Herois do Olimpo RPG

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Re: Ferro, Fogo, Fúria - A Lua de Jade

por Hades em Sab 23 Abr 2016 - 20:25

Hades

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Ruan sorri e acena. O macaquinho dá um passo à frente e as portas se abrem sozinhas, permitindo a passagem do trio. O principe do lugar segue na frente, seguido por seus dois companheiros.

Nos primeiros segundos, Criptoniano absorve o lugar. Alto. Um telhado com mais de 6 metros de altura, um átrio com mais de 50m². O chão de mármore branco tão polido que parecia um espelho, um telhado verde como jade. Colunas de 1m de diâmetro feitas de puro ouro. E do outro lado, sentado em um trono majestoso, estava o rei.

Spoiler:

O rei observa os garotos se aproximarem, encostado confortavelmente em seu trono, apoiando o queixo sobre uma mão. O ar parecia ficar mais pesado a cada passo que eles davam na direção do senhor daquele lugar, e Criptoniano percebia cada vez mais que a aura daquela criatura era tão grandiosa quanto a de qualquer deus do Olimpo. Um diadema de luz englobava sua cabeça, igual ao de Ruan. Este, porém, era dourado. Ao lado do trono, estava um velho conhecido de Criptoniano: son Jin, em sua forma humana, sorrindo para ele com serenidade, o que, por algum motivo, deixou o filho de Ares feliz.

son Ruan caminhou até estar a 4 metros do trono, onde se ajoelhou e tocou o peito com o punho direito.

Pai. Meu Rei. Estou em casa.

O outro macaquinho fez o mesmo, um pouco atrás de Ruan e Cripto, antes que pudesse perceber, também tinha um joelho no chão, embora continuasse olhando para o Rei. Graças a isso, pôde ver enquanto o homem (macaco?) suspirava, fechando os olhos, e agarrava o bastão encostado ao lado do trono. O rei ergueu o bastão e o desceu no ar. A arma se esticou até ter 5 metros, e bateu com ruído na cabeça de Ruan.

A-Ai!

Criptoniano ficou surpreso com a porrada repentina. Cogitou falar algo, mas desistiu quando o Rei se levantou, exibindo seus 2 metros de altura em sua forma semi-humana, e caminhou calmamente na direção deles, descendo as escadas que levavam ao trono. Embora seus passos fossem suaves e não produzissem som algum, Criptoniano conseguia sentir uma vibração no chão passando por ele a cada vez que o rei tocava o chão. Como se tivesse tanta energia em si que liberasse uma carga dela no solo a cada passo.

-- Você foi sumiu. Fugiu para o mundo humano sozinho. Foi sequestrado. Não me contatou durante meses. E quando Jin voltou, foi apenas com a mensagem de que você ficaria por lá. Não veio me ver. Deixou a mim e ao reino preocupados.

Diferentemente dos outros dois, o rei falava com sua boca. Sua voz entrava nos ouvidos de Criptoniano como água, e reverbavam dentro de sua cabeça. Profunda, como se fosse uma caverna falando.

-- Son Ruan Etrama di Raizel -- A esta altura o rei estava parado, imponente, diante de Ruan, olhando de cima para baixo -- O que no mundo justifica suas atitudes?

Criptoniano sentiu uma gota de suor descer por entre seus cabelos. Ele não estava com medo. Ou estava? Achava que não. Mas estava, sem dúvidas, tenso. Tenso por Ruan, especialmente. A presença do rei parecia puxá-lo em todas as direções, como se estivesse em um campo de buracos negros no meio do universo.

Por um minuto, todos permaneceram em silêncio. Era quase possível ouvir os batimentos um do outro ali. O rei permaneceu imóvel diante do filho, até que este inspirou profundamente, olhos fechados. Ruan levantou-se.

-- Não tenho nenhuma justificativa para o que fiz. Fiz porque quis. Porque passar dia após dia em meu quarto aprendendo a ser uma princesa não é vida para mim. Porque eu quero aprender coisas que não sei. Quero ver mares de fogo. Quero ver as Montanhas de Ouro do Oeste. Quero ver as maiores florestas com as maiores árvores. Quero ver pessoas. Quero aprender línguas. Quero lutar. Porque um dia eu serei Rei, e quando este dia chegar, eu quero saber mais do que a droga da etiqueta real.

Era a primeira vez que Cripto ouvia a voz de Ruan com seus ouvidos. Sequer sabia que o macaquinho podia, de fato, falar.

son Ruan encarou o pai. Seus olhos, de um dourado escuro, não vacilaram contra as pedras de jade que cintilavam nas órbitas do Rei.

-- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

Para a surpresa de todos, o rei soltou a gargalhada mais alta e estrondosa que se podia ouvir. Riu por dois minutos inteiros até controlar seu acesso, e enxugou uma lágrima dos olhos com os dedos.

-- Ah, meu filho. É bom tê-lo de volta em casa.

son Goku puxou Ruan e o abraçou com força. O pequeno macaco retribuiu o gesto do pai, envolvendo-o com seus braços, e a tensão se desfez no ar.

-- Mas -- Disse o rei, agarrando a cabeça de Ruan -- Nunca mais suma sem avisar.

O rei então jogou o filho como uma boneca de pano na direção de Jin que, de olhos arregalados, saltou para agarrar o príncipe aturdido no ar.

-- Leve-o para tomar um banho! Está com cheiro de suor! E vocÊ... -- Disse o rei, virando-se para o surpreso Criptoniano -- Deve ser son Kal. O garoto de Ares que salvou o rabo fedido daqueles dois, hã?

A tensão sobre ombros de Cripto se desfaz, e o garoto se levanta, apresentando-se.

-- Sou Kal, Portador da Alvorada, Campeão de Hera, Con-

-- Bla, bla, bla. Você é família -- O Rei puxou Criptoniano, envolvendo seus ombros com um braço peludo -- Você salvou não só o meu melhor amigo e guardião, como também o meu filho. Sê bem-vindo a meu reino.

O rei fala com suavidade, piscando com gentileza.

-- Erias! Bom trabalho. Seus cabelos estão meio espetados. Foi atingido por um raio? HAHAHAHA.

A personalidade alegre do rei surpreende Criptoniano. Erias acena com força, sem jeito diante do rei, que lhe dá tapinhas nas costas.

-- Leve son Kal para os aposentos de Ruan. À noite nós teremos o que conversar.

Assim, Eriase Cripto partem atrás de Jin e ruan, que estava deitado em seus ombros como um saco de batata.







Ω Lord of the Underworld Ω
#21

λ Criptoniano

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Cheguei no final do castelo e encontrei o ápice dos macacos em forma de Rei.
Já estive na frente de deuses, e a aura que esse rei irradiava, era semelhante à de todos.

Antes mesmo de eu perceber, estava de joelhos, esperando ser eliminado pelo simples fato de estar ali presente no salão.

pof


Cara. Que porrada engraçada. Me seguro para não dar risada ali no salão mesmo com toda aquela energia flutuando livre pelos ares.
Então Ruan começa a falar, e eu lhe desejo sorte mentalmente.

A tensão na sala é quebrada pela risada gigantemente ampliada do rei macaco. Ela se estende por 2 minutos... EU NUNCA RI TANTO SEGUIDAMENTE, QUE REI ESTRANHO.

O show de bizarrices continuava. Que tipo de pai arremessa o filho desse jeito?

O rei se dirige a mim e eu começo a me apresentar, um pouco nervoso, mas seria uma boa apresentação com todos os meus titulos... Até que o rei me corta e diz que sou da família. Beleza então né.

Gostei do rei.

Vou para os aposentos de Son Ruan, pensando que da última vez que eu encontrei uma entidade tão poderosa, ela meteu um papo estranho de acabar com o mundo.



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#22

Re: Ferro, Fogo, Fúria - A Lua de Jade

por Hades em Dom 24 Abr 2016 - 0:06

Hades

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Bla bla bla.

Semideus e macacos caminham até os aposentos do principe, onde Jin deixa Ruan.

O macaquinho entra em seu quarto, empurrando as grandes portas de metal, e ostenta uma grande cama, uma academia particular, brinquedos estranhos e macaquinhas sexys uma linda vista para o exterior do palácio.

Ele vai até uma parede que se abre em um guarda-roupas, e retira de lá roupas de macaco, as quais entrega ao cripto.

Vamos. Realmente, acho que precisamos de um banho. As fontes ficam lá em baixo. Há tempos não vou até lá... Erias, virá conosco?

O outro macaquinho balança a cabeça.

Tenho de me juntar a meu pai. Ele precisa de mim.

ele se despede de ambos, principe e semideus, com uma reverência, e sai do quarto do principe silenciosamente.

Me desculpe por te arrastar nessa confusão -- Fala Ruan, quando ficam a sós -- Meu pai não me chamaria aqui se algo sério não estivesse acontecendo. Ele tem aquele jeito tranquilo, mas... Algo deve estar errado.

Ruan suspira e sai do quarto, acompanhado de Cripo.

Eles caminham pelo palácio, tomam seu banho nas termas, se vestem e sobem novamente. Ruan apresenta lugares e amigos de infância a criptoniano. Explica um pouco sobre sua cultura, costumes, crenças. Conta sobre um pouco de sua infância, e como costumava brincar nas árvores.

Enfim, a noite chega. Ruan se veste em seu quarto, adornado em ouro. O diadema de luz permanece tremeluzindo em sua cabeça. Criptoniano também fora arrumado, e trajava roupas de tecidos negros, vermelhos e dourados. Até seu cabelo havia sido arrumado.

Foram juntos para o Grande Salão do palácio. Macaco pra todo lado; alguns cumprimentavam Criptoniano. Outros o olhavam feio. "Humano", ele os ouvia pensar com desprezo. "Kal!", gritavam felizes as crianças a quem Ruan o havia apresentado. Por fim, Ruan sentou-se ao lado do Rei na grande mesa de mármore, e instruiu Cripto a sentar-se ao seu lado. Dali, ele conseguia ver quase todos da mesa. Macacos, macacas, jovens e anciãos. Todos olhavam na sua direção; ou quase. Olhavam para o rei ao seu lado. Ele conseguia sentir sua felicidade e surpresa ao verem o prícipe de novo, e também a admiração pelo rei. Mas misturado ali havia a curiosidade sobre sua presença e, ele percebeu, certo temor.

O Rei levantou-se, e o silêncio reinou no salão.

-- Meu povo. Povo de Yu Yang. Sejam bem-vindos a minha casa, e a meu coração.

O rei toca os lábios com o dedão e pressiona o peito, seguido por todos na mesa. Cripto decide que é sábio fazer o mesmo.

-- Chamo-os hje aqui por dois motivos. Um, para celebrarmos. Outro, para pevení-los... Mas isto ficará para depois! Esta noite, devemos beber! Devemos beber à volta de seu príncipe, meu filho, son Ruan!

Ruan levantou-se, parecendo levemente sem graça. Sorriu e curvou-se para seu povo, que retribuiu com gritos e vivas. Seus olhos brilhavam de animação.

-- E gostaria de apresentar-lhes também aquele que salvou a vida de seu Guardião, son Jin, e de meu filho. Aquele que o protegeu da morte, e lhe ensinou a sobreviver; son Kal. Filho de Ares, Herdeiro da Luz. Um semideus a quem devemos mais do que poderemos pagar.

Os macaquinhos olham para Criptoniano, surpresos, e aplaudem e batem seus copos em saudação.







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#23

λ Criptoniano

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A tarde foi legal. Ruan me apresentou para todo mundo os deixando apreensivos ou felizes. Eu realmente gostei dos macacos crianças, que pareciam ser engraçadinhos. Quanto aos macacos com temor de mim, apenas ignorei. Talvez um dia eles tivessem motivos para me ovacionar.

Então a noite chegou e me arrumaram... Até demais.

Eu estava todo engomado. O suficiente para arrancar risadas do chalé de Ares inteiro.
Assim que terminam de me vestir, me olho no espelho e vejo aquele penteado para trás me deixando com cara de algum filho de Atena por aí. Rapidamente bagunço meu cabelo, dando aquele charme despreocupado e sigo Son Ruan, para o banquete real.

Lá, o Rei atraia olhares e chamava a atenção de todos, mesmo sem falar nada. Assim que ele abriu a boca para falar, percebi a atenção que todos lhe davam... Ele era um bom líder aparentemente.

'-- E gostaria de apresentar-lhes também aquele que salvou a vida de seu Guardião, son Jin, e de meu filho. Aquele que o protegeu da morte, e lhe ensinou a sobreviver; son Kal. Filho de Ares, Herdeiro da Luz. Um semideus a quem devemos mais do que poderemos pagar. '

Essa frase me pega de surpresa enquanto eu tomava um líquido estranho de um copo. Termino de beber e ergo o copo para cima, fazendo um aceno com a cabeça para baixo.

Mas essa era a boa noticia. Aparentemente o rei queria dar um aviso no final do banquete, o que me interessava bastante.



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#24

Re: Ferro, Fogo, Fúria - A Lua de Jade

por Hades em Seg 25 Abr 2016 - 15:24

Hades

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Os vivas se dobram quando Criptoniano ergue sua taça. O rei aguarda o silencio novamente, parecendo satisfeito.

-- Agora, a todos uma boa ceia!




O jantar segue alegremente. Macaquinhos se penduravam do telhado por fios de ouro, pegando pratos e fazendo-os circular pela mesa gigante, de forma que todos tivessem acesso a toda a comida. Todos comeram alegremente. Cripto conversava com Ruan, o rei, Erias e outros guerreiros-macacos que sentavam-se nas proximidades, animados por saber como lutam os humanos, e como conseguem se equilibrar em um galho sem um rabo.

A conversa segue. Todos bebem, comem, riem. Quando estavam satisfeitos, de comida e risos, o rei levantou-se mais uma vez. O silêncio, novamente, reinou no recinto. Todos encararam seu líder, sérios.

-- Há muito tempo -- Começou o rei -- mais do que muitos conseguem lembrar, nós vivíamos em paz com um outro povo. Os descendentes de Shen Long, os dragões.

A esta altura, a concentração era quase visível no ar.

De repente, imagens cruzaram a cabeça de criptoniano.

Um Homem-macaco se equilibrava na cabeça de um dragão jade de longos bigodes dourados que, mesmo sem asas, voava pelos céus. O macaco sorria e, embora suas feições permanecessem neutras, Criptoniano conseguia sentir a felicidade emanando do dragão.

Criptoniano percebia que aquilo a quem os macacos se referiam como dragões eram, na verdade, os temíveis Drakons.

-- Shen Long, o primeiro Dragão, foi companheiro de vida e de presas de nosso lorde supremo, son Wukong. Ambos viveram uma longa vida, e nosso povo sempre dividiu estas terras com felicidade, nos tempos em que toda Yu Yang era apenas uma grande montanha flutuando nos céus.

Criptoniano se viu em cima de um dragão branco, rodeando o enorme bloco de terra que um dia fora aquele reino. Florestas e mares circulavam a montanha flutuante, ignorando toda e qualquer lei da física no universo. Dragões voavam e macacos se equilibravam em suas costas com clara satisfação.

-- Mas estes tempos findaram, quando o filho de son Wukong, son Vegeta, decidiu que reinaria sobre todos, macacos e dragões. Seu pai reprovou-lhe, aconselhou-o de que há séculos vivemos sob o reinado de dois reis, um de cada raça, mas o jovem Vegeta acreditava que era superior aos dragões.

Criptoniano viu o mesmo macaco que vira sob a cabeça do Dragão Jade, e ao seu lado um macaco menor, se pelos de um cinza escuro, quase negro. Ambos se encaravam; Wukong, com temor. O outro, com raiva.


-- O filho de nosso Imperador, então, aguardou uma oportunidade, e desafiou o rei dos dragões, justo quando este estava velho e doente. Embora os dragões tivessem uma vida longa, não eram plenamente imortais; tal como nós. Seu pai já não tinha o poder para pará-lo, uma vez que seus pelos marrons ja eram brancos da velhice, e assim, o filho de Shen Long lutou em nome de seu pai.

Criptoniano oubservou enquanto os príncipes de cada raça se encaravam. O dragão branco e o macaco negro. A chuva caía, e raios estouravam no céu. O dragão rugiu. O macaco, de repente, dividiu-se em três. E a luta foi bela e temível. O primeiro macaco fora engolido pelo dragão. Não era o verdadeiro.

O segundo pereceu sob a cauda da serpente gigante. Também não era aquele.

O terceiro desintegrou-se diante de uma coluna de chamas brancas.

Até os céus se silenciaram. Havia tristeza na face de Wukong, e vitória nas escamas do dragão branco. Mas a vitporia ruiu ao olhar para seu pai, que assistia a batalha de longe. O corpo tombado do dragão ancião jazia no chão e, sobre ele, ria son Vegeta.


-- Repudiado por seus truques perversos, Vegeta fora expulso de nossas terras por macacos e dragões, e rumou ao sul jurando vingança. E ressentido pela traição, Sun Albus, o herdeiro de Shen Long, levou seu povo para outras terras, ao Leste, onde mesmo agora não somos capazes de alcançá-los. E eu, como filho mais novo e único herdeiro de Wukong, assumi o trono em sua morte.

O rei ergueu a cabeça para o telhado. Criptoniano ficou surpreso em ver o céu dali. Ou quase; Os ladrilho se moviam em uma mistura de verde e negro, permitindo-o ver as estrelas, a enorme lua verde e as nuvens.

-- Temos vivido épocas de tranquilidade e paz, meus amigos. Temos tido comida, terras e compaixão. Mas me entristeço em dizer que estes tempos estão prestes a encontrar seu fim.

O céu enegreceu-se, e a lua transformou-se em um dragão enrolado, que serpeou pelo teto de ladrilhos. Na cabeça, um adorno dourado brilhava.

O dragão voltou a enrolar-se na lua e voltou ao normal.

-- Son Vegeta conseguiu o que queria. Tomou o povo do Leste, e controla seu trono tendo o rei como refém. E, meus irmãos, nós sabemos que somos o próximo alvo do Negro. E tendo o reino do leste sob seu poder, a batalha que virá será árdua. Eu peço a todos que não saiam do reino. Não viajem para longe. Andem junto. E preparem-se. Pois não cairemos sem luta.

O rei ergue seu copo, e os demais fazem o mesmo. Não houve gritos. Não houve brados de guerra. Não houve aplausos. Todos lamentavam as razões daquela batalha e, diferentemente do normal, não travariam aquela guerra por honra. Travariam-na por perdão. son Vegeta precisaria ser derrotado e, infelizmente para todos, dragões sofreriam até que aquilo fosse possível. Os macacos conheciam o orgulho do povo do leste, e sabiam que lutariam até o fim pela vida de seu rei. Bem como eles fariam, caso a situação se invertesse.

Sentindo a força no olhar daquele povo, Criptoniano sentiu-se quase pequeno.







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#25

λ Criptoniano

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Escuto a magnifica história de Son Goku sem alterar meu semblante.
Me perco em pensamentos. Eu estava em outro planeta sem dúvidas. Os dois sóis evidenciavam isso, e eu quase não conseguia sentir influência grega ali no salão.

O universo era realmente fantástico. Quantas culturas será que existem por ai? Agora eu estava em um planeta de Drakons e macacos guerreiros, quem sabe quantos mundos paralelos como esse existem?
Quem sabe.. O universo era infinito, e aparentemente apenas eu sabia da guerra que prometia acabar com ele inteiro.

O discurso de Son Goku termina comigo raciocinando a mil por hora. Eu sentia que precisava ser o herói desse povo, afinal eles tinham me recebido tão bem... Digo, lógico que eu salvei o príncipe deles, mas ainda assim eu sentia que podia fazer mais.

Eu queria fazer algo a mais, eu queria pôr um fim naquilo.
E antes de mais nada, eu queria seguir meus princípios, eu queria guerra.

'Son Ruan, possivelmente farei a pior cagada da minha vida. Preciso saber se você está comigo na minha decisão.'
Conto todo o meu plano para o macaco.
Espero Ruan assentir com a cabeça e me levanto, subindo na mesa para que todos pudessem me ver.

'Amigos guerreiros. Vejo o impasse que vocês estão, com toda essa guerra chegando e a raiva de Son Vegeta. O ódio dele combinado com a força dos dragões serão adversários implacáveis na batalha, e eu gostaria que vocês soubessem, que mesmo eu não fazendo parte de seu povo, lutarei com afinco para trazer sabedoria novamente para Sun Albus. E garantirei derrotar Son Vegeta no caminho, caso o encontre.'

Dou um momento para processarem a informação e olho diretamente para os olhos de Son Goku, dizendo telepaticamente: 'Se eu sair daqui agora, com Ruan e Erias, consigo ir até as terras distantes do Leste, para tentar nos infiltrar no reino dos Drakons e entrar no palácio, subjugando Vegeta. Para isso preciso que vocês criem uma distração aqui, para chamar a atenção deles.'

Então termino, falando novamente para todos os macacos ali presentes: 'Posso ser novo para os padrões de vocês, e até mesmo um estrangeiro. Mas antes de tudo isso, sou filho da guerra. E disso, eu entendo bem.'

Me sento novamente na cadeira, esperando o contato de Son Goku.




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#26

Re: Ferro, Fogo, Fúria - A Lua de Jade

por Hades em Seg 25 Abr 2016 - 20:02

Hades

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Criptoniano ouve toda a historia em silêncio. Ao fim, o semieus tem sua conversa com Ruan, que lhe responde apenas: Boa sorte.

Criptoniano se levanta e se pronuncia. Todos o encaram. Alguns macacos sorriem às suas palavras, outros apenas franzem as sobrancelhas. O rei parece satisfeito e, à medida que Criptoniano fala em sua mente, começa a rir.

Ruan me disse que você certamente ficaria e lutaria a nosso lado, mas não imaginei que fosse tão precipitado, jovem. Sabe, vocês falam coisas engraçadas.

Diga-me, humano

A voz grave e profunda se pronuncia na cabeça de Criptoniano. Ele olha para o lado e consegue identificar a quem pertencia. Um homem-macaco grande e musculoso se levanta. Suas feições são neutras, e os demais o olham com respeito.

O quê neste universo lhe dá o delírio de, um dia, subjugar son Vegeta?

O macaco o encara duramente. Está clara a insatisfação dele com as palavras de Criptoniano.

O rei suspira.

Este é sun Rog. Ele é o--

Ruan começa a falar, mas é interrompido.

Rog. Talvez não seja a hora -- Fala son Jin, do lado do Rei.

Não -- Rebate Rog -- é exatamente a hora. Serei sempre grato a este humano por ter salvo a sua vida. E a de nosso príncipe. Mas, ele o mantém em suas terras, longe de nós, e além de desejar interferir em nossos assuntos, ainda subestima nossa raça! Vegeta é o pior tipo de verme. Mas ainda é um símbolo de poder dentre nós, gostemos ou não. Tudo o que desejo é impedir que este jovem perca sua vida em vão, lutando em uma guerra que não é sua, e nos atrapalhe no processo.

Ele olhou ao redor, em busca de quem discordasse, mas muito embora não gostassem disso, todos tinham de concordar que suas palavras eram reais. A pesar de não gostarem de reconhecer, son Vegeta era um dos mais fortes de sua raça a pisar naquelas terras.


Rog volta a encarar Criptoniano, parecendo aguardar uma resposta.







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#27

λ Criptoniano

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Olho fixamente para Son Rog por 1 minuto completo.

Olho para os macacos, provavelmente com a respiração presa. Eu sentia a vibração do recinto.

Era a hora.

'Eu já morri uma vez, Son Rog. Se eu cair em batalha contra Son Vegeta, pelo menos saberei que foi lutando por um ideal que eu apoio, e não esfaqueado pelas costas ou morto do mesmo jeito que o pai de Sun Albus. Aliás, morrer não é um problema para mim, visto que eu já morri e voltei em batalha contra a personificação das trevas...'

Deixo o silêncio pairar no ar por um instante, antes de retomar.

'E retomando sua pergunta, tem uma coisa nesse universo que me dá o delírio de derrotar qualquer coisa...

Uma coisa que carrega a essência de minha esposa...

A primeira coisa me dada em vida...

Aquela que corta a escuridão e traz a luz...

O primeiro raio de sol da manhã.'

Penso em Yvaine antes de invocar minha Montante. 'Te apresento a arma que cortará Son Vegeta e qualquer coisa ao meio: Alvorada.'

Em um movimento, invoco a arma e deixo-a erguida sob minha cabeça. O brilho de Alvorada era intenso como uma estrela, e seria um farol de esperança para todos os presentes ali.



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#28

Re: Ferro, Fogo, Fúria - A Lua de Jade

por Hades em Seg 25 Abr 2016 - 21:40

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Criputo faz seu discurso e fica putão. ele invoca a espada gigantona, o que faz os macacos arregalarem os olhos. O rei dá um assobio, Ruan dá um facepalm, Erias cai para o lado. Rog, porém, estreita os olhos.

E é o portador digno da lâmina?

O homem bate no peito com força para derrubar um elefante, e o estrondo do golpe preenche a sala. O silêncio que se segue é ensurdecedor, enquanto son Rog dá a volta e se dirige para o lado de fora.

-- Isso vai ser interessante! -- Brada o rei.

Criptoniano olha em volta, levemente confuso. Ele tinha suas suspeitas, as quais são confirmadas por ruan.

Bater no próprio peito para nós, pode significar duas coisas. Um grito de guerra ou um duelo. Cabe a você aceitar ou não. Cripto... E eu acho melhor não...







Ω Lord of the Underworld Ω
#29

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'Relaxa, não vou deixar ele estragar esse rosto bonito...'

Pulo para o chão, invocando minha armadura no ar.

'Ruan, tem algo que eu precise saber sobre Rog? Se tiver, essa é tipo a hora certa para eu descobrir.'

Rumo para fora, ouvindo o que Ruan tem a dizer, antes de me prostrar frente à Rog, a uns 30 metros de distância, falando em voz alta: 'Rog, eu não queria aceitar essa luta. É no minimo um desperdício de potencial, com uma guerra como essa que está por vir... Mas eu sou um filho de Ares. Não fujo de uma batalha quando a mesma me é imposta.'

Espero a resposta dele antes de pedir para o juiz dar início à luta, onde eu espero a ação de Rog, parado com Alvorada apoiada em meu ombro.



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#30

Re: Ferro, Fogo, Fúria - A Lua de Jade

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