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One-Post [Teste] Roran - A Ilha Perdida  Empty One-Post [Teste] Roran - A Ilha Perdida

por Roran em Ter 29 Jan 2019 - 18:14

Roran

Roran
Filho(a) de Hefesto
Filho(a) de Hefesto
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Nome da narração: A Ilha Perdida
Objetivo da narração: Provar-me um estudioso capaz e digno de viver e estudar entre os feiticeiros de selene, através de demonstração de minha capacidade de batalha, de conhecimento sobre magia e capacidade de utilizar técnicas mágicas; para um princípio especifico, bem conhecido, as forjas.
Quantidade de desafios: Um
Quantidade de monstros: 2
Espécie dos monstros: Gárgulas

Trama:
Parei diante da porta da nave. Irei mesmo fazer isso?, me perguntei pela décima vez naquela madrugada. O sol nascia tranquilo, lento e belo, no horizonte, e os campistas mais trabalhadores já começavam a aparecer diante das portas dos chalés.

Bom, se for, vá logo, pensei finalmente, jogando a mochila no banco traseiro e entrando na nave. Fechei a porta e deslizei a mão sobre o painel de controle, acionando-o e dando partida nos sistemas operacionais de thinkerbell. Quando os motores responderam, fiz a nave se erguer suavemente alguns metros do chão e então partir em direção ao leste, vendo os gramados e campos de morango desaparecerem rapidamente muito abaixo. Inspirei fundo, ao mesmo tempo tenso e aliviado pelo que já estava feito. Eu não iria voltar Àquela altura.

Passei o olho pelo painel à frente, conferindo os status da nave nas projeções sobre o vidro à frente. Combustível Ok, Radar Ok, Mantimentos Ok, Sistema Operacional de Auxílio de Vôo Ok. Ativei com alguns toques o sistema de camuflagem, para parecer um avião pequeno, e então ligo o piloto automático, programado para apenas seguir reto, sem um rumo definido, evitando aeronaves mortais e monstros, a uma altura segura.

Enquanto isso, eu abri sobre o painel um pequeno caderno de capa de couro e meu caderninho do homem aranha, que usava para anotações. Em meu caderno, tinha notas e considerações próprias sobre o outro caderno, que me tinha sido dado por Elie. Ali, a garota tinha deixado para mim algumas questões e artigos sobre o funcionamento da magia e como usá-la, mas eu aparentemente não era muito talentoso, pois até então só tinha conseguido compreender algumas categorias da magia que poderia aplicar em minhas forjas. Forjas. Como sempre, era a razão daquela loucura. Ou melhor, daquelas loucuras; a primeira, pedir ajuda à Louca Elie, a segunda, partir em uma missão sem permissão em busca de... De algo. De conhecimento. De uma coisa que ainda não tinha.

Recostei-me suspirando enquanto lia mais um parágrafo sobre as fases da lua e os níveis diferentes de energia que ela emitia em cada uma delas. Hm, e se eu puder criar uma arma que absorva energia da lua?, a pergunta cruzou minha mente mais rápido que um raio, e me forcei a voltar meu foco às letras malfeitas da bruxa romana. Eu agradecia por ela compartilhar seu tão enciumado conhecimento, mas aprender estava se mostrando um desafio incômodo para mim, que estava acostumado a entender as coisas sempre fácil demais.

Recentemente, o problema estava sendo aquele, talvez. Eu me via diante de uma barreira, de uma ausência que não conseguia transpor. Minhas forjas pareciam limitadas por algo, pela falta de algo... Nada parecia bom o suficiente, e as ideias que eu tinha que mais me pareciam geniais, eu não conseguia por em prática... Depois de muitas e muitas tentativas e pesquisas, eu estava percebendo que na maior parte das vezes que eu fazia uma grande forja, ela foi facilitada por magia, de alguma forma. A Névoa era capaz de criar coisas espetaculares quando aplicada junto a técnicas adaptadas de forja, e eu estava então tentando sanar esta falta ampliando meu conhecimento sobre magia.

O radar apitou e ergui os olhos para cima, olhando no vidro a imagem do radar piscado e um sinal vermelho se aproximando cada vez mais da nave. Quando olhei para o horizonte, consegui identificar o vulto voador que se aproximava entre as nuvens. Estreitei os olhos e puxei a mochila, puxando de dentro dela os cartuchos de munição da Vespa, e as encaixando nas laterais do painel, nas saídas para os canos de disparo, os quais controlo pelo painel até ter o vulto na mira. Agora, mais próximo, eu conseguia ver os traços do grifo de cor castanha, que se aproximava com malícia brilhando em cada pena.

Apertei o botão de disparo, ouvindo o “tump, tump, tump” dos canos disparando, e quando a besta piou e desviou seu curso eu soube que tinha atingido ao menos um dos tiros. Acompanhei seu curso pelo vidro e o vi se afastar cada vez mais em direção ao chão, e relaxei mais acreditando que estaria seguro.

Perdi a noção de quanto tempo passei voando. A nave funcionava perfeitamente, me enchendo de orgulho, e vez ou outra eu percebia alguma alteração conveniente – no design ou sistema de Thinker, e fazia o que era possível na mesma hora para realizar as devidas melhoras.

A o por do sol chegou e, por fim, a noite. Eu ouvi o apitar do radar novamente e, quando me aproximei, vi que o problema se tratava de uma ilha não sinalizada no mapa lá em baixo. Enquanto eu olhava a pequena ilha parecia tremular em meio à névoa que a cercava.

Eu já estava tentando tirar umas fotos da ilha para pesquisar no google, mas de repente o radar pirou. Do nada dois pontos vermelhos surgiram, e quando ergui a cabeça pude ver as duas formas que esvoaçavam ao redor.

Spoiler:
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As asas das criaturas faziam um som bruto quando balançavam no ar, e a aeronave pendeu fortemente para o lado quando uma delas se chocou contra nós. Pude sentir o impacto em meus ossos, e soube que se fosse uma nave comum, como a dos mortais, provavelmente estaria rumando direto para o chão naquele momento. Aquela criatura era de pedra, eu acreditava, apesar de estar voando como eu. Aquilo devia ser impossível, mas...

Agarrei o timão e girei com firmeza, desvencilhando-me da gárgula que ainda tentava se agarrar à nave. Gárgulas, é isso! Aquilos eram gárgulas... Mas, como derrota-las?

-- Thinker, travar mira nos monstros al alcance. Disparar à vontade.

Enquanto a nave processava os comandos e verificava os sistemas que teria de mover para realiza-los, eu voava os dedos pelo painel, tentando reiniciar o sistema de camuflagem. Se eu ao menos pudesse deixar a nave invisível, poderia confundir as criaturas tempo suficiente para pegá-los pelas costas com um bom disparo de rifle. Afinal, para confirmar minhas suspeitas, os disparos da nave não foram muito efetivos; as balas se crvaavam contra a pedra e ficavam alojadas ali. Eu sabia que apenas o tiro do rifle seria forte o suficiente para derrubar aquelas coisas, a não ser que eu descarregasse pentes atrás de pentes sobre eles, e não tinha intenção de fazer isso.

-- Cessar fogo – falei, e a nave imediatamente parou de disparar.

Finalmente, consegui ativar o sistema de ecdise e deixar-nos invisíveis. Suspirei aliviado, olhando para o visor para bolar o próximo movimento, quando a nave balançou de novo, mais bruscamente do que antes. Olhei ao redor e vi as duas gárgulas me seguindo de perto enquanto thinkerbell perdia cada vez mais altitude. Uma delas havia atingido a lateral de novo e agora eu conseguia ver uma grande mossa mesmo do lado de dentro. Esperava que a porta conseguisse abrir ainda assim.

-- Atire! Atire, porra! – gritei pra o monitor, enquanto balançava a guia, mudando de direção para evitar mais uma investida das galinhas de pedra, e refletindo indignado sobre como continuavam me seguindo pelos céus não importando o quanto eu mudasse de direção. Elas conseguem ver através da camuflagem da névoa, percebi admirado.

Xinguei alguns tantos palavrões e me levantei no banco, sentindo os ossos doendo depois de um dia inteiro sentado naquela poltrona. Apertei um botão no telhado, abrindo a escotilha, pela qual enfiei o corpo e ergui os braços, invocando o rifle da tatuagem já em posição para disparar. Fiz pontaria por um momento na gárgula mais próxima, com os dois olhos abertos, e disparei contra ela. Errei seu peito, porém sorri quando um buraco se abriu na sua asa. Eu perdia cada vez mais altitude, mas tinha certeza de que poderia me recuperar da queda sem problemas. Se eu pudesse danificar as asas delas, porém, elas não conseguiriam...

Segurei o cano com firmeza, mirando mais um disparo, mas arregalei os olhos e me enfiei de volta na nave, fazendo o rifle desaparecer de minhas mãos, assim que vi uma grande mão de pedra se aproximando pela direita. A outra gárgula estava pronta para esmagar minha cabeça entre seus dedos de pedra. Em vez disso, ela acabou agarrando a borda da escotilha, e seu peso foi suficiente para fazer a nave girar no próprio eixo, e começamos a descer em uma espiral enquanto a gárgula lutava para enfiar o outro braço pelo buraco do teto. Xinguei com raiva e fúria e ergui os braços, invocando neles o rifle. Aproveitando a pouca distância eu disparei três vezes seguidas, vendo as lascas de pedra voarem a cada disparo. Apenas no quarto a gárgula soltou da borda, e pressionei o botão para fechar a escotilha enquanto mandava o rifle de volta para a tatuagem e me sentava apressado diante do painel e puxava o timão para recuperar a altitude, mas para meu desespero, a terra lá em baixo estava muito mais próxima do que eu tinha previsto. A pequena agora se estendia para todos os lados, e em meio à névoa eu podia ver as árvores se aproximando. Entre um giro e outro da nave eu pensei ter visto uma construção alta e imponente no topo de um penhasco, mas uma gárgula tapou a visão quando bateu mais uma vez contra a aeronave e me distrai novamente desvencilhando-me dela.

Já estava realmente preocupado quando consegui nivelar a aeronave e pressionar o turbo, sentindo o corpo ser achatado contra o encosto quando a velocidade aumentou bruscamente. A floresta ainda se aproximava, mas aos poucos eu sentia o voo se estabilizando. O radar apitava loucamente, e percebi que devia ter sido afetado de alguma forma, pois os pontos surgiam e sumiam, e as referências d distância estavam completamente erradas.

-- Não, issoo não está acontecendo... – repeti várias vezes em voz alta, enquanto a nave relatava um erro após o outro nos hologramas sobre o vidro. Olhei o terreno à frente; árvores para todos os lados. Busquei por um ponto mais coberto para por fim começar a reduzir a velocidade. Suspirei de alívio quando vi uma clareira, e imediatamente iniciei a manobra para descer sobre ela, o que fiz com grande facilidade. Enquanto dava a volta pude ver as gárgulas ao longe, apenas pontos difusos novamente.

Quando a nave estabilizou o voo no chão da clareira, parti entre as árvores, ziguezagueando devagar para tentar despistar as gárgulas que vinhas mais atrás, eu não podia parar de me movimentar. Eu percebia que os níveis de energia desciam cada vez mais rapidamente, e desliguei o sistema de ecdise para poupar as forças do gerador. Afinal, as gárgulas podiam me ver de qualquer forma, não é mesmo? E eu não acreditava que pudesse haver mais alguma coisa ali pior que elas.

Quando percebi que a nave finalmente estava em seus momentos finais, reuni minhas coisas e a pousei ao lado de um grande carvalho perto de um riacho – eu ao menosa creditava que houvesse um riacho ali perto, por causa do som da água. À minha esquerda, para o Norte, um enorme paredão se erguia, ofuscando o brilho da lua e mergulhando aquele lado da ilhota em escuridão. Enfiei o monóculo no rosto e o liguei, descobrindo uma gama de animaizinhos que se moviam pela floresta. Aves, pequenos roedores, até mesmo um cachorro perdido. Nada de monstros até então, e a visão térmica ainda não conseguia alcançar as gárgulas.

Invoquei o rifle novamente e encaixei em seu cano um projétil de fumaça. Eu aguardaria até que as gárgulas sobrevoassem a área ou me encontrassem até relaxar. Eu não podia continuar voando com a nave naquele estado, e nem parar para repará-la com aquelas aberrações logo atrás de mim.

Meio minuto se passou até que o som das asas de pedra chegassem ao meu ouvido. Eles circularam a clareira uma vez e agora eu conseguia detectá-los em meus óculos térmicos, como manchas azuladas, mais gelados que o ar da noite. Ergui o rifle, fazendo pontaria com ambos os olhos abertos para ter visão também térmica dos alvos, e por fim disparei. Ouvi o som do bronze contra a pedra e uma nuvem de fumaça se ergueu, seguindo os movimentos da gárgula que pousou pesadamente no chão. Em seu peito, um buraco deixava escapar a fumaça cor de rosa. A segunda gárgula pousou ao seu lado. Disparei contra ele, desta vez uma bala normal apenas. Sete metros nos separavam, e Thinkerbell estava pousada a outros 5m entre as moitas. Eu não permitiria de jeito nenhum que aquelas aberrações se aproximassem de minha aeronave. A gárgula olhou para mim e seus olhos emitiram um flash de luz azul por um momento que me fez hesitar em disparar novamente. A gárgula que eu tinha atingido por ultimo se aproximou pesadamente e parou a cinco metros.

-- Identifique-se – Ela disse, embora sua boca não tenha aberto. Aquela voz, inclusive, era feminina demais para um monstro de pedra, então supus que ele estava sendo usado como um aparelho de transmissão – e diga o que desejas.

Minha mente começou a trabalhar naquela hora. Eu deveria me identificar mesmo? Quem era a tiazinda dona daqueles monstros?

-- Eu sou Roran. Desejo consertar a minha nave.

A gárgula olhou de mim para a nave a alguns metros – para minha frustração, ela já sabia onde estava -, e então para mim.
-- Mas que aspirações pobres, garoto.

Eu não tive tempo de protestar antes da gárgula abrir a boca e deixar escapar dela uma torrente de chamas, que me envolveram como um turbilhão. Inspirei profundamente, por um momento me perguntando se seria aquela alguma chama mágica que queima filhos de Hefesto trouxas, mas apenas me senti mais forte, como sempre acontecia sempre que calor intenso como aquele envolvia meu corpo.

Fiz o rifle desaparecer e corri par aa frente, saltando sobre a gárgula e socando seu peito com o braço de Oricalco. O efeito foi exatamente o que eu esperava; a rocha partiu e rachou sob o toque do metal supremo, e a gárgula cambaleou para trás, tossindo. A segunda gárgula passou voando por cima da primeira e veio em minha direção. Seus olhos brilharam com tanta intensidade que eu tive certeza que ela ia disparar lasers, então abri instintivamente o escudo no braço de oricalco e os ergui bem em tempo de bloquear dois raios que voaram dos olhos da aberração. Naquela hora, eu percebi que apesar de não haver nenhum metla ou tecnologia em sua confecção, as gárgulas eram verdadeiras máquinas de guerra, controladas remotamente por alguém, aparentemente.

Recuei com o impacto dos raios e puxei o martelo do bolso. A gárgula seguiu seu voo, destruindo galhos como se fossem gravetos em sua passagem, e aproveitei disso para girar o martelo e ganhar algum espaço.

A gárgula que eu tinha socado ainda tossia, mas parecia mais recuperada. Ela veio em minha direção, com a boca ainda acesa, porém sem cuspir mais fogo, e eu recolhi as abas do escudo no braço e corri em sua direção mais uma vez, erguendo o braço de oricalco e disparando contra ela uma torrente de chamas, nublando sua visão. Percebi que ela ia balançar os braços à frente para me atingir então me joguei e rolei pelo chão desajeitadamente, em tempo de evitar seus golpes, e me levantei saltando e socando mais uma vez com o braço se oricalco, entindo seu tronco trepidar sob meu punho duro e inflexível. A gárgula recuou e eu saltei sobre ela mais uma vez com um grito de desafio, mas assim que acertei o golpe final contra ela, senti um forte impacto contra minhas costas, e fui jogado contra o chão rolando enquanto a gárgula ruía em pedras ao meu lado.

A segunda gárgula pousou atrás de mim e tentei correr, mas ela me atingiu com um tapa com as costas da mão e rolei mais alguns metros antes de conseguir me por de pé, cheio de dores no corpo. Revisei minhas opções rapidamente, e percebi que a opção mais simples era simplesmente continuar abusando do oricalco do meu lado esquerdo. Aguardei o próximo ataque do monstro, que foi um soco pela esquerda, e soquei de volta contra seu punho. Senti dor com o impacto em meu ombro, mas o dano nele foi maior, quando nossas forças somadas fizeram seu braço rachar sobre o meu, menor e mais resistente.

Recuei um passo e ergui os braços, invocando o rifle enquanto o golem gargálico de pedra erguia o braço restante. Disparei contra seu rosto, fazendo-o hesitar um momento, do qual usei para correr para sua lateral e disparar de novo, fazendo-o tropeçar pro lado. Mandei o rifle pro além no ar e saltei, pegando impulso com o braço direito na asa da gárgula e usando toda a força para socar com o braço esquerdo em sua cabeça. Com um som ensurdecedor de pedra rachando, o pescoço da gárgula rompeu e seu crânio caiu, dividindo-se em dois, no chão, enquanto seu corpo ruía em partes menores.

Respirei profundamente por um tempo. Há um bom tempo eu não era forçado a uma luta daquelas, recorrendo especialmente à força física, mas eu não queria chamar mais atenção ainda para mim, então seria melhor guardar os truques para mais tarde.

Tentei analisar a estrutura dos golens. Percebi que em sua superfície havia alguns padrões encrustados. Me perguntei se seria algum tipo de sistema de fluxo de magia ou coisa do tipo, mas desisti logo em seguida, retornando para a nave e comendo umas barrinhas de cereais, já que estava cansado, dolorido e faminto.

Depois, comecei a trabalhar na carcaça, abrindo algumas partes para desamassar por dentro e consertando com a ajuda do controle de metais uma parte de algumas peças que tinham amassado e eu não conseguiria desamassar ali de outra forma.

Quando me dei por satisfeito, mais um bom tempo havia se passado. Assim que religuei thinkerbell o radar apitou sobre a presença de algum monstro nas proximidades. Não consegui encontrar nada, inclusive sob o olhar da visão de calor, mas o ponto azul, que indicava uma presença mágica neutra, me fazia acreditar que alguma coisa estava à espreita. O fato de não pertencer a um monstro me tranquilizava, mas eu ainda estava incomodado com aquilo.

Depois de verificar todos os erros que apareciam na tela eu religuei os motores e me preparei para alçar vôo quando, de repente, raízes brilhantes se projetaram do chão e envolveram a nave, me mantendo preso ali. Do meio das árvores, surgiu uma figura inusitada, e no radar percebi que era o mesmo pontinho que tinha visto antes.

Spoiler:
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Olhei para ela assustado, e ela ergueu a mão, fazendo os ramos luminosos afrouxarem o aperto. Reduzi a pressão nos aceleradores e abri a portinhola de cima, saindo e perguntando:
-- Que porra é essa, minha senhora?
Enquanto fazia isso eu me preparava para acionar as armas nas laterais de thinkerbell. A tia , para minha surpresa, respondeu;

-- Que porra é essa digo eu, pivete. Você não devia estar aqui! E que desssgraççça é esssa em que você está dentro??

Fiquei tão horrorizado que escorreguei e passei e mão sem querer pelo controle de thinker, e a nave deu um loop escorregando das videiras brilhantes e se chocando contra o chão.

Devo ter dado um grito indigno de dor, mas não tenho certeza. Tentei estabilizar a nave o mais dignamente possível e por fim, estacioná-la e descer com uma das mãos apoiadas sobre o coldre da pistola atrás da cintura. A mulher-lagarto não aparecia como mis do que uma brisa de cor mais fria que o normal no visor do monóculo, e compreendi porque não conseguia identifica-la; lagartos se igualam à temperatura ambiente.

-- você é roran. E conseguiu consertar sua nave – Falou ela com sotaque, e eu percebi que devia ser a criadora das gárgulas.
-- e você, devia deixar seus pombos presos – Respondi – aquelas gárgulas amassaram meu bem mais precioso. Eu não tinha a intenção de cair nesta merda de ilha.

Ela inspirou profundamente e por um momento acreditei que fosse cuspir fogo em mim como uma de suas gárgula, mas ela falou:

-- VocÊ não devia nem ter conseguido entrar aqui, semideus. É isso o que você é, não é?

Confirmei, hesitante, com a cabeça.

Ela se aproximou lentamente, e percebi que estava mais focada na nave e em meu braço do que em mim, na verdade.

-- E... O que...

-- Uma nave. E um braço robótico. Eu os construí, porque perdi um braço e queria ter outro, e porque queria ir a lugares distantes e não tinha como. Mais alguma pergunta?

Ela me olhou com uma expressão estranha, e ponderou por um momento. Uma borboleta de luz pousou em seu ombro, e ela conversou com esta pequena entidade por uns momentos antes de virar para mim e falar:

-- você... Deveria me acompanhar. Por favor.

Não havia nada de por favor no tom daquele “por favor”. Olhei para minha nave, que tinha sido atingida por fortes golpes e depois presa... Eu não queria vê-la sofrer mais, então suspirei pesadamente e abri os braços, acenando para ela.

Durante alguns minutos nós caminhamos pela floresta. Thinkerbell nos seguia às nossas costas, programada para apenas se aproximar de mim constantemente, evitando os obstáculos. A mulher-dragona foi bastante cortês, para minha surpresa, apesar de me tratar como uma espécie intelectualmente inferior. Ela conjurou um espírito luminoso que nos seguiu ao longo do caminho, iluminando a noite, e em alguns minutos nós estávamos diante de uma cabana. Uma pequena cabana no meio da floresta, com um jardim de 1x1m no chão à frente, com abóboras flutuantes brotando até o teto.
-- entre – Falou ela, que tinha se apresentado como Já-zar, e abriu a porta.

Olhei bem para ela. Bom, pode ter sido imprudência, mas não vi nada de malévolo em seu semblante, então entrei na casinha e para minha surpresa, ela era enorme por dentro. Um casarão, onde uma guria de uns 9 anos e uma senhora de idade me olharam com estranheza.

-- eu não lembro deste aí – Fala a garota, inclinando a cabeça como um cãozinho confuso.

-- Foi ele quem entrou na ilha sem permissão – falou Já-zar – em uma... uma nave voadora!

As mulheres riram por um momento, e a garota pulou animada da cadeira de onde estava.

-- Espere, uma nave voadora, como nos filmes?

Ela correu porta-afora e eu a segui de perto, preocupado com o que uma guria estranha, provavelmente uma bruxinha selvagem, poderia fazer com minha nave.

Quando ela saiu pela porta eu a perdi de vista por um momento, e quando saí na frente da casa, só vi minha nave, sem garota. Quando então um movimentod entro de thinkerbell me chamou a a atenção, e percebi que a piveta estava lá dentro, sabe-se deus lá como. Corri para a nave abrindo-a com um toque, e me estiquei para tentar pegar a guria.

-- ei! Espere, tenha respeito, você está pisando no banco!

Tentei argumentar com a piveta, mas ela estava eufórica demais para isso, então a puxei pelo cangote como um gato até o chão e ela me chutou na barriga com força.

-- Vamos, comporte-se, charlote – Falou a velha, saindo na prota da casa e olhando admirada para Thinkerbell.

-- Vocês são o que, selvagens? – perguntei, e elas todas me olharam feio.

-- Somos estudiosas, sr. Roran. Selvagem está longe de nos descrever.

Estreitei os olhos para a mulher-lagarto, duvidando sobre o quão estudiosas poderiam ser, mas quando lembrei das prateleiras cheias de livros dentro da casa mágica, eu percebi que talvez não tivessem mostrado tudo de si.

-- que ilha é esta afinal? E quem são vocês, claro.

Elas me deram um resumo sobre como aquela ilha abrigava as pessoas que buscavam conhecimento, e sobre como a segurança era rígida e como fora estranho eu ter entrado tão facilmente.

-- bom, se esta ilha abriga conhecimento, eu talvez devesse vir até aqui. Há aqui algum mestre ferreiro ou mecânico?

Já-sar ergueu uma sobrancelha reptiliana para mim enquanto a velha dava uma risadinha.

-- Não. Nós estudamos apenas magia.


Quando ela falou aquilo, uma luz estalou dentro de mim. Por que eu havia perguntado por forjas? Não! Eu tinha partido em busca daquilo, de magia!

-- S-sim! Magia! Há aqui alguém que possa me ensinar magia!?

Elas reviraram os olhos.

-- bom, há várias pessoas aqui que poderiam lhe ensinar magia. Mas... Não seis e alguém irá.

Ela sentou-se com arrogância e estalou os dedos. Uma cadeira surgiu atrás de mim, golpeando-me nos joelhos e me fazendo sentar diante da mesa, onde um chá pronto surgiu fumegando. Uma gárgula surgiu da cozinha usando avental e pôs cookies sobre a mesa, e retornou para seus afazeres domésticos.

-- Bom, eu posso invocar fogo! – Ergui a mão e fiz uma esfera de fogo surgir e dançar em círculos na palma da minha mãos, e elas deram de ombros.

-- Bom, você então sabe algo de magia. Ainda não nos contou como conseguiu romper as defesas da ilha.

-- que tipos de defesa a ilha possui? Eu já falei que não fiz isso propositalmente, não é?

Ela hesitou em me contar as defesas, mas então a garotinha disse, em um tom de sabe-tudo:

-- Há uma bolha! Uma bolha de névoa ao redor! Só feiticeiros entram! Só feiticeiros saem!

Estreitei as sobrancelhas, ponderando sobre a questão enquanto as mulheres ralhavam com a garota, que parecia arrependida de revelar a informação. Quando eu entrei na ilha... Bom, estava na nave. Talvez... Talvez o sistema de ecdise, que turvava a névoa ao redor da nave, tenha revestido-a e permitido entrar no espaço restrito da ilha mágica.

Revelei minha teoria para as mulheres, e novamente a já-zir ergueu suas sobrancelhas para mim.

-- você conseguiu criar um dispositivo mágico tão eficiente em sua geringonça com um conhecimento tão vil em magia?

Dei de ombros e tentei explicar-lhe sobre como as forjas pareciam ser uma forma de magia, e sobre como havia criado o sistema que converte energia em vibrações da névoa para camuflar minha aeronave. Expliquei também sobre como ela voava com o auxílio dos colimadores gravitacionais, e como era alimentada pela energia dos geradores à base do poder de dragões do trovão. Ela pareceu genuinamente fascinada com o desenrolar das explicações, e para meu espanto e felicidade, compreender do que eu falava, embora de um ponto de vista completamente diferente.

-- Isso... Bom, esses processos envolvem magia arcana, magia de conversão, controle da névoa, magia elétrica, magia espacial... E tudo isso, sem ser um mago? Talvez eu o tenha julgado mal, garoto.

Sorri sem graça, mas muito feliz com o reconhecimento da mulher. Talvez se ela gostasse de mim, aceitasse me ensinar magia.

-- Aqui... Esta ilha, é um lugar onde nós, magos, nos reunimos para buscar por mais conhecimento. Tudo tem um cusco, claro, especialmente conhecimento, mas aqui nenhum conhecimento é proibido – e, muito menos, subestimado. Eu jamais pensei que pura tecnologia fosse capaz de recriar feitos que eu só vi mediante magia. O que você faz... Me parece com as artes dos mortais. Não me agrada, mas a eficiência disto é assustadora. Você talvez tenha a moeda de troca necessária para viver aqui, afinal.

Durante aquela noite eu permaneci ali com as bruxas na casa. Elas me mostraram um série de magias de sua especialidade; a idosa demonstrou como era capaz de fazer nascer qualquer tipo de planta, e controla-las como quisesse. Foi como criou a casa, ela observou, e naquele momento percebi que a casa crescia diretamente do chão ao redor; não havia quinas nas paredes, pois a madeira se fundia diretamente com o chão.

A garotinha era capaz de magia espacial. Transportava a matéria através do espaço sem função do tempo; em suma, teletransporte. De cara foi o que achei mais impressionante.

Já-zir, por sua vez, era uma invocadora, capaz de dar vida a gárgulas de pedra e forma aos espíritos dos mortos. Ela viera de uma terra muito distante para aprender com a Deusa, ela disse, e antes que eu pudesse perguntar sobre qual deusa, Julia, a pequena bruxinha, se teleportou para o meu lado e perguntou sobre o meu braço robótico, e me distraí em uma animada conversação com a garotinha sobre como havia perdido meu braço derrotando um demônio, e sobre como havia construído aquela belezura para substituir o membro perdido. Já-zir pareceu interessadíssima sobre o demônio, e ficou mais interessada ainda quando lhe mostrei as chamas avermelhadas que conseguia invocar. Tentei lhe dizer que elas não mudavam em nada das chamas comuns, mas ela insistiu que eu lhe mostrasse-as mais tarde novamente, e me diverti com a ideia de uma mulher-lagarto ficar tão interessada em um fogo mais vermelho que o normal.

Na manhã seguinte acordei um pouco assustado. Jazir e as outras não se encontravam dentro da casa, mas fiquei tranquilo quando saí e vi que minha nave estava no lugar, apesar de ter uma guria dentro dela.

Julia estava brincando de “Caçada Aos Aliens”, segundo ela. Suspirei e decidi que desde que a nave estivesse desligada, não seria perigoso deixa-la brincar. Perguntei à garota se havia uma forja em algum lugar da ilha, mas ela me disse que não. Que tudo que era feito, era feito com magia. Forjas eram uma verdadeira raridade.

Suspirei exasperado, jogando a sacola com itens de forja de volta no banco traseiro da nave. Ok, eu deveria criar uma fornalha? Com pedra e barro, com certeza posso fazer uma. Mas... Talvez eu não devesse sair de minha zona de conforto? Imitá-las e... forjar com magia?

Olhei para a sacola de materiais novamente, e tomando fôlego para não perder a coragem, eu a puxei de volta e fechei a porta, deixando Julia gritando MORRAM, CRIPTONIANOS, MORRAM! Lá dentro.

Sentei-me diante da mesa de rituais que havia aos fundos da casinha. No caminho, passei pelas diversas prateleiras na sala, pegando todos os livros cujos títulos pareciam conter algo útil; Controle Básico do fogo, Magia de Magnetismo, os Segredos da Confecção de Artefatos. Meu local de estudo era uma mesa de pedra cercada por troncos. Em cima dela, deixei os materiais que tinha à minha disposição; bronze, prata, um saquinho com carbono, cobre, osso, ouro imperial, cobre, escamas de dragões das sombras, um cristal carregado com essência do vento, dentes de cão infernal a rodo, chifres de Minotauro, um martelo de forja, alguns livros e só... Suspiro, sem ter ideia de por onde começar. Então, abri o primeiro livro, sobre controle do fogo, e pus-me a ler aquelas páginas enfadonhas e cheias de runas que não compreendia entre uma página e outra. Alguns pontos foram pertinentes, sobre a forma como o livro abordava a manipulação do fogo como uma magia, e não como um sentido a mais, como eu a havia usado desde sempre. As técnicas que os magos têm de dominar para dominar o fogo – e eu não – acabavam por dar-lhes uma grande compreensão e macetes de como manipular melhor as chamas.
No segundo livro aprendi como eles dominavam os metais. Não era uma forma muito diferente da que eu ou meus irmãos usavam, embora fossem mais incisivos em sua magia do que nós. Então, aos poucos, comecei a trabalhar, usando meu chulo controle sobre o metal para moldar o bronze das barras e dar-lhes uma forma diferente à que tinham. Primeiro, moldei um aro de bronze, do diâmetro de uma pulseira. Dentro dela, uma trama de fios ligavam a um aro menor, do diâmetro de um anel por sua vez.

Suspirei, sentindo minha cabeça pesar enquanto eu usava aqueles poderes de uma forma que não estava acostumado. Dobrar o metal com a mente fazia-o parecer mais duro do que quando o dobrava a marteladas e fogo. Fogo, pensei.

Inspirei profundamente, lembrando-me das palavras do livro sobre como a respiração e a plenitude astral interferiam no controle das chamas. Lembro-me das palavras que diziam que o controle sobre a respiração era o primeiro ponto para controlar as chamas corretamente. Não tenho nada a perder, pensei enquanto inspirava novamente, tão fundo quanto podia, e liberava o ar com tranquilidade pelo nariz, sentindo minha respiração esquentar mais e mais dentro de mim. Por fim, inspirei fundo uma ultima vez e quando expirei, concentrei toda a minha energia e todo o calor que havia produzido naquele sopro, despejando um fluxo de chamas sobre o metal à minha frente, concentrando toda a minha vontade no bronze, e vendo o fogo espiralar ao redor dele como se soubesse que era ao metal que deveria transferir todo o seu calor. Enquanto o metal aquecia tratei de tentar moldá-lo novamente e eprcebi que, quanto mais quente, mais fácil ficava manipular o bronze. Quando meu fôlego acabou eu finalmente cessei o fluxo de fogo e inspirei novamente, recuperando o fôlego. Trabalhei rapidamente nos detalhes do objeto, tornando os fios que ligavam o aro interno e o externo mais firmes e acertando as bordas, de forma que um objeto de uns 100g estavam em minhas mãos no fim. Olhei para o grafite e então para as escamas de dragão de sombras.

Me estiquei para pegar o grafite quando uma voz animada falou ao meu lado:

-- O que você está fazendo?

Dei um salto do banco e deixei cair o saquinho nas mãos. Olhei pro lado e dei de cara com uma muito animada júlia, que observava com atenção os objetos sobre a mesa.

-- Você está criando um artefato? Você sabe moldar metal? E fogo! Você é um ferreiro, não é? São poderes convenientes, não é mesmo? Por que perguntou sobre uma fornalha se podia fazer isso a qualquer momento?

Fiz um facepalm enquanto a garota fazia perguntas sem parar. Me estiquei para pegar as escamas no chão, mas julia estalou os dedos e elas reapareceram sobre a mesa. Olhei emburrado para a garota exibida e agarrei as escamas e o martelo. Esta mesa não vai aguentar as porradas, pensei, olhando ao redor.

-- Há alguma rocha resistente por aqui?

A garota apontou para a mesa de rituais à frente, e ergui uma sobrancelha.

-- eu preciso quebrar estas escamas com este martelo. Esta pedra não vai aguentar.

Juia cruzou os braços com uma expressão desafiadora.

-- Eu vou lhe pagar cem dracmas se você rachar esta pedra.

Sorri, me achando ridículo por me esquentar com a birra de uma criança, e pensando que as mulheres provavelmente iriam me matar quando chegassem. Mas, coloquei as escamas sobre a mesa e apoiei uma perna sobre o banco, erguendo o martelo com ambas as mãos. Então olhei pra cara triunfante da garota e soltei o martelo, descendo o punho de oricalco sobre a mesa, sem ligar de mirar nas escamas.

Senti o impacto através do braço metálico e em meu tronco. Senti o ombro doer, tanto quanto havia doído quando atingi a gárgula; Na verdade, doeu mais; quando olhei para a rocha, fiquei abismado em vê-la intacta. Um leve brilho esbranquiçado recobria a superfície da pedra onde eu a atingi, mas diminuiu até sumir enquanto eu olhava.

-- Eu disse. A rocha é encantada para resistir à maior parte dos rituais, e para isso, precisa ser resistente a temperatura, energia, choques, e bla bla bla – ela balança a mão com as banalidades daquilo.

Olhei para a pedra diante de mim, pensando em como o oricalco não tinha feito nenhum arranhão nela, e comecei a rir diante da maravilhosidade daquilo.
Reuni as escamas e esmaguei-as com o punho de oricalco, feliz, enquanto refletia sobre o que a garota acabara de dizer. No acampamento também tínhamos equipamentos encantados, adaptados ou construídos com técnicas superiores para que pudessem ser usados durante a forja de outras armas, mas nada daquele nível. Uma rocha comum, tornada tão resistente quanto o metal mais poderoso, com alguns encantamentos. Este é o poder de anos de conhecimento. Quanto eu poderia fazer com isso?, penso, sentindo o fogo da criação acendendo-se dentro de mim depois de muito tempo.

Sentei-me diante da mesa novamente, juntando o pó negro oriundo das escamas esmagadas junto à barra de bronze. Investi os minutos seguintes moldando um vaso de bronze, no qual juntei as escamas com um pouco de grafite e pó de bronze, ouro imperial e prata. Controlando a barra, moldei o vaso onde juntei tudo para que se fechasse ao redor daquele material, selando tudo a vácuo dentro de uma cúpula de bronze, sobre a qual despejei mais uma torrente de chamas. A garotinha parou ao meu lado, olhou com curiosidade e estalou os dedos. O ar ao redor da esfera à minha frente pareceu torcer, e de repente as chamas começaram a se concentrar mais ao redor dela, aquecendo mais rapidamente.

Interrompi o fluxo das chamas para pegar ar, e vi que elas continuavam girando ao redor do bronze, como um pequeno sol. Questionei a garota e ela me disse como estava manipulando o espaço ao redor do objeto para que atraísse as chamas e as concentrassem ali. Observei enquanto o pequeno sol morria, deixando apenas a esfera de bronze flutuando, incandescente, no centro da mesa. Expliquei para ela como estava realizando uma técnica um tanto quanto rudimentar junto a um pouco de minha magia de metal de filho de hefesto para fundir o carbono, o bronze e as escamas em uma única coisa, usando o bronze como liga para unir as outras partículas e criar um cristal com os três materiais.

Para isso, me concentrei em sentir a esfera de bronze e o material dentro dela, usando as partículas de bronze, ouro e prata em pó como canalizador para unir tudo que se fundia igualmente no calor ali dentro.

Deixei o material aquecendo mais ali dentro, enquanto as partículas se reorganizavam a seu devido tempo usando o calor da esfera de bronze como energia para suas reações, facilitadas pela minha magia.

Enquanto isso, puxei meu caderninho de anotações e comecei a fazer cálculos nele, sobre as quantidades de prata, bronze e ouro imperial lá dentro. O ouro imperial era o elemento mais energético que eu conhecia, sendo uma molécula capaz de gerar energia própria a partir de uma certa quantidade. O bronze era capaz de potencializar esta sua energia produzida e, a prata por sua vez, era o materal da magia pois era o metal com melhor taxa de condução energética, e era através da prata que eu esperava que a energia escura vinda das escamas pudesse se fundir com a energia vinda do ouro imperial e do bronze, e ficasse acumulada no diamante cristalizado à volta de todas estas partículas.

As horas se passaram enquanto eu corrigia os cálculos de material, de níveis de solubilidade ou interação de cada martícula metálica, usando o ipad para realizar algumas contas enquanto eu corrigia outras. Por fim, depois de mais alterações na estrutura dos aros, adicionando prata na mesma e cobrindo-a com uma camada de fuligem, e reduzindo o tamanho dos aros para que ficassem próximos, me dei por satisfeito. A noite já chegava sobre nós, e até aquele momento a garotinha só tinha saído do meu lado para buscar um pouco de Cookies. Eu havia assoprado chamas sobre a orbe mais uma vez, para amnter a temperatura pelo tempo adequado e por fim, quando a esfera esfriou, eu a abri controlando o metal e deixei a joia bruta, de coloração roxo-escura, cair sobre a mesa, onde a deixei esfriar sob a luz do luar, que se esgueirava por trás da grande montanha atrás de nós.

Enquanto a joia esfriava, ouvimos o barulho das portas na casa, e momentos depois já-zir e a velhinha, magda, se aproximaram .

-- O... O que temos aqui...? – perguntou já-zir, rodeando a mesa e olhando atentamente para a pedra no centro.

Eu já ia começar a explicar quando júlia tomou a frente e começou a tagarelar sobre magia, interação energéticas e outras linguagens mágicas que não fizeram 100% de sentido para mim. Enquanto isso, eu peguei a joia, sentindo que estava muito, muito mais fria do que eu esperava, estava na verdade gelada, então comecei a lixá-la com uma lixa especial para bronze, e vi que deu resultado, então a moldei até que pudesse ser encaixada nos aros que eu forjei com cuidado. Então o fiz, flexibilizando um pouco o metal para que pudesse encaixar com perfeição a pedra dentro dele.

Spoiler:
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Moldei com delicadeza o fio de bronze que prenderia o artefato. Eu conseguia, com certo esforço e debilidade, sentir uma energia vibrando para o cristal. Minha intenção era criar um cristal que pudesse produzir energia para feiticeiros como Já’zir, mas aquela coisa parecia sugar, e não dar energia para o arredor.

Quando olhei para a lagarta eu fiquei surpreso com sua expressão de surpresa.
-- Isso é incrível! Você criou um cristal mágico assim, do nada!

Ela deu voltas e voltas ao redor da mesa enquanto discutia com a mais velha sobre fórmulas de interação alquímica, e observei-as atento, percebendo que também usavam a matemática e a química em suas magias. A ideia me deixou ainda mais excitado e, aos poucos, estávamos os três em debate sobre as propriedades da pedra. Fiquei simplesmente abismado sobre o quanto elas compreendiam mais do que eu mesmo sobre o que eu tinha acabado de criar.

O cristal não pode dar energia assim... Mas, ele está, sim, produzindo energia. O problema é que energia de elemento sombras tem tendência a tomar, e não dar poder. Então, o cristal rouba mais energia ainda do ambiente e a concentra em si... No caso, o cristal alimenta-se do poder das sombras. É um item que qualquer necromante ou feiticeiro ficaria feliz em ter.

Por fim, estávamos falando na mesma língua. Eu desconhecia muito as características dos elementos que não fogo e elétrico, sobre os quais já havia estudado em minhas criações, então não me surpreendeu que o elemento sombras se funcionasse de forma completamente diferente dos outros dois. Assim, suspirei, percebendo que minha ideia tinha falhado, mas perguntei sobre o que poderia ser aquilo;

-- Bom, esta coisa deve conseguir armazenar uma boa quantidade de energia, sobretudo à noite... Você pode alimentar um artefato mágico com isso, ou manter uma quantia reservada aqui. Só não irá gerar muita coisa durante o dia, mas de noite... Então será útil. Eu poderia usar isso para criar uma bela melhoria de segurança por aqui, por exemplo.

A noite seguiu agradável enquanto ela comentava comigo sobre o dia. Ela havia relatado sobre minha entrada na ilha, o que me deixou surpreso, e comentou sobre o conselho de bruxas da ilha. Fiquei surpreso que aquilo tivesse tanta organização.

-- .. e então concordaram que você poderia ficar, mas a apalavra final, claro, é da Deusa – novamente ela citou aquela tal deusa – mas, felizmente, ela disse que já estava interessada em você... e que sua chegada era, de alguma forma, desejada. Você tem permissão para permanecer e estudar, mas, deve se encontrar com a deusa para receber sua permissão presencialmente. E... Boom, sobre isso, precisa entender que criar uma relação com esta ilha, com este lugar, com esta Deusa, é algo sério. Você não possui um deus patrono ou uma matrona, possui?

--Não... – respondi, sem saber se estava aliviado ou preocupado.

-- Bom, então, sorte sua – falou ela com simplicidade – Caso seja isso que você quer para sua vida, caso não tenha dúvidas de que apenas o conhecimento e o estudo o irão satisfazer, então, o meu conselho, meu amigo... É que fique. Faça o juramento, e tenha passagem livre para este lugar, para nosso conhecimento, para nossos livros e nossas mentes. Aqui, estamos todos unidos pelo conhecimento.

Eu não precisva ponderar sobre muitas coisas naquele momento. Lembrava-me de meus colegas e dos deuses a quem se afiliavam; Hera, Hércules, Pã... Eu não tinha interesse naquelas coisas, apesar de ver diversas vantagens em cada filiação daquelas. Pela primeira vez, as propostas de um deus me deixavam tentado. Conhecimento, estudo sem restrições, um espaço adequado e cheio de gente adepta às mesmas pesquisas loucas que eu... eu me sentia uma criança descobrindo um playground proibido no fundo da escola.

-- Eu aceito – falei, e as três bruxas me olharam com um sorriso. Percebi que as três provavelmente já tinham passado por aquele momento.

-- então... Seja bem-vindo à nossa irmandade. E amanhã você ará seus votos... Seja bem-vindo ao lar dos feiticeiros de Selene, meu irmão!


Passivas a serem Consideradas:


Nível 1 - Perícia em Forja [Inicial]: Como filho do deus das forjas, você poderá forjar seus próprios equipamentos, ou até mesmo para outra pessoa. Suas mãos, apesar de brutas são capazes de criar belos detalhes e manusear pequenos objetos. Ao decorrer da sua vida quanto mais forjar coisas, mais você se aperfeiçoará, e o seu nível de forja aumentará, dando-lhe mais opções do que fazer. Neste nível pode apenas forjar com destreza armas simples, de Bronze celestial, Ferro Mortal e só, como Espadas, Adagas ou fazer reparos em armas mais complexas. Pode também criar mecanismos simples.(+ 5 FOR)

Nível 1 - Resistência ao Fogo: O herói tem uma resistência física maior que as outras pessoas a ataques e danos do tipo fogo e calor. (+5 CON )

Nível 2 - Febre: Quando o filho de Hefesto luta em lugares quentes ou abafados, assim como nas forjas, sua força e suas habilidades são ampliadas. (+10 FOR E +10 DEF nessas condições)

Nível 3 - Perícia Bárbara [Inicial]: Confere nível de perícia [Inicial] para a perícia Bárbara. Permite que o herói treine suas outras perícias até o nível [Inicial]. (+5 FOR)

Nível 6 – Luminosidade: Os filhos de Hefesto desse nível, por tanto trabalharem em forja, estão acostumados com a luminosidade do fogo e das faíscas, adquirindo assim uma resistência quanto à cegueira causada em lugares incendiados. Não ficando ofuscados com altas quantidades de luz ou calor proveniente do fogo. OBS.: A habilidade de outros semideuses ainda o afeta.

Nível 7 - Pele de Aço: Por controlar o metal, quando receber um golpe vindo de equipamento metálico o dano será reduzido(caso o atacante seja forte demais, a redução vale só para os primeiros golpes. Caso o golpe seja forte demais, só há uma redução do dano do ataque). (+10 DEF CONTRA METAL)

Nível 9 - Força Bruta: O filho de Hefesto, por trabalhar com materiais pesados, possui uma maior força bruta. (+10 FOR)

Nível 9 - Perícia Bárbara [Intermediária]: Confere nível de perícia [Intermediário] para a perícia Bárbara. Permite que o herói treine suas outras perícias até o nível [Intermediário]. (+10 FOR)

Nível 10 - Cura Flamejante: A partir desse nível, o filho de Hefesto não levará mais danos para fogo. Pelo contrário, ao entrar em contato com ele, se regenerará, recebendo 10 de HP e MP a cada rodada em contato com o fogo. Não pode ser fogo produzido por ele nem por seus itens.

Perícia em Forja [Avançado]: Agora, tendo um vasto conhecimento e uma boa experiência quando se trata da metalurgia e da criação de robôs, você é capaz de criar armas complexas, com variados efeitos. Pode também encantar um armamento para que este se disfarce aos olhos alheios, como uma Caneta que vira uma Espada, um Bracelete que se desdobra em um Escudo ou, quem sabe, uma bela tiara que se revela na verdade um imponente elmo. Pode usar qualquer material.

[Habilidade Única] Rearranjo: Depois de muito tempo forjando e aprendendo sobre as diferentes propriedades dos mais diversos tipos de materiais, em especial metais, Roran adquiriu conhecimentos extraordinários, podendo modificar suas propriedades físicas sem alterar as mágicas. Pode, por exemplo, transformar uma chapa de metal em tecido, tão resistente quanto, ou uma haste de bronze em um cabo de bronze, com propriedade elástica. As opções são infindáveis, expandindo-se de acordo com o conhecimento/nível/perícia em forja do usuário. A habilidade requer extrema concentração, e só pode ser usada durante uma Forja, jamais em batalhas.

Encantar Forja II:  Agora o ferreiro pode fazer praticamente qualquer encantamento na arma que está fabricando, isto é, pode lhe conceder um ou mais efeitos especiais. A intensidade e poder do efeito, a partir de agora, depende do seu nível. A energia depende do efeito desejado com o custo mínimo de 100 pontos de energia e só poderá ser ativada quando o campista estiver forjando algo. Caso tenha dúvida se este nível de encantamento é suficiente para forjar o que quer, pergunte à um ADM (de preferência antes de fazer a forja para evitar mimimis).


Item que desejo Criar ao longo da Narração;

- Filtro de Sombras: Um cristal que possui a capacidade de absorver e acumular energia negra em seu interior. Pode acumular até 30 de Energia durante o dia (5 por rodada), ou 90 à noite (10 por rodada). Esta energia só pode ser usada por magos ou filhos de Hades, e para habilidades de essência negra. Na presença de um filho de Hades com Passiva Afinidade das Trevas, +5 Energia por Rodada.

Consumindo:

- Bronze Celestial [0,100kg]
- Prata [0,70kg]
- Ouro Imperial [0,50kg]
- Escama de Dragão das Sombras [x3]
- Grafite [0,150kg]



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por Zeus em Qua 13 Fev 2019 - 9:02

Zeus

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Itens de feiticeiro

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- Filtro de Sombras: Um cristal que possui a capacidade de absorver e acumular energia negra em seu interior. Pode acumular até 10 de Energia durante o dia (2 por rodada), ou 60 à noite (5 por rodada). Esta energia só pode ser usada por magos ou filhos de Hades, e para habilidades de essência negra.



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#2

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