Herois do Olimpo RPG

Fórum de Mitologia Grega baseado em Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo!




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Por isso peço encarecidamente que sempre estejam olhando este tópico e que o enviem aos novatos para se ater das mesmas coisas que vocês, avisem colegas e amigos sempre que virem algo novo acontecendo.
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Mercúrio

Mercúrio
Deus Olimpiano
Deus Olimpiano
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As gaivotas cantavam no horizonte e, a cada minuto que se passava, a embarcação se aproximava um pouco mais da grande ilha.

O garoto podia ver os arranha-céus se tornando cada vez maiores e se impressionava com seu tamanho. Parecia um lugar apavorante, ainda mais considerando o tempo que passará em uma ilha isolada, treinando seu pequeno corpo, com músculos não desenvolvidos.

— Estamos quase chegando, meu príncipe. — Falou o Cíclope, vestido nas roupas de capitão. O garoto notara uma diferença enorme de inteligência dele para os outros. Talvez isso o tivesse feito líder de sua embarcação. — Já mandamos um recado e o senhor é esperado do outro lado.

***

Quíron recebera a notícia dois dias antes, mas a falta de pessoal o estava preocupando. Fora inusitado receber a notícia de que uma embarcação de cíclopes estava escoltando um semideus até a
O porto de Nova York.

Ele, mais uma vez, teve que apelar para as caçadoras, que prontamente enviaram uma de suas irmãs para escoltar o rapaz. Quíron conhecia a garota, talvez mais pelo contato que tinha com gêmeo dela do que por vivência pessoal.

— Valkíria me pediu para comparecer, Quíron. — Ela se sentou e o centauro viu o brilho curioso e travesso da caçadora e a definiu como uma das anomalias do grupo.

— De fato... — O centauro respondeu e explicou a situação.

Ela sorriu e se dirigiu à saída com uma expressão conspiratória, como se tivesse planejando alguma coisa. Alguma coisa bem nefasta.

— Não se importa se eu levar dois campistas comigo, não é? — Ela falou, antes de virar-se, já com a porta aberta. Por algum motivo, Quíron soube que não tinha como recusar esse pedido.

— Claro...Posso pedir alg... — Ele começou, mas a porta se fechou antes que ele completasse a frase.

Cristie Tinuviel era o tipo de pessoa que ele não conseguia entender, nem lidar.

***

Cárter e Ronan foram praticamente jogados na garupa do grifo cinzento e, antes que pudessem protestar, Gray já levantava vôo pelo sol que nascia na costa de Long Islând.

Não entenderam nada. Não foi algo tão a esmo, pois ela pegará um deitado na cama do chalé de Hermes e o outro seguindo Hegulos pelos lados.

Ronan se lembra do filho de Hades protestar severamente sobre a necessidade da garota de levar o menino, mas, após uma batalha de olhares, ele cedeu muito contra a vontade para a garota.

— Vamos nos divertir, meninos! — Disse com aquele sorriso ofídio, gritando para os ventos.


Regras escreveu: — Isso é um teste interpretativo. Estarei avaliando cada LINHA de post de vocês.
— Esse primeiro post tarara-se das reações de todos. Façam o seu melhor para me impressionar.
— A NPC é a gêmea do Aron.



[Teste Três Grandes] Epílogo da Civilização. — Robb, Ronan e Carter. 240_F_75620286_ELDuWvRTk0iVQKSGeHTqJ1Wvps9FK4pP
Be fast, but not furious.
#1
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Eu sabia da extensão do oceano, eu meio que a sentia, mas nada como uma viagem de barco para perceber o tanto que ele cobria o mundo.

Os últimos dias de viagem tinham sido tranquilos. Os ciclopes dali do barco me tratavam com respeito por algum motivo, sempre me alimentando bem e me tratando melhor ainda. O capitão por si só era o mais educado de todos, e cuidava de todas as minhas necessidades. Até me chamava de príncipe, embora eu não soubesse o porque.

Eu estava com o pé na mureta do navio, olhando para a cidade que lentamente se aproximava. Eu tinha vagas lembranças de como era a cidade antes do furacão me pegar, mas aqueles prédios tão enormes me impressionaram. Segundo Zora, a maioria dos prédios era projetada por filhos de Atena... Pensando bem, Zora nunca disse quem era meu pai olimpiano, ele disse que ia falar mas em seguida desapareceu e aqui estou: chegando numa cidade gigantesca.

Respiro a maresia salgada e vou na direção do capitão do navio. 'Capitão, estamos quase chegando. Acho que eu não poderia pedir para vocês me levarem até o acampamento, mas tem como me fornecer alguma coisa para me ajudar na jornada?'

Muito embora eu tivesse passado por coisas que a maioria dos adultos nunca passará, ainda sou uma criança, prestes a ficar perdida nessa grande cidade. Amarro mais firme o cipó da minha tanga e aperto mais forte meu bastão que me acompanhara desde a ilha. Eu estava animado com o que estava por vir.

#2
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Estava em um local alto, talvez uma montanha, percebi pelo ar rarefeito aqui, a névoa cobria completamente tudo ao local, não dando pra enxergar quase nada, estava pela manhã, não conseguia enxergar o sol, apenas via poucos traços do azul anil presente no céu, e nada mais... Como eu cheguei ali ? Porque eu estava ali ? Como sairia dali ?... Varias perguntas que não podiam ser respondidas por ninguém, afinal de contas, eu estava sozinho no local...

E então toda a névoa sumiu, e tive certeza que estava em uma montanha, o sol finalmente apareceu, ele estava belo e resplandecente, iluminando tudo, doeu no meu olho até... Um homem apareceu em minha frente, nunca o vi em minha vida, ele era alto, cerca de 2m, roupas antigas, cabelos pretos e lisos... Mas uma coisa me intrigava, eu não conseguia enxergar sua face de maneira alguma, era apenas um borrão... E então ele dirigiu as palavras a mim :

- Carter... Jovem semideus, eu estava te esperando a muito tempo...

A voz do homem começa a falhar.

- Você... se... sairá bem...

Eu não entendi com clareza o que ele havia falado, mas consegui pegar umas palavras, e ele tentou falar o restante :

- Você é...

Despertei.

Eu estava no chalé de Hermes, deitado... Olho para cima e vejo uma garota olhando pra mim, me olhava com uma cara de desprezo e repugnância...

- Vamos garoto, levante-se... Vista-se e pegue seus equipamentos... Partiremos em uma missão agora, não esperarei mais de 20 minutos... Se tiver alguma pergunta, faça depois... VAMOS !

Eu não estava entendendo nada. Quem era aquela garota ?... Eu apenas levanto, troco minhas roupas e pego meus equipamentos e a sigo... Porque eu fui escolhido para uma missão ? Nunca fiz nada demais aqui...

Enquanto caminhamos tento fazer algumas perguntas :

- Quem é você ?

- Sou uma Caçadora de Ártemis...

Não sabia muito sobre elas, sabia apenas que as mesmas eram bastante fortes... Ele me manda ir até a colina enquanto vai buscar "o outro"... Ela trouxe outro semideus, também parecia ser indefinido, assim como eu... Ela nos colocou em cima de um grifo e disse :

- Vamos nos divertir, meninos! — Disse com um sorriso ofídio, gritando para os ventos.

Espero novas ordens e me apresento ao meu "colega de missão"

Equipamentos:
- Elmo Comum
- Peitoral de Couro
- Espada Curta
- Escudo Pequeno
__________________
Acessórios:

- (x2)Esfera Explosiva*[Pequena]
__________________
Mochila Comum:

- (x2)Poção de Cura [Heroico]
- (x2) Erva Medicinal [Fraca]



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#3
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A vida no acampamento não era fácil, embora estranhamente agradável. Acordar, lavar um banheiro, ir para a arena treinar combate, para os campos praticar tiro ao arco (com o qual eu era péssimo, e já tinha uma cicatriz na perna graças a uma flecha que eu mesmo atirei)... Depois seguir com todos para o refeitório, encher a barriga com o que quer que eu pudesse desejar, e,por fim, deitar-me ao chalé 12 com os demais indefinidos, sob os olhares travessos dos filhos de Hermes. Eles eram divertidos, veja bem. Mas o que tinham de divertidos tinham de suspeitos. eu sempre tinha a estranha sensação de que roubariam até mesmo minha cueca, se eu lhes desse oportunidade, então mantinha meus equipamentos sempre comigo. E quando dormia,os colocava em baixo do travesseiro ou do colchão.

Embora estivesse me dando bem, não havia feito muitas amizades. A pessoa com quem eu mais falara foi o estranho filho de Hades, que apesar da expressão mal humorada estava sempre disposto a me ensinar uma coisa ou outra sobre a espada. Eu passava então a maior parte do tempo à beira do lago com ele, ganhando hematomas aqui e ali, mas sentindo-me extremamente feliz ao fim de cada dia. Eu não saberia dizer se estava melhorando, mas não tinha pressa. Eu teria tempo.

Eu estava justamente em companhia de Hegulos quando uma garota estranha me sequestrou. Eu sabia da existência das Caçadoras, mas jamais tinha falado com alguma, e sequer sabia o que faziam, além de não se misturarem muito com homens, então fiquei receoso quando ela me puxou pelo braço e fiz questão de desvencilhar-me, olhando para Hegulos em busca de alguma instrução, mas aquelas caçadoras deviam mesmo ser osso duro, pois na briga de Olhar-feio, o filho de Hades perdeu. Vencido, fui arrastado colina-acima pela garota louca.

-- Então -- Digo -- Para onde exatamente você está me levando?

Eu levava comigo apenas o básico que havia sido me dado por Heg e outro conhecido; Roran, o conselheiro do chalé de hefesto, que me pareceu feliz em ajudar com algo. Graças a ele eu tinha em meu cinto cinco pequenas facas de arremesso que misteriosamente não giravam no ar.

Eu esperava que ela fosse me fazer lavar o banheiro do chalé de Ares (santo Deus, de novo) ou escalar a parede de lava (eu odiava). Mas quando fui jogado no lombo de um estranho animal alado com outro garoto, percebi que estávamos para sair do Acampamento. O que significa, bem... Uma missão? olho para Carter, exasperado. eu já o tinha visto no chalé de Hermes. Era um carinha bem na dele. quando o olhei, ele fez questão de apresentar-se,  e com um sorriso eu devolvo o cumprimento.

-- Sou Ronan, filho de Ninguém. Sabe para onde estamos indo?

Impotente, tento agarrar-me à cela, e não gritar enquanto alçamos vôo - o que, para minha surpresa, é mais legal do que eu poderia esperar.


Equipamento:

- Peitoral de Couro
- Espada Curta [Bronze Celestial]
- Espada curta [Bronze Celestial]
- Adaga de Arremesso [x5][|1|]
- Escudo Pequeno [Bronze Celestial]
__________________
- Poção de cura [Heroica][x2]

#4

Mercúrio

Mercúrio
Deus Olimpiano
Deus Olimpiano
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— Apenas isso, meu príncipe. — Disse o capitão, entregando-lhe uma pequena mochila, com dois vidros de poções de cura heroico, uma lanterna, uma marmita e o kit básico.

Não demorou para a embarcação atracar no Porto de Nova York, deixando o garoto numa despedida regada com lágrimas pesadas saídas de apenas um olho.

Quando o garoto enfim se virou, ele viu o grifo pousando com os dois garotos e uma garota de cabelos morenos e olhos amendoados, pele alva e expressão ofídia, como se pronta para dar o bote.

A viagem fora extremamente perigosa, com um acúmulo de monstros que os dois nunca viram, mas a caçadora tratou de colocar todos os que vieram contra ela com muita facilidade de volta só tártaro. As manobras com o grifo os impressionaram e o fato dela ter deixado eles caírem duas vezes ainda os assustava, ainda mais com o sorriso que denunciava que fora de propósito.

— Bom...Parece que é isso, crianças. — Sla olhou de um lado para o outro, conferindo se mais alguma coisa atacaria. — Achei que vocês iam morrer antes de chegar aqui... — Ela suspirou decepcionada. — ...Fazer o que...No geral, eles mandam alguma coisa mais...

Como se para confirmar o que a garota dissera, um clarão apareceu repentinamente ao lado deles, com um homem se materializando no local. Vestia uma túnica branca, colada ao corpo, um sobrepeliz aberto nos dois ombros, preso por um broche dourado. Seu cabelo era longo e estava preso em um rabo de cavalo, as melenas loiras esvoaçavam com o vento marítimo, carregado de maresia salgada. Os olhos eram dourados e as feições do rosto suave. O que mais chamava a atenção eram os três pares de asas douradas que o jovem possuía. Devia ter uns 25 anos, mas seus olhos transmitiam uma serenidade que lhe fazia parecer mais velho.

— Cristie...Temos problemas. — Foi o que disse o homem em uma voz grave.

— O que foi dessa vez, Krad? — Ela replicou, com uma expressão decepcionada. — O que foi que Ele aprontou dessa vez?

— Não é nada com Apolo... — Falou o anjo. — É Sylphed...Ele está tramando alguma coisa. — Disse preocupado. — A fortaleza fora atacada há alguns dias, você sabe. — A garota concordou. — Mas Sylphed não estava liderando as forças, como sempre e você sabe...O Aron...

Ela interrompeu o homem com um aceno de mão.

— Pode deixar, vou verificar...Queria mesmo que esses pestinhas entendessem como as coisas funcionam. — E apontou para os três atrás de si.

O homem olhou com desaprovação para a garota que deu de ombros, enquanto ele desaparecia, deixando os garotos perplexos as suas costas.

— Bom, crianças...Temos um pequeno desvio. — E seus lábios se curvaram em um sorriso sádico.

Ela não demorou a pôr os três na garupa de seu grifo cinza, que deu duas voltas no Porto, enquanto a garota recitava um encanto, que podia ser uma música.

Um portal se abriu bem no ar e o grifo mergulhou nele. Quando deram por si, estavam em uma floresta sinistra. Uma forte neblina cobriam o chão que eles pousaram.

A garota acariciou seu grifo e ele levantou vôo, sumindo entre as nuvens negras do local.

Os galhos das árvores estavam retorcidos e não tinham uma folha se quer nelas. Estava evidentemente d enoite, embora eles tivessem a impressão de que o dia não existia naquele lugar.

Talvez tivesse, tido tempo de perguntar alguma coisa, se não houvessem aparecido sete lobos na colina acima deles.

— Batedores... — Ela sussurrou.

Dois lobos foram abatidos rapidamente pela flecha da caçadora, mas outros dois fugiram de seu alcance no segundo seguinte, sumindo por trás da colina. Os outros três avançaram.

— Deixo esses com vocês garotos. — E sorriu, como se aquela situação fosse a que ela desejava e não uma consequência do acaso.

Ela simplesmente começou a desaparecer nas sombras, junto com sua capa. Deixando três lobos que avançavam contra os garotos.

Dois deles deram a volta, fazendo um semi-circulo, rumando contra Ronan à esquerda e Charlie à direita. Pelo meio, o terceiro avançava contra Robb.

Regras escreveu: — Isso é um teste interpretativo. Estarei avaliando cada LINHA de post de vocês.
— Esse primeiro post tarara-se das reações de todos. Façam o seu melhor para me impressionar.
— A NPC é a gêmea do Aron.



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#5
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Cada minuto ao lado daquela garota era um show de horrores. Meu óculos teria caído para o além, se eu não tivesse o segurado rapidamente quando ela nos derrubou do grifo. Duas vezes. Monstros brotavam por entre as nuvens, seguindo-nos como se estivessemos exibindo um cartaz de "ALMOÇO GRÁTIS" em cima de nossas cabeças. Os disparos preciso da garota nos mantiveram vivos, embora eu às vezes tivesse chegado a suspeitar que ela se divertia mais e mais à medida que o perigo aumentava. Lembro-me de uma frase do Rei Leão; Eu rio na cara do perigo. Certamente, se encaixava com perfeição em nossa pseudo-sequestradora.

Porém, não vou dizer que a viagem foi, de todo, ruim. Aliem cima, cercado pela imensidão azul e pelas nuvens brancas como algodões, voando acima dos pássaros e de todos os homens, mulheres, cidades, florestas, montanhas... Senti-me pleno. Como se não faltasse absolutamente nada em mim. Como um Nirvana. Ou como um copo cheio. Passei inúmeras vezes as mãos pelas penas das asas do grifo, que planava com leveza pelo ar, como uma lancha desliza sobre a água, e imaginei o quão sortudas eram aquelas criaturas por poder ir a onde quisessem, quando quisessem. Bastava querer. Bastava abrir as asas e, bem, voar, ao infinito e além.

-- Semideuses podem voar? -- Perguntei a ninguém em especial,antes que pudesse frear minha língua. Fiquei questionando se seria uma pergunta muito tola. Eu havia visto filhos de Hefesto cuspirem fogo, e a prole de Poseidon revirar os Oceanos no Acampamento. Para mim, tudo aquilo era novo. Se podiam controlar os elementos e moldar a natureza, poderíamos voar, também?

Nossa viagem chegou ao fim quando pousamos próximos à praia. Uma embarcação se afastava ao longe,e mais um pobre coitado foi pego pela Maníaca do Arco. Era... um guri. Eu não era nenhum adulto, óbvio, mas... quantos anos aquele pivete teria? Nove? Por um momento o encarei, ressentido que sua vida de horrores tivesse de começar tão cedo.

Ao menos, pensei, ele crescerá mais forte que todos nós. Isto é, se sobreviver.

Como dizem por aí, o show não pode parar, e nós também não. Um anjo apareceu e sumiu. A Maníaca do Arco nos teleportou por uma espécie de buraco de minhoca e voyalá, nos jogou direto para os lobos - literalmente. Meu bom senso me dizia que aquela garotas não era exatamente a mais indicada para liderar uma missão. Eu jamais levaria pessoas despreparadas comigo para escoltar outra pessoa despreparada. Certamente, penso, eu poderia ser um líder mais responsável. Mas quem tem poder, tudo tem, e eu não tinha.então cerro os dentes enquanto ainda os tenho para cerrar, e concentro-me na ameaça imediata; um lobo correndo em minha direção.

-- Amigo... Amigo! -- Digo, puxando a espada e apertando a alça do escudo, agradecendo mentalmente a Hegulos por tê-lo me dado. Eu me sentiria extremamente exposto se não tivesse aquela defesa extra ao meu lado.

Eu havia lido uma HQ do Arqueiro Verde uma vez, onde ele era obrigado a enfrentar cães raivosos com uma frigideira e um chiclete de uva. Ele dissera em sua história que o truque para enfrentar os cães era acertá-los no focinho quando atacassem e puxar suas pernas traseiras quando tivesse oportunidade. eu definitivamente não puxara as pernas do lobo, mas acertá-lo no focinho...

Avanço contra a criatura, determinado a não ter medo, mas sentindo minha mão tremer ao redor do punho da espada. Minha primeira luta real. Eu não estava mais no Acampamento. Eu não tinha mais minha mãe. A vagabunda que me trouxera até ali não iria me salvar,e tampouco Hegulos apareceria do nada mais uma vez. Eramos eu, minha espada, meu escudo e o lobo. Somente. E, bem, toda a simulada experiência de batalha concedida a mim pelos filmes e Histórias em quadrinho de ação.

Enquanto avanço contra o lobo eu tento avaliar a velocidade da criatura. Aguardaria até que tentasse me atacar; minha prioridade era me defender, afinal. Se ele tentasse me morder, eu avançaria o corpo, depositando meu peso em um golpe de escuro contra seu focinho, para então brandir a espada pela lateral do escudo. Tentaria atingi-lo enquanto estivesse tonto pelo golpe de escudo. Se ele saltasse sobre mim, eu daria meu melhor para recuar para a esquerda, com o escudo sempre à frente do corpo, enquanto ergo a espada para deixá-la no caminho do lobo, para tentar cortá-lo.

Em todo caso, tento manter-me a uma distância grande o suficiente para conseguir ver os ataques do lobo e reagir a eles. É importante saber que algo pode dar errado, dizia Hegulos em minha cabeça. Mantenha seu escudo erguido. Nunca se sabe quando um ataque virá. Se você for mais lento que o inimigo, deixe que ele ataque primeiro, e então contra-ataque com a espada. Eu quase podia vê-lo ali do lado,me dando sermões. Mantenha os joelhos flexionados, ele dizia, e prontos para saltar. Se o inimigo for mais forte que você, não bloqueie o ataque, desvie-o. Eu realmente gostaria que ele estivesse ali. Percebo,com certa surpresa, que havia me apegado ao estranho filho de Hades. Eu não o decepcionaria. Eu seria forte e, um dia,lutaria ao seu lado,como um igual. Não seria aquele lobo a me parar.





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