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Tears of Blood Empty Tears of Blood

por Hera em Dom 24 Abr 2016 - 1:30

Hera

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Satoru estava no chalé de Hermes, onde os indefinidos ficavam até receber um local designado para eles. Ele se sentia desconfortável lá, principalmente ao descobrir que alguns indefinidos permaneciam ali por anos antes de seu pai verdadeiro chamar, outros nem sequer permaneciam vivos até serem reclamados. Isso causava um frio na barriga do garoto. E com a cabeça cheia, e enjoado do lugar lotado ele decide dar uma volta pelo Acampamento no meio da noite.
 
Na luz prateada da lua, o lugar parecia realmente mágico. Com as plantações de morango e a floresta mostrando uma espécie de tênue porém notável brilho próprio, gerado provavelmente por vagalumes. Com o lago escurecido e barulhento por causa do coaxar dos sapos e o refeitório iluminado e aberto mesmo durante tal hora da noite. Seria difícil se acostumar.
 
Satoru fica imaginando para onde vai. Até que seus olhos vislumbram um brilho prateado. Quando presta atenção, ele percebe que é uma garotinha, com um vestido branco e cabelos que refletiam a luz da lua. Ela corria na direção da floresta, atrás de uma borboleta. Isso era ainda mais estranho porque é difícil encontrar borboletas no meio da noite.
 

Antes de chegar nas árvores, a garota gira sobre o pé com o jeito sapeca de uma criança e sorri para Satoru. Com um movimento breve da mão, ela chama ele para a floresta também. O garoto sabe que aquela floresta é cheia de monstros e que ninguém deve ir pra lá... É o primeiro aviso que todos recebem ao chegar no acampamento. Mas a garotinha se perde nas árvores. O campista não sabia de muita coisa, mas sabia que não podia deixa-la sozinha... Ele tinha que ajudar a garota.  



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#1

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Dom 24 Abr 2016 - 1:47

Izaya Orihara

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O chalé 11 definitivamente não era um lugar agradável. Eu já não gostava de ficar ao redor de muita gente, na real, mas aquelas pessoas no chalé de Hermes eram insuportáveis.

Primeiro que a maioria delas parecia querer o tempo inteiro roubar o que você tem nos bolsos. E segundo que a alguns deles ali eram como eu: Indefinidos. Filhos onde nunca tiveram seus pais olimpianos revelados. Me sentia extremamente mal por isso. O que os olimpianos buscavam não reclamando seus filhos? Eu viveria tempo o suficiente pra saber quem é meu pai?

A luz prateada da lua invadia o chalé, o suficiente para me fazer querer dar uma volta. Pego minhas coisas e saio pelo Acampamento. Não poderia negar que era realmente bonito. As plantações de morango sob a luz do satélite natural eram lindos. O coaxar dos sapos por algum motivo me relaxava. Vagalumes brilhavam tenuemente na floresta.

Porém, um brilho único me chamou a atenção. Um brilho prateado, como o da lua. Uma garotinha com um vestido branco correndo na direção da floresta. Ela perseguia uma borboleta, o que era realmente estranho: Borboletas durante a noite?

A garotinha se vira para mim, com seu jeito de criança e me convida para ir também. Fico preocupado, pois a floresta era cheia de monstros e não deveria me arriscar por lá, no entanto, era a direção em que essa garotinha estava indo. Querendo ou não, ela corria perigo e eu não deixaria uma criança correr perigo.

Sigo a pequenina, com meus olhos e ouvidos atentos para qualquer barulho suspeito. Procuro não perdê-la de vista. Iria tentar ajudá-la de alguma forma.

#2

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Hera em Dom 24 Abr 2016 - 9:55

Hera

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Satoru caminha na direção da menininha. Hesita antes de entrar no labirinto de árvores. Quantos semideuses e monstros já morreram ali? Será que era certo entrar por causa de uma garota que nem conhecia? Será que realmente fazia sentido se arriscar na noite eterna apenas para não ficar perto de alguns ladrõezinhos? Com certeza sim.
 
A passos lentos, o indefinido anda pelo lugar de terreno estranho e acidentado. Se espreme por algumas árvores, as vezes se apoia em alguns galhos para não tropeçar. As raízes do tamanho de sua perna quase o derrubam dezenas de vezes. Demorou um tempo até ele encontrar a garotinha de vestido prateado novamente. Ela sentava nas raízes de uma árvore, sendo o único brilho perdido naquela imensidão e trevas. Parecia chorar, parecia estar perdida. Isso era estranho. Afinal há alguns segundos a garotinha estava completamente alegre procurando sua borboleta, será que ela havia perdido o inseto voador no caminho?
 
Antes de qualquer resposta, a garotinha ergue o rosto para o novo campista – um rosto muito bonito por sinal – e dá um sorriso de orelha à orelha.
 

- Você tá aqui pra me levar pra mamãe? 



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#3

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Dom 24 Abr 2016 - 14:53

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A floresta do acampamento parecia assustadora de início. As árvores possuíam galhos como garras, prestes a despencarem em cima de mim como se quisessem me possuir ou me controlar. As raízes das árvores me lembravam tentáculos, prontos para me prender na floresta para sempre. Mas eu continuei.

Algumas árvores se fechavam e eu precisava me espremer para passar. Tropeço em várias raízes, o que era de se esperar, afinal, estava escuro. Até que reconheço um brilho prateado. A garotinha, que há alguns minutos atrás estava perseguindo uma borboleta alegremente, agora estava triste e cabisbaixa, chorando até. Fico me perguntando o que poderia ter acontecido. Ela perdeu a borboleta ou algo do tipo? Meus pensamentos são interrompidos por ela se virar para mim, agora com um sorriso no rosto.

- Você tá aqui pra me levar pra mamãe?

O sorriso dela me perturbou de alguma forma... Não sei descrever como, apenas que me incomodava. Então ela teria se perdido da mãe? Fico me perguntando o que ela pode ser. Ouvi histórias de que dentro da floresta também existiam ninfas das árvores. Seria ela uma dessas ninfas?

- Então você se perde da sua mãe? - começo, me ajoelhando para falar com ela. - Como se chama? O que aconteceu com sua mãe?

Procuro parecer o mais amigável possível. Era uma criança, afinal... não era? Gostaria de procurar informações sobre ela e sobre a mãe dela também. Em todo momento, procuro ficar atento aos sons ao meu redor. Às vezes a garotinha poderia ser um monstro, ou a mãe dela também poderia ser um monstro...

#4

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Hera em Seg 25 Abr 2016 - 1:28

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Satoru não era um garoto mal. Se fosse outra pessoa talvez, ele começaria a tratar a garota com desconfiança e assustaria ela. Mas o novato tinha um coração, e usou dele para falar com a menininha triste. Se ajoelhando ao seu lado ele encarou-a nos olhos retribuindo o sorriso.
 
- Então você se perdeu da sua mãe? Como se chama? O que aconteceu com sua mãe?
 
Essas perguntas mexeram com a menininha, desmanchando seu sorriso pouco a pouco. O ar se mexeu lentamente, ali dentro da floresta estava quente, morno. Talvez, isso viesse diretamente do corpo da garotinha. Os olhos dela vagaram pela floresta como se fugissem de alguma coisa, algo dentro dela. Novamente, ela passou a encarar o garoto, porém agora com a feição triste novamente.
 
- Dói!... Aqui... – Ela segurou a grande mão do campista com suas duas mãozinhas pequeninhas, parecia tão frágil e inocente. Ela aproximou a mão de Satoru de seu coração, e assim que ele a tocou, raízes brancas saíram de seu corpo prateado e percorreram rapidamente o braço do garoto, subindo pelo seu ombro e pescoço, até chegarem nos olhos. Um flash de memórias então começou a passar igual à um filme.
 

~Flashback da Garotinha~

 
Juliet era seu nome. Ela estava sentada no banco de trás do carro. Finalmente tinha convencido sua mãe a leva-la para a DisneyLand. Sempre foram só as duas, seu pai era uma memória distante. Ela não sabia onde ele estava agora, mas não era com elas. A mãe de Juliet várias vezes falava que não tinha dinheiro para essa viagem, mas a menininha era inteligente, ela viu o coelhinho falando que ia ficar tudo bem, ela viu o ratinho no castelo, eles iriam ajuda-la é claro! Sempre diziam para ela que eram amigos. Ela até tinha um bonequinho do Michey agora em sua mão, e apertava-o várias vezes apenas para o ouvir falando que a amava. Eram apenas os três, Michey, mamãe e Juliet, e todos se amavam. O dia não podia ficar melhor.
 
- Juliet, pode dormir... - Disse mamãe com um sorriso pelo retrovisor. - A viagem vai ser longa.
 
Ela obedeceu, queria chegar ao castelo o mais rápido possível. Pegou rápido no sono, afinal tinha ficado a noite inteira acordada depois que a sua mãe aceitou. Nos sonhos todos andavam de mãos dadas, todos tinham finais felizes. Todos sempre tem não é? “O bem sempre vence o mal e os desafios”. Juliet queria que sua tia estivesse ali, talvez ela gostasse de viajar com eles. Mas na semana passada colocaram sua tia em uma caixa marrom, e enterraram ela, Juliet chamava-a mas ela não respondia, todo mundo chorava. Como sua tia ia respirar se ficasse em baixo da terra? Aqueles caras com a pá eram maus! E o coelhinho ia bater neles. Sua mãe havia aceito viajar depois da sua tia ser presa na caixa marrom, talvez, ela também quisesse salvar ela. E foi com sonhos animados, que a garota passou a noite. O sonho então, começou a ficar branco, bem branco, cegante e barulhento. Juliet abriu os olhos, e duas bolas brilhantes vinham na sua direção com uma buzina muito alta. “Pooow” o carro quebrou e rodou, Juliet gritava, chorava, o mundo girava e o céu se mexia. Ela abraçou Mickey, ele a amava e ela amava ele. Tudo ficou escuro e o mundo parou.
 
O carro estava quebrado e de cabeça pra baixo. Juliet estava com medo. Ouvia lá de cima dois meninos mais velhos falando.
 
- Cara você bateu no carro delas? - Ele estava com medo.
 
- Caralho... acho que ela morreu. Mano, eu não posso ser preso. - O outro também. - Vamo embora cara, antes que alguém veja a gente aqui!!
 
Um barulho começou novamente, e ficou distante... Até que não houve mais barulho. Juliet estava presa no banco de trás, de cabeça para baixo e ainda abraçada pelo Mickey.
 
- Mamãe! - Ela chamou. Sua mãe estava deitada no vidro, com o rosto virado para Juliet. - MAMÃE! - Medo, choro... havia algo vermelho onde antes tinha o rosto de sua mãe. Ela não se mexia, estava igual sua tia. Será que os caras maus pegaram ela também? Juliet chorava e chamava por sua mãe. Na sua barriga algo estava atravessado, era metálico e frio, tinha vermelho igual no rosto da sua mãe. Doía. Juliet abraçou o Mickey, ele e o coelhinho iam ajuda-la.
 
- Eu te amo!! - Dizia o bonequinho quando ela o apertava. Ela o apertou várias vezes, até ele parar de falar, até não ter forças pra apertar. De repente sua mãe já não estava ali, e o bonequinho se silenciou. Tudo ficou escuro, e Juliet acordou na floresta.
 

~ Fim do Flashback ~
 

Satoru soube naquele instante, que essa garota era um fantasma. 



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#5

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Seg 25 Abr 2016 - 1:59

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A resposta da garota a minha pergunta foi de dar pena... Suas pequeninas mãos prateadas seguraram uma de minhas mãos levando-a até onde seria o seu coração. Raízes brancas saíram de onde eu toquei, o que me deixou surpreso, mas estranhamente não recuei. Queria saber o que aconteceu. Eu queria ajudar essa menininha. Então aconteceu...

Eu estava vendo e sentindo tudo pela visão da... Juliet. Esse era o nome dela. A garotinha estava indo toda feliz para a Disney com sua mãe e bastou apenas um acidente. Um. Para acabar completamente com todos os sonhos e expectativas que ela teria em vida.

O carro capotou e, obviamente, os responsáveis pelo acidente nem sequer procuraram saber se tinha alguém bem ali dentro do carro. Seres humanos são os piores animais da Terra mesmo...

Juliet chamava pela mãe, que já havia morrido. Então ela apertava o seu bonequinho do Mickey, ouvindo a mesma frase de sempre: "Eu te amo". Então, a garotinha não teve mais forças para apertar o boneco por mais tempo. A visão escureceu e ela acordou na floresta do Acampamento.

Ela era um fantasma... A maioria das pessoas sairia correndo e gritando por ajuda. Conhecia o suficiente de filmes de terror para saber que criancinhas traziam os maiores medos de vários marmanjos para fora, mas pra mim... foi um tanto quanto natural. Mas, existindo os mesmos deuses gregos, existe também o Mundo Inferior, certo? Como essa garotinha não foi para lá?

Minha mente trabalhava a mil por hora, até que me lembrei de uma história que ouvi há muito tempo atrás. Fantasmas que apareciam na Terra geralmente teriam algum "assunto inacabado", ou não perceberam que haviam morrido. Imagino que essa garotinha esteja passando por um assunto inacabado... Gostaria de resolver o problema dela e fazê-la encontrar a mãe.

Olho para Juliet, com uma expressão bem solidária. Nunca havia me sentido assim por um ser humano vivo e agora estava querendo ajudar alguém morto? Bem... se a mãe dela também morreu, onde estaria? Já teria ido para o tal Mundo Inferior? E por que Juliet não foi ainda? Ela estar ali tinha um propósito maior? Me viro para a garotinha, que esperava bastante de mim, e digo:

- Juliet... Você está procurando sua mãe, certo? Quando você apareceu nessa floresta, conseguiu ver sua mãe aqui também? - falo o mais suavemente possível. Queria resolver esse caso, custasse o que custasse. Essa garota merecia se sentir feliz com sua mãe, pelo menos uma vez na vida... no caso, agora, na morte.

#6

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Hera em Ter 26 Abr 2016 - 11:37

Hera

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- Juliet... Você está procurando sua mãe, certo? Quando você apareceu nessa floresta, conseguiu ver sua mãe aqui também? - A garotinha parecia ainda atordoada com as memórias sendo visitadas, mas balançou a cabeça negativamente.
 
- Mas... Meu Mickey estava comigo. Você me ajuda a encontrar ele? Eu estava perseguindo a borboletinha quando um cachorrinho me derrubou no chão e pegou o ratinho.
 
Satoru viu que aos poucos a garotinha parecia animada, talvez seu brinquedo fosse o problema inacabado, fosse o que faltava para ela voltar. Mas antes de ele dizer se aceitava ou não, ela deu um sorriso meio e começou a correr dizendo “Ele veio por aqui!” e os dois começaram a correr sobre as raízes e galhos da floresta do Acampamento Meio-Sangue.
 
Quanto mais se aproximavam do lugar onde a garota queria ir, mais densas ficavam as árvores, mais difícil de se espremer por elas, e praticamente impossível de ver a lua através daquele amontoado infinito de folhas, talvez mesmo de dia aquela parte da floreta não fosse clara. Por algum motivo, esse ambiente fazia Satoru se sentir bem.
 
Juliet parou em frente à uma caverna, esperando o indefinido chegar para lhe dar a mão. Ela apontou para lá e disse “Ele veio pra cá”. Por um instante o garoto asiático sentiu como se o próprio Phobos estivesse caminhando do seu lado e tivesse colocado suas mãos em seu ombro.
 
Havia algo dentro daquela caverna, as trevas se expressavam de mil formas até chegarem na alma de Satoru. O campista não sabia o que tinha dentro daquele lugar, e nem porque a escuridão se apossava dele dessa forma, ele sabia apenas que era mal, mortífero. Senta que estava na frente de um abismo de espinho, e entrar ali dentro, era se jogar.
 

O vento uivou, mesmo nas árvores densas ele se arrastou assoviando e entrando nas roupas do garoto para dar-lhe alguns calafrios. Tudo passou a ser incerto, e o garoto sentiu a névoa tremer ao seu redor. Ele não sabia o que tinha lá dentro, mas sabia que não queria entrar. 



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#7

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Ter 26 Abr 2016 - 12:18

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O Mickey. O bonequinho Deveria realmente ser isso, mas antes que eu fizesse mais perguntas, Juliet começou a me arrastar pela floresta. As árvores se tornaram mais densas e mais assustadoras, mas eu não me preocupava. Não conseguia enxergar a luz da lua, e isso também não me preocupava. Gostava de me esconder na escuridão, não sendo alvo da visão de outras pessoas.

Até que a garotinha para em frente a uma caverna e me diz que o cachorro que levou o Mickey tinha ido para lá. Por um instante, uma sensação de medo tomou conta de mim. Algo que eu nunca havia sentido. Um medo real, um perigo real. O que quer que houvesse ali dentro daquela caverna não era benigno.

As trevas que saíam daquele imenso buraco me fizeram gelar por um breve momento. Não gostava de como aquilo estava se saindo. Um pânico se formava em mim dentro de mim e minha garganta se fechava em agonia.

O vento uivava, e ele me fazia ter calafrios. Uma névoa tremia ao redor. Eu não queria entrar ali naquela caverna... Olho para Juliet. Aquela garotinha precisava de ajuda para encontrar sua mãe lá no Mundo Inferior. De repente, algo me ocorre. Talvez ela pudesse enxergar de longe o que teria lá dentro dessa caverna.

- Ei... Juliet... - começo - Você consegue ver o que tem lá dentro dessa caverna daqui de fora?

Caso a resposta seja positiva, espero a descrição dela do que quer que tenha ali dentro. Provavelmente seria uma descrição diferente da realidade, afinal, ela era uma criança e descreveria o que ela entenderia que estivesse vendo. Tentaria interpretar da forma mais realista possível o que poderia ser.

Caso a resposta seja negativa, tenho uma outra ideia. Juliet emitia uma luz prateada e por mais que eu adorasse a escuridão, meus olhos demoravam um pouco para se adaptar à ela, então, talvez Juliet pudesse seguir comigo, deixando uma fraca iluminação e me guiando. Sendo assim, eu digo:

- Juliet, você poderia continuar a me mostrar o caminho? Podemos encontrar o Mickey. Juntos.

Espero a reação da garotinha e tento parecer o mais seguro possível.

#8

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Hera em Ter 26 Abr 2016 - 14:17

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 - Ei... Juliet... você consegue ver o que tem lá dentro dessa caverna daqui de fora?
 
O garoto sentia medo de entrar, a aura que emanava daquele lugar parecia ser feita de uma parede de espinhos. Olhar para aquele lugar era o mesmo que ver um enxame de abelhas, não dava vontade de correr fugindo para não ser perseguido, nem se se aproximar para não ser completamente picado. Entrar em um lugar assim sem saber o que vai encontrar é o suficiente para deixar qualquer pessoa morrendo de medo. Mas para seu azar, Juliet não conseguia ver através daquela escuridão.
 
- Juliet, você poderia continuar a me mostrar o caminho? Podemos encontrar o Mickey. Juntos.
 
A garotinha olha para dentro da caverna, aparentemente também estava assustada. Ela aperta um pouco a mão de Satoru mas aceita com um aceno de cabeça. A garotinha vai andando em frente puxando o indefinido, e assim que dão o primeiro passo dentro da caverna, um trovão explode nos céus e um relâmpago corre pela floresta, mesmo ela sendo tão densa, e chove.
 
Os dois continuam andando pela caverna, com paredes de pedra se estendendo por uma longa distância. Quanto mais andavam, mais algo ficava vazio dentro do indefinido, como se a caverna estivesse afetando sua alma de uma forma desconhecida, estranha, obscura. Parecia não ter nada ali, até que distante, no fundo da caverna algo brilhava de forma prateada. Era pequeno e parecia um fantasma também.
 
- Mickey!!! - Disse Juliet alegre, correndo na direção do bonequinho e largando a mão do garoto.
 
Satoru viu enquanto ela corria até o bonequinho. Ela se distanciou rápido, e abraçou o seu brinquedo com um sorriso no rosto. “Eu te amo” dizia o Mickey. Estava tudo perfeitamente bem, até que dois holofotes vermelhos se acenderam atrás da garotinha. O ar dentro da caverna repentinamente ficou quente e com cheiro de enxofre. O campista havia ouvido histórias, lido sobre aquilo mas não pensava que veria um tão cedo. Vindo diretamente do submundo... Aquele era um cão infernal.


Spoiler:
Tears of Blood Bloody_Evil_Wolf_by_hikari_no_devil-2
 
Antes do garoto sequer se mexer, o cão rugiu. E como se fosse feito de um gás, o corpo da garota se dissolveu e foi sugado para um canto escuro na parede. Uma risada histérica ecoou seguida por uma tosse. Havia alguém ali e não era o cão infernal. O lugar estava escuro, e tudo que Satoru podia ver era o brilho vermelho dos olhos do animal.
 
Mas ele confirmou que havia alguma pessoa, quando o som de passos se sobrepôs ao barulho da chuva, como tamancos, começou a surgir. E então, no escuro, sob a luz dos olhos do monstro do submundo Satoru viu a si mesmo, empalidecido, de cabelos verdes e com uma roupa suja de sangue, e o sorriso moldado pelo próprio diabo.


Spoiler:
Tears of Blood Joker_arkham_origins_v2_by_jpgraphic-d8vnw3v
 

- Eu estava esperando por você. 



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#9

Tears of Blood Empty Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Ter 26 Abr 2016 - 16:01

Izaya Orihara

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Um relâmpago corta o céu e começa a chover do lado de fora da caverna. Juliet me guia pela caverna até que ela encontra o Mickey de brinquedo e corre até ele. Foi fácil demais... Atrás dela olhos vermelhos aparecem. Um cão infernal.

Já havia escutado histórias sobre cães infernais, mas nunca realmente achei que fosse encontrar um deles tão cedo. De alguma forma, o achava bonito e incrível, mas esses não eram os cachorros que eu estava acostumado a conhecer em Nova York. Era muito maior.

Então ele ruge. Um rugido que entrou nos meus ouvidos como uma agulha. Juliet é sugada para algum canto da parede, como uma névoa.

- Calma... Calma... - vou tentando dizer para o cão infernal, abaixando as mãos.

Até que o barulho de alguém rindo e também tossindo ecoa pela caverna. Ele estava fora de vista. Não era o cão infernal, definitivamente. Sons de passos confirmam isso e o autor da histérica risada aparece diante de mim. E ele era... eu?

- Eu estava esperando você. - disse ele com um sorriso malicioso no rosto.

Eu ainda não acreditava no que eu via. Era eu, mas... Não era. Cabelos verdes e pele pálida eram algumas das poucas diferenças.

Penso em algumas possibilidades do que poderia fazer. Estava com a minha espada embainhada, mas provavelmente se eu fizesse qualquer movimento de puxar a arma, o cão infernal reagiria rapidamente.

Observo a figura e lhe pergunto com calma:

- Me esperando? Quem é você na real e pra onde levou a Juliet?

Me mantenho atento. Se realmente aquele cara fosse eu, ele estaria guardando alguma coisa para o caso de precisar surpreender seu adversário. Eu certamente faria isso.

#10

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