Herois do Olimpo RPG

Fórum de Mitologia Grega baseado em Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo!




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Por isso peço encarecidamente que sempre estejam olhando este tópico e que o enviem aos novatos para se ater das mesmas coisas que vocês, avisem colegas e amigos sempre que virem algo novo acontecendo.
Se você, jogador, tiver algo para falar a respeito do que foi postado aqui, use nossa chatbox ou mesmo o tópico da central de atendimento: http://www.heroisdoolimpo.com/t46-central-de-atendimento-ao-campista

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Hera

Hera
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Evellyn


"Por que você se esconde?"
 
Essa pergunta foi cuspida no cérebro de Evellyn enquanto dormia. Tão doce quanto limão podre, rasgando seu crânio com dedos esqueléticos. Brilhando como carmesim na frente dos seus olhos. A canção do vazio tocou o sino do caos. O tempo se limitou a ouvir os gemidos do pesadelo gelado, da música desafinada, dos olhos entristecidos que moviam as sombras da noite.
 
O clima estava frio. A garota se remexia ao som de espadas ecoando no inferno. Medo, talvez, fosse o significado daquela noite. Ela não sabia interpretar sonhos. Não sabia ler a própria mente e descobrir a razão daquele pavor. Mas ela sabia que era mais do que uma simples fagulha do subconsciente.
 
Viu em sua frente um homem pálido, magro e seco. Não tinha expressão. Não tinha sentido em sua existência. Era um demônio, certamente. Ela sabia que era um demônio pois sabia que estava no inferno, afinal, qual outra dor seria tamanha para deixa-la de joelhos e chorando. Talvez o amor? Não... Só podia ser o inferno. A criatura abriu a boca.
 
- O tempo é fluido por aqui.
 
Acordou gritando, suando e ofegante. Nenhum outro filho de Hades despertou, pois já não havia nenhum no Acampamento. A lua amargava a noite, com seu brilho pálido como calcário. Talvez, fosse uma boa hora para fazer uma visita ao oráculo.
 

Alec

 
Existe um ditado árabe que diz: “Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras!” Isso porque antigamente as tamareiras levavam de 80 a 100 anos pra produzir os primeiros frutos.
 
Utopias são distantes. Muitas vezes, os líderes dos movimentos revolucionários não vivem o suficiente para verem seus sonhos se realizarem. Um filho de Zeus é por natureza um líder. O rei do Olimpo sempre traz pressão para seus filhos. É difícil existir um único filho do Deus dos céus que não tenha passado por uns bons perrengues. Mas isso é simplesmente um treinamento. Afinal, não dá pra mudar o mundo e ser um bunda mole ao mesmo tempo. As vezes é necessário levar uns socos da vida e do destino, para poder retribuir com mais fúria para cima deles.
 
A tempestade estourou lá fora. A lua empalideceu todo o Acampamento, e Ártemis parecia dar um belo banho de prata sobre os chalés. A luz entrava pelas janelas junto com uma chuva torrencial. Chegava a ser incrível como as nuvens não ousavam cobrir o luar.
 

Havia um Dracma de ouro nas mãos de Alec. E por algum motivo ele parecia muito especial. Sentiu um familiar odor de limão. O oráculo lhe chamava. 


Post puramente interpretativo.
Poste seus itens. 
QUANTO MELHOR VOCÊ INTERPRETAR, MELHOR A NARRAÇÃO.



Hunt 03 - Alec e Evellyn / Feriado Prolongado.  Sem_ty10
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#1

Evellyn

Evellyn
Filho(a) de Hades
Filho(a) de Hades
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Acordo gritando e toda suada, meu suor era tão gélido que fazia a minha mente divagar para as histórias sobre os rios mágicos que corriam pelo submundo. Calafrios percorriam o meu corpo sob a pele branca arrepiada. Me arrasto para o banheiro de modo a tomar um banho quente, afastando de mim aquela sensação horrível.

Agradeço aos deuses pelo Chalé está vazia, pois uma filha de Hades acordar gritando de medo não era nada bom para a moral. “Esses sonhos estão cada vez mais corriqueiros, algo está acontecendo”, penso enquanto sinto a água quente levar embora o frio do medo.

“O tempo é fluído aqui”, essa frase ecoa novamente em minha mente enquanto visto minha roupa. Meus cabelos negros molhados caem sobre a blusa, mesmo secando-os o máximo que pude, ainda havia um resquício de água neles que molha o tecido. Volto para próxima a minha cama e visto o meu equipamento, pois iria dar uma voltinha a luz da lua. Assim que coloco o meu anel com o diamante das almas que eu capturei me sinto mais confortável.

“Você é forte! Você é capaz!”

Saio do Chalé 13 equipada e me fundo as sombras da noite, a chuva pesada faz o meu banho ter valido para nada e meus cabelos se grudam a minha testa, caminho sorrateira até a Oráculo, eventualmente desviando de poças que se formaram no terreno acidentado e atolando o meu pé do barro, acho que ela poderia me dar alguma informação sobre o que realmente está acontecendo comigo.

- Está na hora de matar os seus demônios Evellyn. – Sussurro para mim mesma, enquanto meus passos lentos me levam, inconscientemente, para a inevitável necessidade de conhecer um pouco do meu futuro, pois era para isso que os Oráculos serviam. – Lhe abrandar o medo, ou te levar ao desespero da destruição.

Equipamentos:

Equipamentos:

- Elmo Comum
- Peitoral de Couro
- Foice [Ferro Estígico]

__________________________
Acessórios:

- Diamante das Almas [2 Alma(s)]
- Pingente de Plutão|1|
- Canivete 1001 Utilidades |2|
- Pulseira Gótica
- Ossos de Zumbi [0/3]|3|
__________________________
Mochila Rumos e Trilhas

- Poção de Cura [Heróico]
- Poção de Energia [Heróico]
- Poção de Energia [Mitica](x10)
- Poção de Cura [Mitica](x7)
- Gelid Air [Forte] (x2)
- Hermes Personalité [Forte](x2)
- Ares Personalité [Forte](x2)



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#2

Alec Lightwood

Alec Lightwood
Filho(a) de Zeus
Filho(a) de Zeus
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A noite estava entediante no Chalé, fico girando um dracma de ouro em minha mão, fazendo com que ele deslizasse pelo meu dedo. Já sou um filho de Zeus com uma força considerável e logo precisarei demonstrar o meu valor em algo importante, é meu destino tomar a liderança de algo. O ego dos filhos de Zeus era famoso por todas as histórias gregas, como eles podiam ser ao mesmo tempo líderes formidáveis e arrastar centenas para uma batalha, mas também sempre havia mais um fator comum, a tragédia.

Todo esse devaneio me enraivece, ouço o barulho da chuva que caí pesada do lado de fora e espero pelo clarão dos raios e o barulho dos trovões formando o espetáculo da natureza. A luz da lua irradiava sobre todo o Acampamento nos fornecendo uma noite muito bonita e luminosa.

“Ártemis hoje deve ter caçado algo bom.” Volto para os meus devaneios, agora imaginando como seria sair pelo mundo caçando monstros por toda a eternidade ao lado de um deus. “As histórias que as caçadoras não devem ter para contar, mas mantém só para elas devem ser formidáveis”

Sinto o cheio ácido de limão invadir minhas narinas e fazer minha boca encher-se de saliva e me vem à mente a necessidade de ir até o Oráculo. Visto o meu equipamento, pois nunca se sabe o que pode se encontrar em uma noite chuvosa por ali e saio na tempestade. O choque das gotas d´água em minha cabeça me deixam feliz e confortável, se quer deixar um filho de Zeus feliz, coloque-o em uma tempestade com muitos raios e água. Coloco os meus Óculos Nebulosos para enxergar melhor e caminho até a Casa Grande em busca de alguma orientação.

Equipamentos:

Equipamentos:
- Elmo Comum
- Peitoral de Couro
- Escudo Aégis
- Gladius
- Óculos Nebulosos|1|

Outros:
- Mochila "Rumos e Trilhas"{
Poção de Cura[Heroico] [x6]
Poção de Cura [Comum]}

#3

Hera

Hera
Deusa Olimpiana
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Evellyn
 
Zeus e Hades nunca se deram muito bem. E talvez por isso cada gota de chuva parecia pesar tanto quanto uma pedra. Mas a garota não se deixava abalar por isso. E por um breve instante, ela sentiu que havia deixado o Deus dos céus com raiva por ela ainda não estar de joelhos. Essa era uma das vantagens de ser uma filha do mais rebelde dos Deuses.
 
O tempo estava gelado. Mas a pele da garota era tão fria quanto a de um cadáver, e por isso nem mesmo o clima foi o suficiente para prejudica-la. Porém, apesar de ser quase inabalável, andar até a Casa Grande para visitar o Oráculo em meio à uma tempestade não é tão fácil quanto parece. Um relâmpago se sobressai à luz da lua, e por um breve instante Evellyn viu o céu ficar diurno.
 
Naquela noite, nem o manto de Nyx cobria a fúria de Zeus. As botas da garota afundavam no lodo enquanto andava. Um arrepio correu pela sua espinha e ela rapidamente olhou para a floresta ao redor do Acampamento. Sentiu que estava sendo observada, mas não importava para onde olhasse, nada surgia em seu campo de visão. Continuou andando, e ao chegar na construção esbranquiçada e de madeira, a filha de Hades viu um velho conhecido se aproximando...
 

Alec


 
A chuva sempre foi revigorante, mas também trazia uma enorme sensação de responsabilidade. Toda vez que olhava para o céu, o filho do Rei do Olimpo lembrava dos títulos e história de seu pai, e se lembrava da pressão que sofria para ser tão forte quanto seus irmãos divinos.
 
Ser filho de Zeus é uma das tarefas mais difíceis dentre todas as de Hércules. Normalmente, esse sangue carrega a maldição da inquieta tristeza que só acaba quando as Parcas cortam o fio dourado do destino. É fato. Todo filho do Raio é destinado a cair ao chão e chorar, falhar.
 
Mas não importa o quão triste seja um filho do Rei dos Reis, nunca será tão melancólico quanto aquela sombria imagem que estava parada na frente da Casa Grande. Evellyn era uma filha de Hades, e isso por si só refletia muita tristeza. Os dois se encontraram e se cumprimentaram, não precisaram de muitas palavras para entender o motivo de estarem ali. Afinal, nem eles entendiam direito.
 

Alec e Evellyn

 
Os dois entraram na casa em meio à tempestade, a madeira velha parecia balançar e as luminárias estavam todas apagadas. Tudo que mantinha luz ali dentro eram as velas, e o vento quase fez elas se apagarem. Subiram para o sótão, e viram, sentada em uma cadeira de balanço a famosa Rachel Elizabeth Dare. Uma linda ruiva de olhos verdes, coberta por um manto marrom que cobria-lhe parte do rosto.
 
Enquanto os semideuses se aproximaram, eles viram uma pequena névoa verde se mover pelo recinto, elevando-se e escapando da boca da garota. Seus olhos brilharam na cor verde. Os dois sentiram vontade de se ajoelharem, e o fizeram.
 
- Filho do Raio tenha medo da lua.
Não deixe que a sombra da noite sua alma possua.
As criaturas da natureza correm imenso perigo.
Pois um homem traz as trevas consigo.
Não fuja! Não fuja! Enfrente a chuva.
Só cuide para não perder a cabeça na curva.
Sua missão está na floresta das trevas.
E a criatura corrompida cavalga na névoa.
 

A névoa verde sumiu aos poucos, e o brilho no olhar do Oráculo desapareceu. O dracma pesou na mão de Alec. E Evellyn soube que eles tinham uma missão, embora, ainda não entendesse seu sonho...



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#4

Alec Lightwood

Alec Lightwood
Filho(a) de Zeus
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A chuva caia pesada, não só pela intensidade, mas por todo o pensamento que ela trazia. Meu equipamento encharcado prende o meu corpo ao chão, mas a minha mente voa tão alto quanto aquelas nuvens tempestuosas. Um raio ilumina a abóbada celeste e vejo uma figura mirrada e tristonha em frente à Casa Grande.

“Evellyn”, reconheço a filha de Hades. Uma criatura sórdida e tão negra como as sombras que ela tanto ama e gosta de estar. Não há como negar que como qualquer filho de Hades a garota carrega consigo o estigma da melancolia, rebeldia e da conexão com a desgraça do mundo. “Não tão diferente de você”, minha mente alerta. Fazendo-me lembrar da desgraça destinada para todos os filhos de Zeus.

Entramos juntos na Casa Grande, ambos molhados até os ossos com as roupas pingando e formando poças. Toda a luz provém de velas e do luar que atravessa as vidraças das janelas. Subimos até o Oráculo e a encontramos em estado de transe. Uma fumaça verde rodopia a sua volta e naturalmente nos agachamos em sinal de respeito àquele poder. Uma voz seca e antiga profere a profecia e um frio cresce em minha espinha nas partes que se referem a mim.

#5

Evellyn

Evellyn
Filho(a) de Hades
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A chuva parece milhões de pedradas, parece que meu tio quer me punir pelo simples fato de que existo. Hades era o irmão mais velho de Zeus e também o mais rebelde, por motivos que somente os eles podem entender, intrigas tão antigas quanto a terra em si.

“Todos temem as sombras e tentam afastá-las. Nem mesmo os deuses estão livres desse fardo”, penso comigo mesmo. Um raio corta os céus, iluminando-os. Sinto olhos em mim e me viro para a floresta, sem entretanto enxergar alguma coisa.

“As sombras me chamam”, me viro novamente para o meu destino final e caminho serenamente. A luz da lua me deixava calma, eu gostava das noites de luar. “Acho que devo seguir para junto dela, devo me juntar à caçada.”

Seria uma boa forma de encontrar a minha paz, de tratar o meu ser. A caçada me permitiria capturar as almas de monstros e ao mesmo tempo me daria a tão sonhada liberdade, pois não há limites para uma caçadora. Meus pés me levaram até a Casa Grande naturalmente, minhas botas estavam cheias de lama e minhas roupas pesadas com a água acumulada. Olho para a área dos Chalés e vejo uma figura conhecida se aproximar. “Deuses, de novo não”, já havia saído recentemente com Alec em uma missão para matar cães infernais e fora bem divertido, mas não gostaria de ter a presença dele novamente, ainda mais hoje.

Entramos juntos no imóvel e pelo visto ele tinha o mesmo proposito que eu, chegar ao Oráculo. Subimos as escadas e a encontramos sentada em uma cadeira de balanço com um manto marrom cobrindo-lhe até uma parte do rosto. O poder do Oráculo emanava dela e naturalmente nos ajoelhamos em sinal de respeito, mesmo que contra a minha vontade o meu corpo ágil naturalmente. Após ouvir a profecia me lentado com um sorriso assassino e macabro em meus lábios.

“Alguma alma irá ser somada ao meu diamante hoje.” Me viro para Alec que está com uma cara boba de quem está assustado com alguma coisa.

- Vamos filho do Raio, podemos começar pelas florestas, senti algo me observando de lá no caminho até aqui.



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#6

Hera

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- Vamos filho do Raio, podemos começar pelas florestas, senti algo me observando de lá no caminho até aqui.
 
Talvez aquele filho de Zeus não fosse tão bom líder assim. Quando a filha de Hades tomou as rédeas um relâmpago estourou no céu em fúria, mas mesmo assim os dois desceram calmamente e começaram a andar pela tempestade caótica. Tão serenos eram seus passos quanto a pútrida carne das aves que não conseguiram imigrar a tempo e foram atingidas pela tempestade, caindo ao chão com um som repugnante.
 
A vermelhidão do pavor era transmitida como névoa da floresta, aquele lugar era evitado pela maioria dos semideuses por ser um dos únicos lugares do Acampamento que é repleto de monstros e criaturas repugnantes. Mas ao mesmo tempo era uma passagem obrigatória já que a maioria das missões tinha a ver com aquele lugar.
 
De frente para a floresta, os dois semideuses viram que não iriam ficar sozinhos por um longo tempo. A lua dançava entre as nuvens mostrando e escondendo sua face várias vezes. “Você quer brincar nas trevas?” uma voz brincalhona perguntou na mente de Alec, de quem era? Ora, talvez daquela coisa que ele chama de consciência, mas que há muito já havia perdido seu nome.
 
“Sedes tu aquele que abrirá o véu da vida e morte?” sentiu um frio na espinha, e Evellyn olhava para ele com um olhar estranho. A floresta tinha esse poder. Eles entraram por entre as árvores fantasmagóricas e melancólicas, sentiram o vento abafado cobrindo-os como um invólucro. A chuva ainda caía, mas era barrada pelas folhas grandes e pesadas. Alec não tinha a proteção de seu pai naquele lugar.
 
Já Evellyn viu-se mergulhando em uma escuridão que a deixou mais forte. Sentiu um breve cheiro de morte. Os dois andaram, e andaram, e andaram. Até suas pernas começarem a doer. E por fim. Viram um Pégaso mutilado e cortado em vários pedaços, apenas com a cabeça intacta, mas já morto e ainda não dissolvido em areia dourada no chão da floresta. Algo havia lhe cortado. Dessa forma.
 
Os dois se aproximaram, apenas para ouvir uma risadinha. Num galho de árvore, um estranho e esquelético gato aparece.


Imagem do Gato:
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- Olá visitantes.



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#7

Alec Lightwood

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Evellyn toma a frente e um raio estoura nos céus mostrando que meu pai não havia gostado daquilo. Franzo a minha boca em sinal de desgosto com aquilo, mas caminhamos para fora da Casa Grande, de volta para a chuva e em silêncio seguimos para a floresta em silêncio, o único som era o de nossas botas raspando na grama molhada ou de água espirrando quando visávamos em alguma poça.

Aquela floresta tinha os seus pavores e eu não estava totalmente seguro de entrar ali, mas deixo o meu medo de lado e adentro na densidade e escuridão daquele lugar. As copas das árvores formam uma espécie de guarda-chuvas natural, impedindo que a chuva pesada chegue até o chão com sua força total. Instintivamente puxo o meu Escudo Aegis de minhas costas e a Gladius de sua bainha no cinto. Olho para Evellyn, mas é difícil localizar a garota naquele breu, só consigo uma melhor visão dela quando retalhos da luz da lua conseguem penetrar pelas copas, formando longas linhas de luz prateada na escuridão, e mesmo assim ela parece se fundir com as sombras.

Seus olhos negros e arregalados fazem com que ela mais se pareça um pequeno animal de vida noturna, daqueles que vemos em documentários sobre a vida animal, e os achamos fofos e cativantes, mas na verdade são mais perigosos do que pensamos. “Você quer brincar nas trevas¿”, a voz ecoa em minha mente e faz um novo arrepio subir por minha coluna espinhal, poderia ser a minha consciência, mas não creio que ela seja tão trevosa.

“Sedes tu aquele que abrirá o véu da vida e morte?”, novamente uma voz nada amigável e meu corpo reage com um arrepio, mentalmente respondo a mim mesmo um "não" enfático. Aquilo me deixa irritado e solto o ar pelas narinas com tanta pressão que pareço um touro bufando. Olho para Evellyn e ela continua a me encarar com aqueles olhos estranhos.

- Você não tem nenhum truque de filha de Hades que posso nos levar até o nosso objetivo? Tipo sentir a maldade ou a intensão assassina de alguém?

Espero alguma resposta dela, mas tudo o que ela faz é revirar os olhos e caminhar para a escuridão da floresta novamente para apenas andarmos por um longo período, adentrando cada vez mais a densidade daquelas árvores e à escuridão apavorante daquele lugar maldito. Quando meus pés já doíam e estavam completamente úmidos por causa da terra molhada e a chuva que encharcaram minhas botas encontramos um Pégasus estraçalhado, a visão é grotesca e me dá raiva. A única parte do animal que não foi retalhada foi sua cabeça, que aparentava a expressão do momento mortis da criatura, seus olhos sem vida encaravam as copas das árvores como se elas pudessem ajuda-lo. “Uma morte trágica, mas com esperança de um desfecho diferente. Pobre animal.”

Ouvimos uma risada e logo viramo-nos para encarar um gato em cima de um galho. O animal era cadavérico, com uma expressão macabra. Minha raiva se torna mais visível.

- Foi você tem assassinou esse Pégasus felino? Se não com certeza se aproveitou da carcaça que seu assassino deixou para trás. Se souber de algo ordeno que me diga, ou se juntará à tal nobre animal no submundo.

Giro minha arma em sinal de ameaça, para que ele saiba que não estamos ali de brincadeira.

#8

Evellyn

Evellyn
Filho(a) de Hades
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O piso de madeira da Casa Grande era antiga e rangia em algumas partes quando pisamos com muita força, e foi no meio de tantos rangidos que ouço o estouro do raio que cruzou os céus demonstrando o desgosto de meu tio em ver que uma filha de seu irmão rebelde tomou a liderança na frente de uma de suas crianças.

“Alguém tem problemas paternais”, penso comigo mesma. Zombar de Zeus era um desafio não muito seguro para semideuses, principalmente de seus irmãos mais poderosos como Poseidon e Hades. Aquela noite não era comum era uma noite cercada por trevas e eu podia sentir isso em meus ossos. Lembro-me do sonho, dos gritos e da sensação de ser abraçada pelo inferno. “Toda a tragédia nesse mundo tem um proposito.”

Caminho silenciosamente ao lado do filho de Zeus, seguro a minha Foice, que à luz da lua fica lida com sua lâmina de ferro estígico.  É clara a inquietação de Alec para entrar na floresta e não posso culpa-lo, pois aquele lugar emana uma energia negativa e perigosa. Diferente da luz a escuridão não mente, ela deixa clara a sua intenção assassina e os seus perigos. Ela não esquenta e nem dá a sensação de segurança. Entramos juntos para o emaranhado de árvores e consigo enxergar perfeitamente, vejo o chão coberto de folhas que empoçam a água da chuva. A terra molhada e os animais que correm pelas copas das árvores fugindo de nossa movimentação.

A luz da lua consegue penetrar pelo teto denso que as copas formam e me permitido admirar sua beleza. “Um dia me juntarei a senhora”, aquilo não era uma promessa, apenas um até logo. Na primeira oportunidade que eu tiver me juntarei as caçadoras e sairei para caçar monstros à luz da lua, solitária como um lobo desgarrado. Mantenho a minha Foice próxima e atenta ao meu redor para não ser surpreendida por ninguém. Alec me provoca de um jeito cômico e remiro os meus olhos sem designar a ele nenhuma resposta verbal, mas em minha mente ele teve a resposta que merecia.

“O único instinto assassino que sinto por aqui é o meu, e ele me diz para cortar a sua cabeça o mais rápido que eu conseguir.”

Mas sim, eu sinto o cheiro de morte e o sigo como um cão farejados. Caminhamos pela escuridão e deixo que as sombras se juntem ao meu corpo, fazendo com que as vezes eu suma, sem contudo sair do lado de Alec. Querendo ou não ele era o meu companheiro nessa missão e eu precisaria de sua defesa. Depois de um longo tempo, achamos o corpo moribundo de um Pégasus. O animal estava todo dilacerado, refletindo a brutalidade daquela morte. Uma risada perversa, ao olhar na direção da origem do som vejo um esqueleto de um gato. Alec o ameaça e lhe faz perguntas, mas duvido que ele as responderá com sinceridade. Caso o gato tente fugir uso as sombras da noite para aprisioná-lo, eu era uma filha de Hades e não tinha medo de um gato esquelético.

- Acho melhor você começar a falar bichano, o meu primo não é muito chegado a enrolação. Sabe como esses cabeça de ventos são, não entendem a necessidade da dor e da tortura. – Digo enquanto passo minha mão pelo cabo da minha Foice.

Poderes Ativos:
Nível 4 – Grilhões de Sombras: O flho de Hades manipula as sombras do ambiente com seu controle sombrio, permitindo que envolva, por duas rodadas, as pernas dos inimigos em sombras com aspecto de raízes, segurando-o ali. Consome 30 pontos de Energia, dura uma rodada, e consome mais 10 por rodada adicional.

Habilidades Passivas:

Nível 1 – Herança do Rei: Como todo bom filho de Hades, o sangue do rei do submundo corre em suas veias, garantindo-lhe características bem peculiares. Os filhos de Hades possuem uma aparência quase doentia, com pele pálida e um olhar geralmente morto. São capazes de enxergar no escuro tão bem quanto se fosse dia, e conseguem sentir a presença de espíritos nos arredores, bem como interagir com eles.
Nível 2 – Príncipe dos Mortos: Todo e qualquer tipo de espírito ou fantasma será capaz de reconhecer o Príncipe do Submundo e o respeita como tal. Isso, porém, não garante obediência alguma.
Nível 3 - Perícia do Styx [Inicial]: Confere o nível [Inicial] para a perícia com armas feitas inteiramente de ferro estígio. Não permite que o herói treine suas outras perícias. (+5 correspondente à arma utilizada)
Nível 4 – Regeneração sombria [Inicial]: Quando estiver em um ambiente completamente desprovido de Luz, o filho de Hades terá suas forças renovadas, regenerando 10 pontos de Vida e Energia. Em ambientes escuros, porém não completamente (à noite, apenas sob a luz de uma tocha, etc), recuperará apenas 5.
Nível 5 – Passo Oculto [Inicial]: O corpo dos filhos de Hades agora fundem-se às sombras, tornando-os parte delas e permitindo que se camuflem, passando despercebido pela maior parte das pessoas.
Nível 5 – Servos da Morte: Os corvos são reconhecidos como um símbolo animal de Hades, e reconhecem os filhos deste deus como seus senhores. Esses animais ajudarão o filho de Hades sempre que possível.



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#9

Hera

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Certamente duas pessoas ousadas, mas antagônicas. Evellyn e Alec iriam acabar se socando qualquer dia desses. O filho de Zeus apenas atiçava a vontade da filha de Hades de cortar algumas cabeças, e como ele era a única por perto naquela floresta, era possível considera-lo um suicida. Mas a ingenuidade de um garoto que um dia nasceu para ser líder, talvez um dia pudesse acabar com ele.
 
Há certas estranhezas no mistério, uma delas é que ele fede tanto quando o corpo já em início de putrefação daquele Pégaso. Ninguém gosta de ser surpreendido, nem de não entender a situação na qual se encontra. A terra molhada não era o suficiente para cobrir o cheiro de morte. Thanatos cavalgava por aquela floresta durante aquela noite em específico, algo atraía escuridão e morte.
 
- Foi você tem assassinou esse Pégasus felino? Se não com certeza se aproveitou da carcaça que seu assassino deixou para trás. Se souber de algo ordeno que me diga, ou se juntará à tal nobre animal no submundo. - A única reação do gato esquelético, foi tirar um resto de carne de seus enormes dentes humanoides.
 
- Acho melhor você começar a falar bichano, o meu primo não é muito chegado a enrolação. Sabe como esses cabeça de ventos são, não entendem a necessidade da dor e da tortura. - A criatura revirou os olhos e desapareceu, como se estivesse ficando invisível, e repentinamente a criatura aparece atrás dos campistas, deitado sobre o chão molhado.
 

- Vocês semi-humanos são TÃO estressados. - Sua voz era como a de um homem comum. - Vivem pensando que nós somos a causa de todos os seus problemas. Se choram, é culpa nossa. Se sofrem, é culpa nossa. Se tem sua família mutilada e assassinada enquanto vocês trabalham para um Deus que não gostamos... Bem, isso certamente é culpa nossa. - Ele deu uma risada seca, que instantaneamente parou. - Mas isso aí? Isso não é culpa nossa. 



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