou em minha direção em uma velocidade espantosa, talvez só exagero meu por não estar acostumado ainda. Girei para o lado vendo o vulto passar direto por mim, o vento gélido de seu corpo colidir com o vento ao meu redor, sabendo que ele havia acabado na neve atrás de mim e notando que o espaço estava livre para meu avanço. Sentia que meus planos estavam dando certo. Sentia a esperança invadir meu corpo, coisa que não acontecia a muito, muito tempo. Comecei então a correr. A cada passo refletindo, olhando para as árvores e dialogando com elas por meio de frases rápidas, logo percebendo que aquele não era o lugar que havia vindo, não estava indo para o acampamento e sim saindo dele. Foi aí que o caos invadiu a floresta. Tudo começou a ficar confuso, como se todos os fatores se invertessem.

O dia virou noite. Os ventos começaram a ficar mais fortes, o suficiente para me arrastar um pouco na neve. As cores do lugar tremeluziram, invertendo-se de verde para azul e de preto para branco. As árvores em uníssono começaram a gritar em minha mente, uma única palavra. "MORTE. MORTE. MORTE." Me ajoelhei com a cabeça explodindo. Gritando para que parassem. Não aguentava mais, meu subconsciente contava os segundos da confusão, esperando que no próximo tudo aquilo não passasse de um pesadelo. Cinco... Dez... Vinte. E então tudo voltou ao normal

Em um piscar de olhos me vi sentado na neve, com o silêncio reinando. As árvores quietas novamente, o céu azul claro indicando que a manhã ainda estava no auge. Estava eu ficando louco? Meus ouvidos me indicaram um som surdo bem atrás de mim, patas batendo na neve. Só tive tempo de engolir em seco e começar a gritar com a dor. Meus sentidos rugiram. Meu braço esquerdo ardeu insanamente, fazendo o escudo cair no chão. Meu outro membro então começou a se mover enquanto meus berros mudaram para um "NÃO" profundo, como se tentasse parar a mim mesmo. Tarde demais. Quando olhei para trás minha lâmina se projetava na cabeça do lobo, que só teve tempo de largar meu braço antes de desabar na neve. Morto. As lágrimas invadiram meu rosto, o soluço veio quase que instantaneamente. Segurei-o nos braços enquanto chorava, molhando levemente o seu pelo. Ajoelhado na neve vi seu sangue descer pelo outro lado da cabeça, manchando a neve. Ele fora o primeiro a morrer pela minha espada como filho de Deméter. O primeiro a ser vítima de meus erros. Levantei-me ainda segurando-o com as lágrimas caindo. Tinha de tirá-lo dali, embora meu corpo inteiro gritasse para deitar-me na neve e chorar, tinha de levá-lo. Virei-me para uma das árvores tentando conter a emoção.

"Para onde fica o acampamento?" -

[...]

Não acreditava que havia percorrido toda essa distância. Já estava andando fazia quanto tempo? 30 minutos? Uma hora? Não fazia ideia. Havia coberto o ferimento no braço com algumas plantas, estancando um pouco o sangramento, diminuindo um pouco o ardor. Talvez uma erva encontrada na floresta. A espada pendia em minha cintura enquanto segurava o escudo com a mão direita, tentando repousar o outro membro que estava danificado. A cor de vermelha já via a tona no centro da folha, levando-me a refletir que tinha de ir logo se quisesse que aquilo não piorasse. O corpo do lobo já começava a feder, mas não iria largá-lo. Não podia. De repente o silêncio da floresta foi quebrado, as árvores começaram a falar em minha mente novamente. Aquela mesma palavra destruidora. Com a mesma força e intensidade. Agachei-me com um gemido, colocando o corpo do animal deitado na neve, próximo a mim. Pondo-me em posição defensiva com os joelhos dobrados, o pouco que havia aprendido de algumas aulas e poucas horas com meu irmão Newt. Sentia o perigo se aproximar, desta vez estava mais próximo. O ar começou a se moldar metros a minha frente, com figuras roxas tremeluzentes nas quais conseguia identificar. Os filhos de Hermes que havia libertado o lobo olhavam para mim, com capas roxas acima de seus cabelos, somente com os rostos a mostra.

- Isso não tem GRAÇA - Gritei para eles. O ódio pulsava em minhas veias e ao mesmo tempo sentia um impulso dentro do meu corpo, acalmando a mim mesmo. Como se minha mãe dissesse que estava tudo bem, que a raiva não me levaria a nada. A pele dos encapuzados tremeu, como se fossem robôs sofrendo um curto-circuito. Sua carne virou osso por alguns segundos e comecei a pensar que eles fossem miragens, que realmente estava ficando louco. Suas mãos estenderam-se em minha direção, para o corpo caído no solo ao meu lado. A figura do animal também começou a tremeluzir, assim como a pele dos filhos de Hermes, ajoelhei-me junto a ele tentando ver o que acontecia com ele.  Segurando seu rosto ignorando a dor do braço esquerdo e falando para que eles parassem. Não queria que o machucassem, não me perdoaria. De repente me vi ao lado de uma garota, seminua, com couro de lobo amarrado em um sutiã e uma calcinha cobrindo suas partes íntimas. Sua pele era morena e seus cabelos de um loiro mesclado com um castanho. Seus olhos abriram-se com um sufoco vindo de sua boca, a cor azul de sua íris deixou-me inquieto, fazendo-me recuar um pouco na neve. Era de um azul celestial, brilhoso demais para ser humano. Ela então rugiu para mim, como se lembrasse que eu havia a matado, com seus caninos reluzindo. Era o lobo. O lobo que carregara nos braços.

- O que são vocês? -
Perguntei virando-me para os encapuzados, que desapareceram da mesma forma que se projetaram, desta vez com uma espiral de vento sugando seu corpo. Jurei mentalmente que iria encontrá-los. Me virei para a lobo a tempo de vê-la fincar sua mão em minha coxa e me fazendo soltar um "AH" de dor. Algo afiado havia penetrado minha pele, grande demais para ser suas unhas. Em instinto, bati meu escudo em seu cotovelo, fazendo-a grunhir e recuar sob quatro patas. Soltando meu corpo e me dando um novo ferimento a se cuidar. Ela me olhava com ódio, um profundo ódio, seus dedos portavam lâminas grandes e afiadas, como garras, mas seu corpo ainda permanecia humano. Era como se ela fosse metade lobo. Como um lobisomem. A garota saltou em minha direção e em um gesto de desespero tentei acertá-la, cortando o ar e sentindo a perna dela chutar minha cabeça. As costas do meu peitoral bateram no solo de neve, na raiz de uma árvore. Foi aí que comecei a pensar no poder das minhas origens. Era filho de Deméter, tinha afinidade com plantas. Podia conversar com elas, talvez isso pudesse me ajudar. Recuei para trás da raiz, sentindo-me ser atingido novamente com um chute na canela, grunhindo mais e mais. Estava sendo derrotado, a vitória se afastava cada vez mais.

Fechei meus olhos e o tempo de repente parou, ouvi sussurros agradáveis da árvore ao meu lado, uma contagem regressiva. Entendi a mensagem e estendi minha mão, começando a me concentrar. Reunindo toda a minha força de vontade. 3...2...1. Pedi para que o galho se movesse e vi que ele havia respondido, não, não que ele estivesse me prestando um favor. Sentia-me diferente, senti que podia controlá-lo. Abri meus olhos e vi que a loba estava caindo em minha direção, o galho estava mais próximo, como se tivesse se movido para fazê-la tropeçar. Havia realmente funcionado. Minha mão se moveu sozinha, em um agachamento e um impulso para me levantar bati a madeira de escudo em sua cabeça. A garota caiu do meu lado, inconsciente, nos galhos maiores da mesma árvore que havia me ajudado. Respirei fundo examinando minha perna, e meus braços, os sangramentos haviam piorado. Minha calça estava manchada e rasgada, a erva já não surtia mais efeito. Mas não iria desistir dela, não podia. Agachei-me segurando-a nos braços e recomeçando a caminhada. Dando um rápido agradecimento para a floresta. Além da garota, carregava comigo a esperança. A esperança de sobreviver a essa confusão. Se tivesse de enfrentar o mundo inteiro, não me importava. Iria protegê-la, afinal, não podia deixá-la aqui sozinha.

#1

Re: [One-Post Livre] Can't Leave Her

por Poseidon em Seg 1 Fev 2016 - 13:38

Poseidon

Poseidon
Deus Olimpiano
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Aceito!

Achei a história interessante, espero continuação.

Exp: 500
Dracmas: 300.


ATT

#2

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