Herois do Olimpo RPG

Fórum de Mitologia Grega baseado em Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpo!




ATUALIZAÇÕES DO FÓRUM




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Por isso peço encarecidamente que sempre estejam olhando este tópico e que o enviem aos novatos para se ater das mesmas coisas que vocês, avisem colegas e amigos sempre que virem algo novo acontecendo.
Se você, jogador, tiver algo para falar a respeito do que foi postado aqui, use nossa chatbox ou mesmo o tópico da central de atendimento: http://www.heroisdoolimpo.com/t46-central-de-atendimento-ao-campista

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Mercúrio

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Deus Olimpiano
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A hora era 00:55. Shouto estava no banheiro da rodoviária, fumaça subia de suas narinas, enquanto no chão, as cinzas do  cigarro aceso se acumulavam. Estavam atrasados, muito atrasados.

O garoto podia ouvir seus batimentos martelando seus ouvidos com um rítimico tum-tum desesperado, ainda a imaginando se deveria mesmo ter acreditado nas palavras que ouvira no sonho.

Dois segundos se passaram e ele ouve os passos de alguém eleitorado o banheiro da rodoviária deserta.

- Shouto. Cheguei. - Era a mesma voz do filho de Hypnos que tinha conversado consigo durante o sonho.



Be fast, but not furious.
#1
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-- Shouto. Cheguei -- Falou a voz lá fora. Ergo a cabeça, ansioso e tenso, enquanto me levanto lentamente e penduro a mochila nas costas. Apoio a mão sobre a porta da cabine, pronto para abri-la, e então hesito.

Nos ultimos dias, o mundo estava simplesmente virando de cabeça para baixo. Meus dias eram passados em casa, saindo apenas quando meu "chefe" mandava alguém me chamar, jogando uma pedra em minha janela, e minhas noites eram passadas trancados no banheiro, com um armário trancando a porta para que e ninguém entrasse enquanto eu dormia. Às vezes, chegava a sentir o peito doer e o ar faltar, enquanto o pânico de ficar louco, tal qual minha mãe ficara, enchia meu peito.

Você não está louco, falei para mim mesmo, com a mão apoiada sobre a porta. E se estiver, preocupe-se com isso depois.

Tomando coragem e dando um trago particularmente profundo no cigarro, abro a porta da cabine, olhando incerto para quem me aguarda do lado de fora. Se for o filho de Hipnos eu suspiro, aliviado, e cumprimento-o com um aceno de cabeça, já trabalhando em voltar à minha inexpressividade habitual, enquanto respirava fundo o mais discretamente possível, tentando disfarçar meu nervosismo.

#2

Mercúrio

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Deus Olimpiano
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Shouto decide sair de seu reservado em resposta a voz do suposto filho de Hypnos que o havia contactado via sonho.

Quando ele abriu a porta, no entanto, o que viu foi um homem mais alto que ele, com seus três metros, vestindo um macacão sebento, emitindo um cheiro horrendo de churumi. Seu rosto estava início de discernir, especialmente porque ele tinha apenas um olho.

- Ahhh! Aí está você! - disse o ciclope, com um corpo desmaiado no ombro, pelas roupas parecia o filho de Hypnos.



Be fast, but not furious.
#3
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Oh.

A conformação e o pavor de perceber que eu já estava morto - e da pior das formas possíveis, diga-se de passagem - me assolou com como um avalanche descendo uma montanha. Confusão, Pavor, um Medo excruciante e, por fim, Ódio. Enquanto encarava aquele olho enorme e único, enfiado em um rosto irrelevante, todos estes sentimentos cruzaram minha mente, e meu corpo, e por um momento eles eram tudo o que havia em meu ser; sentimentos puros e frios, guiados pelo mais puro instinto do animal que agora eu entendia que era. Um animal. Em uma Cadeia Alimentar. Ali, enquanto o pavor e o medo cruzavam meu corpo quase como uma corrente elétrica, fazendo tudo se contrair até doer, tudo o que eu pensava era em como tinha de sair dali. De fugir, Eu sou uma presa, e não um predador intocado como nós, humanos, fomos ensinados que éramos. Eu sou um animal, e o Mundo, era uma Selva. Aquele, diante de mim, era um Predador. Um monstro comedor de homens, e eu, porra, era um homem. Um semideus, sua presa favorita, como ele tinha dito em seu ultimo encontro comigo. onde quase me comera, e aquele filho de Hipnos idiota em seu ombro havia me salvado. Grande merda. Minha mãe era uma pobre louca e meu pai era um deus escroto. Grande merda. Grande merda, grande merda!

O ódio, que veio por último, foi tudo o que permaneceu, porém. Eu nunca fui do tipo que se pergunta muito o porquê das coisas. Do tipo justinho, ou moralista. Eu só seguia o fluxo. Me misturava na sombra dos outros e vivia como fosse necessário. Eu tirava notas boas, porque é o que esperavam de mim na escola. Eu cozinhava e lavava em casa, porque achava que era o apropriado, pois era o que os adultos faziam. Eu saía à noite para entregar drogas porque era o que meus vizinhos - assim, bem persuasivos - queriam. Uma garça no meio das garças, uma sombra no meio das sombras. Mas ali... Naquele momento... Naquela selva que eu me via... O que esperavam de mim, é que fosse uma presa, nascida e criada como um porco para o abate. Naquele grande olho nojento e melequento o que eu via era fome. E aquilo, finalmente, foi esperar demais de mim.

Puxo um trago profundo do cigarro. Fecho meu olho esquerdo. Dou uma última olhada naquele olho único encarando o meu. Ele com fome. Eu, com ódio. Balanço o cigarro com os lábios, derrubando a camada de cinzas em sua ponta, deixando sua extremidade acesa bem exposta. Então, assopro com força, tentando disparar o cigarro aceso contra seu rosto, junto com uma baforada de fumaça.

Enfim, abaixo-me levemente, segurando a ponta do meu skate apoiado na mochila na cabine, e levanto-o num movimento brusco junto do corpo, tentando acertar o queixo, olho ou rosto do ciclope com a borda ou rodas do skate. Então arremesso-o contra a lâmpada, ou tento atingí-la pulando sobre o vaso e então pulando pra atingi-la.

Caso consiga, puxo a bandana em meu pescoço para cobrir meu rosto [Como no avatar]. Me esgueirando pelo escuro eu já tinha percebido que meu rosto, ou mesmo o de outras pessoas com pele tão pálida, costumava atrapalhar na hora de se esconder, então era meu método de me camuflar melhor. Abro o olho esquerdo, fechado antes para ter alguns segundos de vantagem em se adaptar ao escuro. Então, aproveitando da confusão do ciclope, eu tento evadir-me dali, esgueirando-me pela lateral do monstro, sem tocá-lo, ou caso vá ter de tocá-lo, faço-o com força, empurrando com toda minha força e peso ao passar.

Se tudo der certo e eu conseguir fugir, caralho, apenas corro pra sair do lugar, e analisar o ambiente ao redor. Caço algum canto onde eu possa me enfiar rapidamente, me esconder e aguardar para ver o que ele faria. O filho de Hipnos ainda estava lá dentro, com ele, afinal, e o garoto era um semideus, como eu. Eu esperava que a criatura viesse atrás de mim, mas e se decidisse me deixar pra depois e comer primeiro aquele que já tinha capturado? O cara tinha salvo minha vida uma vez, e isso era o que me impedia de correr para longe dali.

Caso eu veja enquanto me escondo algo que possa usar como arma, como uma pá, barra de ferro, vibrador ou até mesmo facas e talheres em restaurantes, eu tento pegar, se estiver ao alcance, porém priorizo me esconder a tempo.



Mas porra, voltando pra realidade, se algo der errado lá dentro, enquanto tento fugir, em qualquer um dos passos, faço meu melhor para reagir me adaptando à situação. Caso ele não se assuste com o cigarro e a fumaça em seu olho eu tento desviar do socão que eu previa que viria contra mim. Eu já tinha levado um golpe daquela criatura antes, e não queria passar por aquilo de novo. Minhas costelas ainda doíam quando eu tossia, graças ao dia em que aquela aberração tinha me espancado. Eu definitivamente não queria passar por aquilo de novo. Assim, se eu conseguir evitar algum golpe e ver alguma abertura, tento prosseguir com meu planod e fuga, apenas passando por ele se tiver oportunidade, atingindo-o com o skate como citado antyes, ou atingindo a lâmpada, para obscurecer a visão dele por alguns segundos, ganhando tempo de me mover pelas sombras pra fugir, contando como sempre com minhas vestes escuras pra me camuflar melhor.

Dando tudo errado só me encolho enquanto sou espancado de novo Bad

#4

Mercúrio

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Deus Olimpiano
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O garoto tem a brilhante idéia de bater onde dói mais, acertando a bina do cigarro junto com a baforada no olho do ciclope, tal qual os argonautas. A bina de cigarro aceso acertou a íris, obrigando o ciclope a soltar o filho de Hypnos para socorrer seu globo ocolar. A fumaça entupiu seus pulmões, lhe dando uma crise de tosse, o que não ajudou em nada quando o skate subiu rodopiando contra o seu nariz, quebrando-o de imediato.

A lâmpada do banheiro se quebrou, assustando ainda mais o pequeno ciclope, que se jogava nas pias e nos reservados, debatendo-se em busca de sua vingança. Não conseguiu encontrar o semideus que o ferira, nem o outro que já tinha em sua posse.

Os dois semideuses aproveitaram a deixa para fugir pela rodoviária. Muitas barraquinhas estavam dispostas do lado de fora, algumas pessoas se aglomeravam na porta do banheiro e aparentemente não tinham percebido os dois semideuses que saíram por entre elas com certa facilidade, quase como se fossem fantasmas.

O filho de Hypnos olhou seu relógio de pulso.

- Falta 30min para o ônibus chegar. Precisamos despistar ele enquanto isso. - Disse perdido, olhando de um lado para outro, embora não fosse exatamente umas combatente muito experiente.

Shouto rouba dois talheres de plástico de uma das lojas de lanche, que era o que estava mais próximo do rapaz, o cheiroteiro de gordura velha inundando suas narinas. Era uma faça e um garfo de plástico.



Be fast, but not furious.
#5
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Enquanto corria com o garoto ao meu lado, fico quase incrédulos que tudo tenha saído certo. Dentro de meu peito, aquele sentimento de ódio ainda permanecia. Eu ainda sentia o cheiro daquela aberração queimando em meus pulmões, ainda mais repugnante que o cheiro do cigarro, e tão nojento quanto um banheiro químico.

-- 30 minutos... chegar... despistar-ele -- As palavras do filho de Hipnos chegaram desconexas em meus ouvidos, enquanto eu corria distraído. As batidas se meu coração pareciam sobrepor todos os sons à volta.

Olho para o garoto, avaliando-o como não tinha feito antes. Ele tinha me contado que tinha feito o ciclope dormir no ultimo encontro. Olho para a faca de plástico que eu havia conseguido roubar, e testo sua resistência com a ponta dos dedos. Será que isso poderia cortar o pescoço do monstro? , me pergunto. Então lembro de como tinha reagido brutalmente quando seu olho fora acertado. Será que o olho tinha sido danificado o suficiente pra não nos perseguir mais aquela noite? Talvez... Se eu conseguisse acertar seu olho com a faca, certamente causaria um bom dano... Mas como eu faria isso sem levar um socão na boca antes?

Toco o peito do filho de Hipnos, olhando-o nos olhos com seriedade. Então aponto na direção onde fugimos do ciclope, e então faço um gesto juntando as mãos sob a cabeça inclinada, num gesto de nanar. Queria perguntar se ele poderia fazer o ciclope dormir como antes.

Olho ao redor em busca de alguma loja de antiguidades ou de artigos de cozinha. As lojas de antiguidades costumavam ter espadas e outros adornos ornamentais que talvez pudéssemos roubar. Na loja de artigos de cozinha, bem... Aquelas facas Tramontina cortam como uma beleza. Caso haja alguma, chamo o guri para me seguir até lá, tentando respirar devagar. O cheiro de gordura da lanchonete impregnava minhas narinas. Evito respirar muito ali para não ficar enjoado. eu costumava adorar aquelas coisas, mas as doses repentinas de medo e outros sentimentos extremos tinham me deixado levemente enjoado.

Casop eu veja o ciclope maldito, apenas puxo o guri pra longe, disfarçando-nos na multidão até achar abrigo.

#6

Mercúrio

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Shouto ouve o grito das pessoas atrás de si quando o que aparenta ser uma explosão destrói as paredes do frágil banheiro da estação rodoviária. A multidão assustada corre e o fluxo acaba por derrubar os rapazes no chão que tornam-se uma passarela e pedra de tropeço para muitos mortais que fugiam de um suposto homem bomba do lixão.

Quando finalmente conseguiram se erguer com certa dificuldade do chão, o seu algoz estava a 100m dos dois, seu olho vermelho em pura fúria.

- Eu vou matar vocês, semideuses! - E correu pesadamente na direção dos dois meninos.

- Não consigo colocá-lo pra dormir, não com toda essa fúria. - Disse o filho de Hypnos, que parecia tão perdido quanto o próprio Shouto, que havia perdido sua perigosa arma de plástico no meio da confusão.

Ao redor, apenas barracas de lanches derrubadas na pressa de evacuar o local podiam ser vistas. Não havia grandes lojas porque tratava-se, afinal, de um terminal rodoviário. Apenas poucas barracas de lanches.



Be fast, but not furious.
#7
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Olho incrédulo para meu protetor, e então de volta pro ciclope enfurecido. É. Eu duvidava que alguém tão |Castellan| pudesse ser posto pra dormir, mesmo que magicamente.

Levanto-me desajeitado e desorientado, olhando ao redor enquanto começava a recuar, puxando Leo (esqueci o nome dele, vai ser Leo agora :v) comigo pelo braço. Eu conseguia sentir cada passo da criatura contra o chão, e a visão da parede do banheiro voando junto a pias e encanamentos partidos me deixava claro que ele poderia me explodir como uma bolha de ar com um soco.

Como vou matá-lo?, penso, encarando o monstro com ódio e preocupação genuínos, antes de me virar e começar a correr entre as lanchonetes. Faltava quase 30 minutos para nosso ônibus chegar. Não podemos correr tanto tempo.

Olho para trás por cima do ombro para me certificar que aquele monstro nao estava nos alcançando nem arremessando um banco da praça em nós. Eu queria arranjar uma forma de arrancar-lhe o olho e cortar-lhe o pescoço. Garantir que aquela coisa jamais andasse novamente sobre a terra, e que eu nunca mais o fosse ver, inclusive nos sonhos. Seu olho vermelho e enorme ainda pairava em minha visão, como se eu tivesse acabado de abrir a porta do banheiro e vê-lo ali, parado. Agora que pensava sobre isso, um calafrio percorreu minha espinha. A criatura tinha obrigado Leo a falar, ou tinha imitado sua voz? O garoto estava desacordado na hora, no ombro do ciclope, o que tornava a segunda opção mais provável - e mais assustadora.

Puxo Leo com força esgueirando-me entre as barracas. corro abaixado, tentando cruzar o labirinto de barracas. Caso passe por alguma onde uma panela esteja fumegando, quente, e o monstrengo ainda esteja em nossa cola, eu agarro o cabo da panela experimentalmente, e caso veja que vou conseguir segurá-lo, aguardo abaixado pela aproximação do gigantão, guiando-me pelo som de seus passos pesados, e quando estiver próximo o suficiente, porém ainda o mais seguramente distante de mim, eu me revelo e atiro o conteúdo da panela contra seu rosto. Acertando ou não, arremesso a panela contra suas pernas, tentando atrapalhar sua corrida, e corro novamente, saltando sobre mesas ou escorregando por baixo delas, e saindo da visão do monstro sempre que possível.

Quando tiver oportunidade, olho pro filho de Hipnos e bato com dois dedos sobre o pulso direito, em um relógio invisível, questionando-o quanto ao horário. E sempre, sempre sempre, priorizo me manter fora do alcance das mãos daquele filho da puta, pulando pros lados ou me jogando pelo chão pra evitá-lo.

#8

Mercúrio

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Os semideuses seguem correndo com o o furioso monstro atrás deles e, com sua idéia maluca, joga um prato de molho de cachorro quente no rosto do ciclope, que se atrapalha e cai de cara numa das barraquinhas após se atrapalhar com a frigideira que o semideus jogou em suas pernas.

O ciclope urra de dor, conforme seu rosto queimado começa a demonstrar as bolhas de uma grave queimadura. Ele não se levanta, apenas se debatendo, dando tempo para os semideuses se esconderem atrás de outra barraquinha de lanche.

Leo avisa que só se passaram 5 minutos.



Be fast, but not furious.
#9
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Não fode, penso quando ouço Leo dizer que passaram-se apenas 5 minutos. O suor já escorria de minha testa e pescoço, e eu sabia que a criatura não ia cair naqueles truques improvisados para sempre. Na verdade, eu estava surpreso com quão bem estava pensando naquela situação. A sensação de perigo, de alerta, de luta... Naquele momento, estranhamente, eu sentia meu corpo e minha mente mais despertos do que nunca.

Seguro o braço de Leo e puxo-o de leve, indicando-o que me siga. Corro abaixado por entre as barracas. Aquilo tinha de acabar de uma forma ou de outra. Caminho até estar próximo a uma barraca daquelas que a comida é feita na hora, com fogões a gás. Caso encontre trabalho em dar a volta na construção, trabalhando em não ser visto, e fecho a passagem de gás. Puxo o botijão por baixo dos panos da lojinha, e rolo-o pelo chão até algum lugar próximo e mais deserto onde eu possa ficar escondido com ele enquanto maquino perversamente.

Olho para Leo e aponto pro ciclope. Então faço uma cara feliz e balanço os braços, com a boca aberta, imitando gritinhos. Se ele não entender eu reviro os olhos e tento de novo, apontando para a garganta dele e então para o ciclope, e balançando os braços. Eu queria que ele chamasse a porra da atenção do monstro.

Se ele entender e o fizer, aguardo com o coração tamborilhando no peito, segurando o cano do gás com uma mão e meu isqueiro com a outra, enquanto aguardo a aproximação do mosntro. Então abro novamente o registro do gás para que ele começasse a sair pelo cano, e acendo o isqueiro em sua ponta. Puxo Leo e começo a correr pra longe, empurrando qualquer um no caminho e sem me importar mais em ser visto. Deixo o botijão de gás lá, entre nós e o ciclope, com as chamas consumindo o gás dentro da mangueira até chegar ao botijão. eu... Bom, eu não sabia se daria certo, mas se desse, eu não ia querer estar perto.

Caso dê certo, corro sem olhar para trás. Lamento se alguém for pego na explosão, mas não hesito no que faço.

Caso nada dê certo, corro loucamente como antes, tentando usar as barracas para atrapalhar a movimentação do ciclope, usando de meu corpo pequeno pra me esgueirar entre elas.

#10

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