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Re: Tears of Blood

por Hera em Qui 28 Abr 2016 - 11:20

Hera

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Deusa Olimpiana
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Os olhos de Satoru demoraram a entender que aquele cara estranho era uma espécie de versão mais bizarra dele mesmo. Porém é claro, aquela pessoa na sua frente se vestia de forma completamente diferente, e o mais chamativo em sua roupa era o sobretudo de cor roxa escurecida pelo sangue derramado nela. Há quem diga que isso era bizarro, mas para os amantes da luta, aquele cara poderia ser um dos poucos que entendem da arte da guerra.
 
- Me esperando? Quem é você na real e pra onde levou a Juliet? - Disse Satoru com a espada em sua bainha.
 
- Como assim você não lembra de mim? - O homem pálido andava com um jeito descontraído pela caverna, como uma criança de braços abertos e dando passos maiores que a perna, pulando e girando. - Eu sempre estive com você, embora você estivesse sempre com os olhos fechados. Não! Não!!! Você sempre foi cego, a vida inteira, e continua sendo. Quem você pensa que eu sou? Alguém comeu suas memórias? HAHAHAA - Ele ria como se tivesse algo consumindo seu pulmão agora mesmo, um bicho mastigando toda a sua saúde. E tossia a cada gargalhada. - Mas sabe? Eu não lembraria também... Lembrar das coisas é perigoso. As memórias podem ser vis, repulsivas, brutais...como crianças! Mas podemos viver sem elas? A razão se sustenta nelas. Não encarar as memórias é o mesmo que negar a razão. Mas e daí? Quem nos obriga a ser racionais? Não há cláusula de sanidade. Assim, quando você estiver dentro de um desagradável trem de recordações, seguindo para lugares do seu passado onde o grito é insuportável, lembre-se, sempre há loucura. - De repente, a caverna parecia em movimento, ilusória, falsa. A névoa que cercava a realidade tremia no lugar e Satoru não tinha certeza de estar realmente ali. - Você pode simplesmente pisar lá fora, fechar a porta e todas as coisas horríveis que aconteceram podem ser trancadas... Loucura, é a saída de emergência. - E aí começou, a gargalhada infernal, visões do futuro, profecias, missões cheias de falhas e mortes. Vindas com a gargalhada daquele que estava na frente do garoto.



 
A caverna tinha em seus cantos imagens borradas, como milhões de telões. Satoru via várias portas para o futuro, imagens enlouquecedoras, uma vida cheia de dor e tristeza. Solidão, sofrimento, eram coisas constantes em todas as imagens. Ele soube, que estava amaldiçoado. E na caverna, agora iluminada pelo caos de seu futuro, o garoto viu o palhaço na sua frente tirar da manga uma adaga negra, e correr na sua direção. O cão corria atrás dele, pronto para partir o asiático no meio.
 

- O QUE VOCÊ VAI FAZER??? - Gritava a imitação louca de Satoru.



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#11

Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Qui 28 Abr 2016 - 15:17

Izaya Orihara

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O monólogo feito pelo louco palhaço me fazia pensar. Eu poderia dar lugar à loucura. Poderia simplesmente esquecer de tudo o que me rondava e simplesmente me render à insanidade. Aquela que está sempre presente em todos os nossos momentos, mas que nós sempre decidimos resguardá-la para o nosso bem ou o bem dos que estão ao nosso redor.

Mas hoje eu poderia dar lugar à ela. Só um pouquinho? Não... Não seria o certo. As imagens mostradas de tristeza e sofrimento não me afetavam tanto. Eu já era assim. Tudo ao meu redor parecia não ter cor e era suficientemente triste para mim desde sempre. Se viesse mais tristeza, eu me adaptaria. Era assim que os seres humanos foram e sempre será desse jeito...

De repente, o louco começa a correr na minha direção e logo atrás, o cão infernal. Senti pena do cachorro. Não gostaria de machucá-lo, mas também não gostaria de ser machucado por ele.

- O QUE VOCÊ VAI FAZER?? - gritara o homem.

Julgando pela tosse e pela movimentação dele, não seria extremamente complicado de se enfrentar. E eu estava me identificando com ele. Matá-lo seria como matar um igual.

Desembainho a espada enquanto ele tenta vir me atacar. Espero até o o momento certo e caso ele seja canhoto, esquivo-me para o lado da mão direita dele, visando diminuir o ângulo de ataque que ele possa ter em mim. Caso ele seja destro, (o que é mais provável já que ele seria eu, segundo ele), me esquivo para o lado da mão esquerda dele, também visando diminuir o ângulo de ataque dele em mim.

Caso a minha esquiva seja feita com sucesso, uso o meu pé para fazê-lo tropeçar e cair no chão. Não gostaria de machucá-lo, muito menos matá-lo. Procuro ficar atento ao cão infernal também enquanto faço as minhas ações. Ficaria pronto para me esquivar de alguma possível investida do cachorrão.

Conseguindo ou não desviar do cão infernal, eu me viro para ele, sorrindo. Embainho a espada.

- Ei, garoto... - começo. - Não quero te machucar e sei que você também não quer me machucar. Não quero brigar com você. Pra falar a verdade, eu gostei de você.

Essas palavras, por mais falsificadas que parecessem, eram verdade. Eu sentia pena do cão infernal por estar junto à insanidade daquele homem.

Caso o cão pare, eu começo a avançar lentamente em direção a ele, atento ao homem que estaria nas minhas costas. Ele provavelmente teria algo a mais na manga, literalmente e não literalmente. Então, ficaria atento a ele.

- Você não vai querer me machucar... - digo para o cachorro, com uma voz mansa, agora. - Eu sei que você quer sair do comando desse homem. A loucura o contaminou e loucura em excesso, faz mal. Sinto muito, garoto. Mas você agora pode sair do comando dele. Eu te liberto das correntes da loucura... - penso em um nome para o cachorro. - Romeu. - solto esse nome, indicando que seria o nome que eu estaria dando para o cão. - De agora em diante, a loucura deste homem não te prenderá mais, Romeu. Você agora é livre. Não precisa lutar. - Abaixo as mãos, e estico uma delas, de forma mansa, para acariciar o cão infernal.

Torcia para que acontecesse alguma reação boa vinda do cão. Mentalmente pediria para o meu pai, quem quer que fosse, para me ajudar. Não fazia ideia de quem ele era, mas qualquer ajuda seria bem vinda.

Era uma jogada extremamente arriscada. Poderia dar muito certo. Ou dar muito errado também. Fico atento para o caso do cão não reagir bem a minha conversa com ele e querer me atacar também. Precisaria estar a todo momento pronto para me esquivar.

#12

Re: Tears of Blood

por Hera em Sex 29 Abr 2016 - 12:23

Hera

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O homem pálido corria até Satoru, o garoto imediatamente retira sua espada da bainha. Apesar de não ter nenhum treinamento, o asiático sentia que aquele na sua frente era uma cópia de si próprio, e por isso parecia não estar muito mais forte. Então, com um pouco de dificuldade o garoto caminha para o lado se esquivando do ataque da sua sósia bizarra, colocando o pé na sua frente, fazendo o mesmo cair de cara no chão gargalhando.


O cão seria mais difícil. Satoru encara a criatura infernal, pronto para se esquivar de seu ataque, mas tão rápido quanto a luz ele vê a pata do animal acertando seu peito e jogando-o longe na direção da parede, onde as imagens embaçadas do futuro ainda eram exibidas como um telão para ele. O asiático sente algumas costelas quebradas, o gosto metálico de sangue inunda sua boca. Mas mesmo assim ele olha para a fera de olhos vermelhos.


- Ei, garoto... Não quero te machucar e sei que você também não quer me machucar. Não quero brigar com você. Pra falar a verdade, eu gostei de você.


Satoru sentia vindo do animal uma espécie de respeito. Era como se a criatura quisesse ser dominada, mas não houvesse força alguma vinda do indefinido. Ele precisava ser imponente. Dos olhos daquela criatura muita dor parecia ser emanada, e apenas um dono de valor seria capaz de libertá-lo e ajuda-lo a combater isso. Mas o campista estava agindo de forma mansa e calma, conseguindo assim, com que o palhaço pálido soltasse a mais grande das gargalhadas.


- Hahaha!!!! Eu não acredito no que estou vendo. Você gostou do cachorrinho? - Ele se colocou de pé limpando sujeira da roupa. Com um sorriso de escárnio para Satoru ele ficou ao lado do animal infernal. - Ele é meu, não seu... - Ele acariciava a nuca do cão, que gostava disso. Parecia gostar mais do seu dono atual do que de Satoru. - Você o quer?


De súbito, e com uma risada, o homem pegou sua adaga negra e moveu ela em direção ao lado esquerdo do animal, bem no coração. O Cão infernal ganiu e se debateu, mas ele cravou a adaga mais fundo. Sangue saia de sua ferida e boca, e em segundos o animal se dissolveu em poeira dourada, enquanto o palhaço ria, como se tivesse feito a melhor de suas piadas. E então, tornou a correr na direção de Satoru



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#13

Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Sex 29 Abr 2016 - 13:53

Izaya Orihara

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Sinto a pata do cão infernal no meu peito, mas consegui não perder a compostura. Sentia que ele tinha um certo respeito por mim, mas não consegui ser imponente o suficiente... Talvez esse fosse o segredo agora.

Me preparava para começar a ser imponente, quando o homem começou a acariciar o cão e zombar dele e de mim, o que me deixava com raiva. Minha vontade era correr até o louco e acertar um soco bem dado na cara dele, mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, ele puxa uma adaga, fincando no coração do pobre animal, fazendo-o se desintegrar.

Naquele exato momento, um ódio absurdo toma conta de mim. A risada do palhaço me faz querer matá-lo, mas eu não deveria deixar o ódio tomar conta.

- Você não fez isso... - Respiro fundo e tento me manter frio, como sempre fui, com uma expressão severa. Então o homem volta a correr na minha direção.

Desembainho a espada e começo a correr de na direção dele também, com a imensa vontade de gritar de ódio pelo que ele fez com o cão infernal. Pela arma dele ser uma adaga, o alcance dela seria menor do que o da minha espada, mesmo sendo uma espada curta. Me aproveitando disso, após chegar perto o suficiente dele, me esquivo para o lado onde eu fecharia o ângulo de ataque do homem, como no último ataque dele, só que dessa vez, eu tentaria um corte horizontal na direção do braço do palhaço. Logo em seguida, recuaria um metro, atento para qualquer possível ataque dele, para que eu pudesse me esquivar ou aparar com a espada. Por mais que ele previsse meu ataque, tentar atacar alguém com seu ângulo fechado deveria ser extremamente complicado, principalmente para um asmático como ele.

Caso eu tivesse um mínimo de tempo de descanso, eu procuraria por qualquer sinal do cão infernal. Aquilo talvez pudesse ser uma ilusão feita pelo homem. Mas de qualquer forma, eu decido tentar alguma coisa bem louca que eu pensei e que provavelmente não funcionaria:

- VOLTE! - berro para o escuro, indicando que seria para o cão infernal morto. - EU ORDENO QUE VOCÊ VOLTE PARA ME PROTEGER! VOCÊ SERVE A MIM AGORA! - tento colocar toda a imponência que antes eu não tinha.

Não esperava realmente que desse certo, por isso fico atento para um possível ataque surpresa do palhaço novamente.

#14

Re: Tears of Blood

por Hera em Dom 1 Maio 2016 - 11:21

Hera

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Satoru estava com os ossos doendo, provavelmente algumas fraturas e costelas quebradas, simplesmente pela patada do cão infernal. O garoto se sentia com raiva, depois do palhaço matar o cão infernal ele despertou dentro de si um ódio com muito potencial, e que crescia lentamente. O palhaço avançava até ele, continuando a rir.
 
- Você não fez isso... - Disse  o indefinido correndo na direção do homem pálido com a espada em mãos. Sangue escapava de sua boca, estava dolorido e cada passo parecia uma pequena tortura.
 
O garoto tinha um bom plano na cabeça, mas ele desconsiderou o fato de estar ferido e seu inimigo não. Por isso, quando efetuou o ataque, ele rapidamente foi defendido pela adaga negra, que rapidamente trincou sua espada sem nenhuma dificuldade. Satoru sabia pouco sobre os materiais divinos, mas entendia que os únicos materiais capazes de quebrar ouro imperial com tanta facilidade eram Oricalco ou Ferro Estígio.
 
Ninguém ataca ninguém, e Satoru recua para longe do palhaço, tendo então uma mirabolante ideia. Acreditando que tudo era uma ilusão, ele olha para os lados procurando o cão infernal. E então, com um grito onde depositava toda a sua imponência ele chama.
 
- VOLTE! EU ORDENO QUE VOCÊ VOLTE PARA ME PROTEGER! – O sorriso do palhaço vira um rosto confuso. As sombras tremem. O homem pálido se vira para Satoru, com o rosto iluminado pelas memórias da parede. - VOCÊ SERVE A MIM AGOR.. - “Flup” esse é o som que uma faca de ferro estígio, disparada de uma distância de dois metros faz ao atingir perfeitamente o peito de alguém.
 
Satoru olha para baixo, a lâmina negra cravada em seu peito faz todo seu corpo doer. Estava difícil respirar, falar, andar. Tudo estava difícil, pois tudo doía. A lâmina negra parecia rasgar sua alma, e o garoto sequer levantava seu braço. Ele largou a espada no chão, pois tudo era difícil. Tudo era uma tortura. Tudo doía por causa da lâmina negra, e então. Satoru sente sua visão escurecendo e escolhe o caminho mais fácil, cambaleia para trás e cai de bunda no chão, cuspindo sangue e vendo tudo borrado. O homem pálido anda em sua direção, com um sorriso no rosto.
 

- Quem você pensa que é?... - No canto da caverna, onde as memórias começavam a se apagar. Uma luz prateada e pequena começa a brilhar tênue e fraca. Olhando para a luta, estava a garotinha, abraçada com seu Mickey, com medo de mais para falar algo em voz alta. 



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#15

Re: Tears of Blood

por Izaya Orihara em Dom 1 Maio 2016 - 16:45

Izaya Orihara

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O ataque com a minha espada fora facilmente aparado com a adaga do palhaço. Estava a pouco tempo no Acampamento, mas sabia que os metais fortes o suficiente para trincar ou quebrar uma espada de bronze celestial eram o Oricalco e o Ferro Estígio e a arma que o homem usava não parecia ser de Oricalco.

Grito, chamando pelo cão infernal e sou interrompido pela faca de ferro estígio se fincando em meu peito, arremessada pelo palhaço. Paro de falar. Minha respiração começa a ficar pausada e minha visão começa a ficar turva. Largo a espada e aio no chão, sentado e tossindo sangue.

O cão infernal não apareceu... Olho para um canto, onde uma luz tênue e prateada estava. Era Juliet, segurando seu bonequinho do Mickey. Não poderia desapontá-la. Não poderia deixá-la na mão. O palhaço

- Quem você pensa que é? - perguntou-me o homem.

Foi aí que eu me toquei. O porquê de eu conseguir ver o fantasma da garotinha morta, o porquê de o cão infernal me respeitar e a parte maligna... não, louca de mim usar uma arma de ferro estígio... Não era coincidência.

Me preparo para a imensa dor que sentiria, tentando ignorá-la o máximo possível. Retiro a adaga de ferro estígio do meu peito, gritando de dor, mas resistindo o máximo possível.
Me levanto com dificuldade. Empunho a faca com a minha mão direita e respondo ao homem:

- Eu sou um filho de Hades. - respondo ao palhaço. - E sou aquele que vai te matar.

Espero até o homem chegar até mim, e agora ele estava sem armas para usar. Sei que eu estaria debilitado por conta do ferimento, mas ele deveria estar em desvantagem por estar desarmado.

Procuro me concentrar o máximo possível e então avanço contra o cara, tentando não me forçar muito e julgando pela movimentação dele, ele não tinha muita agilidade e muita facilidade em movimentar-se, então eu tentaria me esquivar de algum possível soco que ele tentaria me dar e fincaria minha adaga em sua barriga, procurando fazê-lo sofrer o que eu sofri.

Esperava que isso desse certo. Juntaria todo meu ódio desse cara por ter matado o cão infernal e toda minha vontade de proteger a Juliet e salvá-la para fazer essa minha aposta, que poderia ser a minha última.

#16

Re: Tears of Blood

por Hera em Seg 2 Maio 2016 - 11:56

Hera

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Satoru entendeu. Tudo de repente parecia uma piada dos Deuses. Juliet, o palhaço, e o cão infernal. O garoto soube quem era o palhaço naquele instante. Com a faca atravessada no seu peito e sangue escorrendo pela sua boca e pulmão. Estava à beira da morte e finalmente entendeu a piada, entendeu a graça de tudo.
 
 O garoto viu as memórias mudando, seu destino se tornando flexível. Tudo embaçou e ele levou o punho até o cabo da adaga em seu peito. Sentia uma dor imensa correndo pelas veias do seu corpo. Mas a dor não iria deixa-lo decepcionar Juliet, a fantasma assustada. A dor não iria o deixar recuar. A dor o forjava como metal, negro, frio, rígido. Puxando a Adaga, Satoru soltou uma gorfada enorme de sangue, se colocando de pé em meio a tremeliques e uma fraqueza absurdamente dolorosa.
 
- Eu sou um filho de Hades. - Ele diz em resposta ao palhaço. - E sou aquele que vai te matar.
 
Então, conseguindo forças de um lugar que nem sabia que existia. Abaixo do mundo, abaixo da terra. Queimando com chamas negras. O garoto avançou. O mundo girava a cada passo, mas o mundo não era o suficiente para pará-lo. O ar explodia em seus pulmões. Mas ele explodiria o mundo se necessário, para dar cada passo adiante. E quando menos percebeu, havia cravado a adaga na barriga do palhaço. Sentiu o líquido quente correr de sua boca e cair nas costas de Satoru. A criatura pálida riu. E se jogou para trás, gargalhando.
 
- KYAHAHAHAHAHA.... - Ele ria mais seco ainda, tossindo cada vez mais, caído no chão e sangrando. - Sabe?... Eu estava te dando uma oportunidade. Mas agora, hahaha... Você vai sofrer até não aguentar viver. HAHAHAHA... - Com uma última tosse. O palhaço começa a parar de se mexer. O sorriso permanece no seu rosto, e todo o seu corpo se dissolve em uma névoa branca.
 
A névoa voa pelo ar, e entra direto pela boca de Satoru, sendo absorvida por ele. O garoto vê a fantasma na sua frente. Juliet abraçava o Mickey, e atrás dela, uma mulher de brilho prateado colocava a mão sobre seu ombro. Era sua mãe... E embora sua boca não tivesse som, ele viu que ela dizia ‘obrigado’.
 
Com o corpo coberto de dor, Satoru vê as memórias se apagando da parede da caverna. As duas fantasmas vão embora, e o garoto sente a alma delas indo para o submundo. Com o corpo sangrando e tropeçando a cada passo, o indefinido sai da caverna com a adaga em mãos.
 
Ele anda pela floresta, por onde veio. E em poucos minutos estava de volta no Acampamento Meio-Sangue. Havia um grande alvoroço entre vários semideuses ali, mas quando o viram, todos correram até ele, inclusive Quíron, o Centauro.
 

- Garoto! Onde você estava? Por que está tão machucado? Ficamos horas nos preocupando para... - Toda a fúria do velho Centauro sumiu, e ele olhou para cima. Todos os semideuses no lugar pareciam espantados, mas depois de um tempo se ajoelharam. Satoru olha para cima, e vê brilhando em sua cabeça uma caveira roxa. Ele entendia que havia sido reclamado. Ele entendia a piada. 


Finalizada


Exp máxima: 500
Interpretação: 1,5


Exp Recebida: 750
Dracmas: 500


Reclamado como filho de Hades.
Recebido: 
Adaga [Ferro Estígio]
Diamante das Almas [x0]


Obs recebida: A Risada do Palhaço: Satoru tem uma criatura insana presa dentro de si, um ser que pode dominar sua personalidade à qualquer momento. No passado, o filho de Hades fez algo que agora não se lembra mais. Porém, foi obscuro o suficiente para criar seu próprio lado negro e insano. 



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