Herois do Olimpo RPG

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Welcome to New York! - Página 2 Empty Re: Welcome to New York!

por  em Sab 10 Set 2016 - 15:08


Pã
Deus Menor
Deus Menor
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A mãe do menino parece chocada com a atitude do garoto, ela tenta barrar a passagem do garoto, mas após algum tempo encarando o filho, algo no olhar dele fez com que ela desse um passo para o lado, liberando a passagem para que ele andasse. Com a mochila em suas costas o menino dá uma ultima olhada em sua mãe, ela não havia se mexido desde que havia se afastado para o menino passar, mas ele não mudaria de ideia agora, ele passa e fecha a porta atrás de si.


A noite estava fria, o menino cruza os braços para poder manter o calor corporal, as ruas de Pittsburgh estavam vazias e silenciosas, um ou outro carro passavam por ele. Felizmente a casa dele não era muito distante da rodoviária, o que diminuía as chances dele de se meter em confusão.


Spencer pensava em todas as coisas que descobrira enquanto caminhava pelas ruas, afinal não eram coisas comuns de se ouvir. Mas então o menino vê um cara sair de um beco a sua frente, ele tem no máximo 25 anos e está sorrindo e olhando diretamente para o menino, o homem veste roupas bem quentes e um gorro, a unica coisa que Spencer consegue ver é o rosto do desconhecido, com uma pele morena. Ele para  no meio do caminho do garoto.


- O que você esta fazendo sozinho a esta hora da noite menino?

#11

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por Spencer Langdon em Sab 10 Set 2016 - 22:23

Spencer Langdon

Spencer Langdon
Indefinido (Grego)
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Não imaginei que estivesse tão frio fora de casa. Talvez pelo fato de aquele pesadelo fazer eu suar bastante e claro, a minha casa se razoavelmente confortável. Admito que por alguns instantes achei que minha mãe estava certa, seria melhor esperar ficar de dia pra sair. Acho que minha impulsividade bateu o recorde dessa vez.

Como habitual em Pittsburg, a cidade estava praticamente deserta àquela hora, o que eu não sabia se era bom ou ruim. Surgiu então um rapaz um tanto mais velho que eu, que eu certamente não conhecia. Apesar de a rodoviária ser perto de casa, isso não queria dizer que chegar até lá seria totalmente seguro, afinal.

- Bem que falaram que eu conseguiria sem muitos problemas. – Respondo com tranquilidade e retribuindo o sorriso, que deve ser de malícia. – Eu estou procurando por alguém que aceite o trabalho de guarda-costas, e um amigo disse que eu encontraria pessoas aptas se andasse por aqui à noite.

Observo a expressão do indivíduo para saber se existe algum espanto e principalmente interesse em seu olhar. Se minha intuição estivesse certa, era provável que ele seria um mero marginal ou assaltante desses que ficam à margem da sociedade, mas o fato de ele se apresentar com uma pergunta ao invés de uma ação agressiva direta (o que seria o normal de um assaltante), me dá a oportunidade de pelo menos tentar contornar essa situação e claro, fazer com que ele tenha o que quer, mas de uma maneira justa.

Essa era a única ideia que me vinha à cabeça e que talvez surtisse efeito. Sempre ouvi que pessoas como essa agem dessa maneira por não encontrarem oportunidades melhores. É claro que fazer uma proposta tão indireta poderia ter um impacto negativo. Ele poderia simplesmente inferir que eu tenho dinheiro e tentar arrancar de mim e ir embora, por isso, não espero por uma resposta e independente da expressão que ele adotar, continuo com a mesma calma.

- Me acompanha até a rodoviária? Podemos comer alguma coisa e conversar em um local fechado.

Fico então atento a sua resposta que pode vir através de palavras ou ação. Se for conversa, seria mais simples e até melhor, uma vez que eu evitaria um conflito desnecessário com uma pessoa. Agora que sei que meu pai é um deus e corro perigo, tenho ciência de que as pessoas não são o meu maior problema, se eu estiver certo, as vozes e visões que eu tinha não seriam meras alucinações...

Por outro lado, se ele resolver agir com agressividade, não tem problema. Acredito que sou capaz de me defender. Um tumulto no meio da madrugada também acordaria rapidamente a vizinhança e poderia fazê-lo recuar, mas eu tentaria não fazer muito barulho. Focaria principalmente em esquivar de suas investidas, e faria defesas apenas se desviar não fosse possível. O meu TDAH me trazia essa vantagem, uma percepção ampla dos acontecimentos ao meu redor. Era graças a ele que eu conseguia praticamente enxergar as movimentações mais sutis de qualquer coisa em meu caminho e que me fazia um destaque nos esportes. Apesar de não ser lá um fã de brigas de rua, eu acredito que sou capaz de fazer uma leve modificação do uso desse transtorno. Se houver alguma oportunidade de contra-ataque, focarei as pernas, desferindo uma rasteira a fim de derruba-lo e o surpreenderia fazendo menção a um soco, mas sem desferir o golpe na última hora e me mostrando alguém realmente amigável e interessado em ter um acompanhante na viagem.


Nível 1 - TDAH: Como todo semideus, você nasceu programado para a batalha, e seu cérebro está sempre alerta. Isso dificulta um pouco sua concentração, porém pode salvar sua vida nas batalhas, lhe permitindo reagir rapidamente a estímulos externos.

#12

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por  em Dom 11 Set 2016 - 10:23


Pã
Deus Menor
Deus Menor
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Ao ouvir as palavras do menino, o sorriso do homem aumenta um pouco mais e o peito dele mexe um pouco no que o garoto assumiu ser uma leve risada.


– Lógico que te acompanho, afinal estas ruas são perigosas a essas horas. Um menino bonito como você não deveria andar sozinho por ai, ainda bem que você me encontrou primeiro. Venha, vamos chegar lá rápido por aqui, você não quer perder seu ônibus né. Aliás pode me chamar de Peter, e como eu posso te chamar?


Após a rápida apresentação ele aponta com as mãos para que o garoto vá na frente em direção ao beco por onde ele havia saído, o qual estava vazio e escuro, tinha algumas escadas de incêndio e portas espalhadas e enquanto o garoto olhava, ele viu um rato correr de uma lata de lixo para uma das caçambas que se encontravam ali, a rua do outro lado não estava muito distante, dava para vê-la, mas mesmo assim o garoto ficou apreensivo. O homem vendo o receio no rosto do menino, desmanchou o sorriso um pouco, mais para mostrar seriedade.


– Eu sei que parece assustador, mas é o menor caminho para a rodoviária, confie em mim.


De acordo com o conhecimento das ruas da cidade que Spencer tinha, Peter não estava mentindo.

#13

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por Spencer Langdon em Dom 11 Set 2016 - 12:45

Spencer Langdon

Spencer Langdon
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Suspeito. A ideia de um cara mais velho que eu me chamar de ‘menino bonito’ não era muito confortável, e apesar de ele ter razão quanto a pegar um atalho, ir para um beco escuro com um cara desconhecido não era a coisa mais sensata a ser feita. A insistência dele também era um sinal de que eu deveria tomar cuidado.

- Meu nome é Spencer. – Respondo calmamente. Eu poderia ter inventado algum nome falso, mas resolvi não fazer isso. Considerando meu TDAH eu rapidamente esqueceria do pseudônimo e isso poderia me colocar em problemas. – Eu vou continuar o caminho normal, Peter. Como você disse, dei sorte de achar um cara como você, mas preciso de mais gente. Quanto mais andar, mais pessoas confiáveis eu posso encontrar, e apesar de ser tarde, não estou com pressa. – Digo para contornar a situação. – Além disso, algo me diz que não vai acontecer nada de mal se você me acompanhar, independente do caminho.

Esse seria o momento chave para descobrir quais eram as intenções desse tal Peter. Se for um bandido provavelmente vai perder a paciência e partir pra cima, e se esse for o caso, o plano de combate é automaticamente colocado em prática (citado no post anterior). Se ele ainda quiser dialogar e dizer que tem mais gente por ali (como amigos ou comparsas) para tentar me convencer, rebato o argumento dizendo que pessoas de áreas diferentes fariam um serviço mais confiável, uma vez que sempre haveria alguém de alguma área para me ajudar. Ele não teria porque recusar meu pedido, afinal.

Em todo caso, não passo a frente dele em momento algum. O ideal é andar lado a lado e puxar assunto. Saber um pouco sobre ele pode ser útil. Mesmo que ele conte apenas mentiras, eu ganharia tempo que seria investido na caminhada. Eu teria frases prontas sobre o motivo da minha saída. Diria que estou indo para Long Island procurar uma pessoa e os guarda-costas seriam justamente pra evitar que algum assaltante venha pra cima. Nada de muito sério, apenas precaução.

#14

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por  em Qui 15 Set 2016 - 1:34


Pã
Deus Menor
Deus Menor
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Peter se aproxima do garoto, ele não exibe mais um sorriso em seu rosto, Spencer recua um pouco, não era seguro deixar estranhos chegarem tão perto, principalmente em uma noite escura em uma rua deserta. O homem mais velho mostra as palmas da mão em um sinal de que não pretende lhe fazer mal, mas mantém distancia.

Se quiser vir comigo, será por aqui - ele diz apontando para o beco - mas caso queira continuar pelo seu caminho pode continuar, eu não vou te impedir - ele dá de ombros e seu sorriso se abre novamente em seu rosto.

#15

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por Spencer Langdon em Qui 15 Set 2016 - 13:47

Spencer Langdon

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Uma total perda de tempo.

Estreitei os olhos no momento em que ouvi aquelas palavras que pareciam bem irônicas. Um comentário bem sagaz por parte desse cara. Quem diabos ele pensa que é? Aparece do nada e agora acha que pode impor algo por meio de intimidação barata? Sou uma pessoa pacífica e gosto muito de conversar, mas esse é um caso que não parece render nada.


- Nesse caso é melhor ficar longe de mim. Obrigado pelos avisos. – Era minha vez de mudar o tom da conversa . Apesar de ele ter feito um sinal de que não vai me impedir, não acredito. É uma pessoa estranha e seus sorrisinhos já estavam, acima de tudo, me enchendo a paciência e me fazendo perder um bocado de tempo. (Será que é a única coisa que ele sabe fazer?)

Sigo então pelo meu caminho atento ao som de seus passos, que seriam fáceis de identificar pelo fato de a rua estar deserta. Se estiverem se distanciando, ótimo, estarei em paz. Se for de aproximação e vier de forma rápida, decido tomar a iniciativa de partir pra cima, uma vez que a melhor defesa é um bom ataque. Além disso, eu avisei para ficar longe, não estaria sendo traiçoeiro, afinal.

Esperaria que ele se aproximasse o suficiente para que eu pudesse surpreendê-lo. Considerando que ele é mais velho e provavelmente mais forte que eu, uma vantagem inicial seria fator determinante para que eu conseguisse sair vitorioso. Pularia em cima dele para tentar uma derrubada, colocando todo o meu peso pra cima dele, pronto para desferir dois socos na sua cabeça, saindo de cima rapidamente e me recompondo. Manter proximidade e contato por muito tempo também seria um fator de desvantagem.

Observaria sua reação e ficaria atento a seus movimentos, colocando o plano de defesa/esquiva com o TDAH em ação. A percepção de pequenos detalhes e rápida reação a estímulos externos seria bem útil, afinal. Mas no momento, focaria apenas em esquivar de possíveis contra-ataques para também aprender mais sobre seus padrões de movimentos. (E também por não poder atacar duas vezes numa mesma rodada).



Nível 1 - TDAH: Como todo semideus, você nasceu programado para a batalha, e seu cérebro está sempre alerta. Isso dificulta um pouco sua concentração, porém pode salvar sua vida nas batalhas, lhe permitindo reagir rapidamente a estímulos externos.

#16

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por  em Sab 17 Set 2016 - 10:47


Pã
Deus Menor
Deus Menor
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O garoto vai se distanciando, e como desconfiava, Peter começou a segui-lo, mas mantinha uma distância de uns 7 metros dele, Spencer fica esperto para com a aproximação que não aconteceu, inclusive após dois quarteirões ele não ouve mais os passos, ele se vira desconfiado e vê o mais velho parado o observando de longe enquanto balança a cabeça. O semideus ignora isso e continua sua caminhada em direção á rodoviária.

Ele não chega a dar 20 passos quando de uma sombra a sua frente dois olhos vermelhos aparecem e ele percebe que a sombra na verdade é um corpo, embora se camufle na escuridão da noite, prestando atenção ele consegue distinguir o que ele acredita que sejam pelos de um animal, este o qual começa a ladrar mesmo que Spencer não consiga ver os destes, pois unica coisa não preta nele eram os olhos vermelhos brilhantes, mas o som bem audível certamente saindo dá garganta do animal dá um arrepio no meio-sangue, pois claramente é um ladrar de raiva.

O garoto já ouviu falar que quando se está de frente para um animal selvagem é melhor evitar fazer movimentos bruscos, então lentamente ele pega o canivete de seu bolso, não que seja de muita ajuda, mas é o que ele tem e é melhor do que nada, assim que o canivete sai de seu bolso o garoto sente ele se aquecer um pouco e brilhar um pouco, ele se atreve a desviar os olhos da besta para ver o que acontecia, o canivete começou a crescer gradativamente até este se tornar uma espada feita de bronze, a qual brilhava um pouco, o garoto olha para o animal, o qual ele pode jurar que recuou um pouco, mas não o suficiente para que Langdon se sentisse seguro, apenas para perceber que tem uma chance. A fera começa a avançar lentamente em direção do semideus.

O que o Spencer está vendo:
Welcome to New York! - Página 2 Bloody_Evil_Wolf_by_hikari_no_devil-2

#17

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por Spencer Langdon em Sab 17 Set 2016 - 21:13

Spencer Langdon

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Se arrependimento matasse, eu provavelmente estaria morto. Não que me arrepender de não ter ficado em casa até o amanhecer fosse me manter seguro numa hora dessas. Atrás de mim, o cara mais estranho que eu vi na vida me seguia e até agora eu não era capaz de entender o que ele queria de mim. Em um de meus momentos de cautela extrema acabei olhando pra trás e ainda pude vê-lo balançando a cabeça. O que raios ele queria dizer?

Para piorar, uma espécie de quadrúpede selvagem estava emitindo um som bem audível que indicava uma ameaça. Mas o que raios eu fiz pra ele?

“Não, Spencer, essas não são as coisas mais anormais de sua vida” – Meu subconsciente dizia à medida que meu canivete crescia e tomava a forma de uma espada. Nunca tinha visto e muito menos pego em uma arma assim. Alguns filmes de guerra, livros de história e meu sonho com o tal acampamento eram as únicas referências que eu tinha sobre espadas e a forma de usa-las.

Eu não acreditaria naquilo facilmente. Estava delirando, só pode. Era o que eu queria dizer, afirmar. Mas não era o que eu sentia. O peso do metal estava claramente maior e eu me certifiquei de testar se aquilo era real, segurando rapidamente com as duas mãos, uma vez que um canivete pode simplesmente ser escondido no bolso de uma camisa, enquanto uma espada não. Em seguida, tratei de segurar a arma com a mão esquerda, uma vez que sou canhoto e aponto-a para a fera que se aproximava a passos que eram lentos, mas não menos ameaçadores.

De acordo com meus estudos sobre animais selvagens, existem 3 possibilidades que podem salvar uma pessoa. A clássica é fingir-se de morto. Leões e algumas espécies de lupinos só comem as presas que matam, mas uma coisa de olhos vermelhos no meio da cidade e que parece estar furiosa provavelmente não cairia nessa. O fingimento se tornaria real rapidamente.

Evitar movimentos bruscos parecia uma saída melhor, mas meu susto com o surgimento de uma espada e algo daquele comprimento se materializar acabou completamente com a possibilidade de eu ser discreto. Se aquela coisa tiver instintos (o que é bem provável, já que se trata de um animal), vai ver essa espada como o que realmente é, uma arma, uma ameaça.

Restava então a última opção e suas consequências. Uma intimidação reversa, que poderia afastar a criatura diretamente ou ser o estopim de uma luta, que terminaria em possibilidades bem previsíveis, como a fuga da criatura, a morte dela ou a minha, que é bem provável. Mas como quem não arrisca não petisca e essa é a minha melhor opção pra sair vivo (Já que eu me recuso a gritar pelo nome do Peter ou de qualquer pessoa, já que eu posso realmente estar delirando).

Mantenho-me focado, olhando para o animal. A criatura vinha em passos lentos, o que me permitia tentar me adaptar ao peso dessa arma. Tento, apesar de achar inútil, atravessar a rua dando passos para o lado, mas é bem provável que ela mude o curso para mim. Todavia, isso era necessário. Me afastar de paredes e obstáculos das calçadas como postes e hidrantes me permitiriam ter espaço para me movimentar, defender, atacar e contra-atacar. Acho que era a segunda vez em minutos que eu ficava feliz em ter TDAH e ser uma pessoa perfeccionista, isso estava ajudando ao invés de atrapalhar.

Esperaria pela ação hostil ou ofensiva da criatura. Quando estiver a 5 metros de mim e consequentemente obtiver uma visão melhor, mudaria meu olhar para tentar mudar o jogo. De intimidado para intimidador. Ele deveria ser alertado de que me atacar também traria riscos. Se ele não recuar, fico parado com a arma apontada e espero que ele se aproxime ainda mais. Quando entrar no alcance de ataques, ficarei em alerta máximo. Ela poderia saltar pra cima ou focar minhas pernas e eu teria um plano para essas possibilidades. Se vier pelo chão, rapidamente deixo a espada de ponta para baixo e faço um movimento tentando cravá-la ao chão, atravessando diretamente o animal.

Se ele resolver saltar, o movimento será mais elaborado. Contaria com meu TDAH para reparar no movimento de seus olhos avermelhados. Eram a única coisa que me permitiriam ter noção de sua localização no meio daquele breu, e eu teria de me esquivar deles, pois um pouco abaixo estaria a boca repleta de presas afiadas.

Uma breve passada larga para o lado no momento mais oportuno para desviar de sua investida seria executada, simultaneamente a um giro de 360 °, onde a espada seria segurada com as duas mãos para que tenha rigidez e ganhe ainda mais força no momento em que colidir com o animal no ar, a fim de fazer um estrago que pode ser nulo, caso eu erre, parcial, caso eu atinja apenas sua lateral, ou fatal, caso o fio da lâmina o atinja de frente. O fator sorte infelizmente seria essencial na execução de um movimento tão improvisado em ambiente desfavorável, já que está escuro e eu nunca manuseei uma espada antes. Meus únicos guias seriam os olhos do próprio ser que estava à frente e meu TDAH.



Nível 1 - TDAH: Como todo semideus, você nasceu programado para a batalha, e seu cérebro está sempre alerta. Isso dificulta um pouco sua concentração, porém pode salvar sua vida nas batalhas, lhe permitindo reagir rapidamente a estímulos externos.

#18

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por  em Qui 22 Set 2016 - 7:42


Pã
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Spencer vai se desviando para o meio da rua conforme os sons da criatura aumentavam, o garoto estava tenso com a possibilidade de uma batalha, mas não com medo, seu TDAH está analisando diversas possibilidades enquanto seu corpo se acostuma com o peso da espada que embora seja a primeira vez que ele a segura, uma parte dele sente uma sensação de familiaridade com a arma, como se já tivesse usado antes, e que apenas estava enferrujado.

Repentinamente os olhos vermelhos se aproximam, enquanto os rosnados aumentavam, o vulto esta se aproximando, mas além dos olhos e o rosnado, nada indica que ele realmente está lá, ele é silencioso. Enquanto a criatura se aproxima do semideus e pula, ela é rápida, o garoto consegue ver formas parecidas com um lobo em meio ao pulo do ser, ele ainda se guiava pelos olhos do monstro, já que mesmo distinguindo uma forma naquela sombra viva, ela ainda não dava sensação de profundidade, dificultando assim que o menino soubesse a que distancia se encontrava.

O meio-sangue começa a dar seu passo para o lado, mas os olhos ainda estavam um pouco distantes quando ele sente algo rasgando sua pele, o garoto pula para o lado com um grito de surpresa e dor, o garoto tenta dar seu golpe em retaliação, mas acaba por cortar o ar, pelo visto a sorte não estava muito afim de agraciá-lo nesta noite. Spencer olha para seu braço direito e vê três cortes em seu braço, seja lá o que for aquilo, tinha garras afiadas.


Sombra de Lobo: 100%


#19

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por Spencer Langdon em Sex 23 Set 2016 - 19:44

Spencer Langdon

Spencer Langdon
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Foi uma reação imediata colocar a mão esquerda sobre a manga da camisa do braço direito. Aquela dor foi bem real e o sangramento também. Eu precisava dar um jeito de estancar aquilo. Mas o que raios está acontecendo? Eu tinha certeza de que poderia desviar... E como se não bastasse estar errado, o que eu vi era de outro mundo. A sombra, como qualquer outra era intangível e portanto não foi atingida pela minha espada, mas mesmo assim foi capaz de me acertar ? Pelo visto lutar ali naquele breu seria inútil, independente de ter ou não habilidade, que convenhamos, eu não tenho.

Corri imediatamente pela rua na direção oposta da sombra. Eu sabia que tentar fugir seria inútil, porque pelo formato, aquele animal deve ser muito mais rápido do que eu, e na verdade, correr não era o que eu queria fazer. Pelo menos não é essa a postura que eu imagino de alguém que carrega a alcunha de filho de um deus. Eu precisava pensar rápido e agir mais rápido ainda. Mas não por causa de um fato maluco como esse, era pela minha própria sobrevivência.

Ficaria atento a todos os becos das proximidades e procuraria por alguma fonte de luz. Um poste qualquer que pudesse me fornecer uma pequena área iluminada seria o suficiente. Eu precisava disso, de preferência, antes de ser alcançado e atingido pela segunda vez. Era a hora de testar uma teoria.

Nenhuma sombra normal poderia invadir um espaço iluminado, sombras são repelidas pela luz. Isso poderia representar muitas coisas. A primeira é que talvez o que esteja me perseguindo desapareça de vez ou pelo menos perca a capacidade de se transformar em sombras, deixando a disputa minimamente justa. A segunda é que eu seria colocado uma prisão por mim mesmo, pois mesmo que aquela coisa se afaste, ainda vai ficar por perto, à espreita. Não desistiria de mim tão facilmente. A terceira era ainda pior. A teoria da luz poderia estar errada e a sombra simplesmente invadir o lugar e pular em cima de mim de novo antes que eu pudesse esboçar qualquer reação. Portanto, estaria atento para esquivar e revidar com a espada. A única vantagem em relação ao embate anterior era que se eu conseguisse um abrigo iluminado, poderia ter uma visão um pouco melhor , apesar do braço ferido, acredito que ainda conseguiria efetuar contra-ataques.

Como se não bastasse, eu ainda sinto que tem aquele Peter maluco me seguindo. Apesar de não ter visto nenhum sinal dele depois que essa sombra apareceu. Poderia ser só paranoia da minha cabeça, mas quem não entraria em uma espécie de trauma depois de ser abordado por um esquisito como aquele?  Pensando melhor, se ele viu o que eu vi, ele pode até ter ido embora. Se isso é bom ou ruim? Eu realmente não sei.

#20

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